Verão
Que, se sabe da vida é que ela é passageira, tal como uma chuva de verão numa manhã qualquer, o que se vive é o que e tem.
Eu tinha que voltar, mas, antes que percebesse, era verão. Estar com vocês dois… era tão divertido. Foi a primeira vez que vi um rio na superfície. A primeira vez que andei de bicicleta. A primeira vez que descobri quão vasto é o céu. E, acima de tudo, a primeira vez que vi tanta gente num só lugar.
Nesta vida tudo passa.
Passam as estações do ano:
Outono, inverno, primavera e verão.
Passam as noites e os dias:
As nuvens no manto azul
E as estrelas no manto escuro.
Tudo passa nesta vida,
Ficam apenas as amizades, as alegrias,
As saudades, as poesias e a paixão.
Para essas coisas não existe despedida.
Passa a beleza da flor,
Mas não passa o amor.
Desejo Sombrio
Tantos invernos se passaram e ainda não vi o verão.
Ver o mar, sempre foi o meu desejo
Ainda escuto quando os gritos começaram
O desejo veio como uma assombração
Pois não sabia que seria vermelho
Por quê? Por que os humanos são tão fracos?
Por que não conseguimos fazer nada além de chorar?
Que droga! Ainda não é o fim!
Eu juro que eu vou matar. Eu juro que eu vou me vingar!
Mas hoje te entendo, nós somos iguais!
Manipulados por aqueles que acham que sabem mais!
O mundo é cruel, ele implanta o medo e tira o sossego!
Afinal, eramos só crianças, não é mesmo?
Nem todos são maus, é verdade, o mundo que torna mais!
A tropa já está vindo, eles mais querem é a paz!
É uma pena, também queria poder esquecer,
mas tiraram tudo de mim!
Por isso vão morrer!
era um simples amor de verão, eu lembro de tudo, das noites em claro, das conversas que pareciam nunca ter fim, das tardes no parque, de quando chovia e ficamos juntos debaixo daquela garoa fina, uma garoa que não nos deixava com frio, que apenas esfriava o calor de nossos corpos, um calor aconchegante mas feroz e ardente.
talvez em outra vida, eu tivesse sido seu garoto, talvez eu tivesse dito as palavras certas, talvez você tivesse ficado, e nem com todas as estrelas do céu, em seu borrão e sua clareza ofuscante, nem o brilho segante e o calor ardente, superava o que o seu toque fazia em meu corpo...sinto sua falta
Por entre as flores na primavera,
Entre os vales de outono,
As alegrias de verão.
Guia-me há caminhos de honestidade
Longe das dores e amarguras
Livra-me da solidão.
E por todo o percurso que haja em mim esperança!
Permita que não abale em mim a minha perseverança,
Para que meus sonhos tenham o poder de se transformar
E que eu alcance a realidade!
Não esqueças da minha fidelidade,
Minha caminhada para te louvar,
O meus pecados de nada valem
Pois em ti estará a minha fé.
É um gostinho assim bem doce, daqueles que lembram o verão, o calor, a brisa do mar.
Gostinho da última bolacha do pacote, do último pedaço de pizza. melhor dizendo, do último gole de Coca-Cola (assim é bem mais sincero).
Um gostinho apimentado, sonhado, fantasiado. Gostinho de domingos de manhã, aqueles domingos de manhã.
Gostinho de escurinho, de beijinho na nuca e segredinho ao pé do ouvido.
Gostinho de filme na sala, de conversa na varanda, de riso na cozinha e de... bom, o resto dos cômodos deixa pra lá.
Um gostinho que arrepia o pelo, um gostinho que é 'inho' só na palavra, porque é forte, é arrebatador, é viciante.
Mas, quem diria, é leve.
É um gostinho de quero mais você
(pra ele)
Perceber
Sorriso aberto como uma praia no verão
Olhos de quem vê o futuro no passado
Cabelos pretos como sombra assustada
Pele bonita como fada encatada
Assim é você, que conquista sem vê
E mesmo assim, continua sem crê
Que a vida quem faz é você
Se existe problemas
A vida é curta pra tudo que ruim
Mas basta viver, como sonho sem vê
E basta viver como se tudo fosse sonho sem fim
Pois se existe alguém que gosta de você
Você, vai ver..
Vai perceber
E vai sentir todo amor que ele tem por ti.
"Inverno, primavera, verão ou outono
Tudo que você tem de fazer é chamar
E eu estarei lá, sim, sim, sim
Você tem um amigo......"
"O Verão te molda, o Outono te solta, o Inverno te enfeita, e a Primavera se rende aos teus encantos."
Sou um extremista
No inverno como sorvete
No verão chocolate quente
Faço de mim um solo improvisado de jazz
Toco notas belas e notas tortas
Marco encontros com o acaso, sussuro e grito dentro e fora do tom
O que importa é o momento, a emoção
Somos ciclos... Primavera, verão, outono e inverno. Depois de nos vermos podados pelas provas da vida, renascemos em flores com as lições aprendidas... Brilhamos como o sol ao passá-las adiante. Começamos então a ver nossas flores e folhas, antes tão belas, amarelarem e caírem, pois novas lições estão prestes a serem aprendidas, então, no frio da insegurança de nossas aprendizagens, nos fechamos, esperamos o mau tempo passar... Com ele, novos brotos começam a surgir e logo, logo as flores de uma nova primavera...
Dizem que um amor de verão acaba, mas às vezes o que começa com algo pequeno,
pode levar a algo real. Uma simples viagem à praia pode ser o preciso para limpar
nossa cabeça e abrir nosso coração. E escrever um novo final para uma antiga história.
Tem aqueles que são queimados pelo calor. Eles só querem esquecer e começar de novo. Enquanto têm outros que querem que cada momento dure para sempre. Mas todos concordam em uma coisa. Bronzeamentos desaparecem, clareamentos escurecem, e todos ficam de saco cheio de areia em nossos sapatos. Mas o fim do verão é o começo de uma nova estação, então, nos encontramos olhando para o futuro. Você ainda não viu nada.
O OUTONO E NÓS, SERES OUTONAIS
Foi-se embora o espalhafatoso verão!
De dentro do eterno ciclo da natureza retornou o outono, sereno e calmo!
“La belle season” é como batizaram os franceses esta estação que nos descortina as renovadas-vestes-da-divindade presentes na natureza.
Outono é uma parábola de nós mesmos, seres outonais! Suas manhãs são mais poéticas e os seus crepúsculos são mais filosóficos. Aquelas são belas em sua melancolia. Estes são melancólicos em sua beleza. Assim, somos todos nós.
Creio que é no outono que entendemos melhor o ensinamento de Oscar Wilde: “ser como crianças, para não esquecermos o valor do vento no rosto e ser como velhos para que nunca tenhamos pressa".
Isso é sabedoria. E se nos tornarmos mais sábios, já não precisaremos mais ter medo de envelhecer. Afinal, a vida também é um eterno renascer.
Coisa que só o outono ensina. O resto são folhas mortas.
