Ver
O pior cego já não é aquele que não quer ver, mas aquele que acha que vê. Não querer ver é opcional, achar que vê é estupidez.
Não tive nada a ver com o 11 de setembro… apenas carrego comigo a doce certeza de que até em dias sombrios Deus acende luzes.
Não tive nada a ver com o 11 de setembro… Só carrego a Culpa, a Gratidão e a Graça de ter nascido num dia bom, com a doce certeza de que até em dias sombrios Deus acende luzes.
Normalmente, quando a Crítica ou Julgamento é de Mulher para Mulher, só consigo ver
Duas Vítimas.
Há, nesse tipo de embate, uma dor tão silenciosa que muito raramente alguém sabe — ou se atreve a — nomeá-la.
Não se trata apenas de um conflito entre indivíduos do mesmo gênero, mas de um reflexo profundo de estruturas que atravessam gerações.
Quando uma mulher critica ou julga a outra, com ou sem dureza, muitas vezes não está exercendo poder — está reproduzindo um sistema que, historicamente, a ensinou a competir, a vigiar, a se moldar e a sobreviver dentro de limites mais estreitos.
O machismo não se sustenta apenas pela imposição direta, mas também pela internalização.
Ele se infiltra nos gestos cotidianos, nas expectativas sobre o corpo, o comportamento, a maternidade, a carreira, a sexualidade…
E, quando não é questionado, passa a ser replicado até por quem também sofre seus medonhos efeitos.
É assim que a opressão se disfarça de opinião, de conselho e de “preocupação”.
Isso não significa ignorar responsabilidades individuais, mas compreender que nenhuma mulher nasce julgando outra com base em padrões opressivos — isso é aprendido.
E, como tudo que é aprendido, também pode ser desaprendido.
Por isso, talvez o primeiro passo não seja reagir com mais julgamento, mas com consciência.
Perguntar de onde vem esse olhar, quem ele beneficia e quem ele fere.
Reconhecer que, ao invés de rivais, mulheres compartilham experiências atravessadas por desigualdades comuns, ainda que vividas de formas diferentes.
Romper com esse ciclo exige muita coragem.
Exige desconforto.
E exige, sobretudo, a disposição de substituir a crítica automática pela escuta, a comparação pela empatia, e o julgamento pela construção coletiva.
Porque, no fim, quando uma mulher tenta diminuir a outra para caber em padrões que nunca foram feitos para nenhuma delas, o sistema vence — e ambas perdem.
Mas quando há reconhecimento, acolhimento e consciência, algo se transforma.
E talvez seja aí que a luta contra o Machismo Estrutural deixe de ser apenas árdua e comece, de fato, a ser libertadora.
Ao ver pessoas de quase 90 anos perdendo a linha nas discussões com as de quase 5, começo a desconfiar que partiremos todos desse mundo esperando o fim dele.
Talvez uma das principais ilusões da vida seja acreditar que a idade, por si só, nos entrega a serenidade.
Como se os anos fossem um depósito automático de sabedoria, paciência e compreensão.
Mas basta observar uma criança em uma birra e um idoso em uma teimosia para perceber que o tempo não apaga certas características humanas; apenas muda suas roupagens.
Há algo curiosamente semelhante entre quem está chegando e quem está se despedindo da longa estrada da existência.
Ambos enxergam o mundo a partir de suas próprias certezas.
A criança porque ainda não aprendeu que o universo não gira ao seu redor.
O idoso, porque já viu tanto que às vezes acredita não haver mais nada novo sob o sol.
Entre um e outro, surgem discussões que parecem menos sobre razão e mais sobre a dificuldade de abrir mão do próprio ponto de vista.
Talvez seja por isso que tantas gerações se encontrem na mesma reclamação: a sensação de que o mundo está acabando.
A criança sente o fim do mundo quando lhe tiram um brinquedo.
O adulto sente quando seus planos fracassam.
E o idoso sente quando os costumes que conheceu desaparecem.
Em escalas diferentes, todos experimentamos pequenas versões do apocalipse particular.
A verdade é que o mundo muito raramente acaba.
O que acaba são as versões dele que construímos dentro de nós.
Acabam as referências, os hábitos, as certezas e os cenários que aprendemos a chamar de lar.
E cada despedida dessas exige uma adaptação que nem sempre estamos dispostos a fazer.
Talvez a maturidade não esteja em deixar de esperar o fim do mundo, mas em compreender que ele termina e recomeça inúmeras vezes ao longo da vida.
E que a grande arte de viver não é impedir essas transformações, mas atravessá-las sem transformar toda divergência em batalha.
Porque, no fundo, dos quase 5 aos quase 90 anos, seguimos aprendendo a mesma lição: o mundo não precisa terminar só porque deixou de ser exatamente como gostaríamos que fosse.
quero lançar letras novas, mas tenho medo de não te ver desgrudar, quer dizer, te ver é bom, mas não sei, acho que o sabor ficaria melhor, assim.
Acordei me inspirando em você meu Deus, e me lembrei das tuas maravilhas e grato fiquei por me ver ser uma delas. Obrigado!
Se fosse para relatar algo devo dizer que é triste ver gerações se apróximarem da morte a medida que procuram a vida. Até parece que não têm direitos😐
O amor é uma prisão sem muros que eu possa ver, mas cujas correntes sinto em cada batida do coração. Ele me prende a você desde os meus vinte anos, e mesmo após dezenove invernos separados, nenhuma distância conseguiu enfraquecer sua força. Pelo contrário, ela cresce dentro de mim, feroz e silenciosa, como um fogo que queima e ilumina, me mantendo vivo e, ao mesmo tempo, aprisionado.
Cada lembrança sua é um sussurro que ecoa pelos corredores dessa cela invisível, cada memória um muro que nunca consigo transpor. A dor é intensa, mas nela há uma lição escondida: aprender a amar sem possuir, a sofrer sem me quebrar, a sentir sem esperar reciprocidade, a existir plenamente mesmo na ausência. É um aprendizado cruel, mas sagrado, e a prisão se revela como uma escola silenciosa.
O destino inscrito nas estrelas nunca quis que estivéssemos juntos; ele quis que eu me confrontasse com minha própria alma. Saturno me ensina a esperar, Plutão me força a me transformar, Netuno me revela a beleza de um amor que transcende a razão. E assim, lentamente, a dor se torna consciência: o amor que me prende também pode me libertar, desde que eu aprenda a aceitá-lo tal como é.
Aceitar que não posso tocá-la, que não haverá reencontro, que não há espaço para a posse. Aceitar que este amor eterno é também uma lição eterna, que ele existe para me ensinar sobre mim mesmo, sobre a intensidade, sobre a profundidade de sentir sem limites, e que, paradoxalmente, a maior liberdade se encontra dentro desta prisão.
O amor é uma prisão que me prende a você, e, ironicamente, é nela que me descubro inteiro. Mesmo carregando um sentimento que nunca será correspondido, mesmo sentindo a ausência como um abismo, percebo que posso viver, que posso crescer, que posso me transformar. A prisão não me destrói; ela me revela. E assim, aprendo que amar para sempre, mesmo sem ter, é a forma mais pura de eternidade.
É incompreensível que haja guerras santas na Terra. Talvez, no invisível que não nos é dado ver, até santos e anjos se enfrentem em combates que escapam ao entendimento humano — como se toda luta fosse apenas uma forma de tocar o reino do indizível.”
2877 📜 Certa vez, numa Reserva de Vida Selvagem, fiquei totalmente Encantado e Babei ao ver um Felino conhecido por Tigre. Que Ser Belíssimo com seus 260 quilos.
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Mais encantado fiquei com a Humana Mulher que cuidava do Tigre. Linda e me fez Babar ainda mais!
2910 📜 Percebem como eles parecem Batutinhas e Vencedores? Percebem? Poizés... Quero ver é não usarem Duas ou Mais Contas com segundas intenções. Isso quero ver, mas não vejo!
No meio do barulho que me cerca, minha alma inquieta chora baixinho, soluçando ao ver meu coração dividido em quatro pedaços.
No terrível espinho do pecado eu pisei, mas a verdade que nunca quis ver Deus me revelou. Onde fui temporal, agora sou oceano, onde fui fonte seca, hoje transbordo.
Superar é encarar o espelho estilhaçado, ver além das cicatrizes, arrancar força do reflexo despedaçado.
Nem mesmo os ventos impiedosos do norte puderam me ver sucumbir. Se a calmaria me foi negada, a constância me guiou, passos firmes, às vezes vagarosos, vezes até trêmulos, mas eternamente no rumo certo.
O amor-próprio nasce ao ver valor no escuro, descobrir-se na escuridão é encontrar luz interna, valor íntimo não depende de aplausos, no silêncio aprendi a me reconhecer.
Quando tudo naufragou, a fé foi tábua, na escuridão, a fé manteve-me flutuando, segurei nela até ver a margem chegar, a fé foi ponte entre o afogar e o chegar.
