Ver
Eu posso ver o narcisismo em seus olhos
Você não vê que está sendo manipulado?
Você não sabe o lixo que eu valho?
Apenas me ignore, é o narcisismo falando
Tudo em nós é janeiro
para colocar do jeito
que a gente ama e quer,
Não vejo a hora de te ver,
aqui em Santa Catarina
O Angico jacaré está
em florescimento,
O meu coração derretido
forte está batendo,
Querendo viver de amor
o tempo todo com você.
Não perder a delicadeza
de janeiro a janeiro,
Parar, respirar e apreciar
para ver Uruvalheira em flor,
Cultivar o bom hábito
de falar de amor -
para manter vivo o melhor
dentro de si mesmo,
para que não te tornes
pavimento para o tormento.
Tão cedo voltaremos a ver luz solar,
só sei que a noite será longa,
e o Deus da Guerra acordou,
para dançar pelos hemisférios da Terra,
que até o Muricizeiro balançou;
Não sabemos a que horas tudo terminará
- ou se algum dia realmente terminará.
Agora, vem prá perto, me deixa ensinar
como se observa o céu a qualquer hora,
Não estamos em tempos de nos descuidar,
o desamparo que nos encontramos
só podemos contar é com o nosso olhar.
Não nego que o coração permanece
apaixonado mesmo depois deste tempo todo,
ansioso e obcecado para te pertencer,
para que leve sensualmente em sua mente,
e igualmente encantado no seu coração;
sou seu destino que não pode ser esquecido,
você virá em breve para caminharmos lado a lado.
Novo Horizonte
Como é lindo ver o Sol
nascer em Novo Horizonte,
E lembrar tudo o que fez
a gente na vida crescer,
Com a chegada dos alemães
e italianos pela rota
do amado Rio Grande do Sul,
A nossa cidade surgiu
em meio ao verde, canções
e devoção por Santa Lúcia.
Quando você chegar vou
te levar para ver de perto
o Salto do Rio Bonito,
Verás que Novo Horizonte
pode te surpreender
como destino escolhido,
Em noite de céu aberto
tocarás estrelas comigo.
O nosso lugar acolhedor
no Oeste de Santa Catarina,
Tem na mesa herança e sabor,
Por esta terra nós temos
muita gratidão e infinito amor.
Não tem nada a ver com clichê,
não existe ninguém como você,
e não preciso sequer reiterar.
Tens a capacidade de capturar
o voo dos meus sentidos
que, como falcões-peregrinos,
te aceitam como o mais
distinto de todos os ninhos,
e não reagem mais
a outros novos destinos.
Seja no sobrevoo ou fincada
nas terras das três Américas,
levo o código de reconhecimento
inabalável, com o fogo eterno
no coração e no pensamento.
Tal qual a dança das alvoradas
na Baía de Babitonga,
reconheço sem conta
que existe gente que conversa
a vida toda e não alcança
o que uma única mensagem tua
é capaz de comigo fazer:
Tu tens potencial completo
para inteiramente me render,
e tu às minhas mãos pertencer.
Mesmo quando se afasta
por qualquer motivo em silêncio,
não me aflito porque dentro
o porvir está sendo construído.
A tua plenitude existencial
provoca, infrene, a cobiça;
Ver toda a tua beleza física
plena, a minha fantasia atiça.
A reverência e a exaltação
tão queridas serão prestadas
quando nas nossas mãos forem entregues
as rédeas da inequívoca cumplicidade
com intensidade e verdade.
Não é porque é Lua de Morango
que ilumina o Alecrim-do-campo,
Que estou de peito aberto revelando:
é porque sinto que estou me apaixonando.
Seria lindo ver a juventude do mundo inteiro farmando aura contra os políticos que fazem guerras ou se omitem em relação à elas. Seria o ápice!
Pensar diferente diante da mesmice posicionada pela maioria, fundamenta a meu ver, todas as melhores possibilidades de que no futuro tudo possa ser melhor.
Que meus olhos nunca tenham pressa e possam ver com ternura mais um presente amoroso de Deus, um novo dia para viver.
Que meus olhos nunca deixem de ver a poesia escondida nas coisas simples, seja numa flor, num pássaro, ou num novo dia que nasce, e que meu coração saiba ser grato em cada batida.
Se você pudesse ver meu coração, entenderia a imensidão do meu amor — um sentimento que cresce silencioso, mas firme, como luz que nunca se apaga dentro de mim.
Um dia, você vai lembrar que caminhou sem ver, confiou sem entender e acreditou sem provas. Só tinha fé — e ela foi poderosa o bastante para mudar tudo.
Não foi de repente,
Foi um acúmulo de ausências,
De depois a gente ver,
De estou corrido,
De meu tempo tá curto,
Que a distância remediou.
Não me subestime,
Sou capaz de queimar o barco comigo dentro em alto mar,
Só pra ver quantos ratos faltam pular.
