Ver
Suas virtudes estão baseadas na essência dos grandes homens, que alcançam o sucesso e se tornam verdadeiros vencedores.
Admite adeptos todos os dias.
Todos trabalham com ele e por ele, na universidade da vida.
Ensina a viver e a conviver... para não apenas existir, mas verdadeiramente viver.
Deus não coloca ninguém no mundo pra ser miserável. Ele quer ver o ser humano trabalhando para colher seus frutos.
"Seja sempre aquele que ninguém consegue ver. Prestativo a tudo e a todos, que os íntegros enalteceram você."
"Não procure ver o que eu tenho sem antes,
observar quem eu sou e o que ralei para obter,
e chegar onde estou."
"Não procure ver o sem antes observar,
e saber o quanto se rala para obter,
e enxergar a peleja para alcançar o máximo potencial."
"Benevolência e sapiência não têm nada a ver com a síndrome de Caim, ou anta, ou deglutir Cururu.
Mas sim com sinuosidade da serpente em vencer o revés sem ferrar ninguém, ou tentando ser homem do sol."
"A lealdade é cerebral
e tem a ver com o caráter
ou o gênero.
Metamorfosei as características do limão
sem precisar ser um favo de mel."
“OI”
Estive, já há algum tempo pensando, o que o neon tem a ver com fantasia? As luzes brincam nos nossos corpos desviam nossas atenções de mãos estendidas, de ambiguidades que de uma forma ou de outra ainda ainda chocam, porque não estão intrínsecas em tudo o que recebemos de berço. O neon brilha e tem seu fascínio, encanta a multidão e a subjetividade de cada um; e de cada solidão, engana; é o centro da cidade. A catedral imponente com suas torres, seu estilo gótico, as praças com seus artistas anônimos, as galerias com suas joias e suas lentes e cada um de nós como uma partícula única de um conjunto indecifrável de um jogo e cada gesto, cada olhar cada caminhar, cada vestir é uma linguagem, e nessa discussão do “oi, eu estou aqui” ninguém se fere ou será assassinado por absurdo que possa parecer cada presença. Até que mãos frageis de um olhar pálido de uma inanição eloquente grite por tua atenção, então a catedral badala seus sinos e o neon é como o clarão de uma bomba H arremessando seu cogumelo e estilhaçando vidraças de edifícios luxuosos, mas já nos acostumamos com esse tipo de explosões; nada que um suco e um salgado não resolva e voltamos ao fascínio do neon e ao flerte do “oi, eu estou aqui...” e mergulhamos de cabeça no consumismo que nos consome.
Aprendi a ser poeta
com seus olhos azuis...
com seus olhos castanhos
aprendi a ver o tamanho
de uma grande dor
aprendi que a paixão se perde
com seus olhos verdes...
e com seus olhos pretos
aprendi a ser correto e
confiar no amor
sem seus olhos aprendi que nada posso ver...
Nunca essa luz
por ver-me assim tão verme
por desfazer-me
assim neblina,
por conduzir-me sem rima,
mudo acalanto
nina esta ausência
este fazer ruir
nesta desgravidez
neste desencanto,
ausência...
Mil poetas habitam em mim,
Muitos deles vêm das trevas,
Podem ver não tenho estilo,
Sou uma espécie de purgatório
Até os seus dias de juízo...
quero ver de novo teu sorriso
e acreditar que não sonhei
não quero perder meu juizo
só porque me apaixonei
De alguma coisa eu sei...
num quarto escuro
sem portas e sem janelas eu posso ver estrelas,
mas o que caminha assim, por caminhar somente...
se este mundo é tão grande e este monstro é demente
mas afaga o meu olhar nesta escuridão;
sei que poderemos um dia...
se a luz desse universo encaminhar teus passos
e essa sobrevida se sobrepor a este afago...
o que eu não sei... se algum dia eu souber de algo
quero saber da dor de não saber da dor, da dor de não saber...
se eu sei que num quarto escuro
sem portas e sem janelas eu posso ver estrelas...
num horizonte aberto o que saberei se não puder vê-la?
