Vento Fogueiras Velas
Não podemos escolher a direção do vento, mas sempre é possível ajustar as velas. maturidade não é sobre controlar o que acontece e sim sobre aprender a navegar quando não se tem controle do caminho. você tem sido maduro?
Autor desconhecido
Na dúvida, aceitei o engano como professor, reajustei velas e segui adiante, o vento já conhece meu nome.
As paixões são os ventos que movem nossas velas: às vezes nos lançam contra as ondas, mas sem elas permaneceríamos eternamente ancorados.
Para
as nossas
velas machucadas, quase todos os ventos são tempestades.
Há um cansaço que não se vê de longe.
Um rasgo pequeno na vela, quase invisível aos olhos distraídos, mas que muda completamente a forma como o barco enfrenta o mar.
Quando estamos feridos — por perdas, frustrações, decepções ou silêncios que doeram demais — até a brisa mais suave parece ameaça.
Não é o vento que sempre é forte demais; às vezes, somos nós que ainda estamos frágeis demais para suportá-lo.
Velas machucadas não significam fraqueza.
Significam travessia.
Significam que já enfrentamos mares revoltos, que já insistimos em continuar mesmo quando o céu escureceu.
Mas também revelam haver remendos a serem feitos, pausas necessárias, portos onde é preciso ancorar antes de seguir viagem.
Quando quase todos os ventos parecem tempestade, talvez o chamado não seja para lutar contra o céu, mas para cuidar da vela.
Para reconhecer nossos limites sem medo e sem culpa.
Para entender que sensibilidade não é incapacidade — é sinal de que algo em nós pede atenção.
O mundo continuará soprando seus ventos: opiniões, mudanças, despedidas, desafios inesperados…
Nem sempre teremos controle sobre sua intensidade.
Mas podemos escolher reparar o que foi rasgado, fortalecer o tecido da nossa coragem e aprender, pouco a pouco, a distinguir brisa de tormenta.
Porque, quando a vela é cuidada, até o vento contrário pode se tornar direção.
Para as nossas
velas machucadas, quase todos os ventos são
tempestades.
Há momentos em que não é o mundo que se torna mais cruel; somos nós que, marcados pelas perdas, pelas decepções e pelas diversas agruras, passamos a sentir-nos ameaçados a cada rajada de vento.
Uma vela rasgada não distingue a brisa do vendaval.
Ela apenas se lembra da última vez em que quase se partiu.
As feridas têm essa capacidade de alterar nossa percepção.
O que antes seria apenas um desafio passa a parecer um desastre.
Uma palavra soa como rejeição.
O silêncio parece abandono.
Uma mudança se transforma em medo.
Não porque a realidade tenha mudado, mas porque a dor nos ensinou a esperar o pior.
No entanto, viver não é encontrar um mar sem ventos.
É aprender, aos poucos, a costurar as próprias velas.
Cada remendo representa uma experiência transformada em sabedoria, uma lágrima convertida em coragem, uma queda que nos ensinou a navegar com mais consciência.
Talvez o maior sinal de cura seja justamente este: quando voltamos a reconhecer que nem todo vento veio para destruir.
Alguns chegam para mudar a direção, outros para acelerar a travessia, e há aqueles que apenas lembram que o barco ainda está vivo, ainda flutua e ainda pode alcançar novos horizontes.
Que tenhamos paciência com as nossas velas machucadas, mas que não nos esqueçamos de repará-las.
Porque, quando a alma se fortalece, até as tempestades deixam de ser apenas ameaças e passam a revelar a força que nunca imaginamos possuir.
Para as nossas
Velas Machucadas, quase
todos os Ventos são Tempestades.
Há momentos em que não é o mundo que se tornou mais cruel; somos nós que chegamos diante dele carregando feridas que ainda doem.
Então, qualquer palavra parece agressiva, qualquer silêncio parece abandono, qualquer mudança parece ameaça.
O vento, que para outros poderia ser apenas brisa, em nossas velas rasgadas transforma-se em tempestade.
Talvez por isso devêssemos ter mais cuidado ao interpretar aquilo que nos acontece.
Nem todo vento veio para nos derrubar.
Alguns chegam justamente para nos tirar do lugar onde permanecemos tempo demais.
O problema é que, quando estamos machucados, confundimos movimento com perigo e liberdade com perda de controle.
Há feridas que não aparecem no corpo, mas alteram a maneira como navegamos.
Após certas decepções, passamos a desconfiar até da esperança.
Após algumas perdas, começamos a chamar de prudência aquilo que, muitas vezes, é apenas medo.
E, para não sofrer novamente, construímos uma espécie de abrigo dentro de nós — seguro, silencioso e, às vezes, solitário demais.
Mas nenhuma embarcação foi feita para permanecer eternamente ancorada.
É preciso reconhecer as próprias feridas sem permitir que elas se tornem bússolas.
Curar-se não significa esperar que o mundo deixe de soprar; significa fortalecer as velas para que nem todo vento pareça uma ameaça.
Talvez a Maturidade Emocional esteja justamente nisso: aprender a distinguir tempestades de ventos necessários.
Entender que algumas mudanças assustam, mas não destroem.
Que algumas partidas doem, mas abrem caminhos.
E que nem tudo aquilo que nos tira do lugar está nos tirando de nós mesmos.
Porque, no fim, a vida continuará soprando.
E talvez a nossa tarefa não seja pedir ao vento que seja mais brando, mas cuidar das nossas velas para que elas voltem a suportar a viagem.
Os ventos que sopram as velas de um barco, tanto podem levá-lo ao porto seguro como arremessá-lo contra os rochedos. Ou seja: sem controle, a energia pode ser um desastre.
´´Já que não dominamos os ventos, tem momentos que devemos baixar as velas e pegar os remos``.
-Leonardo Kerigma
Feroz é o Vento
Entre as velas e as ondas do mar
Sinto a cumplicidade que juntos criamos
Vejo sua silhueta como uma Deusa intangível
A Brisa me hipnotiza parando o tempo
Sinto o cheiro do mar se transformar em lavanda celta
Mas sinto tristemente sua distância
Então vou navegar até encontrar a lua ou o sol
Mas Feroz é o vento
Que cobre as lajes, o perfume, o beijo, e o sexo de nosso último amor.
Sergio Pommerening
Velas sem vento
almas sem calma
encalham em sargaços
nas águas salgadas.
Algumas naufragam
soçobram em escolhos
só sobram sem escolha,
sem escolta,
poucas naus
– e nós.
Seu sorriso é como o vento nas velas do barco que são meus sentimentos, seu olhar é o condutor desse navio, navegando rumo a terra das minhas imaginações, suas reações é como as ondas agitadas dos mares, hora quieta, hora me assusta, mas que sem sombra de dúvida é minha paixão e como um pirata estou incessantemente em busca de um tesouro: Conquistar seu coração.
12/09/18
Atirei pedras contra o vento, soprei velas de bolos alheios, amei quem um dia partiu, chorei lágrimas vãs, deleitei em braços que não me convinha, implorei por amores impossíveis, retirei folhas de um livro importante e lancei contra o fogo somente pra aquecer um coração gelado que dormia imensuravelmente tornando a vida muito menos colorida, não pelo fato de ele ser mal amado, mas pelo simples fato de estar aguardando o que chamavam de insensato e obscuro...
Não importa para qual direção o vento vai nos levar, ajustaremos as velas e enfrentaremos juntos as tormentas e as calmarias!
"Vento"
Nos ventos que sopram lanço minhas velas
e consigo chegar onde meu coração quer.
Se fico parado lanço âncora e as onda não podem me levar.
Navego por águas que muitas vezes nada conheço,
mesmo assim sei que se fizer tudo certo
chegarei onde o porto me dará segurança.
Nas tempestades sou ponderado e calmo,
pra que seja salvo eu e os que de mim
esperam salvação.
