Vento
"E quando parece que o vento e o temporal vai agitar o mar e fazer naufragar o nosso barquinho, chega um anjo e sussurra no nosso ouvido:
Calma!
... De forma estranhavelmente Maravilhosa a alma da gente se acALMA."
Corre o vento da esperança,
Adentra a casa vazia
Conforta a alma
Com amor
Retirando a desolação
E fazendo brilhar o coração.
Vento frio no fim da tarde era sempre normal no campo.
A noite já caía a temperatura e ainda mais em janeiro apesar de verão,
Chovia torrencialmente
Fora e dentro.
*
- Promete que vai ficar bem Levi?
- Só se prometer nunca ir embora,
Nem pra comprar pão Sara.
- Hahaha combinado! Morreremos de fome, mas juntos...
*
Eu beijei os olhos dele, cheirei os cabelos (amava o perfume dos cabelos dele)
Ele precisava descansar, esperei que dormisse para sair.
Era ruim saber que Levi estava doente e nem existia um remédio pra o que ele tinha no momento, mas a dor amenizava com morfina.
Eu voltei pra casa com o cheiro dele nos meus braços, na minha roupa
Nas minhas mãos,
Queria correr o relógio
E pular a etapa da dor
É, não dá pra burlar a vida.
Só sei que eternas são as horas longe dele,
Eu aqui quase não durmo esperando que amanheça e eu tenha a chance de respirar mesmo ar que ele...
E quando a gente ama, a gente faz questão de viver a dor, e a alegria.
♡
Certeza de não ter cometido nenhum engano,
Foi te entregar meu coração
E dizer todo dia 56× te amo
Sara.
Hoje estou sensivelmente sensível que chego a lagrimejar; até o vento quando acaricia minha face me põe a chorar.
Quisera ter a leveza das flores de se inclinarem ao vento e se permitirem ir e voltar, sem a necessidade da direção assertiva; de se abrirem em campos vastos e oferecer a todos seu melhor perfume; de exibirem sua beleza sem a "maquiagem" que camufla; ao invés disso, em alguns momentos, me fecho sem que me permita algum indício de luz. Sei que ela está lá. É que, para minha visão tão diminuta, me cegaria. É quando meu interior vocifera trazendo verdades entaladas. Não sou e nunca serei a prisioneira em sua própria cela, aquela que não possui essência de aromas inebriantes, aquela que a luz se intimida ante os raios que ela mesma reflete. Farei parte das flores que se deixam exalar, que oferecem sua beleza e inclinam-se aos ventos, sem receios de tempestades, com o intuito, de serem e viverem exatamente como são: belas, perfumadas e livres.
VOLTASTE
Voltaste do mar,
Oh ruidoso vento!
Ouviste a voz da terra em desalento.
Sofreu e até chorou
Alguns versos tristes
Na folha de papel.
E assim soprou
E tudo se refez, ruidoso vento!
Até os cabelos dela, os fez em desalinho...
Voltaste!
Um brinde! Um vinho!
A poesia é feita de crendices, de disse me disse o pensamento, de quem me contou foi o vento quando soprou.
Oh que saudade da rosa branca
Aquela rosa branca...
Suas pétalas o vento levou
Seus espinhos a terra cobriu
Mas o teu amor interminável permaneceu
Como se estivesse nascido de novo
Naquele dia tão sunil!
O vento levou Data: 24/02/2021
Às vezes a lua esta lá
Revelando segredos obscuros
As estrelas brilhando
E a opostos se desejando
A maré esta agitada afundando as mágoas
E levando as inocência brotando desejos
E invadindo e limpando as impurezas
A vida que levamos a cada onda que vai e vem
Fazendo nadar em uma maré de sangue
De quantas vida já trago
De quantos amor se crio
E agora nós separo
Na areia com coração e seu nome gravado
Sua pegadas apagadas
Deixando os rastros para trás
Apenas recordação na memória
Esse mar a frente refletir
Esse luar que guardo nosso segredos
E nós levou a brisa e o encanto
E agora uma flecha atravessou nossa alma
Afundando para nunca mais
Deixando o vento levar
Deixando a maré arrastar
E com o tempo em outros braços encontrar.
É verdade irmã, o vento da vida nos guiou por estradas ensolaradas, nas quebradas das retas, seguíamos pelas sombras que ao entardecer caminhávamos por entre as penumbras.
CAIR DA TARDE ...
O céu do cerrado está tão imenso
Todo dum vermelho compassado
O vento lhe rodeia, incerto, tenso
Na vastidão do azul, árido e alado
O horizonte mais rubente, intenso
No aparato carmim que é tomado
Em nuances no celeste suspenso
Em reza, num oratório imaculado
Quanta ilusão, quanta, no parecer
Do entendimento, fica a embalar
A imaginação, perdidas no viver
Ah! grandioso, de infinita beleza
Aos olhos não se pode desvendar
Os mistérios ocultos na natureza! ...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
23/02/2021, 18’28” – Triângulo Mineiro
SAUDADES DE TI
Se perguntarem por mim
Diz que estarei
Onde os ramos das árvores
Partem com o vento
Se não me encontrarem
Diz que me perdi
Pela floresta na serra
Entre os lobos
Com saudades de ti.
Não fique aí parado! Vagando pela vida como se fosse uma pequena semente levada pelo vento.
Viva com intensidade, construa sua história, encontre um propósito e insista nele até que floresça e dê frutos!
Rechaço
Deixa eu dizer teu nome ao vento
Vamos nos amar, nesse prazer eu aposto
Festejemos o amor desse momento
Cubra-me daquilo que mais gosto
