Veneno
Há quem se droga da droga. Há quem se droga da medicação que é também droga. Há quem se droga da ira e dos maus sentimentos, que envenenam e que são sempre uma droga. Há quem se droga da melancolia que o leva à droga. E há aquele que, de súbito, se droga do irresistível amor platônico, que embriaga e que entorpece mais do que a droga do que poderia – efetivamente – ser a própria droga.
O outubro negro depois de um setembro amarelo não é opção de Deus para você.
Pense que camping para que você continue vivendo é o mesmo que dizer que sem isso você vai mesmo querer se matar.
O que você deseja afinal?
Não chame atenção da sua família com algo que só está causando dor a você mesma.
PRATOS LIMPOS
Ao prato que come
Que sejas tempero
Difícil ter fome
Quem cuida o celeiro
Para o paroleiro
Só resta impropério
Sutil obsceno
Destila veneno
Só pode ser próspero
Um homem austero.
Perdoar é bom. Mas agora fazer a pessoa que te fez mal se arrepender amarguradamente e provar do seu próprio veneno é infinitamente melhor
"Não é necessário envolver-se em discussões que disputam simplesmente a conquista do ego, pois a maioria não firmam nenhum consenso. Com isso, a verdadeira necessidade, que é manter a paz, a calma, a ternura e a simplicidade é desequilibrada por eventos debalde. Portanto, fuja de tais discussões, elas são venenos para a alma".
Por: Inácio Filho (Mauro)
A maldade tem um sorriso, fingido, falso que talvez você não percebe e acaba caindo em suas armadilhas.
Mas ela esquece que de tão venenosa ela mesma pode se destruir em seu próprio veneno.
23/04/2022
Socorro! Alguém me tira daqui!? Tirem-me daqui enquanto é tempo! Por favor!?!... Quero sair deste show de horror!!!... Desta ilusão criada para nos aprisionar,escravizar...!!!... Estou em um lugar estranho e confuso onde o rato luta com unhas e dentes para proteger o gato. Aqui ele come queijo e arrota caviar...Aqui o Rato pobre acha que é da elite só porque trabalha em um esgoto onde o patrão é gringo!... E na eleição ele sai orgulhoso para votar no dono da fábrica de veneno. Veneno este que mais tarde o matará. Tirem-me daqui enquanto é tempo! Por favor!?!... Quero sair deste show de horror!!!...
#DOMA
Me abraça detrás do muro...
Silencia meus lábios com um beijo mudo...
Me tome e possua...
Me deixe a desesperar...
Já não mais sei o que pensar...
É meu destino a essa hora da tarde...
Revirar os olhos e me perder...
Enquanto meu corpo arde...
Quando o que quero é só seu nome dizer...
O ouvido no seu peito...
Pra escutar o que bate...
Tira de mim o ar desnudo...
Sim, só eu que sei...
O que está a acontecer...
Entre nossos corpos há vários esmagamentos...
Estranhos sentimentos...
Sussuros longos...
Tremo enquanto suspiro...
No nunca e a toda hora...
Estranho sentido me deflora...
Espero o fim do meu doce tormento...
Me embebedo em seu delicioso veneno...
Somos um...
Feitos de amor e desejos...
Condenado estou a lhe amar
nos meus limites...
Em tudo que existe...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
QUEM SOMOS NÓS
Nós somos um frágil broto da semente
em uma vasta e frondosa floresta;
Não podemos ver as copas das árvores gigantes,
não podemos ver o que nutre as nossas raízes.
As vezes vemos animais passando ao longe,
mas nunca interagem conosco…
Somos uma espécie venenosa!
Na primavera somos pisoteados às pressas.
antes da floração!
Se crescermos muito, matamos a floresta
e todos os seus habitantes.
A solução para nós,
são mudanças nos nossos espinhos,
ou uma floresta só de venenos.
Bebe do meu cântaro se tens sede...
Que eu sem culpa já bebi...
Todos os venenos foram contatos...
Não fizeram-me mal...
Apenas me fortaleci...
Pus-me a escutar as vozes do silêncio...
Tanto sonho...
Tanta mágoa…
Se tens fome...
Come do meu pão...
Se eu tenho...
Da-me sua mão...
Que importa!
Ninguém sabe...
Daquele amor perdido...
Por dentro das escura noite...
Confundindo os sentidos...
Quantos, que marcham pela vida...
No intenso tráfego dos rotineiros dias...
Expõe suas tolas vontades...
Diante emoções tão frias...
Cavalheiro da triste figura...
Moinho a braços com o vento...
Nenhuma alegria ouvistes...
Só tristezas...
Desalentos...
Quando saíres, não me esqueças...
E não me cortes com a navalha...
Como dizer a um coração fora do peito...
Que para o vinho não há taça?
Por detrás de cada esquina...
A ver no mundo seco a seca realidade...
Erguendo os densos véus ...
Há de livrar-nos Deus...
Da dor indiferente da maldade...
Dos pares meus...
Sandro Paschoal Nogueira
Algumas pessoas tem comportamento venenoso, nocivo e tóxico, mas agem como se não soubessem disso. Hipócritas e frias, desprovidas de amor e cheias de rancor. Para seus problemas, sempre haverá um bode expiatório, pois não admitem erros e são incapazes de perdoar ou pedir desculpas. Sua língua é mais afiada que uma espada e suas palavras penetram como lâminas afiadas. De seu beijo emana traição e falsidade, mas sua saliva é veneno para o qual não existe antídoto.
"Se as palavras que emanam de nós retornassem como um eco gustativo à nossa própria consciência, a essência de nossa alma seria nutrida pela sabedoria ou envenenada pela insensatez?"
A mentira, mesmo quando nasce da intenção de proteger, não deixa de ser um engano que fere. No fim, ela destrói a confiança e o próprio amor que tenta preservar.
Como se servisse vinho que, na verdade, é veneno — um gesto que se disfarça de cuidado, mas que, por covardia, envenena quem se queria poupar.
Aquele que amamenta com doçura um animal peçonhento deve sempre estar preparado para em algum momento provar do furor do seu veneno
Noite calada, como num lamento...
Foi cena alegre...
Oh quão lembrado estou...
Grande...
Grande Ilusão...
Perdida nos abismos da memória...
Pelas saudades que me aterram...
Durmo...
E o que importa?
Já não vivo em mim...
Chora o vento…
Noites sem brilho...
Noites sem luar...
Dolorido canto deste penar...
Meu olhar se pousou e se perdeu...
Mas por certo, a fé ardente...
Não perdeu a sua viva claridade e persiste...
E na volúpia da dor que me transporta...
Ainda insiste...
Sinto-te longe...
Ó esperança quase morta...
Entre esses vultos falantes porém mudos...
Sou eu mais do que eles...
Ou tenho igual fado?
Um soluço subindo a eternidade...
Coração...
Coração...
Nas veredas da vida a alma não cansa...
Alongo os vacilantes passos...
Sob o julgo do tempo...
Ergo o cálice e blindo...
Sorvendo sublime veneno...
Sangue...
Luar...
Distantes saudades...
Sandro Paschoal Nogueira
