Veneno
A anestesia do pecado
Inoculo debaixo de minha língua o veneno torpe
Sinto meu coração se fartar com anestesia, enquanto minha alma se dissipa da presença divina
Ora, entendo que sua silhueta não deve ser confundida com a do pecado
Mas sem atender á meus ídolos de pó, meu nome na sepultura já estaria prostrado
Meus dias andam inférteis como o vale da morte
Quando a esperança parece alcançar-me, estremecido, o Diabo e sua fúria vem a galope
É como se tivesse com seus próprios punhos, ó senhor, desfigurado minha face
E ao cobrir meu rosto com um véu, acusasse me de vaidade
Mas murmuro como filho, membro da noiva que aguarda por seu eminente resgate.
Vencido outra vez pelo anjo, o veneno inoculado retorna a escorrer pelos meus lábios
O vórtex do pecado, no fim, tarda minha percepção do dano por mim mesmo causado.
Quando beijei sua boca quente doce e molhada, eu sabia que era veneno ou entorpecente, pois me deixou em êxtase me prendendo no seu corpo e me fazendo delirar ficando sem ar querendo voar o mais perto do sol, se possível alcançar me queimar te queimar provocar explodir de prazer, e te dar meu sorriso, pois sou presa em sua boca sou frágil indefeso... más não quero sair desse abraço que encaixa e rebola quero mais muito mais que demore. c.m.
Há fel e veneno nos lábios dos bajuladores; porém, de suas bocas poderiam sair mel, elogios, reconhecimentos
e sabedoria se conhecessem a verdade para seus corações.
Podemos encontrar numa mesma planta o veneno e a fragrância.
Te pergunto, tem fragrância mais cheirosa que o perdão?
O arco da flecha
Deslizando entre os dedos ,deixando
Seu veneno, que por sua vez seria
Seu néctar.
Descobriu meu corpo nu ,
Impôs sobre mim o seu poder que
Emanava dos seus olhos ,
Aurora cintilante , és o sol que irradia
Meu amanhã , a área quente e fria .
Dissipa de mim o aroma, suspira de
Me seu ardor.
Conte para me nossa história de amor .
Beber veneno é insano... más o que difere de guardar rancores ... se ambos
nos faz morrer e o dano é o mesmo...
Eu sou teu veneno,a chama ardente que corrompe teu corpo, despertando os desejos mais sombrios escondidos no abismo da minha mente.
“A incompreensão é um veneno
Quando a cura se procura
Em nossas mais simples
E inocentes perguntas”.
Tem cobra que é verdadeira, e possui muito veneno, as que são falsas geralmente não tem veneno mortal.
Sou as gotas de veneno no copo de vinho. Sou a lápide no monte verdejante e quedo. Das flores eu sou o espinhos. Sou o teu sonho triste e cheio de medo. Sou noite tenebrosa de lua cheia. Sou as tuas lembranças pálidas e vazias. Sou a solidão que à tua casa vagueia. Sou o vento que corta a noite fria. Sou anjo mudo de asas quebradas. Sou o teu tudo e o teu nada. Sou as palavras tristes das tuas poesías. Sou a sinfonia da morte e seus agouros. Sou a lentidão das horas que aflinge os teus dias. Sou aquele que te faz chorar e depois ri do teu choro. Sou o fio afiado da navalha que fere os teus vãos sentimentos. Sou a força invisível que rasga véus, mantos, mortalhas... Sou aquele que perfura as entranhas de teus secretos pensamentos. Sou aquela tua sensação estranha que faz o tempo ficar mais lento. Sou o sangue amargo e escuro que verte da garganta dos seres impuros. Sou a fonte dos desejos ardentes da donzela que finge ser santa. Sou aquele que faz você chorar desesperadamente em longas e exaustivas preces. Sou o mal que em tua alma cansada e aflita cresce... E cresce... Sou o terror que nas ruas floresce. Sou o amor que por falta de afeto fenece. Sou a vingança que em teu coração nunca envelhece. Sou o passado que você teme e não se esquece... Eu sou o longo e macabro pesadelo da noite que nunca amanhece!...
