Vem
Tu vem como quem não quer nada
e me cativa,
me deixa gigante.
Depois me assusta igual alma penada,
me deixa de lado,
me bota na estante.
Eu não sei se a gente é muito evoluído ou muito idiota, mas lá vem você de novo bater na minha porta.
Às vezes me pergunto... poderemos um dia nos entendermos ?
Mas aí ... você vem mais uma vez e acaba com qualquer mínima esperança...
você me desgasta.
Enquanto Ela Range os Dentes
Eu Espero os Fantasmas
Os fantasmas bebem comigo quando a lua vem
Eu abro a minha porta todas as noites
Eles aparecem e se apropriam das poltronas
coçam meus pés e bebem meu vinho
Não falam da vida os fantasmas
nem comentam as fotos que guardei
Eu me sinto bem com os fantasmas
Eles apenas gostam de ficar por ali
assoprando nas orelhas do cachorro
o cachorro se acostumou com os fantasmas
já não tira os chinelos das poltronas
percebeu o quanto os fantasmas são
importantes pra mim e o cachorro também
não quer me ver triste e eu sei que de
uns tempos pra cá o cachorro também ficou
dependente deles pois uiva de dia enquanto
eu leio Frost no telhado
o dia passou a ter 72 horas
o dia passou a ter grossos livros de poesia
o dia passou a ter Whitman, Thoreau e Bashô
o dia agora é um osso esquecido no assoalho
o dia agora é uma longa espera da noite
que é quando os fantasmas aparecem
Eu espero já sem muita paciência
não há nenhuma suavidade ou delicadeza em meus gestos
os fantasmas são a melhor companhia pra
quem descobriu que está realmente sozinho.
A RÉGUA
Lá vem a morte...
Em seu trem forte, não atrasa
com sopapo, com seu choque
vem moendo, vem morrendo
foiçando de sul ao norte,
não tem asas, mas arrasa.
Lá vem a morte...
Pelos campos pelas casas
arranca caretas, arranca lagrimas
espalha dor entre amores
seca espinhos , seca flores
espalha ausência e arrasa.
Mesmo sem asa ela voa
voa até a pessoa má
voa até a pessoa boa.
A morte é incerta
a na certa infecta
até mesmo a mais leve garoa.
Eu sou forte, vou lutar
mas tenho medo da morte, me levar.
Antonio Montes
"Um bom remédio para o arrependimento , é pensar que toda mudança , a longo prazo , vem para melhorar."
Tempo?
O que é o tempo?
Tempo vem, tempo vai!
Onde ele estar?
O tempo é ele, ou ela?
São tantos os questionamentos sobre o tempo, mas eu, ei de te amar além do tempo que me resta.
A vida é um mar
Num vai e vem de ondas
In nossa alma a se banhar.
Ora flui maresia
Ora deságua agonia ...
Mas eis que num fim de tarde
Sob o manto do vento in arrebol
O que já fora tempestade
Pode se deitar na nascente d´um novo sol.
Quem é você ?
De onde vem ?
Pra onde vai ?
Quem é você
Que bagunçou meu mundo
Revirou meus olhos
Buliu com minha mente
Arrebatou minha boca
Rolou com meus beijos
Brincou com meu corpo
Seduziu minha alma
Quem é você
De olhar maroto
De pele quente
Quem é você
De dentes brancos
De olhar calado ?
Quem é você
De um alguém
De ninguém
De passos fortes
De cara linda
De voz suave
Encanto
Quem é você
Que me roubou
Que me atirou nos versos
Me jogou nos sonhos
E me deixou nos becos
Ruas
Sem caminhos
Sem voltas
Saudades
Poesias !
“Lembranças”
Até achei que pudesse ser diferente.
Mas daí vem alguém... e fala o seu nome.
Poderia ser fácil.
Mais de repente vem o vento… trazendo o seu perfume.
Daí a lembrança… a saudade.
Daí aquele sentimento forte… que sempre existiu.
E eu!
Eu preciso de um refúgio para o meu sentimento.
Nem que seja sonhar contigo todos as noites.
Nem que seja uma viagem mágica…
...porém eterna.
Eu acredito que a única razão de sermos tão apegados em memórias... é que elas não mudam.
Por isso!
Você passeia no silêncio dos meus dias.
E os melhores momentos… sempre são simples.
Mas ao mesmo tempo!
… são os mais sinceros...amorosos…
.... e carinhosos.
Lembranças!
Você se lembra de mim?
Você costumava dizer que eu era tudo para você…
O passado é o que você imagina e lembra…
... convence a si mesmo do que lembra…
... ou finge lembrar.
A ausência da tua voz…
Do sorriso… e do frio que eu sentia ao seu lado.
Você pode não acreditar…
Mais nada disso... fogem da minha lembrança.
Entenda!
O amor é mesmo…
... como uma luz brilhante.
Ele faz enxergar o fim do túnel.
E lá!
Lá eu ainda enxergo você!
E então!
Vai deixar virar lembrança mesmo?
Admilson
Como fala meu amigo João Paulo Machado depois dos pombos vem os pardais.
Ainda não sei o que ele quis dizer com isso mais eu estava lombrado mesmo e apenas concordei, somos filósofos até mesmo embriagados.
Um conceito meu sobre toda essa vida que levamos, tudo é relativo e não importa onde estamos e nem com quem estamos temos que desfrutar cada momento pois em questão de segundos tudo pode desaparecer, por isso tento ludibriar os tormentos que me perseguem, não é fácil mais desistir se torna lamentoso.
E como dizia Jorginho X Cintia imagina ai tu vem passando na rua de boa e um trem bala te atropela é muito azar mesmo viu cara,
agora imagina eu moro a 660 km de onde possa existir um simples trem de ferro e ele já imagina um bala, mais é assim mesmo.
Ai vem Iiurii Pithuri com uma tal de bomba no preá, ele ver a lua encandeando no poente e imagina o fim do mundo mais se trata apenas de um lindo luar que vem a surgir, é cada uma.
Sem contar em Camilo Gomes Machado que argumenta para sua mãe que não vai por o lixo para fora porque está com um torcicolo na orelha e a irmã Stefany Gomes Machado ainda apoia tal situação, parece até resenha esse meus amigos mais é a pura verdade.
Tantas histórias que vivemos que o face não suportaria armazenar tantas coisas o interessante de tudo é que o tempo passou e ainda nos divertimos muito com tais situações, que fique sempre em nossas memórias esses arquivos.
E a resenha de Maycon Rocha o liro que passa uma noite inteira no nabuco com um isqueiro vazio se esforçando para acender com uma palavra mágica (eu tenho a manha) é resenha mesmo.
24/02/13
VEM PRA CÁ
Vem pra cá!
Para o amor que deixou
Pois ainda sou teu
Vem pra cá!
Deixa de ser ateia(eu)
Celebra o amor
Vem pra cá!
Ainda te aguardo
Só eu te amei
Vem pra cá!
O mundo é mau
A vida é sem sal
Sozinho a viver
Vem pra cá!
Sinto a tua falta
Só penso em você (27.02.15).
A vitória da infância
A vitória da infância
Vem de tudo que é diferente
Vem de bola, carro
Tudo que chame atenção da mente
Escola, casa
Ou até mesmo de uma padaria
Quando se é pequeno
Tudo é espécie de idolatria
Eis que no oitavo ano
O valentão da minha escola eu descobri!
Era um livro pequeno, franzino
De Fernando Sabino
O qual fui obrigado a folhear
Para em um determinado momento
Poder apresentar
Apresentação como nenhuma outra!
Chamou a atenção da escola toda,
Corpo discente, docente
E até o pessoal da limpeza veio prestigiar
Com toda irreverência
A beleza, que um livro tem a nos apresentar!
Dai em diante
Foi só alegria
Pois uma nova paixão
Por livros, eu descobria!
O canivetinho vermelho
Galinha ao molho pardo
O homem e o menino
É minha glória de campeão
Pois Sabino me mostrou
Que assim como nas garras do primeiro amor
A leitura de um belo livro
Nos transforma, sim senhor.
Minha batalha diária contra a vontade dele
Vem me consumindo
Ele é uma droga
E eu estou passando por uma fase de desintoxicação
Quando eu queria mesmo
É estar tendo uma overdose
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