Velocidade
A velocidade das informações não paralisam as notícias das ilusões, quem limpa dá risada e, não supõe, que a realidade é densa.
O apego pelas decisões, interrompe o fluxo das renovações, coloque um pouco mais de velocidade nas contemplações.
Um lento é um rápido, pra harmonia de nossos espaços, já é, melhor, dá velocidade em ser, igual a dois, ou mais dois, que não é quatro.
Como um veículo precisa mudar as marchas para ser mais rápido, você pode reduzir a sua velocidade para apreciar melhor o que Deus te ofertou
Energia é igual a massa vezes a velocidade da luz ao quadrado, E=mc². Consagrou-se Albert Einstein na história da humanidade por meio dessa simples mas retumbante descrição matemática do que há de intrínseco ao cosmo.
Partindo-se dessa equação que rege o campo da energia, englobando as leis do eletromagnetismo e da conservação da massa, respectivamente de autoria de Michael Faraday e Antoine Lavoisier, passo a discorrer sobre os desdobramentos de um artigo outrora publicado por mim e que abordava a geração individualizada de energia elétrica.
A energia solar é massa, como tal pode ser transformada em energia elétrica em igual quantidade de matéria, portanto, o Sol é uma reserva energética astronomicamente colossal, algo como uma bateria absurdamente carregada, mas que nos concede a cada dia apenas uma cota, aliás imensa, de energia, a qual já é transformada na natureza e se expressa nas formas de vegetais, que são biomassa, servem de alimento aos demais integrantes de uma cadeia alimentar e, por consequência, propiciam os ciclos das matérias. Em outras palavras, a luz solar, por induzir a fotossíntese, manifesta-se a nós metamorfoseada por clorofilas, propicia energia térmica, síntese da vitamina D por intermédio da nossa pele, enfim, a energia do astro rei é uma mantenedora da vida do planeta Terra.
Após a singela apresentação de algumas das facetas da aplicação prática da célebre equação de Einstein, trago-a ao contexto da matriz energética brasileira, que tem sua base assentada sobre a larga utilização da água para gerar energia elétrica, ou seja, a água convertida em força mecânica que aciona turbinas e, pelo trabalho exercido, a transforma em energia elétrica. As usinas termoelétricas transformam os altamente poluentes carvões em energia elétrica, já as usinas nucleares de Angra o fazem utilizando energia atômica...
Pondero, diante de calamitosa escassez de água para consumo da população brasileira, em especial daqueles cidadãos dependentes do sistema Cantareira de abastecimento, por que não se pensar em investir no futuro sustentável no sentido da migração da matriz energética por hidrelétricas para o uso de sistemas fotovoltaicos, tal como fez a Alemanha, ao desativar usinas nucleares concomitantemente aos pesados investimentos em instalação de geradores fotovoltaicos, tornando-se o maior produtor mundial de eletricidade por tal matriz? Como se sabe, a configuração geográfica alemã é restritiva no tocante à recepção de luz solar em seu território, todavia, a aproveita com tecnologia, empreendorismo, consciência cidadã, eficiência e visão política harmônica com os anseios da população para construir um futuro mais sustentável com ações concretas no presente.
Ora, o Brasil, com elevadíssima taxa de luminosidade projetada sobre seu espaço geográfico, sem termo de comparação com a Alemanha, pode e deve aproveitar esse recurso natural por demais preponderante para o futuro do fornecimento de energia elétrica, com repercussão na menor dependência do uso de água para tal finalidade, exaurindo menos os ecossistemas e revertendo a mesma água para consumo da população. Não posso deixar de abrir um parêntese para mencionar o portentoso e gigantesco manancial Aquífero Guarani, que carece de zelo e resguardo, em especial nos seus afloramentos, para que não sejam poluídos e inviabilizem a água alocada na área subterrânea, mas, sobretudo, o escopo está no seu uso racional, mais ainda em períodos de calamidade pública por desabastecimento em determinadas cidades. Essa reserva estratégica, concedida pela natureza, requer o imperativo moral da conservação e do efetivo uso equacionado. Em um projeto intitulado Refluxo Migratório, idealizado por mim em 2002, já mencionava o referido e precioso aquífero como reserva estratégica. O paradigma climático global está mudando dramaticamente, mas, por outro lado, enxergo futuristicamente que os empreendedores visionários se dedicarão a dois negócios que os tornará prósperos: produção de água e de energia elétrica. Sim, isso mesmo, produção de água em escala industrial, mas atuando na natureza também. Água potável valerá ouro!
Retomando a equação de Einstein, luz solar e água são preciosas mantenedoras da vida no nosso planeta, a água em seu ciclo tem vasta presença nos organismos e biomas, já a luz solar é tão importante quanto, visto que se transforma sob as leis de conservação de massa, estando presente em toda forma de vida, direta ou indiretamente.
Posto isso, em comparativo por escala de magnitude, considando-se a redução progressiva de cada recurso e as projeções em linguagem científica no paradigma atual, posso afirmar que as reservas de água doce potável estão sendo reduzidas ano após ano, já a energia abarcada pelo sol levará milhões de anos para sofrer uma significativa diminuição. Pois bem, se carvão mineral, petróleo, água doce potável e energia solar têm se exaurido em ritmos peculiares, está mais do que evidente que de todas a energia solar é a que se expressa mais longeva... além de suas reservas demandarem algarismos astronômicos para serem aferidas, tal a desproporcionalidade das magnitudes.
Outra questão é a gratuidade com que o sol resplandece no céu brasileiro, em sua majestosa potência e com generosa abundância. Ora, os recursos renováveis, via de regra, são o mote da sustentabilidade preconizada pelos ambientalistas e demais engajados nesse idealismo, então, constata-se que em um futuro de veículos não poluentes, vão se requerer eletricidade e infraestrutura para a implantação e difusão dos meios de transporte efetivamente ecológicos, inclusive defendo a ideia de os carros serem abastecidos nas casas, evitando-se as perdas nas extensas linhas de transmissão, pois leis da física asseguram que há dissipação elétrica proporcionalmente ao comprimento dessas linhas, portanto, tais residências contariam com equipamentos fotovoltaicos e soluções arquitetônicas para otimização da energia produzida localmente, além de dispositivos de captação da água da chuva para reuso, estruturas que aproveitem a luminosidade natural e materiais de construção recicláveis. Nas universidades há verdadeiros gênios, e outra quantidade de brilhantes mentes que se dispõem a contribuir com suas ideias e dedicações em favor do universo acadêmico, repercutindo na sociedade de formas poderosas se lhes forem aproveitadas amplamente as aptidões e produções acadêmicas. Os projetos e as soluções existem e existirão se as universidades de ponta forem cada vez mais requisitadas a apresentarem seus prestigiosos frutos à sociedade.
O "jeitinho" brasileiro pode ser substituído pelo "estudinho" brasileiro, na ideologia e na praxis cidadã, pois criatividade sem idoneidade é perniciosa... E o povo tem padecido, se autovitimado e ainda masoquistamente sido conduzido por estruturas de poder criativas nos projetos de lesa-pátria...
Augusto Matos
VOLÚPIA
Te quero linda
Te quero Lua
Desnuda...
Derrapar em tuas curvas
E na velocidade de meus desejos
Dispo-te das desilusões
Que em ti existem
Pois em teu corpo residem
Meus prazeres.
Paixão...
Deixando-me
Em volúpia
Em total convulsão
Com a mesma velocidade que tece momentos poeticamente indizíveis, lindos e memoráveis,
ele os destrói sem parcimônia!
O mal que você desejou está com saudades de você e está voltando com a velocidade da luz para você... Abra os braços e receba-o.
Sinto , sinto , e vivo....Meu mundo gira em maio que velocidade da luz. E sei por que. Estou a amar. Ao me deixes sonhar sem seu amor. Amo seu sorriso, seus olhos, sua boca, seus lábios, seu jeito. Sua voz, amo seu silêncio. Amo sua imensidão. Amo sua gratidão, amo até a sua ausência. Amo por amar...
Hélices do ventilador rompem o silêncio.
Esteira rolante numa velocidade de 8.5 km/h.
Pés, esquerdo e direito, intercalam-se em movimento acelerado.
Através dos vidros da janela, o céu negro.
Ventilador. Esteira. Pés. Escuro.
Cinco minutos no relógio digital.
Ideias. Lembranças. Emoções.
Pensamentos volitando no tempo/espaço.
Ventilador. Esteira. Pés.
Vinte minutos no relógio digital.
Porta aberta, brisa suave.
Através dos vidros da janela, uma linha cor de rosa define o horizonte.
Ventilador. Esteira.
Pés ansiosos em abandonar a esteira.
Olhos vibrantes diante tamanha beleza
Vinte e cinco minutos no relógio digital. Faltam cinco.
Ventilador e esteira desligados.
Avenida. Carros. Edifícios.
Por entre palmeiras, as cores suaves de rosa e azul claro sorriem entrecortadas por nuvens brancas.
Paz. Silêncio. Natureza.
O cantar dos pássaros insinua-se aos ouvidos.
A suave brisa da manhã infiltra-se pelas narinas.
O esplendor de cores no céu desfila aos olhos.
Paz interior. Recomeço. Vida. Alegria.
Priscilla de Carvalho
Ela passou por mim em alta velocidade
Somente percebi o vento embalando seu cabelo
Pela rapidez fui surpreendido pela sua passagem
Semelhante a uma catapulta para o alem
Em seu rosto de mulher lágrimas insistentes
Por não segurar seu próprio destino
Numa aventura sem medidas
Onde a vida direciona
Ao desconhecido.......
Os dias e as horas passam com incrível velocidade...
Os filhos que ontem eram tão frágeis e dependentes,
hoje seguem seus caminhos, fazem suas escolhas.
Os pais e avós apenas acompanham e
torcem para que tenham sido bem criados,
que se tornem homens e mulheres fortes,
com estrutura firme para enfrentar os começos
e recomeços que certamente farão.
Mas, certamente viverão coisas boas
e produzirão seus frutos e terão seus filhos
de quem, um dia, também acompanharão a evolução.
