Velho
Lembrança
Velho destino, poeira do tempo
Para o olfato, o suor como pimenta
Para o paladar, o corpo todo
A balsa no velho rio quase é um contraste...
Tecnologia é um espaço translúcido num espaço da mente vazio,
Nos moldes fakes news o rio tornasse limpo com peixes tão vivo em meio o lixo e a degradação,
A beleza de outras vidas o mundo já foi um mundo complexo cheio de paradigmas de vida,
As pessoas torna se bots de sistema de algoritmos e suas ações são de um único pensamento de um único ser,
Tudo está vencido numa deepfake o modo democracia e os novos moldes fakes news paralisação as pessoas seus atos são apagados e calculado para que nunca acorde se acorda sera tarde pois sua vida resiste mais não pode mudar mais nada, só pode fazer parte da alienação intelectual coletiva.
Recomeçar... re.. começar... se refazer, se reinventar ... começar do zero... se desfazer do velho ... desligar do passado... se levantar ...
Estrangeiro Dentro de Casa
Sinto-me velho antes do tempo,
mal amado, gasto e sem alento;
um homem perdido, sem direcção,
com ferrugem antiga dentro do coração.
O mundo parou quando aprendi a viver,
e desde então não o consigo entender;
as ruas mudaram, as vozes também,
mas algo em mim ficou preso ao ontem.
Passo noites sozinho, sem nada esperar,
lambendo velhas feridas que não querem sarar;
empoeiradas, profundas, escondidas na pele,
como cartas esquecidas que ninguém mais lê.
Atiro cigarros mortos contra a calçada,
vendo a fumaça morrer na madrugada;
cada brasa acesa, cada cinza no chão,
parece um pequeno funeral do meu coração.
Sou estrangeiro no meio da multidão,
um rosto sem pátria, sem nome, sem mão;
e quando finalmente volto para casa,
sou estrangeiro até onde a minha sombra passa.
Tenho vinte e poucos, mas carrego cem anos,
coleccionando fracassos, silêncios e enganos;
o tempo corre, mas eu fiquei para trás,
num mundo que já não me reconhece mais.
E talvez envelhecer seja simplesmente isto:
perder aquilo que um dia julgámos ter visto;
ficar acordado enquanto tudo vai embora,
e conversar com a solidão até nascer a aurora.
O pouco com Deus é muito
O muito sem Deus é nada
Já diz o velho ditado
Muitos se enganam
Vivem pela ambição
desprezam um pássaro na mão
preferem esperar
por aquele que ainda
está a voar
Uma oportunidade desprezada
é flecha atirada
que não volta jamais
aproveite ao máximo
cada oportunidade na estrada
Dali é que pode surgir
uma nova porta a se abrir
Cada oportunidade
Mesmo que não pareça grande
seja ela simples , seja insignificante
esteja atento
àquilo que cruzar seu caminho
tenha sabedoria
pois ali pode estar o ninho
onde ovos de ouro
podes encontrar.
editelima 60
Fevereiro/2025
Velho na estrada
Velho na estrada me diz :
Amigo eu sobrevivi
Conto aqui um pedaço de minha história
Está tudo em minha memória
Vivia uma vida de luxo
Mas algo me incomodava
Por onde eu passava , rastro de miséria eu encontrava
O muito que eu tinha me prendia
Faltava a empatia
Comecei aproximar dos oprimidos
Esses são os escolhidos
Deus os quer bem e eu também
Criei uma casa de recuperação
Para acolher nossos irmãos
Ali tinham o que comer e beber
Ainda tinha tempo para viver
Amanhecia o dia os irmão partiam
Ajudavam a plantar
Sempre no bem estar
O sorriso de saber
Que iria ter o que comer
Parem pra ver aquela gente
Como se sentem ?
Pensam em si só
Não tem dó
Empatia longe dali
Foi aí que percebi
Na vida devemos nos ajudar
Sempre cooperar
Somos todos irmãos
E vivemos por uma razão
Ter paz no coração
E que nunca falte o nosso pão.
O vento balançou
de leve o velho
e tranquilo salgueiro,
e o luar de prata
devagar iluminou
a floresta verdejante
na bela montanha.
Em busca de alguém
há quem ainda cante
a esperança de início,
e também de reinício.
É fato que vivemos
num mundo dançando
em pleno precipício,
O importante é
nunca parar de sonhar.
Em busca do mundo
ideal há quem ainda
persista na esperança
de que ninguém desista.
O luar de prata balançou
de leve o vento
iluminou o salgueiro,
e a floresta de esmeralda
ficou mais radiante
na imponente montanha.
Em busca do giro
perfeito que dance
o Universo inteiro
e que ele de mim
não te faça esquecer,
porque para nós há tempo
e o destino me traga até você.
RAIZ E COPA
Ontem meu velho Avô
Disse que a raiz é despercebida
Não é formosa e bela
Mas é a base da vida
Hoje o mundo corre depressa,
Busca o brilho e a inovação;
Colhe frutos em abundância,
Mas nem sempre cultiva o chão.
Os antigos cuidavam das raízes;
Admiravam a copa e seus frutos
A sabedoria estava no saber
Que um dependia do outro.
Hoje toda atenção
É voltada para o fruta e a copa
Visibilidade, aparência e resultado
É o que mais importa
Raiz não tem fruto
Mas faz ele surgir
Copa só busca a exibição
Sem base para produzir
A cada geração
O equilíbrio é fundamental
A Herança e a Mudança
Precisam ser proporcional
A Raiz e a Copa
São fontes excenciais
Uma é base e começo
E a outra os finais.
BODINHO, O FIAT
Bodinho, velho guerreiro,
Fiat Uno afamado,
Nas estradas da memória
Seu nome ficou gravado.
Por onde passava firme,
Sempre era respeitado.
Tudo começou um dia
Quando Israel o comprou,
Com zelo e muito carinho
Seu destino encaminhou.
Depois ao Sargento Damásio
A chave ele repassou.
O tempo seguiu ligeiro,
Fez a vida seu roteiro,
Até chegar às mãos certas
De um novo companheiro.
Negreiros Neto o guardou
Como peça de museu inteiro.
Mas pense que está parado?
Isso ninguém acreditou!
Pois dentro daquelas chapas
Muita história se alojou.
Cada risco da lataria
Uma aventura contou.
Saiu de Aldeia ligeiro,
Sem nunca olhar para trás,
Por Araçoiaba corria
Como quem queria mais.
Subia Três Ladeiras rindo
E vencia os canaviais.
Nas estradas de barro grosso
Nunca teve aflição,
Enquanto outros atolavam
Pedindo socorro ao chão,
O Bodinho seguia em frente
Com coragem de campeão.
De Itaquitinga partia
Cheio de disposição,
Passava por Santo Antônio
Com firme determinação.
Entrando pelas pedras de Sapé
Mostrava sua vocação.
Quando surgia um riacho
Não mudava direção,
Cruzava a água sorrindo
Sem perder a precisão.
Dava um olé nos obstáculos
Com sua velha tradição.
Foi também para Condado
Levando sonho e alegria,
Passou por Matary primeiro
Naquela mesma energia.
Visitou Upatininga e Esconso
Antes de clarear o dia.
Seguiu viagem pra Goiana
Num passo firme e certeiro,
Só não foi pra Ponta de Pedras
Por escolha do companheiro.
Que desistiu da jornada,
Mas não por medo do guerreiro.
Nazaré e Tracunhaém
Conheciam seu roncar,
Carpina também o via
Pelas ruas passear.
Era um amigo da estrada
Sempre pronto pra rodar.
Não tinha hora marcada,
Nem relógio pra mandar.
De dia ou mesmo de noite
Bastava alguém chamar.
Entrava, girava a chave
E o motor queria cantar.
Nas festas de padroeiro
Era rei da procissão,
No Carnaval desfilava
Misturado à multidão.
No São João se enfeitava
Com bandeira e balão.
Muitos diziam sorrindo
Ao vê-lo em circulação:
"Esse carro não tem motor,
Nem trabalha com pistão.
O que move o Bodinho
É alma e coração."
Hoje repousa tranquilo
Na garagem a descansar,
Mas quem conhece sua história
Sempre volta a recordar.
Que há carros que envelhecem,
E outros que aprendem a sonhar.
E assim vive o Bodinho,
Fiat Uno tão valente,
Guardado como relíquia
Na memória de muita gente.
Mais que carro, virou lenda,
Patrimônio permanente.
PRECE DE UM VELHO
---Por favor seu moço ,
dê-me sua mão!
Calejado, cansado , com fome ,estou a lhe implorar:
por favor erga este velho corpo do chão...
Você que ainda é novo e sadio,
não sabe as dores desse velho caído,
junto ao chão frio e calado,
que nem mesmo consegue refletir seus atos.
Estenda um pouco os seus braços,
faça o meu corpo reagir ao tempo,
pois o frio gela e leva meu ser...
Talvez nunca passe por isso,
pois é dor demais por quem chora o desprezo,
depender de alguém que nem mesmo conheço
para desprender este meu corpo,do solo...
Que nem sequer um teto tem para se abrigar.
No passado desfrutei de tantos bens
e hoje vivo a me rastejar.
Tive ilusões, trabalho, mulher, casa e filhos.
Todos se foram, pela força dos bens que eu tanto lutei.
Levaram-me tudo, restou-me somente meu corpo,
onde bem perto você esta...
Estou com a alma dilacerada e embebida...
Mas por favor seu moço:
erga pelo menos minha cabeça com os olhos ao céu
para que eu possa elevar minha última prece ...
Que eu possa perdoar,
pedir perdão, esquecer a dor...
Só assim deitarei este velho corpo de novo a terra
e morrer em paz com a minha consciência...
AUTOR - JOÃO BATISTA BARBOSA
QUIRINO
Quirino, velho Quirino, viveu boa parte da sua vida em dedicação aos serviços da Igreja Matriz de Simplício Mendes. Alto, moreno, magro e de rosto pequeno, causava, à primeira vista, a sensação de ser circunspecto, mas, era mesmo só aparência, pois tinha uma voz e uma maneira bastante engraçada, e essas características lhe ajudava bastante a conseguir mais fácil a simpatia das pessoas.
Nas suas festas de aniversário, compareciam muitos convidados. Uma boa parte da turma, principalmente a que não tinha muito dinheiro para comprar um bom presente, não queria perder os comes e bebes dessas festinhas. Por isso, compravam sabonetes, embrulhavam-nos e os entregavam como presente. Outros não tinham dinheiro nem para isso e enrolavam pedras no formato de algum objeto.
Quirino, já cansado de tanto embuste, resolveu ficar na entrada da casa recebendo os convidados com seus presentes. Ao apalpar o embrulho e notar que era parecido com sabonete, dizia logo:
— Sabonete não, menino! Sabonete já tem.
Em outra ocasião, sentindo-se chateado no acerto de contas de uma das festas religiosas da Igreja Matriz de Simplício Mendes, ele saiu às ruas gritando e dizendo que ia se enforcar em um pé de coentro que tinha no quintal da sua casa.
Chamaram ele de velho, e com um sorriso ele perguntou,pobres crianças, quantos anos vocês acham que tem a vossa alma?
« Compare o eu de hoje com o eu
de ontem. Se não mudou nada,
você só ficou mais velho. Não mais
homem. »
Ser jovem é uma coisa, ser velho é outra coisa
A juventude é um estado de espírito, a velhice é um estado físico
1352 📜 "Outro indicativo de que estou velho (ou que o tempo passou) é que sou da época em que não havia taxa de turismo nas cidades brasileiras e, nas praias, não havia cobrança generalizada até para sentar na areia!"
2432 📜 "Meu Cunhado, o Mais Velho deles, é um Peralta ou Vadio ou Janota ou Tudo Isso Junto, considerando quem é esse Meu Cunhado e considerando alguns dos significados e sinônimos do termo Peralta, que nos Dicionários há. Hão, não. Há! ohquei? ohquei.top !"
"Se eu ficar velho (e estiver vivo) quero - eu mesmo - escolher qual é ou qual foi a 'melhor idade' para mim. Pode ser? Hum!"
0791 | Criado por Mim | Em 2014
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
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