Velho
Sapato velho
Pisastes onde pisei,
Caminhastes onde caminhei,
Deixastes marcas que não deixei,
Me abandonastes pois até hoje,
Meu caminhar eu não parei,
Vives esquecido no canto,
Onde deixei,
Por mais que gostastes,
De ti, me separei,
Sapato velho se hoje és o que és,
Por que um dia eu te usei,
Fizestes paste da minha vida,
Disso jamais esquecerei.
O velho desafeto de uma mulher.
O velho desafeto de uma mulher é aquele cara sabe, aquele homem cobertura de caramelo, bom de doer. Quando ele surge na sua vida faz você acreditar que tudo o que há no mundo é amor e forma. Lindão, peludão, pintudão. Deixa a sua razão resumida a instinto e cheiro, e de repente você ama como uma chimpanzé fêmea ama.
O velho desafeto te estraga, te deixa frágil e podre como um pedaço de seda estragado. Ele vem como o frio, quando um raio de sol escapa de atrás de uma nuvem e te esquenta, ele é o calorzinho que faz você encolher os dedinhos do pé de prazer. Depois dele o resto da sua vida vai ser apenas o resto da sua vida.
O desafeto é a última fase do amor, e somente depois de envelhecido com o passar dos anos é que ele se tornará o velho desafeto. Ele é magico, é cigano, conhece os segredos da alquimia, só assim para conseguir explicar como ele transformou todo seu ouro em nhaca de bode pisada.
O velho desafeto não vai embora simplesmente. Ele tem que ser expulso por você, fugir dos seus gritos, como se fossem pitbuls negros latindo e correndo atrás dele sem parar. Ele te deixará lá, pedindo sangue, e tudo que você terá será uma panela de brigadeiro no colo.
Só o velho desafeto pra conseguir furar o veio maligno que existe dentro de cada mulher, você não roga pragas, você vira a própria maldição da tumba invadida, vela preta, os outros ficam até com medo de te olhar e virar pedra.
Mas com o tempo você vai saindo do quinto ciclo do inferno e vai deixando de acordar socando o travesseiro, e como todo o estrume deste mundo o que ficou da sua vida acabará virando adubo e terra.
Um dia, do nada você acordará deste coma, branca como um sapo e sairá a procura de outro raiozinho de sol fujão pra te esquentar.
Então, quando tudo estiver na poeira, em alguma virada dos anos que virão, as muitas taças de champanhe irão escancarar as suas janelas e o vento vai varrer o pó de tudo que estava guardado.
O nome dele ainda estará na agenda do seu celular, porque será sempre do velho desafeto o primeiro abraço de ano novo de uma mulher.
A saudade faz brotar flores em coisas podres...
Velho, feio e... RICO! $.$
Queridinhas, esse é um tema bem delicado.
Ou vocês acham que é fácil ?
Esse é um Ato que exige Coragem... Mas no fim acaba sendo uma arte... A arte de se dar bem na vida (MUAHAHAHAHA)! E a honra é uma coisa muito elástica e convencional(Tsc, tsc...)
Temos que saber lidar com uma situação dessas, pois adquirimos contatos! Eles servem pra nossa entrada, pra conseguir números de telefones importantes.
Fingir menstruação e ficar tão embriagada que não consegue fazer nada, nesses tipos de relacionamento isso é fundamental.
Porque sair com o bonitinho pobre... Por favor queridinhas... Ele não pagará camarotes nem cruzeiros, muito menos a pulseira de ouro com rubi!
E se algum cabecinha assanhada chegar fazendo a linha Moulin Rouge "all you needs is Love" ....com lição de moral, falando que o amor é mais importante, simplesmente coloque seu óculos chiquérrimo, não dê confiança e fale: O amor caiu em desuso méu quéridó! #lixa hahahahaha
Escrevam isso "Sou Pobre mas sou Feliz" não funciona na prática ... Pra falar verdade, felicidade de Pobre não existe! HAHAHHAH
CORAAAAAAAAAAAAAGEMMMMMMMMMMM!!!!!!!!
O renovo, revigora o espirito e acalenta a alma e mesmo sendo velho, o espirito rejuvenesce e alma não se enfada.
entreolham-se assim com uma visão translúcida
Ora nos dá incerteza… Nem importa, ao velho Tempo
Nem faço mais planos, o agora me consome, a minha gana é teu conchego!
Despejo na tela do viver as cores da emoção, não tenho receio de me doar e proclamar meu amor por ti.
Teu singelo sorriso e o teu olhar sincero me deixam nervosa confesso que estou me envolvendo pouco a pouco, mutações faiscantes.
me perco entre os arrepios dos teus braços que me aconchegam e me protegem um lugar seguro que entrei sem querer e digo, mas nada já me importa, me interessa.
cada segundo ao teu lado faço lembranças, sendo este uma plataforma para este amor que tira meus sentidos…que jeitinho atrevido e doce…
as vezes tu lembra-me um refúgio, um receio que tive a milhares de anos,
que foge a memória, fiquei desmemoriado assim prefiro ficar.
pois tu me resgatou, as mudanças do tempo trouxe-se esperanças e me permite a me descobrir novamente,
vamos esperar até o pôr-do-sol lá estarei quando abrires a janela - a tua espera, com meu barquinho de papel no porto a te esperar, pintarei o amor infinito e as nuvens, levarei minha caixinha de música e assim recordaremos de tudo como foi bela essa canção . ôô a magia do teu encanto.
Sou sempre criança e adulto quando convém. Serei velho só e simplesmente se me esquecer de renascer do que fui até há um instante.
O LADO DO VELHO MENDIGO
Eu ando pelas ruas sem saber como vim parar aqui.Sou um velho, sou negro, sou pobre, sou como todos os que vêem por ai, com a vida desgraçada. Acabei de acordar de um longo sono, de uma vida inteira. Sento-me encostado na parede, com a cabeça entre as pernas, murmurando coisas que nem eu mesmo entendo. Dentre os murmuros, pensamentos ficam claros.
- Eu jurei nunca me arrepender - Murmurei.
Um homem apareceu na minha frente e me disse:
- O que você fez de tão grave para se arrepender ? -
- Me arrependo do que não fiz. Não do que fiz. -Sussurro.
O homem me perguntou com certa ironia: - O que não fez? -
- Eu não sei, eu não lembro! Pare! -
E então me levanto, e empurro o homem que tanto me faz perguntas. Continuo andando pela cidade de São Paulo e respondendo a tantas dúvidas, conversando, desabafando.
As pessoas passavam pela calçada e me olham de uma forma tão estranha, mas eu não quero entender a razão.
Afinal, o que eu fiz para que a sociedade me encare de tal forma? Eu só estou conversando com a unica voz sincera que resta. Seria eu um maluco ?
O LADO DO CIDADÃO.
Um mendigo negro andando pela rua , encosta em uma parede suja, e senta ali mesmo , no chão. Coloca a cabeça entre as pernas e se levanta rapidamente como se alguém estivesse falando com ele. Ele começa a conversar sozinho, a desabafar, a pedir para algo ou alguém parar de fazer uma coisa.
Ele continua andando e conversando com o vento.
- Eu acho que vou atravessar a rua, seria ele um maluco? -
Podemos dizer que a Bíblia judaica - Velho Testamento -, tem cunho capitalista e defende a propriedade privada. Se tudo pertencesse a todos não haveria motivo para uma lei que proíbe o roubo e que consta no decálogo - "não roubarás". Nem tampouco faria sentido as grandes propriedades de terra e criação de gado mantidas pelos patriarcas judeus - Abraão, Isaque e Jacó.
o velho e fútil amor que insiste em voltar.
Te quero, não nego,Te quero intensamente,
Com todo ardor e alma, te quero.
Porém, bem longe daqui.
Ao ponto de esquecer a minha existência,
Porque da tua, não sobrou mais nada em mim.
"Em algum lugar ele observou, que o velho se desfaz,margem à beleza, para renascer, vivo e altivo para para a vida."
AS ÁGUAS
Eu sou as águas...
Amazonas Paraná, rio Nilo, velho chico...
Olhe ai o São Francisco, Solimões
O Yangtzé, Mississipi Missouri, Yenisei
Tenho águas tenho peixes orcas tubarões
Estou indo! Que saudades!
Será que volto?
Tive uma morte honrada
A onde morria no mar
Hoje minha morte e desgraçada
Morro todo dia!
Pelas nascentes, pelas margens
Eu sei que vou me acabar.
Eu sou o rio de lagrimas após o arpoar
Lagrimas, derramadas pelo amor
Lagrimas aos ventos de dor de amar
Sou o rio, sou rota sou caminho
Sou energia para sua vida
Carreira para sua canoa
O cais do porto o embarcar
Ninho para o seu Iate
Balança para a sua lancha
Balsa para suas cargas
Viagens, apoios para seus navios
Eu sou o rio que hoje...
Seca pelo efeito do seu estio.
Fui induzido
Perdi as nascentes
Para as ignorâncias das gentes.
Descabelaram o meu leito
Poluíram as minhas lagrimas
Eu sou o rio e já matei muita sede
Semeei vidas
Atiraram-me redes
E com meus frutos, sanaram as suas fomes
Sou o rio...
Todavia explorado pela mão do homem
Roubaram as minhas pedras
Meu ouro
Meus tesouros
Fiquei fraco esmoreci
Não consigo mais fazer estouros
Gasoso, evaporo aos céus
E caio como chuva orvalho
Faço cachoeira
Como enxurradas corto atalho
Embelezo os jardins os risos
Amplio a bonança disperso prejuízo
Sou a fonte que vem dos montes
Sou vida dos mais, pequenos
Ate aos grandes como os elefantes
Olhe o banho olhe a comida
Estou na panela na cacimba
Eu sou o rio... Sou vida.
Antonio Montes
E o mundo continua na sua infinita ignorância, homofobia, machismo e o bom e velho racismo de sempre.
Sou demasiado velho para ter aquele tipo de morte espetacular. Para mim, cometer suicídio ou morrer de overdose seria... Inapropriado.
O HOMEM DO COBERTOR VELHO
Todos os dias no mesmo horário eu descia do ônibus e subia a passarela para pegar a segunda condução em direção ao trabalho. Quase sempre estava atrasado e passava feito um foguete, sem olhar para os lados. Naquele local, entre o ponto e a passarela, desviava de algo que atrapalhava o meu caminho.
Certa vez me esqueci de mudar o horário de verão, e saí de casa com uma hora de antecedência - fui perceber apenas quando estava no ônibus. Estava mais tranquilo e sereno, andando com calma e olhando o caminho percorrido, o que nunca acontecia. Ao descer do ônibus, reparei o que era aquela coisa que eu desviava todos os dias entre o ponto e passarela. Tratava-se de um velho cobertor, cinza, áspero, com um volume por baixo. Curioso, levantei o velho cobertor e dentro havia um homem dormindo, que nem percebeu que o descobri.
O homem debaixo do cobertor velho fedia a cachaça. Talvez por isso não tenha percebido que levantei o cobertor. Em frente ao ponto e a passarela havia uma padaria. Fui até lá e pedi um chocolate quente e um pão com manteiga na chapa, e levei ao homem debaixo do cobertor velho. Mesmo receoso, o rapaz agradeceu.
Passei a fazer do ato a minha rotina. Todos os dias eu comprava um chocolate quente e um pão com manteiga, e levava ao homem que sempre estava no mesmo local.
Um dia eu entreguei o pão com manteiga e fiquei olhando o homem degustá-lo. Ele, com a boca cheia e deixando cair migalhas no velho cobertor, indagou-me:
- Por que me ajuda?
Fiquei refletindo por um tempo antes de responder:
- Acho que não preciso de motivo para ajudá-lo.
Ele então se levantou e saiu andando pela primeira vez desde que o conhecera. Todos os dias eu o aconselhava a sair daquele local, procurar algo melhor para a vida. Queria que o homem reagisse, pois tratava-se de um bom rapaz, porém perdido.
Em um certo dia que desci do ônibus, segui em direção à passarela, e só estava o cobertor velho no chão. Mesmo assim, comprei o achocolatado e o pão com manteiga e deixei no mesmo lugar de sempre. Ele nunca mais apareceu no local.
Escolhi, então, pressupor que o homem melhorou de vida, pois, caso contrário, ele teria o alimento naquele cantinho.
Na padaria o proprietário me questionou:
- Por que você ajudava aquele homem? Era apenas um bêbado de rua.
Respondi:
- Porque aquele homem precisava de mim, mesmo que por apenas um tempo. E eu preciso de pessoas melhores no mundo.
