Veio e Passou como um Cometa

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Pernas são como laços
para enfeitar a toda hora,
Para na hora do prazer:
você confundir os passos
Com os doces abraços.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Como uma estrela que dança nua

No teu íntimo Universo,

Tenho o sublime compromisso

De ser explícito desejo,

Para ser consumido por você

Sempre que te der vontade.



Entre nós habita uma magia

No nosso exílio submerso,

Vive um precioso engajamento

De ser liberdade

Sem rotina e sem cobrança,

Para vivenciarmos a liberdade.



Sem reverso e com contentamento

De subverter nossas rotinas,

Temos o gosto até pelo perverso

Não temos limite e pudor,

Absortos em nossas magias

Para brindarmos a cada momento.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Estes versos escritos

são feitos de suspiros,

Assim como as estrelas

que busco do olhar,

Doces beijos infinitos

não quero negar,

Ao belo monumento

que foi feito para uso,

fruir e não me saciar.



Tens tudo de sal,

És adorável;

Tens tudo de mar,

És admirável,

Tens tudo de amor

És agradável ao paladar.



Estes passos ousados

são feitos de desejos

Nascidos do primeiro olhar;

Estes poemas místicos

são feitos das ondas

Que irão trazer-te pelo mar.



Este poemas perfumados

são feitos de desejos

Servidos de um cobiçar:

- uma ousada escultura

Que está a me inspirar

Versos para te provocar...

Inserida por anna_flavia_schmitt

Não há como esquecer da vez

que eu tirei você para dançar.

Não era impossível prever

que a gente iria se [cruzar.



O amor ainda vive no olhar

como composição essencial.

Nome ainda vivo no peito

como bailarina a [sapatear.



Não há como resistir a você

que chegou de vez para ficar.

Não sei como será adiante,

e o quê fazer para te [agradar.



O amor quando chega de vez

é como o vento a refrescar

que acaricia a face

em plena noite de [luar].

Inserida por anna_flavia_schmitt

Como o barco que cruzou o [oceano

as asas da pomba bateram voo,

Como o tempo que não volta atrás

as areias se foram pelos dedos,

Como o curso do açude [desviado

as flores do jardim brotaram,

Regadas pela força do destino traçado.



O corpo dele é o meu cais,

Da boca desenhada sairão

Os mais eloquentes ais...



Das poções coralinas carregadas

para à beirinha da Praia de Salinas,

Dos amores que ficaram para trás,

existe apenas um que há tempos

- espero -

De um jeito que só ele sabe que é capaz.



O sorriso dele ao Sol

É o próprio Sol

A enfeitar o arrebol...


A existência dele é celeste

criada para servir à Humanidade,

Desde que eu o conheci

nunca mais fui mulher,

mudei de endereço,

mudei até de nome:

- Hoje respondo apenas por saudade.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Vibram como cordas,
Saltam no trapézio,
Desconhecem o perigo,
Dançam no abismo.

Enfeitam como conchas,
Cantam ao pé do ouvido,
Balançam como ondas,
Descansam no teu colo,
Procuram por você,
Abrandam as inquietudes
- plantadas na terra -
Fazem você flutuar
Navegando além da esfera.
Soneto que configura canto,
Sublime escândalo de ser,
Sua ave mansa de bendizer:
- Versos de esperança
Como num lindo amanhecer.

Cantam as cordas do galo,
Surgem os incensos,
Cantam as cordas das aves,
Saúdam as esperanças,
Cantam todos os mares:
Glorificando os versos
Doidivanos deste estalo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Cai solene a chuva fina,
Escrevo como quem furta
As flores das casas alheias,
- apoiadas nas cercas
Pulando todos os muros,
Escrevo para roubar corações.

Tenho orgulho deste par de olhos,
Que glorificam as alturas,
Desabrochando todas as ternuras
À procura de mais de mil revoluções!

Sai infrene a letra delfina,
Escrevendo como quem reza
Pelos poetas perseguidos,
Pelos que foram exilados
Pela eliminação sutil;
Para que jamais se finde a primavera.

Tenho loucura pelo teu perfume,
Que brindou o meu caminho,
Dissipando as minhas trevas,
Por você sou água, fogo, ar e terra.

Ai, perene desatino!
Escrevo como quem espera
Os teus beijos de ouro
As flores se abrem como oráculos,
Ainda o céu há de testemunhar:
O mais luminoso de todos os espetáculos.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Tarde ensolarada à beira mar

E ritmada ao modo do vento,

No ir e vir do balanço do mar

Como o teu jeito manso,

A tua voz de suave encanto,

O teu riso aberto, sincero;

Trazendo a tua voz presente

Anunciando contente:

- a nossa reaproximação!



Os pássaros são anjos inteiros

De plumas adornados,

Cantores da anunciação,

Saudando o tempo e a distância;

Pela incapacidade de desfazerem

Uma verdadeira paixão.



Os divinos cantores

De asas abertas,

São ainda mais lindos

Anunciando a liberdade,

Que só o amor pode trazer

A verdadeira salvação.



Os sentimentos não se dissociam,

Amor e paixão tem uma fórmula

- secreta -

A nós foi nos dada à missão:

De sermos boticários da anunciação

De uma mística que Deus secreta.

Inserida por anna_flavia_schmitt

A chama se [revela

Como noite acesa,

É brasa inconsumível

Da tal ardente estrela,

Que ilumina e [celebra

A vontade que nos cerca.



A chama se [destaca

Como palavra fina,

É incenso perfumado

Da divindade incrível,

Lira de apaixonado,

Feito nó que não [desata.



Valsa em nós o Universo,

O meu íntimo te pertence,

Talvez ainda estás [perdido,

A saudade é nossa - sempre;

De estarmos na mesma corrente

Nadando somos o curso do rio,

Da poesia inequívoca sou o verso:

Dolente, apaixonado e [atrevido.



É questão fora de [tempo,

Sempre em todos os tempos,

Todos musicais ou [não;

Ambos pagãos ou divinos,

Tão satânicos ou bíblicos.



A chama [ardentemente

Em tempo há de contar,

Que nunca [deixou

De por ti se apaixonar;

Vontade que não vai passar.



É questão além do [tempo,

Sempre e em todo o lugar,

Quando paro para [pensar:

Bate o sentimento, o tal penar!

Essa distância irá acabar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Eu te escrevo

como quem beija,

Só para ver se

você me (nota).

Eu vi o Sol desmaiar

de êxtase,

Para acordar nos

braços da aurora.



Nada me saciará mais

Do que você

como alimento,

Dono de um corpo

que me tira a paz;

E de uma fragância

cheia de sentimento.



Eu vi você amanhecendo

no meu peito

Como um lindo Sol

cor-de-coral,

Eu vi você

me levando...,

Para o teu abrigo

(espiritual).



Nada me aquietará

mais,

Do que ser calada

com o seu (beijo)

Pedindo de mim o segredo

que te satisfaz;

Sabemos quando

e como fazer do nosso jeito.



Tudo acontece

quando te vejo,

E até quando te ouço,

Talvez eu nunca te fale,

Embora, sei que

você percebe,

Que o meu corpo

pelo teu sempre ferve.



Neste círculo de condenação,

(íntima)

Cada momento seu sempre vira poesia,

(feminina)

Certamente encantada de vivê-la

Ao menos na (escrita).

Inserida por anna_flavia_schmitt

A poesia tem

a leveza das espumas

Ela voa pelo ar

tal como as plumas,

A poesia vira tudo,

e até te [revira

Te fazendo novo

para amar incrivelmente.



O canto que vem

de dentro,

É fruto que ninguém segura,

É a natureza que

ninguém [furta];

Ela é expressão do

meu sentimento.



Ai, poesia!...

Tão perfumada,

Escrita tão plena,

e tão apaixonada;

Voltei a ser menina

em versos [simples,

Não menos belos e

não menos importantes.



O barulho do mar

é como o riso,

Ninguém consegue

prever,

E jamais conseguirá

[conter];

Ele é como o curso

do destino.



Ria bem alto,

mesmo sem

contentamento.

Alegre-se

[sempre],

afastando todo

o sofrimento,

A liberdade pode vir

a qualquer momento.

Inserida por anna_flavia_schmitt

As emoções são como flores,

Não permita que arranquem:

as suas pétalas

Viva imensamente o seu jardim,

Não cale a sua vida interior, enfim.



Não deixe que te governem,

Tome as rédeas da tua vida,

Não existe alma garrida

Estando ela em companhia de Deus;

Não se iluda com falsas promessas,

Viva intensamente em suas terras:

serenamente, silencie a sua mente.



Existem aqueles que oferecem

- conflitos -

Para sair no final da história

como heróis;

No fundo não passam de bandidos

Para fazer de um país um celeiro

de oprimidos;

Enganando-os que tudo se encontra

- resolvido -

Um verdadeiro oceano de ressequidos.



Não deixe que te desgovernem,

Sê senhor de si mesmo,

Enfrente a realidade,

Fuja da alienação e da maldade,

Pare para pensar em silêncio,

Apazigue o coração e o pensamento,

Para depois não haver lamento,

Não te leves por qualquer onda,

Elas são agéis e te pegam,

E quando menos você imagina:

aí já foi tarde!

Estarás agarrado com a barafunda,

Casado com a Ditadura,

E completamente perdido na noite escura.

Inserida por anna_flavia_schmitt

O obscurantismo
do olhar daqueles
que creem no amor
clandestino como
caminho certo:

comigo não irão
obter sucesso,...

nada me distrai
para deixar
de escrever
para o amor
que virá
anunciado;

confio neste pacto
que há de
ser apaixonado,...

esse romance
que um dia virá
palmilhando
os prateados
paralelepípedos
da minha rua,
e se orgulhará
de cada verso
escrito por
esta pluma.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Do nada comecei a cantar

Na beira do mar

Não tive como te abraçar

Pûs-me a escrever nas areias

O belo amanhecer

Recolhi carinhosas conchas

Lindos presentes das sereias

Vendo o barco passar

No balanço das ondas do mar.



Cantei algumas músicas

Todas em espanhol

O meu coração se abriu a sonata

A mais bela celebração apaixonada

Tentativas de quem não sabe

Mas de quem de coragem

De um dia aprender

E os mares cruzar

Só para te rever.


Acariciando o mar

Enternecido amanheceu o sol

E eu bem longe de você

Louca para te amar

Espantando o frio do outono

Resolvendo com tudo romper

A poesia praiana irá te ter

Como o Universo se abre para a Terra

Tens todo o meu amor e minh'alma

Que o Mal do mundo jamais encerra.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Não há como não cobiçar,

E muito menos não querer;

Ao ver o Sol dançando:

lembrei-me de você.

Não há como não deixar

De um só minuto de te amar,

Da aurora até o amanhecer.


Beijo doce, e imortal,

Trouxe-me um presente

- sem igual

Vendo o auge do passo doble

- mortal

O Sol dando no mar um beijo

- sensual

Acordes da [Tarragona] divinal.


Não há como não se curvar,

Vendo o azul do céu

- beijando -

Sensualmente o mar;

Não há como não querer

- passionalmente

Nessa festa não se misturar.



Para não parar de se

surpreender,

- ela sempre nos amando

A bailarina vida sempre

supreende:

ela sempre acaba nos [beijando

Seja através da balada da

- Catalunha -

- ou, mesmo através das andaluzas

Ela vai bailando, e [coreografando,

O seu passo de amor, coragem e juras,

Com a mesma coragem do Sol [dançando

Sobre as ondas do Mar Mediterrâneo,

Ao som de Paco de Lucia nos [tocando...

Inserida por anna_flavia_schmitt

Quem procura

me entender:

sempre perde

a cabeça!

Nasci livre

como uma ave,

Insistir comigo,

de nada vale,

- não compensa

Sou um poema

de quinta,

- um verso vagabundo

Uma poesia bandida,

- rebelde -

Doidamente

transtornada,

Cauda de cometa,

- constelação efusiva

Doido verbo

e provocativo,

Dançando em cima

dos estilhaços,

Desse planeta

cheio de cacos,

Versos feitos

a fio da espada,

Brio, doçura e sangue

fervente

- e determinado

Pelos alçapões

do inconsciente,

Repleto de si

e com assinatura

- própria -

Corto com os versos

de Salomé

- o teu juízo -

E me misturo

aos teus aromas,

Furtando, assim,

o teu coração.



Então, repousa aqui,

bem aqui,

A tua mente

e o teu coração,

Assim, neste colo,

a fantasia,

O teu implacável

desejo

De mergulhar

na sedução;

Nascida

dessa cantiga,

E de cada verso

de paixão.



Voa, então, sobreviva,

Não se recuse, não se negue,

- se promova

Ao meu colo, se renda,

Prossiga como quem se atreve...

Inserida por anna_flavia_schmitt

Talvez você não

me enxergue,

Assim como eu sou,

Talvez você

não me amou.

Sim, o teu

discreto olhar

Traz para mim

uma esperança

- única -

Como um vagalume

a voar.



Talvez você

não me perceba,

Sou vegetação rasteira,

Sim, eu floresço;

Desabrocho,

Sou estrela-flor,

- em esplendor

Cravada nas areias.



Talvez ainda

não me ame,

Porque não

me conhece

- direito -

Nascida para

te amar,

- devotadamente -

Para satisfazê-lo

INTEIRO.

Inserida por anna_flavia_schmitt

A Páscoa acontece sempre,

Ele vive eternamente.

Ora anoitecemos,

E ora surgimos como o amanhecer;

Já deveríamos ter aprendido

- a viver -

Dobrando os corações

Para louvar e agradecer.





Sempre esquecemos,

De sermos gratos,

Por alguém que nos ensinou,

Amar uns aos outros,

Como Ele nos amou;

Ele se entregou,

Nunca se negou

E ensinou o salto do amor.





Os registros estão lá,

Para quem sabe ler,

- e interpretar

Pronto para se entregar,

E escutar a mensagem,

Que pode surgir face a face,

- e a conversão acontecer

É só você se abrir,

Deixando o teu coração ler,

A tua alma irá reconhecer,

Os ensinamentos dourados,

Para que o poema pascal aconteça,

É preciso que estejamos reunidos,

Na mesma caminhada lado a lado.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Tenho na memória guardada,

Não há mais como dizer,

Talvez esteja sepultada,

Em terra longínqua,

Hei de um dia te contar,

Fizeram a gente esquecer,

Não é possível sequer falar.





Este poema é impublicável,

Mas é inevitável...

Ele fala de sobrevida,

Ele fala da Morte,

E da vida além da Morte.



Abraçando a lembrança,

Não há mais esperança,

Ylang-ylang é o teu perfume no ar,

Serena musa, não sei onde estás,

Talvez um dia você vai voltar,

Talvez pobre de você,

Algum dia o destino irá mostrar.





Esse poema não presta,

Eu deveria atirá-lo no lixo,

Ele não deu a cara a tapa,

Filho de alma covarde,

É quase uma denúncia...

Os ares e ‘as flores de abril’,

Uma música de Chico Buarque,

A imagem da mulher esfumaçada,

Talvez esteja desfigurada,

Teve a imagem desaparecida,

E alma roubada,

Não quero falar sobre mais nada.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Arrancaram a voz de Odoyá,

Ela como Rainha não se prostra,

- Calaram-na!

Mas não lhe furtaram a autoridade,

A verdade ninguém pode apagar:

Odoyá é a Soberana do mar.





O silêncio tem muitas vozes,

Os ventos levam os gritos,

A opressão fura os tímpanos;

Não há outra alternativa,

Temos que acreditar:

Um dia tudo muda,

Assim como as ondas do mar.





Odoyá sereia,

Odoyá guerreira,

Esse jogo ela vai virar,

O povo ela irá libertar;

Não duvide!

Ela é a Rainha do mar,

Odoyá não perde nada,

Ela é vaidosa,

E toda formosa dará uma lição

Em toda essa gente muito maldosa...

Inserida por anna_flavia_schmitt