Veio e Passou como um Cometa

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Rifa-se um coração que insiste em cometer sempre os mesmos erros. Esse coração que erra, briga, se expõe, perde o juízo por completo em nome de causas e paixões, sai do sério e, às vezes revê suas posições arrependido de palavras e gestos. Este coração tantas vezes incompreendido, tantas vezes provocado, tantas vezes impulsivo. Rifa-se este desequilibrado emocional que abre sorrisos tão largos que quase dá pra engolir as orelhas, mas que também arranca lágrimas e faz murchar o rosto.

Saberemos cada vez menos o que é um ser humano

O amor me fere é debaixo do braço, de um vão entre as costelas, atinge o meu coração é por esta via inclinada

Adélia Prado

Nota: Trecho de poema presente no livro "Bagagem", de Adélia Prado. Link

Imaginar é aumentar o real em um tom.

Um mês de abstinência dele e o coração quer ter recaídas agora? Ah, coração, não me envergonhe!

É um costume existente somente nos mundos imperfeitos. Onde busca-se, para quase tudo, atacar os efeitos e, quase nunca, as causas.

Eu não sou boa, eu não sou má, eu sou justa e cada um tem de mim o que merece.

A força de um ato
Dura o tempo exato
Para ser compreendida

Depois disso é bobagem
Vira longa-metragem
Por acaso estendida

Fora o essencial
Nada mais é natural
Vira apenas suporte

Pena a vida não ter corte

Martha Medeiros
MEDEIROS, M. Poesia Reunida. Porto Alegre: L&PM, 1999.

Sinto um aperto no coração, uma preocupação. Queria me importar menos e ser mais forte.

Um Quociente apaixonou-se
Um dia
Doidamente
Por uma Incógnita.

Eu aprendi que se um relacionamento é honesto, ele pode passar por cima de tudo, apesar dos desafios que a gente tem que enfrentar e de tudo o que acontece ao nosso redor.

É bom ter um cara do seu lado, mas acho que é mais importante ter certeza se ele é seu amigo também.

Às vezes você está discutindo com um imbecil… e ele também.

Se há algo de que eles gostam mais do que um herói é ver a queda de um herói.

Green Goblin
Homem-Aranha (2002)

Porque é que um sono agita
Em vez de repousar
O que em minha alma habita
E a faz não descansar?

Que externa sonolência,
Que absurda confusão,
Me oprime sem violência
Me faz ver sem visão?

Entre o que vivo e a vida,
Entre quem estou e sou,
Durmo numa descida,
Descida em que não vou.

E, num infiel regresso
Ao que já era bruma,
Sonolento me apresso
Para coisa nenhuma.

O que é vida? Mais precisamente, o que é a vida de um ser humano? O que e quem a define? (…) Dizem as escrituras sagradas: “Para tudo há o seu tempo. Há tempo para nascer e tempo para morrer”. A morte e a vida não são contrárias. São irmãs. A “reverência pela vida” exige que sejamos sábios para permitir que a morte chegue quando a vida deseja ir.

A Avenida das Lágrimas

A um Poeta morto.

Quando a primeira vez a harmonia secreta
De uma lira acordou, gemendo, a terra inteira,
- Dentro do coração do primeiro poeta
Desabrochou a flor da lágrima primeira.

E o poeta sentiu os olhos rasos de água;
Subiu-lhe â boca, ansioso, o primeiro queixume:
Tinha nascido a flor da Paixão e da Mágoa,
Que possui, como a rosa, espinhos e perfume.

E na terra, por onde o sonhador passava,
Ia a roxa corola espalhando as sementes:
De modo que, a brilhar, pelo solo ficava
Uma vegetação de lágrimas ardentes.

Foi assim que se fez a Via Dolorosa,
A avenida ensombrada e triste da Saudade,
Onde se arrasta, à noite, a procissão chorosa
Dos órfãos do carinho e da felicidade.

Recalcando no peito os gritos e os soluços,
Tu conheceste bem essa longa avenida,
- Tu que, chorando em vão, te esfalfaste, de bruços,
Para, infeliz, galgar o Calvário da Vida.

Teu pé também deixou um sinal neste solo;
Também por este solo arrastaste o teu manto...
E, ó Musa, a harpa infeliz que sustinhas ao colo,
Passou para outras mãos, molhou-se de outro pranto.

Mas tua alma ficou, livre da desventura,
Docemente sonhando, as delícias da lua:
Entre as flores, agora, uma outra flor fulgura,
Guardando na corola uma lembrança tua...

O aroma dessa flor, que o teu martírio encerra,
Se imortalizará, pelas almas disperso:
- Porque purificou a torpeza da terra
Quem deixou sobre a terra uma lágrima e um verso.

Enfim, cada um o que quer aprova, o senhor sabe: pão ou pães, é questão de opiniÃES...

A ti somente o que é teu

Não queira te apropriar do que te foi entregue por engano: um prêmio, presente ou dinheiro.

Você pode até pensar que aquilo não fará falta a quem te entregou, mas isto é ledo engano.

Talvez o prejuízo material àquela pessoa seja realmente pequeno ou insignificante, mas há um prejuízo inestimável que tu podes causar a ela e a ti: o prejuizo moral.

Tal pessoa pode cair em descrédito, ser acusada de roubo ou no mínimo ser taxada de incompetente.

Já vi casos em que pessoas foram demitidas por isso e tiveram sua vida arruinada por um equívoco delas e a desonestidade de outrem. E tu, ciente disto, com qual consciência ficarias?

Ao homem vil que se apropria do que não é seu, até o que não possui lhe será tirado. Mas ao homem bom e honesto, muitas glórias lhes são reservadas. Por isso, não te aproprie do que te foi entregue por engano.

Devolva o troco que foi passado errado, o prêmio que te foi entregue incorretamente, e até mesmo as honras que te ofereceram equivocadamente.

Queira para ti somente o que tu mereces e que é teu.

Lá estava o meu nome iluminado. Eu disse "Deus, alguém cometeu um erro". Mas lá estava, todo iluminado. E eu sentei e disse, "Lembre-se você não é uma estrela". Porém, lá estava todo iluminado.