Veio e Passou como um Cometa
É um fato que a hiperexposição digital correlaciona-se inversamente com a autenticidade e a sustentabilidade das experiências individuais e relacionais. O fenômeno sugere que a validação virtual compensa déficits de satisfação real, transformando o excesso de publicações em um indicador de vulnerabilidade ou declínio do bem-estar.
Um dos grandes problemas da igreja atual é que muitos líderes não estão pregando para resgatar almas da condenação eterna, mas para bater metas de público, o que tem gerado sermões pífios e uma igreja superficial.
Acolha sem ingenuidade, discernindo o lugar que cada um ocupa na sua vida. Discernir também é amar. Faça morada para quem faz de você prioridade; aos demais, ofereça sempre a graça, guardando o seu coração.
O propósito do estudo teológico não é apenas ampliar nosso entendimento, mas conduzir-nos a um relacionamento vivo com Deus. A revelação foi concedida não para satisfazer nossa curiosidade intelectual, mas para transformar o nosso coração, levando-nos a conhecer, amar e confiar no Deus que se deu a conhecer.
“a vontade do homem tem seu lugar próprio na questão da salvação [...]. Quando um homem recebe a Graça Divina de Cristo, ele não a recebe contra a sua vontade [...]. Nem mais uma vez, note bem, é a vontade tirada. Deus não vem e converte um agente livre inteligente em uma máquina”.
C. H. Spurgeon, "God's Will and Man’s Will", n. 442 (Newington: Metropolitan Tabernacle; 30 de março de 1862)
VIVER EM MUTAÇÃO
A vida é feito um rio,
Que não para de correr,
Vai mudando suas águas
Sem deixar de ser viver;
E o homem muda com o tempo,
Sem saber o que vai ser.
Ontem fui uma semente,
Hoje sou árvore a crescer,
Amanhã serei talvez
Outra forma de florescer;
Pois quem pensa que é o mesmo
Não conhece o próprio ser.
Meu Eu de ontem morreu,
hoje vive outro Eu,
e amanhã quem será Eu?
Cada dor deixa uma marca,
Cada amor traz transformação,
Cada queda nos ensina
A buscar nova direção;
E a vida vai esculpindo
Nosso ser e coração.
Muda o corpo, muda a mente,
Muda o jeito de pensar,
Muda o sonho, muda o medo,
Muda o jeito de sonhar;
E até aquilo que amamos
Pode um dia se transformar.
Há um Eu que vai partindo,
Sem fazer despedimento,
Outro Eu chega ligeiro,
Carregado de momento;
Somos obras inacabadas
Nas oficinas do tempo.
Meu Eu de ontem morreu,
hoje vive outro Eu,
e amanhã quem será Eu?
Não devemos ter receio
Da mudança natural,
Pois a vida é movimento,
Nunca fica sempre igual;
Até pedra vira areia
Sob a força temporal.
Quem aceita a mutação
Aprende a se reinventar,
Troca o medo pelo sonho,
Deixa a vida lhe ensinar;
Pois mudar não é perder-se,
É uma forma de encontrar.
Eu já fui tantos de mim,
Que nem posso enumerar;
Cada fase foi um passo
Que me fez aqui chegar.
E o futuro é uma pergunta
Que ainda vou responder.
Se amanhã nascer um homem
Diferente do que sou,
Não direi que perdi a vida,
Direi: a vida me mudou.
Pois enquanto houver caminho,
Meu destino não parou.
Meu Eu de ontem morreu,
hoje vive outro Eu,
e amanhã quem será Eu?
Assim sigo nesta estrada,
Entre o ontem e o depois,
Reinventando meus caminhos,
Descobrindo novos nós;
Sou mudança, sou memória,
Sou futuro dentro de nós.
E se alguém me perguntar
Quem sou eu neste momento,
Responderei simplesmente:
Sou mutação e movimento.
Um ser que nasce a cada dia
Das mudanças do tempo.
Da noite
A noite vem às vezes tão perdida,
um véu silencioso que abraça o peito,
onde sombras se insinuam com a alma ferida, dorida...
e o tempo se perde em seu leito meio desfeito.
Quase nada parece bater certo,
as horas escapam, fugazes, incertas,
há qualquer coisa em nós, um deserto,
inquieta, lesão, entre portas abertas.
O que era fundo torna-se tão perto,
segredos antigos ecoam no escuro,
o coração pulsa um ritmo aberto,
um sussurro calmo, leve e puro.
Na penumbra, a dor encontra abrigo,
e a esperança nasce na ferida aberta,
pois, mesmo a noite, no seu perigo,
traz a promessa de uma manhã certa.
Assim, na noite perdida e silente,
floresce a alma, livre e presente.
Noite, soturna noite
A noite vem às vezes tão perdida,
um véu silencioso que abraça o peito,
onde sombras dançam com a alma ferida,
e o tempo se perde em seu leito.
Sussurros tristes do vento, tão distante,
têm segredos que a lua sabe contar,
em cada estrela um sonho que se esconde...
memórias que insistem em ficar... tatuadas neste lugar.
No silêncio, o coração se revela,
entre suspiros e saudades trêmulas,
a esperança, ainda que singela,
pinta de luz as horas mais nubladas.
Assim, a noite, com sua calma profunda,
envolve a alma em suave poesia,
transformando a dor que às vezes inunda
em serenidade e melodia.
Encontrando Jesus
Um barquinho de esperança...
num mar de incertezas...
a vida ao sabor das ondas...
pra lá... pra cá... pra lá... pra cá...
Dia e noite, noite e dia...
tenta preencher sua vida de alegrias vazia...
pra lá... pra cá... pra lá... pra cá...
monotonia, monotonia, monotonia...
a única certeza: a morte
Encontrar Jesus seria sua maior sorte...
pra lá... pra cá... pra lá... pra cá... pra lá...
Em um mar vasto, as dúvidas se perdem,
navegando está um barquinho de esperança serena,
ondas macias, seguras, serenas... acalmam o peito aflito,
guiado pela luz doce do amor de Jesus.
Cada balanço é cuidado divino, é o amor mais sublime a nos abraçar...
afasta tempestades pra bem longe, bem longe, traz paz ao caminho... soa como um afago... um doce carinho.
No silêncio da alma, um suspiro de fé...
um refúgio tranquilo onde a vida pode tranquilamente repousar.
Jesus, mestre das águas, farol no horizonte,
faz do medo brisa e do desespero canção,
em seu barco de bênçãos, navegamos confiantes,
até o porto seguro de eterno verão.
Se você não O encontrar... vai lhe tragar a morte.
Que falta de sorte!
E fim.
Perguntaram-me o que é arte. Ouviu-se de mim silêncio; não um, mas o silêncio, do tipo que tanto tememos, mas que, por vezes, é a única resposta que temos.
O mesmo silêncio que preenche o universo em que vivemos, que se esconde nas palavras que não dissemos, que, como um véu, cobre a pureza das estrelas. Sim, foi este o meu silêncio.
O mesmo silêncio de uma árvore que tomba no deserto, sem ninguém para escutá-la; o silêncio que faz da arte, arte para nossas almas.
A arte não pode ser definida, deve-se ser contemplada. Por isso, ouviu-se de mim o silêncio, pois...
Como hei de explicar a arte?
Deus brasileiro, que não nasceu em palácios
ordenados a ouro, mas em um simples celeiro;
aquele que não se ausenta da alegria, mas que, enquanto seu povo canta, dança.
Sim, mente por detrás do universo, que, para si, ser grande não é mais do que um simples reflexo, mas que, mesmo assim, se fez pequeno e andou entre nós, os perversos.
Deus brasileiro, que sorri para um sorriso
banguela, que, para o tupi, é anga, que, do órfão, é lar.
Leão que não nos preza, porque somos filhos de sua reza. Sim, a este Deus brasileiro, que nasceu na simplicidade de um celeiro, me fiz poeta.
E de repente alguém consegue te arrancar um sorriso.Não um sorriso qualquer,aquele sorriso único e verdadeiro,sabe?
Mas aí você começa a desconfiar de tudo.E já nem quer mais acreditar nesse clichê.Será Que depois de tantas tempestades,vem mesmo irradiavelmente o sol? ou vai ficar
chuviscando?
E apesar de todos os prejuízos sentimentais,eu tenho que admitir
que estou sim,contente,radiante,feliz,enfim.Sorrindo à toa.Mas uma vez.
“Não sinta-se mal por às vezes ter que chorar, se cansar ou precisar de um dia para si mesmo. Você não precisa ser forte o tempo todo. Às vezes, também é um ato de coragem fazer uma pausa, respirar fundo e tentar novamente."
—By Coelhinha
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