Veio e Passou como um Cometa
Jorge Palma, um poeta de piano cheio.
Palma pertence aos segundos. Quando se sentava ao piano, não procurava notas: procurava o sentido da vida. Cada tecla era uma porta entreaberta, cada acorde uma memória que regressava com o peso exacto do que foi vivido.
Nas mãos dele, o piano ficava cheio de mundo. Estações de metro dedilhadas, ruas gastas, noites que ainda sabem o nome de quem as atravessou. Há uma verdade mística no modo como ele canta: não é para impressionar, é para confessar. E nessa confissão cabe quem o escuta, como se cada canção fosse um lugar onde finalmente se pode pousar.
Palma foi isso: um compositor que não escreve música, escreve chão. Um músico que quando tocava piano, tocava caminhos. Um poeta que, mesmo quando adormecia, deixava a luz da cidade acesa e o cigarro a arder no cinzeiro, lento e translúcido, como um pequeno ritual que continuava a respirar por ele.
Eu sei, que um dia isso pode mudar
E eu poço encontrar a paz, eu vou seguir na direção da eternidade
Buscarei uma direção
Pra muitos é incorreto
Faça o certo, seja certo
"Crises de um mundo moderno"
São incorretos pensamentos
Num instante
Que leva alguém pra longe
Se entregam sem revanche
Você é tão linda, mas beleza
Não foi o que fez eu te enxergar
Um brilho no olhar
Somado a lágrimas
Feita de ilusões
Não quer se apaixonar
Quando tudo está dando errado e penso: "Eu preciso de um abraço", mas acabo caindo no sono… é ali que percebo que Deus me confortou.
Espero por um futuro em que não estejamos mais presos a divisões territoriais e em que abracemos o espiritualismo em vez de nos limitarmos a religiões.
Uma rotina pode parecer simples para quem observa de fora e ainda assim exigir um esforço enorme de quem precisa executá-la. O tamanho da tarefa não determina o tamanho do desgaste.
Pepita
Um dia você partirá. Mas hoje ainda está aqui: sentindo, amando, errando e recomeçando. A vida está acontecendo agora. Não desperdice seu tempo com o inútil, com pessoas vazias ou com aquilo que não merece sequer um pedaço da sua vida.
Você não precisa carregar tudo até o fim só porque um dia decidiu segurar. Há pesos que deixam de ser seus muito antes de você perceber.
Pepita
Um Novo Amor
Haverão momentos em que você duvidará de si mesmo, que questionará se a história escrita é um simples texto. Lembrará dos desamores já vividos, dos riscos já corridos, do que foi dito e não dito.
Nessa hora a vontade de chorar é inevitável, o emocional se torna instável, surge aquela lágrima indesejável...sim, aquela, que escorre sem querer, que surge sem se ver, que insiste em aparecer, pra mostrar nossa fraqueza, pra ressaltar nossa tristeza, trazer a tona a incerteza.
Mas não se desespere nessa hora, não é só você que por isso chora, sabemos que com o tempo tudo melhora...Deve-se pensar em suas novas possibilidades, em ter outras felicidades, usar essa sua habilidade de ser quem você é, de mostrar toda a sua fé, de se manter de pé... E aí você vai conseguir ver tudo aquilo que importa, o caminho pra vitória, a saída dessa estreita porta, uma porta que levava a solidão, a desilusão....tristezas essas nunca mais te pertencerão, basta essa dica seguir, basta essa atitude tomar.
Basta a um novo amor se entregar
Muitas vezes esquecemos do que temos e pensamos muito naquilo que não temos.
Esqueça um pouco aquilo que você não tem e seja mais grato pelo o que tem.
Tempo sem perda; distância sem pontes; insegurança, um vírus; doença no viver; intuição sem crédito; descrença no amanhã; perda sem adeus; e o coração que não se rende: é amor!
A sociedade não pode existir, a menos que haja um poder controlador sobre o apetite e a vontade. Quanto menos desse poder existir internamente, mais deverá ser imposto de fora. Isso está ordenado na eterna constituição das coisas: que homens de mente imoderada não podem ser livres. Suas paixões forjam seus grilhões.
Onde os homens são proibidos de honrar um rei, eles honram milionários, atletas ou estrelas de cinema – até mesmo prostitutas famosas ou gângsteres. Pois a natureza espiritual, assim como a natureza corporal, se satisfaz – negue-lhe alimento e ela devorará veneno.
“Existe no coração humano um gosto depravado pela igualdade que leva os fracos a querer rebaixar os fortes ao seu nível, e conduz os homens a preferir a igualdade na servidão à desigualdade.”
A dor é minha composição principal depois do amor. O sofrimento é um elo do meu externo para o interno. É um tapete para a minha caminhada efêmera.
É assustador ser complemento forçado de um tempo em que o amor parece ser o inimigo. Promessas e feitos com o mesmo peso do que é material descartável ou produto com validade prolongada. Um mundo que automaticamente se conclui, se desfaz e refaz com a mesma "virtude". Um mundo com pessoas ocas que escolhem e produzem o mesmo.
Que ao invés de plantarem árvores, constroem mais e mais prédios. Mas eu sou a favor do progresso... Só que as pessoas esqueceram de progredir muito mais com o que nos alimenta. Um tempo em que deixamos de preservar a natureza, para preservar cimento e cal, este é um tempo em que estamos promovendo apenas o fim, que se acomoda muito bem na tal da ordem e progresso.
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