Vc foi uma coisa Boa na minha Vida
Eu a compararei
O quê se comparará a minha amada?
Ela me traz mais calor de que a luz do sol,
Quando entra em meus olhos
E me transborda o coração...
O brilho das estrelas que iluminam o imenso céu,
Não reluz o esplendor
Da sublime formosura que irradia a minha amada...
O néctar que se colhe das mais belas flores no jardim,
Não é mais doce que o doce do teu beijo
Saciando minha sede de amá-la...
Ela é aquela que transcende o tempo em todo o tempo,
Mais que a beleza de uma lua nova a outra lua nova
Por ela faz e se refaz todo o meu encanto...
Ela é mais rara de que o puro e doce vinho,
Envelhecido no carvalho do meu coração
Pra me embriagar no teu amor um dia após o outro...
Ela é mais suave que a brisa leve da manhã,
Que me envolve sutilmente por desejo do teu beijo
E me queima em brasas viva da paixão...
Ela é mais que a virtude de minhas virtudes,
Ela está muito além de tudo que eu possa imaginar,
Ela é mais que deseja em minh’alma,
Ela é o amor que eu sempre procurei, e nela eu encontrei...
Ainda que meu corpo, vazio longe dela, não se entregue a mais ninguém...
Ela fez de mim alguém arrebatado em seu amor,
Cujo tempo não consegue apagar.
Edney Valentim Araújo
É... talvez a minha entrega excessiva te sufoque, minha sede exagerada de desejar te pertuba, hun eu e essa minha mania de superfluidade. Perdoa minha redundância, mas não sei amar pela metade.
Sabe que a culpa é toda minha por ser feita de fumaça. Por ser essa bagunça. Por ser o que você não consegue mudar, embora queira.
O cigarro que meu amor consome...
Que o consome...
Que some suas ansiedades e some com minha paz..
A cada abraço com odor, A cada beijo com odor,
A cada olhar de dor por ser dependente de algo decante.
O tempo passa e vivo descontente enquanto ele for depende.
Suzana Campos.
E um dia dormi professora e acordei...
com carimbo de PROFESSORA tatuado em minha alma.
Que nunca se apague. Que nunca se apague.
BOLINHOS DE ARROZ
Quando criança e xereta comilão, pedia para minha mãe fazer uns bolinhos de arroz, adorava, degustava como um crocodilo mastiga sua presa. Com o passar dos tempos, nos distanciamos, sempre sentia aquela falta: Dos bolinhos de arroz. Entra ano, sai ano; os tempos eram outros, mas não podia me reencontrar com minha mãe, já com outras idades, que o "bolinho de arroz" vinha à tona; fartava-me só em pensa-los. Não é que, vai um dia, família reunida, para nos gladiarmos, surge minha "brilhante' ideia, tentando amenizar as vias de fato. Por que não façamos um "bolinho de arroz", elaborado, lógico, por mamãe. Num é que ela se aventura? Mão na massa, ovos, farinha, fermento, etc e tal. E sai o tal do bolinho, foi aquela festança entre nós; vamos come-los, não deu certo. Agora num sei, idade, o ponto, a altitude, longitude, frigideira, óleo, etc. Mas ficou, o bolinho tão duro, tão duro, que, discretamente todos deram, um chega pra lá. Tadinho; ia passando, no local do crime, um amarrotado cachorrinho de rua, vulgo 'vira latas". Eu, com minha vontade de ajudar e disfarçar aquele horrendo fiasco, tive a brilhante ideia. Vou jogar um bolinho pro cachorrinho, pensei, cachorro roe osso, então que seja. Não é que na hora de jogar acertei na cabeça do cãozinho? Acho que deu fratura exposta, o bicho saiu num pinote, que nem o maior maratonista chegava perto. Até hoje não se sabe mais a história do bichinho, e eu também, nunca mais pedi pra mama fazer um bolinho, nem que seja de "pensamentos".
Desliguei a televisão, tirei a música, apaguei as luzes. Fiz do teu sorriso minha luz, teu batimento minha música e do teu olhar a melhor programação que a vida poderia me dar.
O mundo dá voltas - sempre ouvi isso, na minha opinião não passava de bullshit mas quando você perde algo que nunca deu valor você começa a entender o quanto aquela coisa era importante, pois hoje você pode estar na sua casa, na sua cidade, no seu pais, mas amanhã.... isso nós não sabemos, então dê valor pois o mais pequeno se torna gigante quando o perdemos.
No verso de minha boca
Aquela noite nunca esquecerei
Dançando contigo como nunca imaginei
Dois pra lá
E dois pra cá
E o coração a palpitar.
Engasgado sem saber
O que falar
Já arquitetou em te apunhalar
Não no meio das costas
Porque quem ama de verdade
Não trai nem de brincadeira
Mas sim, te apunhalar
Com intermináveis golpes de beijos
Bem no meio de tua boca
Até te fazer soluçar em versos
Rimando com mais um verso
No verso de minha boca.
COM DOR 🙏
Com pena minha escrevo
Todas as dores do corpo
Becos lamacentos por aí
Nos abismos entre desertos
Obstáculos correm nas veias
Sangrentos pés arrastados
Velhos farrapos vestidos
Ferido corpo na areia quente
Impulsos ferozes nos canteiros
Lá de casa definições marcadas
Vendaval perdido no mar
De tantos sentimentos de piedosas
Intentações já no inferno
Carrego os olhos cansados
Nas ironias esquecidas de ninguém
Rasgo o ventre de minha mãe
Sem ter intenção de o fazer
Morro de cansaço no moinho ao vento.
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