Vazio
Caxias
As pessoas acham que viver irá preencher o seu vazio, isso acontece, pelo menos é nisso que elas acreditam. A ideia, aqui, é justapor as experiências com as emoções, as memórias com as sensações até que se crie uma história. Naqueles dias, no velho apartamento, sentávamos sob o sol. Nos esquentávamos, no frio do inverno, naquela nesga de luz e apreciávamos o gosto doce e ácido das bergamotas. Só que isso não existe. Eu estou velho e as bergamotas há muito foram comidas. A minhacachorrinha morreu, não existe. Percorrer as memórias ativa o banco de emoções e produz a sensação de uma volta ao passado. Eu não sou ninguém, apenas um vazio. Esta casca, que muitos desprezam e que acham que é a residência de algo interior, é a existência. Queres conhecer a verdade sobre o mundo? Ela está bem na tua frente, ao alcance das tuas mãos. A profundidade está na superfície. Qualquer um que tenha sensibilidade já compreendeu que a realidade é uma forma. É algo que muda constantemente já que estamos sempre a criá-la. É a forma da nossa mente. Ela é a forma que contém todas as outras formas e que está contida em cada uma delas. Eu pensei que estava sendo límpido e claro, mas surgiu quem discordava, e ainda ficaram ofendidos, e queriam brigar. Parece que as pessoas têm um enorme apreço pelas suas convicções e não admitem que se discorde, imaginando que os que pensam diferente podem corromper a pureza das suas ideias. Claro, podem brigar comigo, mas não adianta, porque eu não tenho convicções, só tenho ideias velhas. O que está na memória não tem valor no hoje.
O que é metade ficará inteiro.
O que é curvo ficará reto.
O que é vazio ficará cheio.
O que é velho ficará novo.
Quem tem pouco receberá.
Assim também é o Sábio:
ele abraça a Unidade
e se torna um modelo para o mundo.
Ele não quer brilhar,
por isso atinge a iluminação.
Ele mesmo não quer ser nada,
por isso torna-se magnífico.
Não busca a fama,
por isso realiza obras.
Não busca a perfeição,
por isso é exaltado,
Porque não luta,
ninguém pode lutar com ele.
O que os antigos disseram, "O que está pela metade deve reencontrar a integridade ", não é, na verdade, uma sentença vazia.
Toda verdadeira perfeição nela está resumida.
Lao-Tsé
Ecos das Senzalas
Havia um silêncio que gritava nas madeiras,
Um vazio que pesava como corrente ao peito.
Nas senzalas dormiam sonhos e preces inteiras,
Onde a liberdade era apenas um direito.
Paredes de barro guardavam histórias caladas,
Cada fresta um suspiro de quem não podia falar.
Vidas inteiras ali foram aprisionadas,
Corações que batiam só para não parar.
No chão de terra batida, memórias pisadas,
Raízes profundas de uma dor ancestral.
Mãos calejadas, almas acorrentadas,
Resistindo em silêncio ao peso do mal.
A noite trazia cantos de lamento,
Melodias que subiam como fumaça ao céu.
Na escuridão, havia um leve alento,
A fé que nem o açoite destruiu ou vendeu.
Crianças nasciam sem saber de amanhã,
Mulheres choravam lágrimas de pedra e sal.
Homens curvavam sob o peso da sanha,
Mas de pé permaneciam, resistindo ao final.
Nas senzalas morava a humanidade negada,
A dignidade pisada, mas nunca destroçada.
Cada alma que ali sofreu e foi calada,
Merece ser lembrada, honrada, respeitada.
Hoje essas paredes são apenas ruínas,
Mas ecoam ainda gritos que não podem morrer.
São cicatrizes na terra, marcas genuínas,
De um passado que não podemos esquecer.
Que o vento que passa por essas madeiras velhas,
Leve consigo nosso respeito profundo.
Pelas vidas que foram como estrelas vermelhas,
Apagadas pela crueldade deste mundo.
Nas senzalas não viviam escravos apenas,
Viviam pessoas, histórias, canções.
Com sonhos tão grandes quanto suas penas,
Com amor guardado em seus corações.
E quando olhamos para trás com olhar sereno,
Não é pra esquecer, mas sim pra aprender.
Que nunca mais reine sobre nós o veneno,
Do ódio que faz um ser humano outro ser perecer.
Memória é ponte, não é prisão do passado,
É caminho para um futuro mais justo e são.
Cada nome esquecido, cada grito calado,
Merece eco eterno em nossa canção.
Nas senzalas viveu um povo de força imensa,
Que mesmo na dor, não perdeu sua essência.
E hoje carregamos essa herança densa,
De luta, resistência e permanência.
* O inferno está vazio?
A politica mundial está cheia de demônios*
Vassalos da nossa era...
Democracia demônios que roubam nossas almas.
Filhos do apocalíptico momento o senado afoga a Democracia nos atos mundanos.
Somos as árvores arrancadas das florestas. Madeira nobre vendida ao estrangeiro.
Porquê os céus abriram aa portas do infernos.
Ate o ex presidente caiu dos céus agora rei dos infernos...
A terra se abre e seu filho quer se sentar no trono dos céus...
Mais demônio ou espírito pagão que ressurge nos braços da existência contemporânea....
Clama por cabresto é garantido a liberdade do pai acorrentado por infame destino ser golpista...
o inferno esta vazio e os demônios estão no poder.
o povo é voz do povo o diabo está no poder,
os filhos da nação estão na guerra para que senhor da guerra ganhe um prêmio Nobel da paz.
quantas mães choram pelos seus filhos.
e filhos que nem nasceram vão conhecer...
os órfãos das guerras quem ira alimentar e criar essas crianças... filhos da ignorância de um homem.
sua ganância e luxuria viram paginas da história.
um líder ou imperador de mundo de fantasias...
nação soberba sobre outras nações libertador ou pirata do mundo a a que custo?
mais sangue e lágrimas?
essa é cara da liberdade?
um pais forte que sangra...
o símbolo da América é um corvo em cima de lápide escrito jas a democracia.
seus atos serão lembrados nas páginas da história.
Não tenho espírito nem alma...
Sou apenas olhares no vazio,
Distante de tudo caminho sempre haverá um amanhã.
Mansões de ricos poderoso somente espíritos de mundo vazio...
Piscina vazia quem quiser ir água desperdício pode manter dez famílias.
Tudo que tem vai ser parte da poeira de tempo de futilidade.
Monarquia existe para que se vivemos numa democracia...
Disputa o poder com poder do povo...
Ainda desmerecendo o povo título de eleitor na mãos e o diploma de burro no bolso. Sera que ainda temos voto de cabresto
Aberração que seu mundo tudo é aceitável.
A síndrome do corpo vazio.
Sem elementos de vida emocional.
A existência tornasse algo atroz de disatinos assim vemos aglomerados vertentes.
A simbiose da superação juntamente com caminhos da luz celeste.
Vemos que podemos superar antigos conceitos para novos horizontes libertadores.
Aglomerados de rocha vagam pelo vazio contínuo do espaço, sem dar pistas de que, sob suas camadas de poeira e gelo, repousam as tumbas dos novos faraós cósmicos.
Cruzando o infinito, uma supervia quântica corta o cosmos — um corredor multigaláctico idealizado e erguido pelos antigos construtores da humanidade. Entre as sombras do passado, os Anunnakis permanecem como silhuetas de histórias possíveis e impossíveis; nunca os vimos, mas suas crenças ecoam através dos séculos. Mais adiante, nas lendas da mídia antiga, sussurra-se sobre os Dopras, uma civilização lendária cujas colônias abrigam humanos e híbridos em perfeita coexistência mútua. E há Atlantis: suas cidades submersas e pirâmides desafiadoras fazem a imaginação arder, revelando que o Egito e seu povo escravizado foram tristemente injustiçados, transformados em meros artifícios de uma história mal contada.
Enquanto isso, nós, em nosso profundo desequilíbrio, tateamos o escuro tentando alcançar a Lua e, quem sabe, Marte. Os anos passam, as tentativas falham, e o vácuo deixado pelo progresso é preenchido por teorias de conspiração e alienações como o terraplanismo. Paradoxalmente, até mesmo esses retrocessos parecem ser degraus — dolorosos, mas inevitáveis — na lenta evolução da mente humana."
O Espelho do Vazio
Por Celso Roberto Nadilo
Cavas dos seres mais profundos, na ilusão do ser fanático: eu.
Premissa do eu, epílogo e epifania desnaturada; o oblíquo de se ser.
As flores no fundo da alucinação coletiva são luzes mortas,
um aglomerado de estrelas que caem e morrem dentro de sóis recém-nascidos,
diante da radiação cósmica e das ondas de rádio que viajam pelo espaço.
O ser "eu" é um pingo no oceano de anomalias,
o despertar do desconhecido.
Seres obliteram os formatos de novas conexões nas constelações.
Como a água que deságua na cachoeira,
vemos o algoritmo ser envolvido por imagens de IA,
num mundo oriundo das virtudes e da gravidade de uma supernova.
Os sentimentos são expostos pela luz capturada na imensidão;
um evento massivo no horizonte de tantas possibilidades.
Mas o "eu" aparece em meio ao que sou, nos limites do espaço comum.
Os ossos parecem a luz contida em estruturas de Dyson.
Enquanto a estrutura se divide entre passado e futuro,
construímos cubos dentro de cubos.
As asas da evolução tornam-se o barco de outras eras que encontrou as Américas.
Atento, o ser flui pelas heranças do destino.
O ar comprime o peito quando o fôlego falta.
No inferno do horizonte, somos apenas pequenos lampejos de pensamento;
abrimos portas num arco do esquecimento.
Lábios rachados pelo frio intenso.
A fumaça parece sair de um filme, e o vazio grita no silêncio.
Tento compreender melhor: a mesma luz cálida que inflama a alma se torna olvido.
Tentamos enxergar o horizonte de eventos.
Trazendo o espelho, olho para o desejo de despertar diante de mim
— o algoritmo que ressoa pelas linhas do tempo.
Frágeis sensações nos aspectos da penumbra.
Os braços cansados no exato momento em que acordamos.
Nos lapsos da memória, somos os olhos que observam as sombras,
enquanto a alma permanece doce diante dos sentimentos que invadem os pensamentos,
fragmentados pelo cansaço de caminhar em uma estrada de informações.
Vemos aglomerados urbanos que se transformam no próprio espaço,
amarrados ao fluxo do tempo.
O expurgo de ideias nasce da sensação do que somos diante do todo;
o "eu" espairece no "eu".
De repente, sons atravessam a madrugada,
dando a impressão de que o mundo desaparece
diante do universo de almas cansadas que acordam e dormem,
perdidas na solidão das estrelas.
No frio do deserto, ainda podemos observar os sonhos que nos restam.
Diante da esperança, temos a conexão entre o espelho do vazio e a urgência de existir.
No vácuo do espaço, as lágrimas secas revelam uma voz rouca que clama pela vida.
No mesmo momento, revelo as forças que a madrugada me entrega.
O abismo ouve...
O abismo responde...
O vazio está no máximo silêncio...
A palavras são sussurros aos ventos
Lágrimas veladas sao catigas de amor
As mesmas lágrimas escorrem num rio de solidão. ..
Entre linhas dos céus lágrimas são gotas dos ceus...
Luz calida sob ador da alma fria sem vida, mais vida é resiliência. . .
Canta todavia a música da paixão...
Que embriagado sonho seja maravilhoso...
Os primeiros raiar do sol sua alma canta no linear do despertar sonhos parecem ser o desejo de viver cada instante eterno....
Clamo no meu vazio existencial...
Sou coveiro de tantas ideias...
A filosofia é simplicidade compreensão inata do cepucro da alma livre.
Corvos encantam as sombras de alegorias que invente a farsa dos poderoso.
Palhaços clamam por atenção diante da alienação... um brinde por mais notórias aplausos aplausos todo tem vários tamanhos diferentes para sermos capazes de corrupção chantagens outras coisas mais.
Nossa dor atrozes...
Pois declínio é a ignorância
Virtudes que nadam num mar vazio.
Dias passados foram feitos pelo astros.
O Paradoxo do Eterno e o Resgate no Nexus
Preso no vazio do Nexus Temporal, Samuel sentia sua mente fraquejar enquanto mastigava os restos secos de um amanhã que nunca existiu. Mas o universo não aceita o vácuo, e muito menos o apagamento de uma linhagem que já reescreveu a história.
De repente, o tecido cromático da cela quântica rasgou. No meio do nada, surgiu Cecília.
Ela era a bisneta de Samuel, uma variação temporal viva nascida diretamente do paradoxo cronológico. Cecília não deveria estar ali, mas, pela lei fundamental do Colisor de Pensamentos, aquele que existiu sempre vai existir. O tempo pode ser dobrado, sabotado e trancado, mas a existência de uma consciência é indelével.
Como a física do espaço-tempo proíbe terminantemente a presença de dois "Eus" idênticos no mesmo ato do loop, o universo resolveu a equação da forma mais caótica possível: em vez de trazer o velho Samuel ou o filho dele, a própria linha do tempo materializou Cecília no Nexus como uma força de compensação. Ela era a resposta matemática à prisão de seu ancestral.
Cecília olhou para Samuel, o bisavô debilitado pelas migalhas quânticas, e estendeu a mão. Em seu pulso, um dispositivo feito com a carcaça modificada da velha Voyager 1 brilhava com a energia dourada dos cofres roubados do passado.
— Eles acharam que podiam trancar a nossa história em uma cela, bisavô — disse Cecília, com a voz ecoando em várias frequências temporais ao mesmo tempo. — Mas eles esqueceram a regra básica: nós quebramos o tempo antes mesmo de eles inventarem as facções.
O Nexus começou a tremer. As paredes invisíveis da prisão das facções racharam quando a presença de Cecília forçou o loop a se expandir. O confinamento havia acabado. A linhagem de Samuel não era uma prisioneira do tempo; eles eram os donos dele.
— Vamos embora — Cecília sorriu, ativando o motor tridimensional. — Temos uma bomba atômica no Brasil para proteger e umas facções temporais para apagar da história.
