Vazio
O pecado é o principal motivo do vazio que nos habita; ele é um gerador de tristezas constantes na vida humana. O pecado é o aguilhão da morte (1° Co 15.56) que nos afasta de Deus, a razão da nossa vida.
A religião do ateu com um vazio em forma de Deus em seu coração e a persuasão do teólogo não convertido são ambas como lâmpadas apagadas.
Quando formos glorificados, todo apetite insaciável e todo vazio existencial do ser humano será satisfeito e preenchido.
Manjedoura vazia, Ele cresceu!
Cruz vazia, Ele venceu!
Túmulo vazio, Ele ressuscitou!
Trono ocupado, Ele reina!
O radicalismo não tem lado é vazio e sem fundamento, e como ele, vazios são os que, por esse discurso se sentem representados.
O homem que deixa o ego ser maior que o Ser interior nunca está farto, quanto mais tem, mais vazio se torna, quanto mais quer, menos sabe do que precisa.
A grande inquietação humana está claramente definida pela ausência de conhecimento de si mesmo.
Eu não me deixo tocar sem amor.
O prazer sem sentimento é vazio.
Quando há entrega verdadeira, tudo ganha sentido.
E eu não uso o sentimento de ninguém
para me sentir viva.
Fez-se o amor um ofício, um fardo frio,
Rotina vã de um coração vazio.
Ao fim da luz, a alma exausta e cega,
Cobra o afeto que o outro então lhe nega.
Cobramos foros dessa vã saudade,
Tratando o afeto qual vulgaridade.
"Dai-me atenção", o peito assim implora,
Como um mendigo que lamenta e chora.
Lembrar ao outro que inda estamos vivos,
Torna os amantes míseros cativos.
Rogar carinho, suplicar clemência,
É o triste fim de toda a inocência.
Porém, se é lei pedir, já tudo errou-se;
Não há decreto que o faça mais doce.
Se o bem-querer não nasce por vontade,
Qualquer esforço é pura falsidade.
Rasgo, portanto, as folhas da ilusão,
Não sou o banco de outro coração!
Quero o calor que chega sem cobrança,
Pois no amor servil não há esperança.
Fez-se o amor um ofício, um fardo frio,
Rotina vã de um coração vazio.
Ao fim da luz, a alma exausta e cega,
Cobra o afeto que o outro então lhe nega.
Cobramos foros dessa vã saudade,
Tratando o afeto qual vulgaridade.
"Dai-me atenção", o peito assim implora
Lembrar ao outro que inda estamos vivos,
Torna os amantes míseros cativos.
Rogar carinho, suplicar clemência,
É o triste fim de toda a inocência.
Porém, se é lei pedir, já tudo errou-se;
Quero o calor que chega sem cobrança,
Pois no amor servil não há esperança.
Fez-se o amor um ofício, um fardo frio,
Rotina vã de um coração vazio.
Cobramos foros dessa vã saudade,
Tratando afeto como vulgaridade. "Dai-me atenção", o peito assim implora,
Lembrando ao outro que ainda estamos vivos.
Mas tal súplica torna os amantes cativos,
Rogando carinho, suplicando clemência —
É o triste fim de toda a inocência. Porém, se é lei pedir, já tudo errou-se;
Quero o calor que chega sem cobrança,
Pois no amor servil não há esperança.
A poesia é como um copo-d'água , as vezes muito cheio, as vezes vazio. Porém sempre gostamos naquela medida.
