Vazio
Vazio
No vazio que circunda minha alma traz consigo os pensamentos do passado, onde outrora sonhava tanto e agora já não sonho nada.
Quando tão pequenina eu era, os desejos eram sublimes, no entanto, agora são todos supérfluos que se quer dou conta.
A alma amadureceu de forma rigorosa, mas antes tinha sido primorosa…
A gente cresce e o mundo enrijece, e na verdade a única coisa que prevalece é a vontade de sonhar antes de todo esse vazio.
O universo veio do vazio e do vazio surgiu todas as coisas, então, o vazio é inteligente e criador de formas.
São nos dias
Chuvosos que
Mais penso em você...
Sinto o frio
Do vazio do quarto;
O frio na barriga
Causado pela
Tua partida...
São nos dias
Chuvosos que
Mais penso em você...
O vento gélido
Na boca do estômago.
E desta vez,
não eram as borboletas...
Tantas reticências,
Só pra deixar claro:
Não terminal por aí.
Você saiu feito
A nevasca do mês
De agosto, me deixando
O desgosto de gostar até de mim...
São nos dias
Chuvosos que
Mais penso em você...
Porque sei
Que sentes
O mesmo frio e,
Não fui eu que causei...
São nos dias
Chuvosos que
Você mais pensa em mim...
Um ano de inércia, vazio, impotência. Um ano de espera. Por hoje. Pelo momento em que você reassume o controle. O momento em que não há retorno.
Tem dias que é difícil definir como realmente me sinto, é uma mistura de vazio com dor que muitas vezes difícil explicar o porque...me perco em pensamentos sombrios tentando dar nome a minha dor...
Caminho real
Vazio coração, solidão.
Arrancaram a minha alma
Roubaram o meu sorriso.
Permiti que apagassem os meus sonhos e congelasse a esperança.
Apenas resto da lembrança
De quando criança.
Sem poder ouvir o cantar dos passarinhos e nem na gangorra poder brincar.
Nos meus pensamentos era o único lugar, em que pude me encontrar.
Fazia dele o meu rico jardim dos sonhos...
dos sonhos de castelo, de princesas e fadas.
Mesmo rodeada de bruxas a me amedrontar até os dias de hoje,
inimigos a tentar me intimidar e querer o meu mal.
Sigo o meu caminho real.
Carrego pedras pesadas no carrinho, em trilhas de espinhos.
Do suportar o desgaste do tempo, a dor do caminhar.
Adriana C. Benedito
Em, 11.01.22
Ah, querida, minha alma
Você sabe que ela clama pela sua
E você tem preenchido este vazio desde que nasceu
Porque você é a razão pela qual eu acredito em fé
Você é meu paraíso
E eu farei de tudo para ser o seu amor
Ou o seu sacrifício
O nordeste visto em outrora
só se via fome e tristeza
miséria, seca e escora
e prato vazio sobre a mesa
mas quem tá vindo de fora
que vê o Nordeste agora
se encanta com tanta beleza.
Tem momento que sinto que me dá o mundo...
Mais a momento sinto um vazio , pelo que diz...
A momento que você é minha alma gêmea ...
Mas a momento que não entendo meu caus ...
Queria que me entendesse como nós estivéssemos sorrindo ...
Mais no memento de caus não entende minha dor ...
Contigo conseguir ter mais vontade se viver ...
Mais ainda sinto aquela vontade de morrer...
Estendi a mão para que alcançasses o topo, no momento quando estavas só.
O mundo era escuro e vazio e eu te levei um pouco de luz. Ela te alcançou e começaste a irradiar seu próprio brilho. Sua luz se tornou como o brilho do sol iluminando a Terra, então já não mais precisava de mim, foi aí que estive só.
Seu brilho só crescia, enquanto o meu apagava vagarosamente, naquele mesmo mundo escuro e vazio em que te encontrei.
O CAIS DA SAUDADE
Mas sem a lembrança e o vazio, sofreguidão
Como sentir o pranto, dor se pouco se sentia
Dos contrastes do fado nosso: tristura, alegria
No começo onde se quer harmonia e sensação
Pois, no meu querer, o meu apego é vigilante
Constante, infiltrado na emoção que conforta
Que consola, sente, mora e a sedução aporta
Me colocando próximo, embora tão distante
Tenho tantos caminhos e diversos cansaços
Muitos os lamentos nos abraços dos braços
Na busca daquele porto seguro, minha vida!
E cá, tal navegante a beira do cais, sussurrante
No pôr do sol do cerrado, um solitário errante
Vivo a suspirar a saudade na solidão sentida...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
16 dezembro, 2021, 11’22” – Araguari, MG
