Vampiros e a Solidão
Sozinha no escuro com lagrimas nos olhos. O escuro me conforta, não me deixa ver minha solidão. As lagrimas me refrescam, não as enxugo. Elas escorregam pelo meu corpo até serem absorvidas, fazem parte de mim. Grito, mas ninguém pode ouvir, grito de boca fechada, com meus atos, com minhas deixas. Mas ninguém parece perceber. Meus pedidos de socorro, ignorados, minhas tentativas de escapar, inuteis. Por isso estou aqui, cansei de tentar. E no escuro morrerei sozinha.
Um caráter moldado no escuro pela tristeza crê que a solidão é o único estado no qual uma pessoa tem com quem falar e ser ouvida: ela mesma.
"Alma Perdida"
Sou alma perdida no meio da solidão.
Sou sombra que caminha no vale da morte,
O ser que arranca as suas próprias entranhas.
Minha alma tem espelhos partidos,
Absorvem toda a vida que possa existir em meu redor.
Sou espírito que canta marchas fúnebres.
Rasgo os céus com minhas lágrimas.
Ninguém ouve meus gritos.
Solidão a dois é a forma mais escura de solidão, é a versão mais beligerante, mais ridícula. É onde a morte fica fácil, e os planos para um homicídio inexplicavelmente invadem a mente, surgindo de um sorriso que você não ver mais graça. Alguém diz: "Já fui tanto seu, os meus dedos já percorreram tantas vezes por seu corpo, agora o medo corre por minhas veias". Solidão a dois: os sorrisos se fazem perigosos, e têm cheiro de inumação fresca. Se alguém lhe sorri, não sorri de volta, fuja antes que cometa uma loucura e termine os seus dias numa cela suja.
Noite Adentro
Na solidão da noite onde as sombras dançam e sapateiam sobre a minha alma, mistérios se escondem.
No cerne da escuridão um fogo arde em segredo, e ainda que os sonhos que ouso sonhar sejam cada vez mais frequentes, a noite é um labirinto de mistérios e verdades que eu preciso desvendar
Ao som do vento que arranha a noite sem cessar
O silêncio é um véu! Que esconde a verdade que eu preciso ouvir
A veracidade das coisas eu busco sentir
Ao silêncio que ensurdece, eu dou ouvidos!
Pois por vezes as imagens que se repetem acompanhadas pela agonia me tomam por incontáveis horas, até que por um impulso do consciente eu me desperto
Pois é no silêncio que me encontro, e na realidade faço a minha verdade e o caminho para desvendar os segredos que a noite esconde.
Karina Cardoso.
Essa solidão é um eco que ressoa no vazio dentro de mim. O medo, uma sombra a dançar nas paredes da minha mente demente. A tristeza, uma chuva fina a molhar minha alma sem aviso. O desânimo, um peso a amarrar meus pés ao chão. Juntos, tudo forma uma tempestade silenciosa... cada gota carrega o sabor amargo da ausência de tudo. Mas e que bom que sempre há um 'mas'...
mesmo na noite mais escura, estrelas teimam em brilhar. Respiro fundo e lembrar que toda nuvem é passageira, mais ou menos ligeira...
e a luz, por mais tênue, nunca desaparece de verdade. Mantenho sempre um pouco de sanidade.
'O brilho do teu sorriso clareou todo o espaço;
Ocupado por uma escuridão chamada solidão,
E a resplandecência do teu olhar minou os meus medos,
Fazendo no ardente peito nascer um broto de esperança.
Bem verdade que já não é possível disfarçar o bem que me faz a tua presença!
A minha solidão é autoinfligida
A minha solidão, como uma sombra persistente,
Infligida por escolhas e silêncios,
É um vazio que se estende,
Um abismo onde os pensamentos dançam.
Nas noites solitárias, alta e imponente,
Ela se ergue como uma torre de pedra,
Cercada por memórias e arrependimentos,
Um labirinto de emoções sem saída.
Solidão, companheira silenciosa,
Teço versos com fios de melancolia,
Escrevo cartas para o vento,
Na esperança de que alguém as leia.
Mas a solidão é minha fiel confidente,
Ela conhece meus segredos mais profundos,
As cicatrizes que escondo sob a pele,
E os sonhos que se perderam no tempo.
Alto na madrugada, olho para as estrelas,
Buscando respostas no céu escuro,
Mas a solidão sussurra: “A resposta está dentro de ti”,
E eu me perco nas sombras do meu próprio ser.
Talvez um dia a solidão se transforme
Em algo mais suave, menos cortante,
Até lá, continuo a escrever,
Na esperança de que minhas palavras alcancem alguém lá fora.
FURIA, SILÊNCIO E SOLIDÃO
O qual escuro você quer que fique ?
Sua furia vai te tirar do fundo do poço?
Será que o silêncio vai te deixar gritar?
Quando você chega no fundo do poço percebi que sempre pode ficar mais fundo
Toda essa fúria já não importa mais, agora ela é como um peso que te ajuda a afundar
O silêncio te afoga, não te dá nem chance de gritar
Quanto mais fúria mais... silêncio quanto mais silêncio, mais solidão
Eles andam lado a lado esperando o momento certo.
Até que os fantasmas da sua consciência te cerquem.
Eles se lembram de você!,também querem se sentir vivos!!
Quando você tá coagido, pra onde essa fúria toda foi?
Ela te abandona, de repente a solidão entra em ação
Ela diz que vai ficar tudo bem, te faz aceitar, e o silêncio te conforta, juntos presenciam sua queda.
A fragilidade persegue os fortes, escondia pela escuridão arrastando as correntes que espantam a fúria.
Essa é a prova que até os mais fortes caem
Nuvens escuras
Diminuem o clarão
Muito tempo sozinho
Pode ser solidão.
Mudança de vida
A fase passou
Lembro da rosa
Que o vento levou.
Rotina corrida
O estresse acolheu
Em um sonho distante
Tudo aconteceu.
Reli a receita
Que me orientou
Uma pitada de sal
Transforma o sabor
E com muito carinho
Aviva o amor.
Hipocrisia é fazer e falar tudo que nos abomina nas esquinas sombrias da nossa solidão.
Você sabe o que faz, portanto sempre existirá alguém observando vossos passos ...
“Basta uma fração — um instante — para imaginar-me à beira-mar, na obscura solidão da praia esquecida.”
Nos vales mais sombrios da vida, quando a alma deseja se isolar e o coração busca solidão, é exatamente ali que Jesus se faz mais presente. Ele não nos abandona nos momentos difíceis, mas desce ao vale conosco, permanece ao nosso lado e nos lembra: em Cristo, nunca estamos verdadeiramente sozinhos.
Na vida encarei
caminho triste e vazio
Não virei amigo da solidão
não me espantei com o sombrio
Em dias interminaveis
Enfrentei chuva vento e frio
Parecia só sofrimento
Mas a fé me dava acalento
Inteligência e visão
pro momento
Da água da chuva
fiz asseio e alimento
Me sequei no assobio do vento
Que uma certa canção
me insistia lembrar
aquecendo minha alma
Me enchendo de amor
Acabando com o frio
arrancando a dor
Preenchendo meu peito
De coragem e vigor
Com o tempo aprendi
A domar tempestade
Tropecei não cai
Hoje sou majestade
Pra resolver problemas
E as dificuldades!
Meu rastro na solidão foi a bússola que te trouxe até mim. Nenhuma sombra, nenhum abismo deteve os passos do teu amor. Tu vieste sem cansaço, somente com propósito.
