Vamos fazer Amor
Tenho ilusões como qualquer pessoa, vamos combinar: Vc finge que me fala a verdade e eu finjo que acredito, assim a vida continua. Viver em meio de ilusões as vezes é necessário para equilibrar os desafios do dia a dia.
Vamos correr das certezas e das possibilidades.
Pois verdadeiro somente é a corrida.
E ainda sim ela não passa de ilusão.
Bem, vamos falar de pessoas, afinal de pessoas eu entendo.: Sei o que elas bebem, sei o que elas comem, sei o que vestem, sei como andam, sei sobre sua sociedade. - Eita, não sei o que sentem umas pelas outras, não sei quando falam a verdade, não sei quando amam, desisto, de pessoas eu não entendo.
Vamos fugir? Mas vamos fugir para bem longe, aonde ninguém consigo nos encontrar…. Aonde nos mesmo consigo realizar nossos sonhos, sem que ninguém venha falar o que devemos fazer… Aonde nós consiga viver em paz… Só eu e você… Vamos?
Todos somos humanos, nascemos, vamos envelhecer e morrer, não dá para evitar, somos iguais, o que nos diferencia é a forma de olhar o mundo, é o desejo de mergulhar em si mesmo, a consciência que temos de nossas limitações, erros, dificuldades e da nossa beleza.
Nunca vamos alcançar o estado democrático se mantivermos nossas mentes e corações, cheios da nossa própria razão.
Qto mais nós, adultos, nos reconciliarmos com a nossa essência, mais vamos gostar dessa combinação que nos impulsiona a fazer diferença, quebrar paradigmas, cultivar em lugares áridos, achar vida onde só havia morte e vislumbrar a esperança onde em nada mais se cria...
Noites frias e solitárias: -Apague a luz, vamos!
Noite após noite, insônias invadiam-me o organismo, o mesmo processo se repetia todas as noites, tornando-se uma rotina em si -ligar o celular, enterrar-me sob as cobertas e ler, apenas por ler (A menina que roubava livros -Markus Suzak). Era sempre o mesmo horário 02:00h quando o silêncio habitava ali, a concentração adestrava minha mente. Não ser descoberta era o objetivo principal -Toda noite, ao mesmo horário, mamãe levantava, talvez não notasse o clarão debaixo das cobertas, invejo-a bastante, com tantos problemas na mente, por não ser mais uma criança, consegue dormir levemente, enquanto eu, fraca e indefesa, perco meu único refúgio que já fora sincero.
Quando eu terminava a leitura, levantava-me devagar e me dirigia a geladeira, um copo de água era o suficiente. Algumas vezes, o peso do meu próprio corpo arrancava-me a opção de ficar acordada e me fazia dormir obrigada, quando isso acontecia, ao perceber que tentar seria em vão, simplesmente recuava e declarava derrota.
Ouvir,refletir,falar. Não vamos nivelar pelo meio. Cabeças pensantes não se acomodam, estão em crescimento constante.
Vida curta e imprecisa.
Vamos continuar a desperdiçá-la com a mediocridade do ontem e a incerteza do amanhã?
Cadê os valentes
que darão a sua vida pelo amor
e a cara a tapa para ganhar a felicidade?
Preferimos uma realidade infeliz a uma felicidade incerta. Acreditamos que se está ruim, pior não pode ficar. Essa é mediocridade dos dias atuais, se acostumar com o quase: "está quase bom...", "é quase uma namorada(o) perfeita(o)", "melhor mal acompanhado do que só", "não é o trabalho que queria, mas dá pra sobreviver".
Aceitar o que vem por medo de ser melhor é a desgraça da humanidade. Comparar-se ao "húmus" por medo de alcançar o "theos".
"Humanos" não mais!
Onde vamos parar? Qual será nosso fim? "O homem é o lobo do homem." já dizia Thomas Hobbes. Não sei se é tristeza,revolta
ou medo, que sentimos ao saber que estamos convivendo com "animais" racionais. "Humanos" não mais!
A sociedade contemporânea me embrulha o estômago, se tornaram "lixo", são capazes de fazer qualquer coisa por dinheiro...
matar, roubar, sequestrar, não existe mais limite. Vivemos angustiados, desconfiamos de tudo e de todos.
Somos obrigados a viver "trancados"... em condomínios com muros enormes, segurança 24hs. Carros blindados. Quando paramos
em um farol, a primeira reação nossa é travar as portas, pois não sabemos se a pessoa que se aproxima do carro vai pedir a-
penas dinheiro, ou vai nos roubar.
Hobbes pertenceu ao período filosófico de "Contractualismo", onde acreditava que para o homem evoluir seria preciso um
contrato coletivo. Podemos citar como exemplo a Constituição. Resolveu alguma coisa? não! Pois quem está no comando não
faz praticamente nada, são verdadeiros "parasitas". Por certo não era isso que Hobbes imaginava.
Se eles não aceitam o evangelho de Cristo - que sequer estamos pregando ou vivendo - então vamos impô-lo? Fazer do amor lei? E por justiça divina, ao retrocedermos a imposição, não somos nós os infratores?
A LÍNGUA
vamos maltratar esta língua.
Vamos começar a frase com
O pronome oblíquo,
Pontuar as letras com cocô de rato.
Vamos descumprir todos os tratos.
Precisamos ignorar a norma culta,
comer sem descascar essa fruta,
Porque assim, de fato,
Vamos nos alimentar.
Vamos esquecer os pontos, as vírgulas,
Vamos cortar à mão mesmo,
Sem tesoura.
Devemos fazer algo que não seja
Tão reto...
Vamos esquecer o correto.
Vamos assassinar a professora
Que chamávamos de tia.
Escola da ditadura
Não pode ditar a nossa cultura.
Vamos fazer o texto sem
Assinatura.
Letras podres ou maduras,
Que importa?!
Nossa língua,
A do povo,
Já está toda torta.
Essa é a nossa lei e o nosso lugar!
Vamos falar tupi com sotaque nordestino,
Isso vai soar bonito
Como o som de um violino
No ouvido europeu.
Vamos ignorar o tempo e o verbo.
Vamos retirar do vovô o chapéu.
Vamos chamar mundo de mundéu
E mundano de soberano.
Ao poder com o povo,
Porque o único poder que conheço
É o da língua.
