Utopia
A única utopia que os agricultores carregam consigo é a utopia da esperança. Esperança que dias melhores virão, que o suor de seu trabalho seja valorizado, que sua contribuição social seja, de fato, reconhecida.
Amar sem amor e utopia. Amor sem amar, é ilusão. Quantos argumentos terão a tristeza ? Quantos tormentos serão solidão.Na rua do destino
Que já nem me recordo aonde é o começo. Canto e danço pelo caminho onde sorrir é meu vicio.Eu que esperava tanto de você. Acho que esse foi o meu maior erro: Eu queria mais. Mais presença, mais amor, mais abraços. Às vezes e preciso abrir as portas da gaiola e deixar que os pássaros que prendemos lá dentro se libertem, não significa que eu quiz me livrar deles, mas a liberdade de uma dádiva que todos merecem se voltarem os conquistei caso contrário não os mereço.As vezes tenho somente o silêncio da noite como companhia, mas percebo ao abrir a janela que não é bem assim... Deus me contempla do alto do Céu, com seu jardim de Estrelas brilhantes.
Boa noite
O SONHO é um devaneio, uma utopia que me habita, mas prefiro me entregar ao encanto, pois é nele que encontro a seiva que nutre minha alma e ilumina o caminho, e talvez, quem sabe, o sonho se torne o precursor de um amanhecer mais iluminado e fresco.
O mais equivocado dos desejos é a vontade de crer.
Crença desejada é a espera por utopia que se imagina conhecer e que, não raro, fulmina toda e qualquer expectativa.
Ter defeitos é do ser humano todavia a perfeição nesta vida é uma utopia. Sentiu que falhou se arrependa e siga a vida.
Toda realidade foi, um dia, uma utopia desacreditada pelo tempo. O impossível é apenas um projeto que ainda não atravessou a fronteira do agora.
Utopia de vida
Pôr do sol.
Laranja no céu.
O mar repete.
Clichê.
É alma na poesia.
Na mesa de café, não.
Estou apaixonado.
E isso falha.
Elegância ao rejeitado.
É o que se espera.
O sol some.
Caminho sem direção.
Arcaico.
A noite cobre.
Nenhum direito ao belo.
Nem estrelas.
Incertezas não rondam.
Atacam.
Frio.
Estranho.
Um riso curto.
Deboche.
Enterro da alegria.
Passos lentos.
Sem destino.
Mais um dia igual.
Eu igual.
Arcaico.
Quis um amor.
Recebi linguagem.
e só.
Poema utopia.
Eu? Quem era eu antes de ser teu?
Sou teu ou continuo sendo meu?
Sou uma ilusão ou sou um ser real?
Eu sou uma utopia escrita em um papel.
Eu sou um sentimento extremo
que te leva da raiva ao amor.
Mas o que é o amor?
Vai além de 4 letras?
Eu sou o confuso sentimento que vive em ti
sou o teu amigo escrito sobre linhas azuis
sou o que sou por tudo que criou em mim
eu sou um lindo poema de Assis.
Eu sou o teu poema recitado de forma meiga
sou a alegria que corre em sua face
sou o mistério que foi base para este poema.
Eu sou o poema utopia.
Você trouxe o que me faltava
Mas era utopia
Você é o traficante que me vicia
Mas não me sustenta
Pois a droga do seu amor acabou
E cá estou
...
Momentos perfeitos do seu lado vivi
Só não sei distinguir
Se você foi o amor da minha vida
Ou uma forte brisa
"Nada é garantido: o presente é um sopro, o amanhã, mera utopia e o futuro, a ilusão da utopia."
(Jasc)
Os Homens escolhem seus deuses e por eles se degladiam, defendem ideológias em nome de uma utopia falida, o que nos demonstra o grau de suas pobrezas e fatídica miséria, o deus Politica e o deus Religião... enquanto seus deuses homens os escravizam na subserviência de um sistema viciante e banqueteiando-se sobre seus crânios saboreiam o cálice da medíocre estupidez de almas atoladas nas mazelas da ingnorância e das desigualdades fruto do egoismo cruel e da insensibilidade de seus deuses.
''A Utopia Dispersa''
Ao decorrer da estrada,
olho mundo através da janela do carro,
bate uma brisa fria,
o tempo passa,
e eu continuo na estrada,
vejo pessoas felizes,
vejo outros carros e casas.
Sem querer cochilo,
e quando me dou conta já está a noite
e ainda não cheguei em casa,
der repente começa a chover
e um vento forte vem e minha cara,
fecho a janela,
e abro meus olhos,
tudo aquilo foi um sonho,
apenas um sonho e mais nada.
"A Educação Especial na perspectiva inclusiva deixa de ser uma utopia e passa a ser uma realidade quando cada profissional compreende que ninguém inclui sozinho. A verdadeira inclusão nasce da colaboração entre o professor da sala comum, o professor do AEE e o professor colaborador, unidos por um único propósito: garantir que todo estudante tenha acesso, participação, aprendizagem e pertencimento."
Utopia Mundial
O governo dos EUA diz que imigrantes são lixo.
Mas, pensando bem, cada lixo em sua lixeira… até que estamos bem.
Para que se preocupar com a Lei Magnitsky?
Talvez sobre mais para o PIX brasileiro.
Para que ir à Disney, se temos a areia de Ipanema?
Para que conviver com terroristas, se o tráfico causa terror a qualquer hora do dia?
Para que estudar as políticas de lá,
se aqui temos um presidente ex-presidiário,
um antigo presidente que disse que a Covid era apenas uma gripezinha,
e governadores que, para ganhar votos, fingem garantir segurança?
Sem falar em parlamentares com um pezinho no tráfico.
A polícia… já não sabemos de que lado joga na sociedade.
A bala, em vez de doce, mata inocentes.
As favelas viraram bairros no papel,
mas continuam descendo ladeira abaixo.
Temos um Cristo que representa a paz,
mas que todos os dias presencia uma guerra sem fim por pontos de droga.
Ônibus lotados num calor infernal, sem ar-condicionado.
BRT que finge oferecer segurança.
Trem sucateado.
E não esqueça: no início do ano, aumente a passagem.
Professores mal remunerados.
Médicos reivindicando salários.
Clínicas da família sem remédios para os miseráveis.
Enchentes todo ano,
mendigos ocupando as calçadas,
um país onde muitos passam fome
enquanto outros vivem de benefícios.
Alunos reprovados em várias matérias recebendo incentivos para continuar.
Trabalhadores lutando anos pelo INSS,
enquanto outros se aposentam sem contribuição.
Mas não podemos reclamar.
Cada um com sua sujeira… e seguimos.
Temos a “Princesinha do Mar”, reservada à classe média.
Temos Neymar caindo mais do que jogando.
Temos o trauma do 7 a 1.
Um hexa engasgado há mais de vinte anos.
Enquanto isso, feminicídios acontecem,
idosos são espancados na saída de banco,
e a sociedade segue confusa.
No fim das contas, todos só querem ser felizes.
Política, futebol, escândalos, promessas…
tudo se mistura como um grande espetáculo.
E o povo?
Rindo como palhaço, pagando tudo no parcelado.
Talvez tudo isso seja apenas o retrato de uma grande utopia mundial.
— Helaine Machado
utopia?
Tem dias em que acordar parece menos um começo e mais uma conferência.
Antes mesmo de levantar da cama, existe uma lista invisível esperando por ele. Não são grandes sonhos escritos em papel, nem promessas bonitas feitas para o futuro. São necessidades pequenas, quase ridículas quando colocadas lado a lado, mas que juntas dizem muito sobre quem ele se tornou.
Precisa de dinheiro. Não pelo dinheiro em si, mas pela tranquilidade que ele promete. Precisa guardar, investir, construir alguma coisa que permita olhar para a velhice sem sentir que o futuro é uma ameaça. Existe uma vontade cada vez maior de sair do lugar onde está, conhecer outro país, aprender outra língua, começar de novo em algum canto onde ninguém saiba seu nome.
Precisa ser forte também.
E talvez essa seja uma das coisas mais difíceis.
Porque existe uma contradição nele que ninguém vê de primeira. Por fora, aprende a ser durão. Engole certas palavras, segura algumas vontades, finge que determinadas coisas não doem. Mas por dentro continua sendo sentimental demais. Ainda se importa. Ainda espera. Ainda sente falta. Ainda consegue transformar uma conversa pequena em alguma coisa enorme dentro da cabeça.
Precisa falar com alguém.
Não necessariamente para ser aconselhado. Às vezes, só precisa encontrar alguém que também esteja cansado de guardar coisas dentro de si. Alguém que não tenha medo do silêncio depois da conversa. Alguém que entenda que existem sentimentos que não querem solução, só companhia.
Precisa escrever também.
Talvez seja por isso que transforma tanta coisa em texto. Porque quando não consegue dizer, escreve. Quando não sabe para quem falar, escreve. Quando alguma lembrança insiste em voltar, escreve. Como se cada palavra colocada no papel fosse uma maneira de impedir que alguma parte dele desaparecesse.
Precisa de uma vitória do Palmeiras, dessas que fazem o mundo parecer menos complicado por algumas horas. Precisa de uma música certa no momento certo. Precisa de uma noite em que o celular fique virado para baixo e a cabeça finalmente fique quieta. Precisa rir de alguma coisa idiota. Precisa encontrar motivos pequenos para continuar acreditando que a vida não é feita apenas das coisas que deram errado.
Precisa cuidar da família.
Precisa cuidar de si.
Precisa ter fé, mesmo quando não entende muito bem o que está esperando.
E, principalmente, precisa de carinho.
Talvez esse seja o item mais difícil de admitir.
Porque dinheiro se procura. Trabalho se conquista. Uma passagem pode ser comprada. Um idioma pode ser aprendido. Um carro pode ser trocado. Uma cidade pode ser deixada para trás.
Mas carinho não funciona assim.
Carinho precisa vir de alguém.
E talvez por isso ainda exista, em algum canto dele, aquela pergunta que não sabe morrer, será que alguém ainda gosta dele? Será que alguma pessoa ainda pensa nele quando uma música toca? Será que alguém sente vontade de mandar uma mensagem e desiste? Será que existe alguém passando pela mesma rua, no mesmo horário, carregando uma saudade que ele desconhece?
Ele não precisa necessariamente de uma resposta.
Precisa apenas saber se ainda existe alguma coisa esperando por ele do outro lado.
E é curioso perceber que, no meio de tantos planos grandes, ele ainda se pega querendo entender coisas pequenas.
Por que o coração insiste justamente onde a razão já colocou uma placa dizendo para não entrar?
E, no fim, talvez seja essa a maior contradição da vida adulta, a gente passa anos tentando descobrir como construir um futuro, enquanto continua fazendo perguntas que parecem ter sido inventadas na infância.
Ele quer dinheiro, uma casa, uma vida em outro lugar, estabilidade, conquistas, viagens, histórias.
Mas também quer ser compreendido.
Quer alguém para conversar.
Quer alguém para amar.
Quer alguém que olhe para toda essa confusão e, em vez de perguntar por que ele é assim, simplesmente diga que entende.
Talvez seja isso que ele esteja procurando.
Não uma vida perfeita.
Só uma vida em que suas necessidades não pareçam exageradas.
Uma vida em que possa ser forte sem precisar esconder que sente.
Em que possa ir embora sem sentir que está fugindo.
Em que possa construir o futuro sem precisar abandonar tudo o que ainda sente.
E talvez, no fundo, ele tenha acordado naquela manhã apenas para descobrir que ainda precisa de muita coisa.
Mas também descobriu uma coisa importante
ainda existe vontade.
E enquanto houver vontade de conhecer o mundo, ganhar dinheiro, escrever, amar, cuidar, acreditar, viajar, torcer, recomeçar e entender por que certas coisas são proibidas sem que ninguém saiba explicar direito…
ainda existe vida acontecendo.
Mesmo que, as vezes, ela pareça apenas uma longa lista de coisas que ele ainda precisa.
