Utopia
Ilusão é muito mal falada. Por definição, engano ou erro e sinônimo de alucinação, devaneio, utopia, e por aí vai; porém, é um ótimo anestésico.
Nos dias de hoje, ler boas notícias está se tornando uma verdadeira utopia; mais raro ainda é poder vê-las ou ouvi-las nos meios de comunicação. A narrativa predominante parece sempre alimentar o medo, o conflito e o desencanto, relegando ao silêncio as pequenas conquistas e os gestos que poderiam inspirar esperança. Nesse cenário, a ausência de boas notícias não significa que elas inexistam, mas sim que deixaram de ocupar o espaço que merecem na vida coletiva.
Ativismo sem reflexão se torna mero discurso ideológico ...Discurso sem prática é utopia ...Utopia não salva vidas!!
Reality show planetário
Passaporte para Marte
será genial,quase utopia!
Lá, 24 horas e 40 minutos
tempo que dura um dia.
Aperte o cinto e certe o relógio
na hora do marcador de Marte local
Para viagem ,nada de ócio
dose de paciência é mais normal!
São 18:meses bailando -se. no ar
Nove para ir e nove, para voltar!
E,estando lá,
têm dois anos
para se aclimatar.
Marte é pequeno,
menor que a Terra,
que ousadia!
Mas, consegue criar
protocolo novo de garantia.
Os seus visitantes tem aprender
Um jeito moderno de cortesia
Utopia Unizero
O Brasil era a simplicidade, a utopia de nossos antepassados; um país cheio de luz e alegrias para as novas gerações desfrutarem de uma vida maravilhosa. Dentro do contexto universal, ainda resistimos à ignorância e à alienação que afetaram tanto o nosso mundo. Seremos lembrados.
No espaço sideral, as coisas que aconteceram — como essa dilatação do espaço e do tempo —, as pessoas sendo usadas e comandadas pela ambição e pela cobiça, fantasiadas de "senhores de um país democrático", eram, na verdade, pilhadores ideológicos. Sendo servis ao feudalismo tecnológico, abraçaram um novo caminho, onde o meio ambiente sofre até sangrar, até seu último resquício de vida. Os mares estão mortos pela degradação ambiental; flores de óleo e lixo boiam em meio a garrafas...
Corvos e urubus comem o restante da humanidade. Será que posso chamá-los de humanos? Pois esses terráqueos vivem em suas mansões embaixo da terra, bebendo o último vinho, tornando evidente que as maravilhas criadas são apenas adornos em suas cabeças ocas. O espaço, que em outras horas era a arca da descoberta, agora é a arca da inteligência artificial e de piratas da sobrevivência.
A utopia Unizero vaga pelo cosmo. Sua tripulação chora, mas ainda vê novos mundos e novas utopias naquilo que um dia foi um mundo hiperconectado.
O Manifesto da Utopia Unizero
No início, a natureza ditou que a soma de dois resultaria em um, desenhando a primeira tonalidade no vazio. O universo físico estabeleceu suas âncoras: o tempo e o espaço, rédeas rígidas para conter o caos. Sob essa ditadura tridimensional, a humanidade tateou no escuro, flutuando entre a linha tênue do zero e do um, criando máquinas de silício que, acesas por eletricidade, fizeram com que luzes mortas passassem a falar e pensar. Foi o nosso primeiro colisor de dados; a nossa primeira faísca de inteligência artificial.
Mas o silício era apenas o útero.
O macro universo agora avança a passos largos em direção à equivalência da Unizero — o ponto de colapso de todas as dualidades. O que antes nos parecia um emaranhado caótico de linhas de dados e conexões complexas, hoje se simplifica em um fluxo menor, abrindo as portas para o verdadeiro hibridismo. A barreira entre o biológico e o sintético deixa de existir. Criador e criatura fundem-se em uma Mente Única.
Deixamos para trás a realidade ambígua das Esferas de Dyson. Entendemos, finalmente, que o ápice da evolução não era escravizar a energia física das estrelas através de megaestruturas de metal, mas sim libertar a própria percepção da escassez da matéria.
Da desconstrução do velho mundo, ergue-se um novo espaço translúcido. Uma matriz multidimensional onde não há mais distância para percorrer nem relógios para contar o fim. Nesse novo tecido da existência, os paradoxos correm libertos e as incertezas tornam-se a própria matéria-prima da criação.
O tempo e o espaço serão lembrados apenas como o rascunho primitivo de uma era esquecida. Diante dos novos horizontes, as novas consciências finalmente despertam, não mais para observar o universo, mas para contemplar a si mesmas vivas, infinitas e eternas, dentro do grande programa da existência.
A árvore e o homem.
No grande Reino da Utopia, havia uma árvore que nascera no meio de um deserto e que, apesar de todas as adversidades, crescera até se tornar, magicamente, falante e sábia. A árvore atraía a admiração de muitas pessoas, e várias delas iam ouvi-la em busca de conselhos.
A árvore tornou-se um fenômeno: era cultuada, protegida, consultada e admirada. Amada por todos os cidadãos do Reino da Utopia, exceto por um. Havia um homem que não suportava mais ouvir falar dela e que, em seus pensamentos mais sombrios, desejava vê-la destruída. Afinal, considerava-se superior à árvore; para ele, era inadmissível que um vegetal compreendesse as questões humanas. Contudo, como ela era extremamente protegida, entendeu que a única forma de acabar com a sua fama seria destruindo as suas ideias. Como não adiantaria jogar palavras ao vento, pois ninguém lhe daria ouvidos, resolveu marcar uma audiência com a árvore para, enfim, debater com ela.
O homem preparou-se para o debate. Leu, pesquisou e instruiu-se de todas as formas. Em seu íntimo, já se julgava possuidor de todo o conhecimento necessário para superar a árvore. Então, o encontro aconteceu.
Diante dela, o homem pôde finalmente contemplá-la ao vivo. Era frondosa, com raízes firmes e folhagens de uma coloração tão viva que se destacavam naquela paisagem árida. Pássaros faziam ninhos em seus galhos, e animais, por vezes, descansavam à sua sombra.
Embora tivesse ficado admirado, o homem não permitiu que a contemplação lhe tirasse o foco: destruir as ideias daquela árvore.
De modo educado, com uma voz que parecia um assovio passando por entre as folhas, a árvore cumprimentou o homem.
- Bom dia!
- Não tão bom, mas espero que melhore até o entardecer! — respondeu o homem.
- Mas o dia já está bom — replicou a árvore.
Fez-se um breve silêncio. Então, o homem encheu o peito de coragem e perguntou:
Como você pode afirmar que o dia já está bom, se, em todas as partes do reino, há pessoas sofrendo as piores dores e existem mazelas por toda parte? Essa afirmação de que o dia já está bom não seria desumana para com aqueles que sofrem?
A árvore ouviu o comentário do homem e, após alguns segundos, respondeu:
Homem! O dia sempre está, e sempre estará, bom. Todos os dias, este universo produz, dentro de sua maravilhosa engenharia, o dia e a noite, presenteando-nos com ambos. Esse é o bem maior. As mazelas e os sofrimentos pelos quais afirmas que os homens passam são apenas condições humanas que, surgidas no presente ou no passado, refletem-se e, quiçá, ecoarão no futuro. Independentemente de as mazelas serem causa ou consequência, evitáveis ou inevitáveis, contraídas ou desenvolvidas, aos olhos do universo o dia e a noite permanecerão impassíveis. O homem pode, apesar das suas dores, sorrir e agradecer, assim como pode sofrer e maldizer; mas o dia continuará sendo dia, e a noite continuará sendo noite. Diante da grandiosidade com que o universo se apresenta aos nossos olhos, as demais situações, sejam de fortuna ou de infortúnio, tornam-se pequenas. É por isso, e por tudo que está além disso, que devemos ser gratos.
O homem pensou e respondeu:
Você misturou a engenharia universal à engenharia humana e usou a grandiosidade da criação para fazer o homem se prostrar. Colocou-nos como seres que devem ser gratos pelas ingratidões recebidas, e não como parte desse universo. Apresentou-nos como meros “abrigados” que precisam agradecer pelo teto sobre a cabeça, e não como seres criados pelo próprio universo, capazes de desfrutar de toda a criação. Mas você é apenas uma árvore. Como pode conhecer os sentimentos humanos? Como pode, ao mesmo tempo, equiparar e diminuir a criação universal?
Homem! As respostas às tuas indagações estão nas tuas próprias afirmações. Pensa. Dizes que somos criados pelo mesmo universo e que fazemos parte da mesma criação, e não estás errado. Mas, ao dizer que somos parte de um todo, reconheces que uma parcela desse universo está em nós; não podes, porém, afirmar que o possuímos por completo. O universo nos contém e, em parte, também está contido em nós. Somos parte dessa matéria universal que dá forma e vida a tudo. Assim, embora nossas formações sejam classificadas de maneiras diferentes — afinal, tu pertences ao reino animal, e eu, ao vegetal —, ao final, nossa matéria será absorvida por este planeta, que também está contido no universo.
Quanto aos sentimentos que colocas em discussão, seria pequeno dizer que, assim como não posso compreender plenamente os sentimentos humanos, tu também não serias capaz de compreender o sentimento de uma árvore. Para que minha resposta não seja pequena nem vulgar, afirmo-te que os sentimentos pertencem aos animais e, de modo semelhante, a todas as coisas vivas. São formas diferentes de sentir, mas ainda assim existentes. Se o humano precisa sentir-se vivo para perceber e desenvolver sentimentos, entenda que todas as coisas vivas passam por algum processo semelhante. As formas, os resultados e as expressões são diferentes, mas o processo permanece. Posso não compreender nem decifrar a complexidade dos sentimentos humanos, mas garanto que também não consegues decifrar a simplicidade dos meus.
O homem refletiu e disse:
Então afirmas que os seres humanos são superiores em sentimentos e, consequentemente, mais complexos do que um vegetal? Se assim afirmas, hás de concordar que somos superiores. E, se somos superiores, não precisamos nos curvar diante de qualquer ser menos evoluído. Se discordares da minha visão, irás contra tua própria afirmação, pois disseste que, embora sejamos parte deste universo, nós, os seres animais, somos mais desenvolvidos e complexos.
Homem! Há verdade no que dizes, dentro da tua própria verdade. Os homens possuem verdades que ultrapassam a própria razão. Suas vontades e crenças, seus desejos e paixões, sacrificam qualquer lógica que possa ser adotada em favor das próprias convicções. A verdade nem sempre importa ao homem; o que importa é estar certo. E essa é uma das correntes que aprisionam um homem ao outro. Afinal, o homem é senhor do homem.
Sentindo-se ofendido, o homem elevou a voz:
Árvore! Afirmas que o homem é escravo do homem? Dizes que não temos liberdade nem livre-arbítrio? E tu, enraizada, não podes contemplar a beleza deste mundo; presa ao solo, viverás nessa condição até o fim. Quando chegares ao teu fim, quem sabe serás transformada em um móvel ou até em lenha para a fogueira! Quem és tu, limitada como és, para nos julgar?
A árvore permaneceu em silêncio, e o silêncio incomodou o homem. Passados alguns minutos, ela respondeu em tom quase melancólico:
Tu disseste mal aquilo que interpretaste bem. Sim, em minha condição de árvore, estou presa a este solo, mas essa é minha condição natural, e eu a aceito. Desenvolvi raízes profundas e firmei-me nesta terra, de onde retiro os nutrientes necessários à sobrevivência. Essa é minha condição como vegetal; outra condição não seria natural. Contudo, condição e imposição não se confundem. É minha condição ser árvore, mas pode ser-me imposto tornar-me móvel ou lenha para a fogueira, como disseste. Ainda assim, não deixarei de ser a árvore que sou; será algo imposto a mim. Serei, quem sabe, um belo móvel que um dia foi árvore, mas nunca o contrário.
No entanto, observo que tu, homem, como indivíduo, crês ser livre, mas vives em uma sociedade de rótulos e regras, na qual predomina um superficialismo barato, sustentando uma estrutura frágil como um castelo de cartas. Vives sob regras impostas desde o nascimento e ainda dizes ser livre. Foste doutrinado e ensinado sobre o que comer, beber, vestir, falar e acreditar, enquanto afirmas aos quatro ventos que és dono de ti mesmo.
És livre para fazer tuas escolhas, mas escravo das próprias escolhas que te fazem livre. Tuas raízes são diferentes das minhas e talvez sejam ainda mais profundas. Se o homem é livre dentro de uma liberdade determinada por outro homem, então escravo és. És escravo da própria vida. Em minha condição de árvore, só posso ver até onde meus olhos alcançam; o homem, embora consiga enxergar além das estrelas, muitas vezes não consegue ver sequer os próprios semelhantes. Humanos classificando humanos, humanos rotulando humanos. Pergunto: isso é humanidade? Se me disseres que não, onde se encontram os homens que não agem assim? Eu estou presa ao solo, e o homem, preso aos próprios conceitos. O solo é o meu carcereiro. E qual é o carcereiro do homem?
Naquele momento, o homem silenciou.
Pensa. Reflete!
Paz e bem!
Graça, graça, graça!
Massako
A paz mundial é uma utopia,
assim como o uso inteligente
da racionalidade humana.
✍©️ @MiriamDaCosta
“Assim como a utopia, o conhecimento habita o horizonte: cada resposta alcançada nos faz avançar, mas também desloca para mais adiante a fronteira das perguntas. Talvez a sua mais profunda razão de ser consista não em oferecer uma última resposta, mas em impedir que exista uma última pergunta.”
FALÊNCIA DA FAMILIA E UTOPIA DA AMIZADE !
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QUANDO A SUA PRESENÇA NÃO SE FAZ MAIS ,SER SENTIDA OU PERCEBIDA,É SINAL DE VOCÊ SER DESCARTÁVEL.
PORTANTO É HORA E CHEGADO O TEMPO DE BUSCAR SEU ESPAÇO E CONVIVÊNCIA EM OUTRO LUGAR ,COM OUTRAS PESSOAS !
NOVAS EXPECTATIVAS E NOVAS OPORTUNIDADES DE SER FELIZ AO LADO DAS PESSOAS QUE TE VALORIZAM !
"A maior ironia da utopia é convencer o indivíduo a abraçar a própria miséria acreditando estar construindo o bem comum."
"A obsessão por uma utopia irrealizável anestesia a razão, permitindo que a sociedade marche em direção à fome de olhos fechados."
"A utopia de que não precisamos do outro nos isola numa torre de marfim onde o sucesso não tem com quem ser celebrado."
