Use o Silencio quando Ouvir

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O homem amadurece quando para de perguntar apenas “o que me dá prazer?” e começa a perguntar:
“Que tipo de homem nasce das recompensas que eu continuo perseguindo?”

Ôxe, cabra...


Tu só vai amadurecer de verdade
quando parar de perguntar só:


“Eita, isso aqui me dá prazer?”


e começar a perguntar, com o juízo sentado na cadeira:


“Que tipo de homem eu tô virando
com essas recompensa que eu vivo correndo atrás?”


Porque prazer, meu fi,
até vento em porta velha faz barulho.


Mas maturidade mesmo
é saber se aquilo que tu persegue
tá te fazendo homem inteiro
ou só menino grande
com fome usando roupa de adulto.

Quando eu solto as rédeas, Deus assume o caminho.

Tudo é uma crença, e eu estou sempre acreditando em algo — até quando penso que não acredito em nada, estou, na verdade, acreditando que não acredito. Não há como escapar das crenças, porque até na tentativa de fugir delas, estou acreditando que estou fugindo. Mesmo quando digo que não acredito em nada, estou, na verdade, acreditando que não acredito em nada.

A única coisa que eu posso fazer é mudar minhas crenças. E, no fundo, isso também é uma crença: a crença de que eu tenho o poder de transformar aquilo em que acredito. Cada crença que tenho, seja consciente ou inconsciente, muda a minha realidade. Ao alterar essas crenças, mudo não só o que penso, mas também o que sou e como vejo o mundo. E isso, por si só, é um ato de transformação.

Assim, percebo que a liberdade não está na ausência de crenças, mas no poder de escolher quais crenças adotar. O simples fato de acreditar que posso mudar minhas crenças já é uma crença poderosa, capaz de transformar minha perspectiva de vida.

ORAÇÃO DE UM SOLITÁRIO

Ensina- me a sonhar
Quando a madrugada se estender feito sangria
Trazendo a agonia de estar só
Faz-me acreditar no amor
Quando a saudade remoendo
Depõe contra a insanidade de querer amar
Ensina-me a conviver com essa loucura
Que fragiliza, mas nos dá a leveza
Insustentável das libélulas...
Ensina-me a aceitar
A insegurança como pilar,
A incerteza como esperança,
A loucura como refúgio...
Ensina-me a querer incondicionalmente
Com a dor dos que se sacrificaram,
Com a amargura dos mártires ;
Ensina-me a amar.

quando os loucos descobrem
que são anjos eles já são demônios
já é tarde quando a realidade
passa a ser sonho
seremos felizes
quando a mentira passar a ser verdade

⁠Não é fácil lavar louça quando eu poderia estar lendo um soneto da Cecília, um poema do Bukowski, qualquer coisa do Drummond... se bem que o tilintar de colheres, facas e garfos é inspirador; a espuma do detergente, o barulho dos pratos, a água caindo... ah, tudo é poesia e isso me transporta pra um horizonte sem limites; eu sou um anjo e condeno os pecados do mundo, mas eu também tenho os meus pecados, esta paixão... esta paixão pela vida; Louis Armstrong sabe de tudo: "what a wonderful world!" que mundo maravilhoso; garfos, facas e colheres tilintam... pratos e panelas são lavados lembrando-me que pessoas se alimentaram, a água cai como cristais lembrando rios e lagos, a poesia é viva e dinâmica; e eu reflito no meu horizonte: os pecadores passam, a paixão nos rejuvenesce e a poesia... a poesia é o ar que você respira, a água que você bebe, é o que te alimenta. Ah, quem vive sem poesia?

Você só vai se manter ativa quando entender que não é sobre você. É sobre o propósito.

Você é a melodia suave que toca de fundo bem quando o mundo resolve barulhar alto demais. Na agitação dos dias e no avesso das minhas próprias pressas, a sua voz é o único lugar onde o meu caos finalmente descansa. Existe uma calmaria inexplicável no jeito como você existe. É como se, de repente, cada pensamento fora do lugar encontrasse o seu tom exato, e o peito antes apertado pudesse, enfim, respirar fundo. With you, o caos silencia. As urgências do mundo lá fora perdem a pressa, e o tempo antes tão apressado parece desacelerar só para nos dar espaço.
_Enzo Ruchell_

Quando o "esperto" mostra-se esperto demais, abre sua guarda para que o tolo o devore.

Cobras e Escorpiões
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Quando me senti protegido por uma muralha de amigos e irmãos, tomei a facada nas costas.
Foi então que descobri que entre cobras e escorpiões, amizade e confiança são somente palavras vazias.
Aqueles que te abraçam e proferem lealdade são os primeiros a te apedrejar.
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Zeffi Joy em 20 de setembro de 2020, após um relativo sono de descanso matinal, relembrando recentes traições.

Quando tudo que você sabe é falar sem pensar, então tudo o que você vai fazer é ofender sem querer.

OS MÉDIUNS DE EFEITOS FÍSICOS NO ESPIRITISMO BRASILEIRO. QUANDO OS FENÔMENOS OCORRIAM SEM A VONTADE DO MÉDIUM.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
O estudo da mediunidade demonstra que nem todos os fenômenos dependem da vontade consciente do médium. Desde as pesquisas pioneiras de Allan Kardec, verificou-se que muitos fenômenos surgem espontaneamente, independentemente do desejo daquele que lhes serve de intermediário. Essa realidade foi amplamente documentada em "O Livro dos Médiuns" e na "Revista Espírita", obras nas quais Kardec explica que a faculdade mediúnica é orgânica e natural, podendo manifestar-se antes mesmo de o indivíduo compreender sua origem.
No Brasil, diversos médiuns experimentaram esse tipo de ocorrência. Embora tenham se tornado conhecidos pela psicografia, pela psicofonia, pela vidência ou pelos efeitos de cura, muitos relataram que os primeiros fenômenos surgiram involuntariamente, causando surpresa, receio e, em alguns casos, profundo sofrimento até que encontrassem orientação doutrinária.

A MEDIUNIDADE NÃO SE SUBMETE À VONTADE HUMANA.
Em "O Livro dos Médiuns", Kardec esclarece que ninguém se torna médium simplesmente porque deseja, tampouco deixa de sê-lo apenas por querer. A faculdade mediúnica decorre da constituição orgânica e perispiritual do indivíduo, sendo regulada por leis naturais.
Em muitas ocasiões, o médium percebe ruídos inexplicáveis, movimentação de objetos, percepções espirituais, sonhos lúcidos, visões, inspirações ou comunicações espontâneas sem qualquer intenção consciente de produzi-las.
Esse princípio afasta completamente a ideia de fraude sistemática ou de produção deliberada dos fenômenos, distinguindo a mediunidade autêntica das manifestações provocadas pela imaginação.

CHICO XAVIER. A MEDIUNIDADE ESPONTÂNEA DESDE A INFÂNCIA.
Chico Xavier talvez seja o exemplo brasileiro mais conhecido.
Desde criança via Espíritos, conversava com eles e sofria incompreensão familiar. Não desejava tais experiências, mas elas aconteciam repetidamente.
Entre os episódios documentados encontram-se:
"Visões constantes de Espíritos."
"Comunicações espontâneas."
"Inspirações involuntárias."
"Psicografia que surgia independentemente de planejamento."
Seu desenvolvimento mediúnico ocorreu somente após estudo, disciplina e orientação em centros espíritas, conforme recomendava Kardec.

ZILDA GAMA. PSICOGRAFIA INVOLUNTÁRIA.
Zilda Gama iniciou sua mediunidade ainda jovem.
Relatava receber mensagens que não conseguia impedir de escrever. Muitas vezes, sentia intenso impulso para registrar comunicações cuja origem desconhecia inicialmente.
Posteriormente tornou-se uma das mais respeitadas médiuns psicógrafas do Brasil.

YVONNE A. PEREIRA. SOFRIMENTO MEDIÚNICO DESDE A INFÂNCIA.
Yvonne do Amaral Pereira descreveu detalhadamente suas experiências.
Desde menina via Espíritos, escutava vozes e experimentava desdobramentos durante o sono.
Esses fenômenos ocorriam sem qualquer intenção pessoal e somente foram compreendidos quando passou a estudar a Codificação Espírita.
Ela mesma advertia que a educação mediúnica era indispensável para evitar desequilíbrios.

PEIXOTINHO. EFEITOS FÍSICOS ESPONTÂNEOS.
Carmine Mirabelli e Francisco Peixoto Lins tornaram-se conhecidos principalmente pelos fenômenos de efeitos físicos.
No caso de Peixotinho, diversos pesquisadores relataram fenômenos de materialização, transporte de objetos e manifestações luminosas durante reuniões mediúnicas.
Embora esses fenômenos fossem posteriormente organizados em ambiente experimental, sua faculdade manifestou-se espontaneamente antes do completo domínio disciplinar.

CARMINE MIRABELLI. FENÔMENOS INVOLUNTÁRIOS.
Mirabelli constitui um dos casos mais estudados da mediunidade brasileira.
Desde jovem apresentava:
"Levitações."
"Movimentação espontânea de objetos."
"Escrita automática."
"Xenoglossia."
"Materializações."
Muitos desses episódios ocorriam sem que ele os provocasse conscientemente, despertando a atenção de médicos, cientistas e pesquisadores nacionais e estrangeiros.

O QUE KARDEC ENSINA.
Kardec afirma que:
"A mediunidade não representa santidade."
"Não constitui privilégio moral."
"Pode manifestar-se em qualquer pessoa."
"Necessita educação, disciplina e finalidade útil."
"O fenômeno isolado jamais basta para comprovar uma verdade espiritual."
Por isso, o Espiritismo valoriza muito mais as consequências morais do que o espetáculo dos efeitos físicos.

EXEMPLOS DE FENÔMENOS ESPONTÂNEOS.
Entre as manifestações registradas na literatura espírita destacam-se:
"Batidas inteligentes."
"Movimentação de móveis."
"Apports, ou transporte de objetos."
"Psicografia automática."
"Psicofonia involuntária."
"Vidência."
"Audiência espiritual."
"Desdobramento durante o sono."
"Curas mediúnicas."
"Materializações em reuniões especializadas."

A IMPORTÂNCIA DO ESTUDO.
Kardec jamais recomendou que alguém buscasse fenômenos extraordinários.
Ao contrário, ensinou que toda faculdade mediúnica deve ser submetida ao estudo, ao controle universal do ensino dos Espíritos, ao exame racional e à observação criteriosa.
Quando surgem espontaneamente, os fenômenos constituem oportunidade de aprendizado, jamais motivo para vaidade, superstição ou fanatismo.
Os maiores médiuns brasileiros demonstraram justamente essa postura. Em vez de explorar o extraordinário, dedicaram suas vidas à caridade, ao estudo e ao aperfeiçoamento moral, confirmando que a verdadeira grandeza da mediunidade não reside no fenômeno em si, mas no serviço prestado ao próximo.
FONTES:
"Allan Kardec", "O Livro dos Médiuns".
"Allan Kardec", "Revista Espírita".
"Allan Kardec", "Obras Póstumas".
"Hermínio C. Miranda", estudos sobre mediunidade.
"Yvonne do Amaral Pereira", obras autobiográficas e mediúnicas.
"Ranolfo Prata", biografia de Chico Xavier.
"Elias Barbosa", "No Mundo de Chico Xavier".
"Canuto Abreu", pesquisas sobre Carmine Mirabelli.

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O LENÇO DAS LÁGRIMAS.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Quando a penumbra desfolha o infinito,
E o sino verte o derradeiro rito,
Retiro, em muda e sepulcral unção,
O alvo sudário do meu coração.
Não é de linho, cambraia ou cetim;
Foi urdido onde não floresce jardim.
Fiaram-no os dedos da Ausência infiel
Com fios de névoa e fragmentos de fel.
Ali repousam, translúcidas, sem voz,
As gotas que o destino verteu por nós;
Cada cristal, em sua fria claridade,
É um relicário da eternidade.
Há prantos que jamais encontram chão;
Suspensos vivem na constelação.
São pérolas que o Tempo não desfez,
Velando o que não há de vir talvez.
À meia-noite, quando o Éter se abre,
E a solidão seus sacrários descobre,
Ergue-se o lenço, em místico esplendor,
Como um incenso tecido de torpor.
Ninguém o vê. Contudo, ele vagueia
Pelas galerias da memória alheia;
Tange os espelhos da consciência aflita
E desperta a culpa que ninguém evita.
Seu tecido não conhece deterioração;
Alimenta-se da humana aflição.
Quanto mais se esquece um rosto querido,
Mais alvo se torna o pano esquecido.
Vi-o descer sobre um túmulo ermo,
Sem vento algum, em movimento enfermo;
Não ocultava a pedra funerária:
Cobria a saudade necessária.
Então compreendi, no átrio do Mistério,
Que toda lágrima é um silencioso império.
Ela não morre quando a face a esquece:
No Invisível, amadurece.
Quem enxuga os olhos apenas da fronte
Ignora a nascente escondida no monte.
Há lágrimas que recusam sepultura,
Porque pertencem à eterna criatura.
E quando eu partir para o país sem nome,
Onde o relógio já não conta nem consome,
Desejo apenas — sem louvor, sem vaidade —
Levar comigo esse véu da eternidade.
Pois nele dormem, em arcana mansidão,
As cinzas vivas de cada ilusão;
E talvez Deus, ao recolhê-lo enfim,
Descubra que suas dobras... também choraram por mim.

Quem só procura quando precisa nunca procurou você. Procurou o que podia tirar de você.

Quando a necessidade morre, muita gente enterra o vínculo junto.

Só percebemos nossa importância quando o tempo nos mostra que, na verdade, não temos importância alguma.


Benê Morais

A saudade é um sentimento gostoso quando lembramos de alguém que nos fez ou faz bem!


A saudade é um sentimento bonito e profundo que mostra o valor de quem passou ou está em nossa vida, envolvendo amor, carinho e lembranças boas.

⁠Existem pessoas que fazem de tudo para arrancar um leve sorriso seu quando seu dia vai mal, que te estimulam, te levantam, te acalmam e fazem você se sentir importante. São essas pessoas que devemos levar para vida toda.

⁠Quando você está no seu melhor momento e a sua vida vai bem, todos te bajulam, agora, quando você estiver no seu pior momento, não se surpreenda com as máscaras caindo.