Use o Silencio quando Ouvir
Persegue-me a Sombra de um Pássaro -
Persegue-me a sombra de um pássaro,
voa em silêncio
bate as asas sobre as tardes fugidias
que se adensam
do nascer aos dolorosos poentes dos
meus dias ...
Persegue-me a imagem de um segredo,
fantasmas dos dias que passei,
das horas que vivi,
dos olhos de quem amei!
Sombras que me pertencem... agora...para sempre ...
E é chegada, enfim, a hora!
Mostrai os vossos rostos, os vossos risos
ou cantos de dor!
Arde em mim uma esperança ancestral;
ecoam os aromas, as vozes das mesmas gentes.
Não morreram! Estão em mim!
Então porque me persegue a sombra de um pássaro que voa em silêncio
e que bate as asas
sobre as tardes fugidias que se adensam
do nascer aos dolorosos poentes dos meus
dias?!...
meus olhos te devoram,
Meu toque cura,
Meus gestos falam,
Meu beijo perdoa,
No silêncio declaro meu sentir.
O silêncio é a arma do sábio, ele não significa que você concorda com o que outro fala é o produto daquele que tem domínio próprio, não aceite injúrias e nem calúnias porém quando responder seja assertivo não se irrite, pois isso dará brechas para o ofensor continuar agindo de forma descontrolada.
Do silêncio que habita o meu vazio
um minuto de silêncio
por todos os desejos
irrealizaveis
pelas palavras que
nunca saíram do papel
pelos sentimentos que
matarão
por serem
intensos demais
para viverem em
um peito só
por todas
as vezes que
sou vítima de mim mesmo..
Não faça perguntas para quem está em silêncio.
Pois nesse silêncio estão as respostas para suas perguntas.
Escute com atenção, quando a próxima folha de outono cair, ouvirá como um estardalhaço, e seu coração não terá mais a chance de ouvir as palavras não ditas.
Senhorita morte
Uso minha lucidez contra meus algozes,
No silêncio da noite eu ouço vozes.
Nos gritos do vento gélido,
Me encontro com o rosto pálido.
Doce madrugada de terror,
3 da manhã no ponteiro,
Gritos de horror no nevoeiro.
Quem será que clama por socorro?
Será a dona morte de novo?
Ela veio me visitar, eu não quis ouvi-la falar.
A vida me seduz pela beleza,
Já a senhorita morte se acha a realeza,
Com sua foice afiada eu escuto a risada,
Sangue no olhar ela veio me matar
Não adianta correr, hora ou outra ela encontra você.
O CERRADO LÁ FORA
Quanto o manto da noite veste o cerrado
O silêncio invade a alma numa melodia
Num versar tão sensível e tão sossegado
Tal uma sensação de uma erudita poesia
As estrelas no céu, alvacentas e luzidias
Numa harmonia em seu encantado voo
Bailam pra lua em parceiras companhias
Celebrando a magia dum dia que acabou
Escura, sombria, duma vastidão gigante
Odorante, e de um singular inteiramente
Belo, significante, muito a todo instante
E nesta quietação mouca dorme a flora
Numa sedução, e fascínio tão inocente
Do embalar da noite no cerrado lá fora...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
26 setembro, 2021, 20’44” – Araguari, MG
“Oi silêncio eterno que me aguardas, espero apenas de ti que sejas uma boa companhia.”
―Rojane Mary Caleffi
No silêncio da quietude,encontro o burburinho do amor,logo corro para dividir-lo com quem amo: eu mesmo!
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