Use o Silencio quando Ouvir
O silêncio, fiel confidente, é o amigo que jamais trai. Nos capítulos silenciosos da jornada, onde as palavras ecoam em vão, a compreensão flui em ondas serenas, semelhante às águas de um lago calmo.
PREÇO DO SILÊNCIO
Hoje venho contar
A história de um homem
Rico e solitário
Que não encontrava
Razão para viver
Em uma época
De sua vida pensou
Quer saber vou ajudar
Todos que realmente merecer
Metade de sua riqueza
Gastou fazendo caridade
Foi em um bairro pobre
Que encontrou sua cara metade
Aquela menina moça
Veio a lhe mostrar
Que vida temos uma só
Então porque não aproveitar
A maneira que ela encarava
A vida veio a ele encantar
E a cada encontro
O amor veio mais alto falar
Em um desses encontros
Aquela mossa desmaio
O rapaz pedia socorro
E o desespero lhe domou
E no hospital
O médico lhe contou
Meu amigo essa mossa sofre
A anos com um tumor
E como eu posso
Ajudar ela doutor
Uma cirurgia e um coração
Para ela é a única solução
Mas a cirurgia é cara
E a moça não tem condição
O rapaz deichou paga a cirurgia
E para sua casa voltou
Escreveu uma linda carta
Uma grande declaração de amor
Esculta menina moça
Em outra vida quero
Lhe encontrar e onde você estiver
Se lembre sempre
Eu também vou estar
E para que você continue vivendo
Meu coração irei lhe dar
O amor que tenho por você
Nele está e nunca se esqueça
Para sempre vou lhe amar
Dois dias depois a moça acorda
E a primeira coisa que nota
É o diagnóstico atrás da porta
Com sacrifício ela
Se levanta para ler
Operação realizada com sucesso
E ela continua sem entender
Ela chama a enfermeira
E pergunta moça você
Pode melhor esclarecer
Sim claro um homem deixou
Paga a operação
E por incrível que pare
Esse mesmo homem deu
A você o próprio coração
E também ele pediu
Para lhe entregar a você isso
Quando voltasse
A se recuperar
Os olhos dela se encheu de lágrimas
E ela não conseguia falar
Naquela hora ela não sabia
Se continuava a viver
Ou se iria se matar
O amor da vida dela
Estava ali diante dos
Seus olhos mas
Preferiu se calar
Por isso é certo o ditado
Não deixe para dizer amanhã
Oque hoje pode falar.
Te foste
Ah! As cicatrizes...
Os meus olhos de silêncio.
Sempre que me cortavas...
Palavras duras.
Palavras silenciadas.
Lembro-me do quanto odiava os dias assim.
Mas não conseguia me desvencilhar.
Estava amarrada.
Presa.
Colada.
Sangrava a pele.
E um algodão-doce me adoçava.
Hoje já não sinto tua falta.
Nem do algodão-doce.
Te foste, graças a Deus, de mim te foste.
Esteja consigo mesma, em paz e sem o barulho que tem fora da sua alma.
Resguarde seu silêncio e expanda internamente seu amor.
Sentir esse amor de dentro (e não o contrário), permitira à você, a visão de como interpretar e interagir com o amor que vem de fora, a amizade, apenas dita e não sentida de fato, irrelevante pensar ou achar do outro.
Entre para dentro e venha segura de si para fora.
Você até pode escutar todos, mas nem todos irão te escutar. As vezes permanecer em silêncio não é ser forte ou egoísta, é necessário.
A SOLITUDE
Na solidão silente, ecoa o ser,
Entre sombras, a alma a renascer.
O silêncio, poesia do coração,
Na solitude, encontro a reflexão.
No vasto campo da própria mente,
Dança a solidão, suave e envolvente.
Em cada pensamento, um universo,
Na solitude, descubro o meu verso.
Entre páginas vazias, o diálogo íntimo,
A solidão, um amigo autêntico.
No silêncio das palavras não ditas,
Encontro a paz em suas escritas.
Solitude, trilha da introspecção,
Onde o eu se encontra em comunhão.
No abraço do silêncio, descubro a plenitude,
Em cada instante, celebro a magnitude.
Ela me pergunta se não quero conversar. O problema é que, nesse momento, eu preciso do silêncio.
ROMA -
No desejo das palavras por dizer
que o silêncio guardou na voz de cada fonte,
Terra d'heróis que não nos cabem conceber,
trago de repente Roma no horizonte!
Tudo me grita outro tempo ao passar
por entre mudas estátuas que se erguem
a cada canto desta Roma singular
que meus olhos rasos d' água já não temem.
E vejo-me passar por entre a neblina
revejo-me nos olhos, nas vozes desta gente,
cruzo-me comigo nas ruas, a cada esquina
como se voltasse a um Passado 'inda Presente.
Como se meu túmulo fosse um túmulo de pedra
às portas de tantas Glórias aqui adormecidas;
passa a vida mas o sonho nunca medra
e voltamos ao ponto das despedidas.
Estou em Casa mas tenho saudade...
A distância faz-me perto por meu mal!
De regresso ... volto à minha cidade
mas sinto saudades de Roma em Portugal.
(Escrito na Igreja de Santa Maria in Trastevere
junto ao Palácio de S. Calixto em Roma)
Que em silêncio profundo, tenhamos coragem de encarar o abismo de nossa cegueira.
Que em silêncio profundo reconheçamos as trevas que nos assombram, que assombram a nossa alma, buscando o autoexame que traga aos nossos olhos, à nossa mente, a luz que possa nos despertar, nos libertar das masmorras do pecado, do egoísmo, do orgulho, do mal.
No silêncio que aquece a madrugada,
Onde o coração se entrega sem medo,
Nasce o amor, sereno, sem pressa,
E a paixão, intensa, em fogo aceso.
O amor é rio que flui constante,
Abraça as margens com ternura e calma,
É colo amigo, aconchego distante,
Encontra paz na profundidade da alma.
A paixão é tempestade, turbilhão de sentidos,
Queima a pele, arde o olhar em chama,
É desejo, é ânsia, são sonhos perdidos,
Um frisson que desperta, que inflama.
O amor é alicerce, é base segura,
Construção de momentos, de vida partilhada,
É escolha diária, é doação pura,
É carinho que cresce na jornada.
A paixão é impulso, é fogo breve,
Toma de assalto, é chama que consome,
É dança fervente, é beijo que se atreve,
Mas ao fim, sua força arrefece e some.
O amor é mar que se estende ao horizonte,
Sem fim, sem limite, profundo e sereno,
É abraço que envolve, é ponte,
Que une dois corações num só terreno.
Assim são o amor e a paixão,
Dois laços que a vida entrelaça,
Ambos essenciais, ambos coração,
Em cada encontro, uma nova graça.
Dedico o meu absoluto silêncio e ausência a quem de maneira alguma considera minhas palavras, convicções e sobriedade. Tal como, acima de tudo a minha sinceridade.
TEU SILÊNCIO
Cansei-me de tentar o teu verso
Do teu olhar tão belo e atraente
Me vi numa poética, que mente
E rimas de sentimento disperso
Sentir o teu ritmo, tom perverso
Que faz a sedução tão presente
Fui sentido, que n’alma se sente
E o anoitecer com temor imerso
Ó sensação ardente, alucinada
Sussurra agonia, pobre soneto
De solitária canção enregelada
Desses versos vãos, incompleto
O palpitar da inspiração, e nada
Tão cruel tal este silêncio quieto.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
23 julho 2024, 16’53” – Araguari, MG
O grito do silêncio
É no silêncio que a dor se esconde,
Homem, mulher, todos choram, não esconde,
Na alma, a tempestade se pronuncia,
Em lágrimas, a tristeza se anuncia.
Cala boca, diz a voz do medo,
Engole o choro, sufoca o segredo,
Mas a dor não é exclusiva dos fracos,
É na vulnerabilidade que encontramos os laços.
No silêncio do eu reprimido,
A depressão sussurra, oprimindo,
As dores de cabeça ecoam o tormento,
E a vontade de desistir, pesado lamento.
Não há vergonha em deixar as lágrimas rolar,
Em enfrentar a dor, sem se calar,
Homem, mulher, todos somos humanos,
Com direito à fragilidade em nossos planos.
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