Use o Silencio quando Ouvir

Cerca de 200717 frases e pensamentos: Use o Silencio quando Ouvir

⁠"A solidão não grita, ela sussurra — e é nesse silêncio que a alma aprende a sangrar em silêncio por não ser lembrada."

Inserida por mascarenhaspires

⁠No meu silêncio
Me recompus sozinho.
Sem mãos que me erguessem —
apenas a dor, a febre, a indiferença.
Bebi angústia em copos rachados.
Fumei lembranças até virar cinza.
Hoje, não salvo mais ninguém.
Se vieres,
vem nua de idealizações.
Nunca fui o ideal —
nem quero ser.
Mas traga coragem nos olhos,
pra suportar minha tempestade.
Não quero juras de amor.
Quero presença
quando o verbo falhar.
Não peço perfeição.
Só alguém que me veja
como eu vejo:
com falhas,
sem medo,
sem pudor,
sem fuga.

Inserida por augusto_silva_1

⁠O riso, por vezes, é o disfarce da alma que teme ser decifrada no silêncio da dor.

Inserida por joemarro

⁠A dor do luto é uma ferida profunda na alma, que marca a ausência de quem amamos.
É um silêncio que ecoa no coração, uma saudade que nunca cessa.
Cada lembrança traz um misto de dor e gratidão, pois o amor permanece, mesmo na ausência.
O luto nos ensina sobre a fragilidade da vida e a força que carregamos para seguir em frente.
Chorar é permitido, sentir falta é inevitável, mas é preciso lembrar que a vida continua.
Com o tempo, a dor se transforma em saudade serena, e as lágrimas dão lugar aos sorrisos de lembrança.
O amor que sentimos nunca morre, ele apenas muda de forma e passa a habitar a memória.
Respeitar o próprio tempo de cura é um ato de amor consigo mesmo.
Cada pessoa lida com o luto de maneira única, e não existe um caminho certo, apenas o seu.
Que, mesmo na dor, possamos encontrar esperança, acolhimento e paz.

Inserida por _Maria_

⁠Presença

Sou aquele silêncio que não pesa,
mas acolhe.
O olhar que não julga,
mas entende.

Chego sem pressa,
sentando ao teu lado com alma leve
e coração atento.
Não trago respostas prontas,
mas perguntas que despertam.

Meu toque é palavra mansa,
meu tempo é o teu tempo.
E mesmo quando calo,
estou inteira em ti.

Sou presença.
Sou porto.
Sou o agora que te vê —
sem máscaras,
sem pressa,
sem medo.

Inserida por MartaFarias

⁠Sete Minutos Eternos

Dizem que o cérebro, ao morrer,
ainda pulsa por sete minutos,
em silêncio, revê o que foi ser,
nos arquivos mais ocultos.

Sete minutos sem respiração,
mas cheios de lembrança e luz,
onde a mente, em contemplação,
segue viva , ou se conduz.

A ciência mede os impulsos,
os elétrons dançando em adeus,
mas não decifra os sussurros
que talvez sejam ecos de Deus.

E se nesses minutos finais,
revivêssemos tudo o que fomos?
Os gestos bons, os dias leais,
os amores, os erros que somos?

Para uns, seria céu dourado,
cheio de risos, encontros, perdão.
Para outros, um fardo apertado,
ecoando culpa, escuridão.

O espiritismo fala em viagem,
em alma que flutua e aprende,
e a ciência, em sua linguagem,
não nega o que não compreende.

E se o céu ou o inferno, então,
não forem além ou abaixo,
mas sim dentro do coração,
nesse último e eterno espaço?

Sete minutos, talvez eternos,
em que tudo se revela e refaz.
Sete minutos, tão breves, tão ternos,
onde enfim, a alma se traz.

Inserida por veronica_676

Desejo em Pele e Alma

Interessante...
como teus olhos prenderam os meus,
num silêncio que gritava promessas.
Minha boca, atrevida, buscou a tua,
num toque quente
onde o prazer dançava na pele
e o desejo se derramava em suspiros.

Incrível...
como os corpos falaram sem palavras,
numa língua só deles,
arrebatando sentidos,
levando-nos ao êxtase da paixão —
um clímax sagrado e selvagem.

E o tempo?
O tempo se curvou diante de nós,
feito cúmplice de um instante eterno,
gravando em cada detalhe
o mapa secreto de nossos suores,
nossos gemidos,
nossos pecados.

Inacreditável imaginar
que foi apenas um momento...
Tão breve, tão intenso, tão inevitável.
Um acaso que incendiou a alma,
desencadeando um feitiço
que até hoje arde em mim...

Um desejo feroz,
nu, sublime
tatuado na memória do meu corpo,
no suspiro da tua ausência,
na eternidade de um toque.

Inserida por DaviRogerio

⁠Não se engane com o silêncio de alguns...
O barulho pode assustar,
mas é no silêncio que muitos preparam armadilhas.

Inserida por Ronibatista26

⁠PARTIR
Navegar-te foi ausência
Entender-te foi silêncio
Parto agora sem ressalvas
Parto também o meu peito
Logo à frente um sorriso
Ao sul de algum lugar
A vida é partir
A morte é ficar

Inserida por douglastrindade

⁠SILÊNCIO
Que longo silêncio nos consome
Que até o pingo suave da chuva
Retumba seco
E ecoa na alma
Que até a freada de um carro distante
Se torna presente
e freia minha fala
tímida
tremula
E rasa
Que longo silêncio
Que derruba calado
Nosso olhar desviado
Para o canto da sala
E no canto que cruzam
Paira o longo silêncio
Paira o pingo da chuva
E outro carro que freia
E a mão que não toca
E o calor que não vem
Pois a fala apertada
Sem querer quase fala
Que no canto da sala
O olhar que não cruza
Já cruzou outro alguém

Inserida por douglastrindade

⁠No silêncio do pensamento

No silêncio onde o tempo se esconde,
teus olhos visitam meu mundo calado.
Cada lembrança que o coração responde
é um eco teu, doce e delicado.
Não sei por que vens tão constante,
feito brisa que insiste em soprar.
Tua ausência é um mar distante,
mas tua presença vive no meu pensar.
Talvez seja encanto, talvez seja sorte,
ou só um coração que não sabe esquecer.
Mas toda vez que o dia anoitece forte,
eu só queria parar de te querer.
E se não posso calar essa paixão,
entrego-te em versos o que sou,
com a coragem de quem guarda no coração
um amor que nunca cessou.

Inserida por guilherme_marco

A existência é o silêncio que grita dentro do vazio, um instante onde o nada se torna possível e, por isso mesmo, impossível de ser esquecido. Não somos entidades separadas, mas pulsos dessa mesma vastidão tentando, em vão, agarrar o que nunca esteve à nossa mão: o sentido absoluto. Somos feitos do instante entre o ser e o não-ser, a tensão infinita que cria o movimento e o pensamento. Não há fora do existir, pois o existir é a fronteira que se estende e se recolhe, um horizonte que nunca alcançamos, mas que nos define. Viver é assumir a responsabilidade de ser a pergunta viva, um eterno questionar sem resposta, um testemunho daquilo que escapa à compreensão. O que chamamos ‘realidade’ é apenas o contorno provisório dessa busca, a sombra tênue de algo que é ao mesmo tempo todo e nada. Ser, então, é reconhecer que somos a ferida aberta do cosmos — e que nessa ferida pulsa a única certeza: a de que, no fundo, nada é certo, exceto a eternidade do mistério.

Inserida por Zanatinha

⁠Há noites em que o céu parece em silêncio, dias em que tudo parece escuro, momentos em que a sede se intensifica e a fonte parece escondida. É aí que o sedento é provado. Não para desistir, mas para ser aprofundado. Deus não brinca de esconde-esconde — Ele nos esconde para nos preparar.

Inserida por jacksondamata

⁠Cai a noite silenciosa. Quantos mistérios existem em seu silêncio? O sol se esconde e a noite escura nos convida à reflexão. O dia foi suportável, ainda que em alguns instantes lágrimas molharam meu rosto. A felicidade é frágil e dentro dela se escondem temores. Mas também é nela que se esconde a esperança. Já quase não me movo. Essa apatia vem carregada de densas culpas. Talvez o tempo esteja cobrando seu preço. Sou um ser frágil, enfrentando uma densa poeira, que machuca meu rosto. Nascer diferente com uma frágil esperança de futuro. Entretanto sigo minha sina. Choro quando não é possível conter no peito uma angústia ardilosa. E sorrio de esperança, porque apesar de tudo, a felicidade mora em mim. Queria saúde, queria amor, queria tantas coisas. E às vezes a solução é não querer. Espero um medicamento que me cure de mim. Eu não sou mais a mesma. Desconheço sorriso largos e como uma largarta vou rastejando nesse solo árido. Esperando que um dia enfim eu seja como uma borboleta, grande, colorida e leve. Espero o tempo que esse dia chegará. Até então, não vou descansar. Que venha a noite, escura e densa, meu peito suporta, forte como uma gaivota.

Inserida por monalisa_1

⁠Amor em Silêncio

Foi o acaso que te trouxe,
num tempo que não era meu,
mas bastou um olhar apenas
pra acender o que adormeceu.

Teu sorriso veio tarde,
mas em mim fez primavera,
e mesmo sendo de outro alguém,
em ti encontrei a espera.

Teu nome ecoa em pensamento,
mesmo quando tento calar,
pois o coração não mente,
ele insiste em te amar.

E sigo amando em silêncio,
sem saber se vou te ter,
pois há amores que florescem,
mesmo sem poder viver.

Mas se o destino for bondoso,
e um dia nos libertar,
que seja o tempo o nosso cúmplice,
e o amor, o nosso lar.

Namorados no mirante

Eles eram mais antigos que o silêncio
A perscrutar-se intimamente os sonhos
Tal como duas súbitas estátuas
Em que apenas o olhar restasse humano.
Qualquer toque, por certo, desfaria
Os seus corpos sem tempo em pura cinza.
Remontavam às origens – a realidade
Neles se fez, de substância, imagem.
Dela a face era fria, a que o desejo
Como um hictus, houvesse adormecido
Dele apenas restava o eterno grito
Da espécie – tudo mais tinha morrido.
Caíam lentamente na voragem
Como duas estrelas que gravitam
Juntas para, depois, num grande abraço
Rolarem pelo espaço e se perderem
Transformadas no magma incandescente
Que milênios mais tarde explode em amor
E da matéria reproduz o tempo
Nas galáxias da vida no infinito.

Eles eram mais antigos que o silêncio...

Vinicius de Moraes
Para viver um grande amor. São Paulo: Companhia das Letras, 1991.
Inserida por Valeriateixeira

⁠Foi um tempo que eu perdi em silêncio,
chorando por dentro, sem saber se um dia ia passar.
Meus olhos, antes, refletiam o carinho e amor por ti;
esse amor virou arrependimento.

Cada noite, um loop de lembrança cortando a pele,
pensando: eu poderia ter te ignorado no começo.
E o vazio maldito morando em mim, gritando,
mas você estava tão feliz.

Enfim, valeu a pena.
A dor que achava que ia ficar presa ali pra sempre,
num lugar que só dói, só sangra, foi embora.
O tempo lento e cruel foi curando o que achava incurável.

Não preciso mais segurar o choro,
fingir que a ferida não arde tanto assim...
E, muito menos, espero a sua volta.

Em meio à minha bagunça, ouço uma voz baixa sussurrando:
lembra que, talvez — só talvez —
seja possível um amor que não quebre.

Não é conto de fada nem promessa grande demais,
é só um desejo pequeno, escondido no fundo.

Antes, tentava ser a sua luz,
mas vejo que é em vão para alguém
que quer se encontrar sozinho no escuro.

Hoje, desejo algo que me deixe ser intensa
e me devolva com a mesma intensidade,
e não me largue em meio à sua tempestade e no escuro,
pois tenho medo dele.
E, sim, um lugar que me deixe ser luz e puro amor.

Até lá, carrego essa dor crua,
mas não pela saudade de algo bom,
e sim por medo de nunca encontrar o que mais almejo...

Hoje foi a última vez que te procurei,
não pra te trazer de volta,
mas pra lhe mostrar que eu poderia ser seu lar —
e mais por mim,
pra ir embora sabendo que eu não fui covarde
e nem privei meus sentimentos por orgulho ou heroísmo barato...

Entenda como quiser.
Você recusou friamente a mão que estendi a ti,
sabendo que ia doer
e sabendo que não era isso que você queria — ou não...
Talvez era exatamente isso que você queria.

Até hoje, suas ações me confundem.
Um dia, espero saber:
foi verdadeiro ou não?
Foi embora pra me proteger ou não?
Amou ou não?
E, o mais importante: mentiu pra mim ou não?

Infelizmente, essa era a última vez que me veria...
Algumas pessoas demoram pra perceber
quando alguém está indo embora,
e você é uma dessas pessoas.

Diferente de você, não escondo:
foi amor pra mim.

Mas hoje, espero, um dia,
um amor sem segredos e duradouro.
E, se não for pra ser eterno,
que pelo menos cumpra a promessa de não me magoar
e que suas ações não me deixem em pedaços no fim.

Inserida por itsnormalgirl

Minha escrita é sobre como traduzir com palavras o silêncio. Como traduzir um instante vago, pleno de lembranças e memórias. Aqui nesse espaço eu falo o que a realidade me apresenta. Falo sobre a dor, mas falo também em esperança. Esperança de dias melhores, de saúde e afetos. Meus versos são livres e seguem os meus pensamentos. Sou honesta. Escrevo o que é real para mim. Escreve o que eu sinto, sem tentar mascarar o mundo que me cerca. Falo sobre saúde mental de forma lírica. Falo da força humana para continuar viva e pulsante. Todos os dias a vida me apresenta desafios de sofrimento, mas eu respondo com palavras e versos. É assim que eu proteja das falácias da mente.

Inserida por monalisa_1

⁠Escrever livros de madrugada é amar em silêncio — como quem conversa com a alma do mundo, enquanto todos dormem.

Inserida por kepler78

⁠ apenas resta

a indiferença,
silêncio gélido,
tem o hábito de
atrofiar qualquer
traço de compaixão.

o rancor,
raiva em brasa,
tem o dom de rasgar
em fúria
meu bom senso.

o amor,
feito saudade,
tem o costume de virar poesia
e fugir de mim.

e eu,
sombra e afeto,
tenho a sina de
me perder em tudo
e não sobrar em nada.

e você?
perdeu algo
que nunca teve?
ou nunca percebeu que faltava?

Inserida por rodriguesnutshell