Use o Silencio quando Ouvir
como ventania desajeitada
rama brotada
ilusão encantada…
vivo eu a velhice
no silêncio, meninice
sem crendice...
apenas vivendo
pouco querendo
ou tendo...
afinal, a vida
de uma orquídea, adiante
bela e breve,
a cada instante...
é diverso...
assim vou, vibrante
[…]disperso
eterno poeta errante...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
30/07/2020 – Triângulo Mineiro
TUDO É ÚNICO
Traduzir silêncio
é uma nota singular
O arbítrio das leis
Na alma humana,
a imagem da vida.
só a sede
o silêncio
nenhum encontro
cuidado comigo amor meu
cuidado com a silenciosa no deserto
com a viajante com o copo vazio
e com a sombra de sua sombra
Sozinho no canto queito abro meus pensamentos, invento com silêncio versos transmito em sentimentos.
O silêncio grita, ás vezes irrita, outras vezes clama. O silêncio Chama. Ás vezes procura palavras. Torturam na mente pensamentos vazios. O silêncio massacra, muitas vezes é faca que rasga sua alma. O silêncio é a distância do mundo lá fora. O silêncio sou eu, agora.
O silêncio trás o sabor do seu beijo, a brisa vem junto com seu perfume, o céu me lembra o brilho dos teus olhos, a imensidão do universo lembra teu coração, estou perdidamente apaixonado em você, toda noite antes de dormir agradeço por te conhecer, por ter sido parte da sua história e por ser a minha história favorita, quem me dera saber todos os mistérios do seu coração, fica com Deus, sonha com os anjos, pensa em mim e quem sabe um dia esse amor vire canção.
À Beira da Tarde -
Sentei-me à beira da tarde,
pus os olhos num silêncio qualquer,
pus a alma no alto da madrugada
e meu corpo, ansioso,
arrancou no limiar da solidão,
palavras ao vento ...
E num voo de gaivota,
num voo de asas paradas,
a memória do teu rosto
desenhou-se à minha frente.
Como se o tempo fosse eterno,
como se a vida fosse breve
e nada nos pudesse separar,
nem a morte que um dia nos marcou!
Que dia especial, esse, em que me sentei
à beira da tarde ...
Asas no silêncio
Eu sei do prazer que é sentir
Crio asas no meu deserto
Sobrevoo devagar
Como quase uma queda
Solto meu corpo
Faço tudo que cismo
Nesse mundo insano
Sei mais de voos que de ninho
Sempre que posso me firmo
Quando não, me atiro
Sem me preocupar com a distância
entre o chão
Nas asas desse silêncio
Sobrevoo distraída
Eu me perco e me acho
Troco a sina pela rima
E todo meu deserto
Transforma-se em poesia
Esse sentimento de liberdade
Toma conta do meu âmago
Torna meus sonhos possíveis
E toda angústia curável
Poema autoria de #Andrea_Domingues
Todos os direitos autorais reservados 04/08/2020 às 11:15 hrs
Manter créditos de autoria original _Andrea Domingues
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