Use o Silencio quando Ouvir

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O tempo tem tempo,
não corre, não se apressa,
guarda segredos no silêncio,
abre caminhos quando quer.
Tudo a seu tempo,
flores nascem, mares se acalmam,
a vida se revela devagar,
no compasso da eternidade.

Das cinzas nos reerguemos


No silêncio da eternidade, onde o tempo se esconde,
o denso medo se avoluma, como neblina em noites ruidosas, abrumadas e profundas.
Ventos sussurram segredos, esgueirando-se entre as sombras,
soprando nuvens escuras, que cobrem o céu com suas ondas.
O coração acelera, preso na angústia do momento...
cada rajada traz lembranças, ecos de um passado lento – vivido em pleno tormento.
Mas uma luz tímida cintila, bem no olho da tempestade...
prometendo que, após a chuva, renascerá outra vez uma vida com amores de alegrias e verdades.
E, então, entre o medo e a calma, a batalha se desenha...
Entre nuvens sombrias, a esperança tem força... pra tudo transformar ainda se empenha.
Na penumbra do infinito, o vento continua a soprar...
revelando que, mesmo na dor, podemos, feito Fênix, nos reerguer das cinzas, refazer nossa vida e amar.

Ao perceber que até o seu silêncio alimenta a engrenagem, você descobre, num frio existencial, que não há fora do jogo político apenas peças conscientes de seu movimento, ou engrenagens inconscientes de sua própria moagem.

"A saudade que o tempo não roubou"


Às vezes me pego em silêncio, imaginando como você estaria hoje. Consigo ver seu rosto, o brilho de um homem feito e bonito. Fico pensando no caminho que você teria escolhido, na profissão que exerceria com orgulho e no nome da mulher que caminharia ao seu lado.
Gosto de acreditar que você seria imensamente feliz. Que teria filhos com o seu sorriso, perpetuando sua existência.
Mas aí a memória me volta para aquele dia cinza... sinto de novo o aperto no peito, o peso no corpo e aquela queda que feriu o joelho, mas não tanto quanto a notícia que veio logo depois: você tinha partido.
O tempo passou, mas meu coração de tia continua lá, estacionado naquela saudade. Eu nunca perdoei a vida por te levar, nem o destino por nos roubar os momentos que não vivemos. Sinto falta até do que não aconteceu, como o dia em que você me ensinaria a andar de patinete.
Saiba que eu te amo e te amarei para sempre.

A Herança do Silêncio


Nasci entre multidões,
todavia jamais encontrei morada.
As vozes entrelaçavam-se em incessante rumor,
mas nenhuma aspirava ao peso das ideias.


Celebravam efêmeros esplendores,
como se o transitório bastasse à existência;
enquanto a contemplação, a filosofia
e a memória das civilizações
definhavam na penumbra do esquecimento.


Percorri incontáveis caminhos
em busca de um destino compartilhado,
sedento pelo mistério das origens,
pela arquitetura do pensamento,
pela grandeza que transcende o instante.


Encontrei apenas superfícies.


Sorrisos sem permanência.
Palavras sem substância.
Encontros destituídos de comunhão.


Descobri, então,
que a mais severa das solidões
não floresce na ausência de companhia.


Ela habita a convivência
quando nenhum destino
alcança a profundidade do outro.


Minha morada converteu-se em refúgio.
A cidade tornou-se território estranho.
E até o vínculo consanguíneo
passou a recordar um antigo monumento:


permanece erguido,
mas há muito deixou de ser habitado.


À mesa, os corpos persistem;
os afetos, contudo, dissipam-se
na sucessão das horas indiferentes.


Cada qual encerra-se
na fortaleza invisível de si mesmo,
onde nenhuma palavra atravessa os muros
e nenhum silêncio encontra tradução.


Compreendi, por fim,
que o verdadeiro exílio
não se mede em léguas,
nem se escreve nos mapas.


Ele principia
quando o destino já não encontra
outro destino capaz de partilhar
a mesma reverência pelo conhecimento,
pela beleza,
pela reflexão
e pelo infinito.


Desde então, caminho.


Não à procura de um lugar,
pois os lugares pertencem ao mundo.


Procuro um destino
no qual o pensamento
não seja estrangeiro.


E enquanto ele não se revela,


permaneço habitando
a mais vasta das distâncias:


aquela que separa
dois destinos incapazes
de reconhecer-se.

Os quatro rios não correm pela terra; eles convergem no silêncio de Göbekli Tepe. O que nos resta quando a memória decide esquecer a própria origem?
Reno Fioraso

NEM SEMPRE O SILÊNCIO É PERICULOSO


Dias há em que o silêncio pesa, carecemos do esteio de outrem, de ouvir que dará certo. Mesmo assim prosseguimos com aquilo que cremos e, ocasionalmente é no silêncio aonde encontramos os maiores triunfos.

Tem um momento na vida em que o silêncio do outro começa a fazer barulho dentro da gente. É curioso isso, porque o silêncio em si não diz nada, mas a nossa mente… ah, essa não suporta o vazio. Ela é como uma escritora ansiosa, dessas que não dormem enquanto não terminam a história, mesmo que precise inventar metade dela.


Quando alguém fica mais quieto, mais distante, a gente não observa apenas… a gente interpreta. E interpretar, quase sempre, é correr o risco de exagerar. Eu mesma já me peguei criando enredos dignos de novela das nove, com direito a traição, abandono emocional e até diálogos que nunca aconteceram. Tudo isso enquanto a outra pessoa talvez só estivesse cansada, distraída ou simplesmente vivendo um dia ruim.


A mente não gosta de lacunas. Ela vê um espaço em branco e já pega a caneta. Só que ela não pergunta se pode escrever. Ela vai lá e escreve do jeito que acha mais coerente com os nossos medos. E é aí que mora o perigo. Porque raramente a mente preenche os vazios com leveza. Ela prefere o drama, o alerta, a defesa. Como se estivesse tentando nos proteger, mas, no fundo, só nos deixa mais inquietas.


E o mais irônico é que quanto menos informação a gente tem, mais certeza a gente sente. É quase uma coragem ilusória. A pessoa não respondeu direito, pronto, alguma coisa está errada. Ficou mais calada, pronto, tem algo acontecendo. E assim, sem perceber, a gente começa a reagir a histórias que nunca foram confirmadas.


Só que viver assim cansa. Cansa porque a gente sofre por antecipação, cria distâncias que talvez nem existam e, às vezes, acaba tratando o outro com base em algo que só aconteceu dentro da nossa própria cabeça. É como brigar com um fantasma e sair machucada no final.


Talvez o grande aprendizado aqui seja respirar antes de concluir. Nem todo silêncio é rejeição. Nem toda distância é abandono. Às vezes, é só… silêncio mesmo. E talvez confiar um pouco mais no que é real, no que foi dito, no que foi construído, seja um ato de maturidade emocional que a gente vai aprendendo aos poucos, tropeçando nas próprias suposições.


No fim das contas, nem tudo que a mente cria merece palco. Algumas histórias precisam ficar onde nasceram… dentro da cabeça da gente, sem virar verdade na vida real.


E se você gosta desse tipo de reflexão que abraça, cutuca e faz pensar ao mesmo tempo, clica no link da descrição do meu perfil e vem conhecer meus e-books. Tem muita coisa lá que parece ter sido escrita exatamente para esses dias em que a mente resolve falar alto demais.

Tem um tipo de silêncio que abraça. Ele chega devagar, como quem senta ao nosso lado sem pedir licença, mas também sem invadir. É aquele silêncio confortável, de quem não precisa preencher tudo com palavras porque a presença já basta. Esse silêncio é casa. É descanso. É paz.


Mas existe um outro. E esse… esse não avisa quando muda de forma.


De repente, o que antes era aconchego vira ausência. O que era pausa vira distância. E a gente começa a perceber que o silêncio já não acolhe, ele pesa. Ele cria um espaço estranho entre duas pessoas que antes se encontravam até no olhar. Agora não. Agora o olhar passa, escorrega, evita. E ninguém fala nada. E esse nada vai crescendo, como mato em terreno abandonado.


A verdade, meio dura, meio inevitável, é que o amor não respira bem dentro desse silêncio constante. Amor precisa de ar. E o ar dele é a conversa, mesmo quando ela é imperfeita, atravessada, meio sem jeito. Porque falar é se mostrar. E se mostrar é manter a ponte de pé.


Quando o silêncio vira regra, a gente começa a imaginar coisas. A mente, que já não é muito confiável, vira roteirista de tragédia. Um atraso vira desinteresse. Um cansaço vira frieza. Um dia ruim vira falta de amor. E ninguém confirma nada, porque ninguém fala nada. E assim, o que poderia ser resolvido com uma frase simples, vira um abismo inteiro.


Eu penso que amar também é ter coragem de quebrar o silêncio. Mesmo com a voz trêmula. Mesmo sem saber exatamente quais palavras usar. Porque o risco de falar errado ainda é menor do que o risco de não falar nada.


O silêncio, quando prolongado, não protege o amor. Ele desgasta. Ele cria versões diferentes da mesma história dentro de cada cabeça. E quando a gente vê, já não está brigando com a pessoa, está brigando com a ideia que criou dela.


E talvez o amor não acabe de uma vez. Ele vai ficando baixo, como uma música esquecida tocando no fundo, até que ninguém mais escuta.


No fim, não é sobre nunca ficar em silêncio. É sobre não morar nele.


Porque amor que é vivo mesmo… faz barulho. Nem que seja um sussurro dizendo “ei, eu ainda tô aqui”.


Agora me conta, você também já sentiu esse tipo de silêncio que afasta aos poucos? E se quiser mergulhar em mais reflexões assim, passa no link da descrição do meu perfil e vem conhecer meus e-books. Eu te espero lá.

A voz que ecoa no silêncio não busca o porto seguro da praia, mas ensina que a verdadeira tempestade é esquecer como navegar na calmaria.
Reno Fioraso

"O silêncio do meu caminho engana de quem olha de fora. Tenho a melhor companhia,
Deus!"

A Coragem de Confiar


Não foi a traição que mudou meu coração.
Foi o silêncio que veio depois dela.
Descobri que existem dores que não nos fazem chorar.
Elas nos fazem desconfiar de todo gesto gentil, de toda mão estendida, de todo olhar sincero.
Porque, quando a confiança morre, ela leva consigo a inocência de acreditar.
Passei a pensar que a solidão era mais segura.
Que viver atrás de muralhas doía menos do que reconstruir uma casa que alguém pudesse incendiar outra vez.
Até compreender que o medo não queria me proteger.
Queria me convencer de que ninguém mais merecia entrar.
Então percebi que confiar não é esquecer as cicatrizes.
É olhar para elas e, ainda assim,
escolher abrir a porta.
Porque o oposto da traição não é a certeza.
É a coragem.


- M.S. Fieri

O silêncio e uma granada
como a propria terra
que espera o seu tempo para explodir...

Poesia é a harmonia sagrada
entre o silencio e as palavras...

Se eles não tiverem grandeza pra te fazer feliz, saiba: eu tô aqui, inteiro, ardendo em silêncio, só esperando uma brecha no seu mundo pra te amar do jeito que você merece.

Tem coisas que a gente sente tão forte que as vezes é melhor guardar em silêncio.🔇

O Meu silêncio, a minha calma , a minha bondade e a minha sinceridade eu as consegui, no momento que percebi que a ignorância, a fraqueza e a arrogância estavam transtornando a minha vida.

Pra quê alterar o tom de voz, se o silêncio quase sempre, leva e traz as respostas que queremos?

O ruído consome a alma; é no silêncio que a paz floresce.

A paz nunca habitará o barulho. Ela escolhe o silêncio para morar.