Use o Silencio quando Ouvir

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Eu me refaço em silêncio todos os dias.

Enquanto o mundo acredita que nada mudou, por dentro eu reconstruo ruínas, recolho pedaços, costuro feridas e reaprendo a existir.

Meu coração grita em um barulho sem voz.

Ninguém ouve, porque nem toda dor faz som. Algumas apenas ecoam dentro da alma, transformando quem somos antes mesmo que a gente perceba.

E, ainda assim, eu continuo.

Porque sobreviver também é uma forma de renascer. E há batalhas que são vencidas sem aplausos, apenas com a coragem de acordar e recomeçar mais uma vez.

Às vezes, um atraso vira tempestade.
Um silêncio pesa como despedida.
E um abraço, por menor que seja, tem força para reorganizar o mundo.

Há quem chame isso de exagero.
Eu chamo de sentir sem pele.

Porque alguns corações vivem entre o medo do abandono e a coragem de amar por inteiro. Caem, levantam, quebram, recomeçam... e seguem procurando um lugar onde finalmente possam descansar sem precisar duvidar que alguém ficará.

Talvez a palavra nunca tenha sido "demais".
Talvez sempre tenha sido apenas intenso.

Às vezes o silêncio de alguém desperta pensamentos que nem sempre pertencem ao presente. A mente procura respostas onde talvez só exista um momento, uma escolha, uma noite comum.

Aprender a amar também é aprender a não prender. É entender que quem caminha ao nosso lado precisa ter espaço para respirar, viver, rir e voltar por vontade própria.

No fundo, algumas tempestades nascem apenas dentro de nós, e cabe ao coração lembrar que confiança também é uma forma de carinho.

Quem não valoriza o laço hoje, não deve se surpreender com o nó desfeito amanhã. O silêncio da ausência é a resposta para quem não soube ser presença.

A voz do seu silêncio e o prazer da sua ausência deve ser notório com quem não te valoriza.

O silêncio não é uma partida, é o resultado de você ter apagado o espaço que ele(a) ocupava.

Às vezes, o silêncio ou o desinteresse contínuo dizem mais do que qualquer conversa.

Dói ver como o "bom dia" diário virou um silêncio gelado, e perceber que o afeto que antes transbordava, tornou-se unilateral. É triste aceitar que aquela cumplicidade virou apenas uma lembrança de alguém que escolheu se afastar e deixar a relação morrer.

Em silêncio eu cresço, porque o meu apoio está em Deus.
@keylak.holanda

"Sob os panos sagrados do altar, o silêncio se veste de ouro.Questiono o céu se a luz da verdade tem olhos apenas para o rebanho, enquanto a sombra do pastor repousa protegida pela mesma fé."

O rigor do Inverno de Vivaldi me ensina que a força, muitas vezes, é o silêncio. Um calor lento acende por dentro enquanto o vento lá fora protesta.

Sobre sucesso, silêncio e o que realmente incomoda...


Existe um tipo de desconforto que quase ninguém admite, mas que aparece o tempo todo.


Ele não faz barulho alto.
Não vem em forma de confronto direto.
Mas está ali, nos olhares, nas perguntas, nos comentários atravessados.


Acontece quando alguém cresce.


Não quando alguém ostenta de forma vazia, mas quando melhora de vida de verdade. Quando muda de ambiente, de rotina, de mentalidade.


Curiosamente, isso nem sempre é recebido com admiração.


Às vezes vem uma dúvida disfarçada de curiosidade.
Outras vezes, um julgamento escondido em tom de brincadeira.
E, em alguns casos, um incômodo silencioso, difícil até de explicar.


Não é sobre o carro que alguém comprou.
Nem sobre a casa onde alguém está.
Nem sobre o lugar que alguém passou a frequentar.


É sobre o que aquilo representa.


Porque quando alguém próximo evolui, inevitavelmente surge uma comparação. E nem todo mundo está disposto a lidar com isso.


Alguns se inspiram.
Outros questionam.
E há aqueles que tentam encontrar algum defeito, algum atalho, alguma justificativa que torne aquele crescimento “menos legítimo”.


Como se fosse mais confortável acreditar que não foi mérito.


Isso não é exclusivo do Brasil, mas aqui ganha uma intensidade particular.


Talvez pela proximidade entre as pessoas.
Talvez pela desigualdade.
Talvez pela cultura de aparência que se mistura com a necessidade de validação.


O fato é que muitas vezes o sucesso não é visto como um caminho possível, mas como uma exceção desconfortável.


E quando isso acontece, surgem perguntas que não buscam respostas. Buscam confirmação.


“Será que trabalha com coisa certa?”
“Como conseguiu isso?”
“Desde quando ficou assim?”


Não são perguntas sobre o outro.
São dúvidas internas sendo projetadas.


Em outros lugares, como os Estados Unidos, a reação costuma ser diferente. O sucesso tende a ser associado à conquista. Existe uma narrativa forte de que crescer é resultado de esforço.


Já em contextos mais tradicionais, como em Portugal, o destaque pode ser recebido com mais cautela, às vezes até com certo desconforto silencioso.


Em países como a Suécia, por exemplo, existe uma cultura forte de igualdade social, onde o destaque excessivo pode gerar desconforto, não exatamente por inveja direta, mas por uma pressão coletiva por equilíbrio.


Ou seja, esse comportamento existe em diferentes lugares. O que muda é a forma como ele aparece.


Mas existe um outro caminho. E ele é menos visível.


É o caminho de quem não se preocupa em explicar o próprio crescimento.
De quem não sente necessidade de provar nada.
De quem entende que cada escolha traz consequências diferentes.


Crescer muda ambientes.
Muda hábitos.
Muda prioridades.


E isso nem sempre será compreendido por todos.


Alguns vão chamar de mudança de postura.
Outros vão chamar de distância.
E alguns, sem perceber, vão interpretar como arrogância aquilo que, na verdade, é apenas foco.


Existe também um equívoco comum.


A ideia de que evoluir deveria manter tudo igual.


Mesmas conversas.
Mesmos lugares.
Mesmos comportamentos.


Mas crescimento de verdade não funciona assim.


Ele seleciona.
Refina.
E, inevitavelmente, cria distância de tudo que já não faz sentido.


Enquanto isso, existem dois tipos de movimento acontecendo ao mesmo tempo.


Pessoas que constroem.
E pessoas que observam.


Pessoas que trabalham em silêncio.
E pessoas que comentam de fora.


Pessoas que evoluem pelo processo.
E pessoas que querem o resultado sem atravessar o caminho.


E talvez seja exatamente por isso que o silêncio começa a fazer tanto sentido.


Porque no silêncio não existe comparação constante.
Não existe necessidade de validação.
Não existe disputa disfarçada de convivência.


Existe espaço.


Espaço para viver sem precisar explicar.
Espaço para crescer sem precisar justificar.
Espaço para ser, sem precisar parecer.


No fim, não se trata de rejeitar pessoas, lugares ou culturas.


Trata-se de escolher melhor o ambiente emocional em que se vive.


Porque crescer não deveria incomodar.


Mas quando incomoda, revela mais sobre quem observa do que sobre quem evolui.

⁠Existem almas feitas de templo, onde o silêncio guarda o saber. Não cobram aplauso, viram exemplo, ensinam a arte de compreender.

CHAMAS


Como pode alguém amar quem só retribuiu com silêncio?
Porque o amo tão intensamente e ele nem imagina...
Nem imagina que passo o dia me lembrando dos seus olhos,
da sua boca, dos seus cabelos cor de fogo e até do sorriso fofo
e do olhar que faz para mim quando quer me provocar.


Eu te amo, amo muito.
Mas, não aguento mais tanto silêncio e me questiono:
Como pode alguém não me amar?


Você fica aí pensativo, no seu trabalho, nos seus medos, na sua insegurança,
no seu mundo e nos seus flertes...
E eu aqui, te amando apesar do tempo, da distância e das tuas falhas.
Sem pedir permissão para amar sigo te amando como uma luz disposta a ser
tudo o que você um dia sonhou ter como mulher.
Como pode você não me amar?


Meu coração esquenta só de pensar no teu nome.
O choro me engasga a alma só de pensar que podemos nunca mais se
reencontrar e essa é uma dor que não sei se vou superar.
Queria ser o teu tudo, porque você foi alguém que me fez voltar a querer amar.
Porque esse amor surgiu das cinzas, do que nem achava ser mais possível
voltar a desejar.


Mas, infelizmente, não é recíproco.
Estamos em tempos diferentes...ou sei lá mais o que se utiliza como desculpa
para não se viver uma linda história de amor.


Se não me ama, eu me amo, me amo por nós dois.
E agora eu que me fecho para o meu autoamor.
Deixo então, para você, o seu silêncio que foi tudo o que me entregou.

O silêncio é o ECO dos sábios, e a coerência tem endereço, os sábios.

Às vezes
guardamos o silêncio
na gente.
Porém, a voz do coração grita.

A verdade é o eco inevitável que o silêncio devolve com perspicácia, uma afronta à máscara das aparências e um furo no olho da água que desfaz o veredito inescapável de que o mundo que inventamos só existe em nós.
Reno Fioraso

A HUMANIDADE MORRE EM SILÊNCIO: A INDIFERENÇA TEM MÃOS LIMPAS
A cidade fede.
Não por causa do esgoto.
É o cheiro da consciência apodrecendo devagar.
Você aprende isso quando passa dos sessenta.
Os anos deixam marcas onde antes havia certezas. O espelho passa a contar verdades que ninguém pediu para ouvir. Alguns amigos viram fotografias, outros apenas silêncio. Os cães que juravam amor eterno descansam sob a terra. Os balcões onde você gastou madrugadas cedem lugar a farmácias e franquias. Algumas mulheres levam consigo os planos que um dia pareciam indestrutíveis. E a vida, insolente, sequer diminui o passo. Amanhece do mesmo jeito, como se nenhuma ausência merecesse um minuto de luto.
O problema nunca foram os assassinos.
Eles são poucos.
O problema sempre foi essa multidão de gente decente.
Os que dizem:
"Não é comigo."
Essa frase matou mais gente do que qualquer exército.
Todo império foi construído sobre ela.
Toda cruz.
Toda bomba.
Toda criança enterrada antes do tempo.
Você quer encontrar o diabo?
Não procure chifres.
Procure conforto.
Ele mora ali.
Na poltrona.
No controle remoto.
No dedo que desliza pela tela para não olhar uma fotografia de guerra por mais de três segundos.
A alma não morre de uma vez.
Ela enferruja.
Primeiro deixa de sentir o mendigo.
Depois deixa de sentir o velho.
Depois a mulher espancada.
Depois a criança.
Quando percebe, já não sente nem a própria dor.
Só o vazio.
E chama isso de maturidade.
Que piada.
Passei tempo demais em bares para acreditar em gente iluminada.
Conheci bêbados mais honestos que muitos santos.
Pelo menos eles admitiam que estavam quebrados.
Os outros escondem a podridão atrás de sorrisos bem escovados e frases motivacionais.
A espiritualidade, se existe alguma, nunca esteve nos altares.
Ela aparece quando a dor de um desconhecido estraga o seu sono.
Quando você não consegue terminar o café porque uma notícia ficou presa na garganta.
Quando percebe que nenhuma fronteira impede um coração de reconhecer outro coração.
Nesse instante você entende uma coisa terrível.
Nunca existiram "eles".
Sempre fomos "nós".
E essa é a pior notícia que alguém pode receber.
Porque acaba a desculpa.
Acaba Deus levando a culpa.
Acaba o governo.
Acaba o destino.
Sobra você.
Você e a escolha ridiculamente simples que a maioria evita fazer.
Importar-se.
Não para parecer bom.
Não para ganhar o céu.
Nem para aliviar a consciência.
Importar-se porque, no dia em que a dor do outro deixar de atravessar o seu peito, você continuará andando, falando e pagando contas...
...mas a única coisa realmente viva dentro de você já terá ido embora.

Juliana Hoffmann Liska
“Escrevo aquilo que a alma não consegue dizer em silêncio.”

O que não me serve, não me cabe

Cansei de dar palco
pra quem só fazia silêncio.
Cansei de regar chão seco
e chamar de jardim.

Não dou mais valor
pra o que não tem valor.
Não empresto mais minha paz
pra quem vive em guerra comigo.

Vou crescer.
Vou mudar.
E se doer, que doa.
Mas que seja a dor de quem está nascendo de novo.

Deixo no passado
o que não me acrescenta.
As palavras tortas,
as meias verdades,
o peso que não era meu.

E se acham que estão me derrubando,
que pensem.
Porque eu já entendi:
opinião alheia não paga meu aluguel,
não cura minha ferida
e não constrói meu futuro.

A partir de hoje eu escolho leveza.
Escolho quem me soma.
Escolho eu.

E quem não entendeu,
ficou pra trás.