Use o Silencio quando Ouvir
O melhor modo de acabar uma conversa desrespeitosa, é seu silêncio perante a pessoa.
Impõe respeito, e você se torna cordial naquele momento.
O silêncio, por vezes, aprisiona vozes no espírito. O silêncio, por outro lado, revela a realidade como uma lição.🕊
A chuva sempre me entendeu.
Talvez porque ela também saiba
o que é cair em silêncio
sem que ninguém perceba a dor.
Eu amo a chuva
porque ela camufla minhas lágrimas,
e no meio das gotas
ninguém consegue distinguir
o que cai em mim.
E o que escorre do meu coração.
Há dias em que a saudade pesa,
em que o peito dói baixinho,
e o mundo parece distante demais.
Então a chuva chega…
mansa, fria, silenciosa,
como quem senta ao meu lado
sem fazer perguntas.
Ela molha a janela,
lava os pensamentos,
carrega tristezas pequenas
e tenta aliviar as que são profundas demais.
Às vezes acho
que a chuva também está cansada,
que ela também conhece perdas,
silêncios e despedidas.
Por isso eu a amo.
Porque enquanto todos fogem dela,
eu encontro um certo abrigo.
Porque enquanto ela cai sobre o mundo,
parece levar embora
um pouco da dor
que não dá para explicar.
E quando o céu finalmente chora,
meu coração consegue respirar. 🌧️🤍
Muitas vezes a insônia me agride, e no meio da noite onde o silêncio impera, faço da madrugada o meu palco, o meu trono onde posso pensar sobre tudo.
Até onde irei? Não sei! Pois foi Deus quem projetou meu destino, o meu passado me importa, porque através dele eu aprendo a viver melhor no presente. Meu futuro é incerto e sem propósitos nem tenho pra onde ir e quem seguir, mas creio que posso ser mais feliz. O mais importante de tudo é a vida, independentemente de tudo eu só quero viver em Paz e Harmonia no mundo que eu escolhi.
Silêncio
O amedrontador som do nada
A ausência do falar
Por vezes representa paz
Mas às vezes solidão
Silêncio
Tão confortável
Mas tão desconfortável
Para uns é o melhor presente
Para outros é como um beijo imprudente
Que machuca sem precedentes
Silêncio
O eterno saber do desconhecer
De quem um dia pensou entender
Por isso eu te peço
Apenas me dê…silêncio
Mas eu te suplico, só não me dê…silêncio
Tem gente que vai ver você brilhar, vai admirar em silêncio, mas nunca vai admitir. Tem gente que vai acompanhar suas conquistas, vai aprender com seus passos, mas não vai te dar crédito, porque isso seria reconhecer o seu valor.
Tem gente que não suporta a sua alegria, a sua coragem de ser quem você é, e as suas vitórias. Tem gente que não vai te apoiar, mas também não vai conseguir tirar os olhos do seu caminho! Mas entenda: pessoas assim têm um papel importante. Elas nos mostram a importância de confiar em nós mesmos, de valorizar nossas próprias conquistas sem depender do aplauso dos outros.
No fim das contas, é sobre seguir em frente, com a cabeça erguida, sabendo que a maior validação vem de dentro. Continue sendo você, brilhando, conquistando, porque a sua jornada é única, e ninguém pode tirar isso de você.
Metade de mim nasceu amor.
A outra metade aprendeu a transformar sentimentos em poesia, silêncio em música e saudade em eternidade.
AMOR QUE TRANSBORDA NO SILÊNCIO
Vivo ao lado de alguém que me chama
pelo nome que o mundo conhece,
cumpro rituais de um amor que repousa,
mas meu peito… esse nunca esquece.
Ele busca outro olhar na distância,
outra voz que não ecoa aqui,
um sorriso que mora na ausência
e insiste em não me deixar partir.
Divido a vida, a mesa, o abraço,
mas o coração, teimoso, não se divide:
segue correndo por caminhos proibidos,
onde a tua lembrança ainda vive.
No toque que recebo, penso no teu,
no beijo que dou, sinto faltar o teu jeito,
e a culpa abre fendas no peito
que só tua presença fecharia, talvez.
Não é desamor o que me habita,
mas um amor que nasceu fora do tempo,
um incêndio que não pedi pra acender,
mas agora que arde… só me resta o silêncio.
E sigo assim, entre o dever e o desejo,
entre o abraço que tenho e o que sonho,
amando em segredo aquilo que nunca tive,
mas que, em mim, já se tornou um reino.
No início, o silêncio dançou,
entre o nada e o tudo se criou.
A palavra, som não dito, brotou,
e a luz oculta em faíscas brilhou.
Do ponto surgiu a linha infinita,
o Nome esculpido no tempo, bendito.
Quatro letras, sopro eterno da vida;
e no sopro, o mistério não dito.
Yod é a chama que nunca se apaga,
Hei é o ventre onde o cosmos repousa.
Vav, a ponte que une o céu e a estrada;
Hei final, a vida que floresce formosa.
Ó viajante, que busca o segredo,
no coração a chave do Todo está.
No reflexo da alma, o espelho do Éden,
e o Tetragrama em seu ser pulsará.
A lua derramava pérolas de silêncio sobre os jardins abandonados da memória. O crepúsculo bordava fios de cobre na veste fatigada do horizonte. As rosas aprendiam a morrer com a elegância das estrelas cadentes. A Via Láctea era um rio antigo escorrendo pelas veias da eternidade. O sol acendia incêndios de ouro no campo adormecido da manhã. As constelações floresciam como lírios luminosos no pomar do infinito. O tempo caminhava descalço sobre as pétalas frágeis dos instantes. A saudade possuía a cor violeta das últimas flores do verão. O vento carregava cartas invisíveis entre continentes de esquecimento. Os relógios mastigavam lentamente as migalhas douradas dos dias. A lua prata cantava sobre os ombros adormecidos da noite. As nuvens navegavam como cisnes errantes pelos mares profundos do firmamento. O amor distante era uma estrela cuja luz persistia mesmo após o desaparecimento do astro. O relógio da praça derramava minutos sobre as pedras antigas como folhas de outono levadas pelo vento. As constelações pareciam jardins suspensos florescendo nas varandas do infinito. O tempo possuía dedos pacientes que esculpiam ausências nas margens da memória. A saudade florescia entre ruínas douradas de verões esquecidos. As árvores erguiam orações verdes para as galáxias silenciosas. O sol escondia coroas de fogo entre os cabelos metálicos dos trigais. A lua era um espelho quebrado refletindo fragmentos dispersos da eternidade. As estrelas migravam lentamente pelo céu como pássaros de cristal atravessando oceanos invisíveis. O amor se afastou como um navio dissolvendo-se nas névoas dos séculos. O tempo derramava neve invisível sobre os jardins da juventude. Os relógios eram monges silenciosos celebrando a liturgia das despedidas. O vento recolhia pétalas dispersas dos calendários esquecidos. A aurora despertava sinos líquidos nos vales da esperança. As flores compreendiam aquilo que os homens raramente aceitam: toda beleza carrega em si a semente da partida. A Via Láctea brilhava como uma cor luminosa sobre a pele escura da noite. Enquanto os continentes dormiam sob mantos de sombra, as constelações velavam o repouso dos séculos. A distância estendia oceanos entre nossas mãos desencontradas. As rosas guardavam em suas pétalas o perfume de futuros que jamais floresceram. O céu escrevia poemas efêmeros com nuvens destinadas ao esquecimento. E eu permanecia imóvel sob o carvalho solitário, observando as estrelas nascerem uma a uma, como se cada luz distante fosse uma lembrança regressando dos confins da eternidade. O amor permanecia distante, mas sua luz continuava através da noite, como a luz antiga das estrelas. As flores caíam ao chão como cartas que a primavera já não podia responder. O tempo passava como um cervo branco atravessando a floresta da existência. As constelações observavam em silêncio os naufrágios do amor humano. A impermanência caminhava entre os jardinsvestida de outono na madrugada dos sonhos.
Entre o Silêncio e a Luz
Há retratos que não revelam um rosto,
mas desvendam uma alma.
Na quietude de um quarto envolto em sombras suaves,
alguém ergue a câmera, não para capturar o mundo,
mas para encontrar aquilo que o mundo não vê.
O instante parece comum:
uma manhã qualquer,
um tecido repousando sobre os ombros,
a luz atravessando a janela sem fazer alarde.
Mas a beleza verdadeira nunca chega fazendo ruído;
ela se acomoda devagar nos detalhes.
Há cansaços escondidos sob a delicadeza,
histórias guardadas entre os fios dos dias,
lembranças que aprenderam a permanecer em silêncio
para não interromper o curso do tempo.
E, ainda assim, existe uma força:
uma força que não grita,
não disputa espaço,
não precisa provar nada.
Ela habita os corações que continuam a acreditar,
mesmo depois das despedidas,
mesmo após os sonhos adiados,
mesmo quando a vida exige coragem
para recomeçar sem garantias.
A lente aponta para fora,
mas acaba revelando o interior.
Porque toda mulher que aprende a sobreviver às próprias tempestades
carrega no olhar uma espécie rara de luz:
aquela que não vem do céu nem do sol,
mas das cicatrizes transformadas em sabedoria.
Talvez seja isso que torna certos momentos eternos:
não a perfeição da imagem,
mas a verdade escondida nela,
a capacidade de permanecer inteira
num mundo que tantas vezes tenta fragmentá‑la.
E enquanto o tempo segue seu caminho inevitável,
ela permanece ali, entre o silêncio e a luz:
colecionando instantes,
costurando esperanças,
transformando ausências em poesia.
Porque algumas pessoas não atravessam a vida apenas vivendo,
elas atravessam‑na iluminando.
E, sem perceber, tornam‑se a mais bela fotografia
que o próprio destino foi capaz de revelar.
Faça isso todo dia: fique em silêncio e respire fundo. Solte o ar devagar, feche os olhos e deixe de lado medos e preocupações. Dê chance à sua paz.
Ajude os outros sem medo. O que importa é quem você é, mesmo que ninguém ligue. Atitudes simples melhoram sua vida.
Você nunca sabe o que uma ação pode trazer. Mas, se não fizer nada, nada acontece. Compartilhe essa ideia.
Alexandre Sefardi
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