Use o Silencio quando Ouvir
"Seu silêncio protegia o que o carinho desajeitava.
Tinha a cara fechada e o coração aberto: pura manteiga.
Eu queria o 'nós', você só o 'agora'.
Eu era morada, você era passageiro.
Mas de tanto esperar o que não vinha, a desistência virou destino.
O arrependimento chegou com atraso, quando os rumos já não se cruzavam.
E a sua última frase foi o maior dos paradoxos:
Me chamou de maravilhosa apenas para me dizer adeus."
Atenciosamente Roseli Ribeiro
Onde o ouro dita o tom e o verbo é mudo, o erro veste o manto da razão. Nutrir o silêncio de atos atrozes é alimentar a besta que, de tanto vulto, devora a própria alma e o caráter. No reino do 'posso tudo', o homem se perde por nunca ter encontrado o 'não'
Ass vida Roseli Ribeiro
"Dor que me consome, que me faz sentir só. No silêncio da respiração e dos pensamentos, a solidão aperta, a alma silencia e o corpo padece."
— Roseli Ribeiro
O Eco do Silêncio
Por Roseli Ribeiro
Caminhamos como fantasmas em uma multidão de espelhos,
Olhares fixos em telas que brilham no escuro,
Corações distantes, embora os corpos estejam perto.
A tecnologia, que prometia unir os mundos,
Criou abismos onde antes havia o calor de uma voz.
Nas mesas de jantar e nas calçadas da vida,
O silêncio das redes sufoca a velha cordialidade.
Amigos e famílias habitam a mesma casa,
Mas vivem exilados em seus próprios aparelhos.
Esquecemos o toque, o riso solto, o olho no olho.
Para as engrenagens frias do grande mercado,
Não temos rosto, história ou dignidade:
Somos apenas números em uma planilha descartável.
O progresso avança a passos largos e firmes,
Mas deixa para trás o trabalhador sem chances,
Pois o conhecimento ainda é um privilégio de poucos.
No topo do castelo, guardiões do poder legislam,
Com banquetes caros pagos com o suor do povo.
Enquanto o luxo deles brilha nos restaurantes,
A base da pirâmide luta pelo pão de cada dia.
Como moldar o amanhã se a lição do presente
É que a vantagem própria vale mais que a justiça?
Não há futuro no solo fértil da esperteza.
É preciso resgatar o humano antes que o mundo vire máquina.
Vale do Ribeira Haikais
Vale do Ribeira,
terra que ainda cresce
em silêncio e verdade.
Autor: Sandro Sansão da Silva Costa.
"O silêncio que um dia me feriu foi o mesmo que me ensinou a caminhar sozinho. E, no caminho, descobri que a minha companhia era suficiente."
Filosofia do silêncio
A cada passo no silencio guardo um pouco de ti que como uma poesia de poucas palavras e profunda beleza, atiçou o brilho dos meus olhos, despertou o desejo e me fez guardar o sorriso de disfarce. O desconhecido que julgo diferente mas que por suas próprias palavras me faz pensar.
A cada passo no silencio guardo um pouco de ti, que como um livro de belas historias não canso de ler, como um disco de belas canções não canso de ouvir, que como a incrível lua não canso de olhar. A cada passo no silencio guardo a tua beleza que me encanta e que definitivamente não sei explicar, cada bobagem dita e as frases sem sentido. Mas, como aquilo que não está planejado, não vou guardar as palavras que certamente não ouvirás, mas que precisa saber ....respiro profundo e calmamente quando penso em ti e somente ti guardo pois não quero nunca ti perder!
Um tão breve talvez
Um encontro ou desencontro
Um chegar ou partir...
Um grito no silêncio silenciando emoções, desejos ou quem sabe sonhos...
Um recitar em versos...Uma canção de ninar.
Hannah Lessa
A porta da tua prisão está aberta e o voo já está nas tuas asas; o silêncio é o mapa, e o amor, o fim das tuas próprias barreiras.
"O silêncio é infalível
e as vezes vale mais que
mil palavras, os sábios
também se calam, os leigos
falam de mais e normalmente
vivem muito muito menos"...
"Melhor momento para rever alguns conceitos
é no silêncio, momento para você pensar e refletir, de tudo que precisa para continuar sendo feliz"...
Dia nublado, tempo oscilante, mente turva.
Pensamentos ociosos vagando sem rumo.
Silêncio por fora, enquanto por dentro uma multidão de vozes disputa espaço.
O mundo parece calmo, mas a tempestade escolheu outro endereço
*Para você .
Sinto falta do teu jeito calmo de existir,
Do silêncio que entende sem precisar pedir.
Não é só saudade que aperta o peito,
É a certeza de que te tenho respeito.
Respeito pelo caminho que você escolhe,
Pela força que não grita, mas acolhe.
Pela verdade que carrega no olhar,
E por me ensinar tanto sem precisar falar.
A distância mede o espaço, não o que sinto.
Cada lembrança tua é um lugar distinto
Onde moro um pouco quando a noite vem,
E lembro que amor também é querer bem.
Volta quando puder, mas saiba:
Se demorar, eu espero.
Se mudar, eu entendo.
Porque amar é isso,
Respeitar teu tempo e sentir falta do teu riso.
"O meu silêncio é estratégico e a minha ação é cirúrgica; eu não faço barulho antes de construir o resultado, o resultado é que faz o barulho por mim."
A melodia dourada do crepúsculo fez raiar o silêncio azul da madrugada, em que o canto prateado das estrelas fazia a voz violeta do horizonte. A música cristalina da chuva fazia o murmúrio esmeralda das florestas em campos elísios. No dia seguinte, a canção rubra do entardecer se elevava no eco luminoso das montanhas. Eu sentia em meu ser a sinfonia alaranjada do outono e meu silêncio era branco como a neve, quando se ouve a fala cintilante dos rios no já passado concerto acobreado da alvorada. E minha voz era o sussurro transparente do vento no brilho sonoro das constelações. Era a luz macia da esperança, que trazia consigo a claridade aveludada, em contraste com o brilho áspero da realidade, na escuridão sedosa da manhã. A sombra morna do verão em altas árvores preparava a noite de textura líquida a se espraiar na boca de um rio cristalino, com o toque luminoso da ternura. Dia e noite se fundiam e a aurora de seda fazia o frio do infinito na luz amarela. A transparência cálida do afeto me lembrava o brilho delicado das lembranças e uma nostalgia sorrateira abraçava minha alma. Era a sombra acetinada do tempo na claridade macia da paz. Eu pedia aos céus um sinal, e a suave escuridão era bordada de estrelas de perfume da primavera, no aroma azul da distância entre dois corações que se perderam na fragrância prateada da lua, no perfume rubro das paixões. Eu pensava em você no cheiro translúcido da chuva e você me respondia na essência da eternidade, e isso era saudade no aroma cintilante das memórias. O perfume azul das saudades que não nos poupavam, já que o perfume luminoso dos lírios era a fragrância solar de nossa comunhão nas mãos da liberdade. Essa era nossa verdade.
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