Use o Silencio quando Ouvir
A Cavalgada
A lua banha a solitária estrada...
Silêncio!... Mas além, confuso e brando,
O som longínquo vem-se aproximando
Do galopar de estranha cavalgada.
São fidalgos que voltam da caçada;
Vêm alegres, vêm rindo, vêm cantando.
E as trompas a soar vão agitando
O remanso da noite embalsamada...
E o bosque estala, move-se, estremece...
Da cavalgada o estrépito que aumenta
Perde-se após no centro da montanha...
E o silêncio outra vez soturno desce...
E límpida, sem mácula, alvacenta,
A lua a estrada solitária banha…
Então tudo escureceu. Sem túnel de luz, sem anjos à volta, sem sombras malignas. Somente o silêncio. Tudo virou nada. Percebeu nitidamente que deixava de existir.
Tenho tanto para falar que chega a ser sufocante o silêncio nos meus dedos.
Expressão essas que não decifrei em letras, a mente pensa os sonhos navegam em pensamento.
Estes mesmo que ainda não decifro nas linhas estendidas sobre o papel este mesmo que já traz sã lembrança.
Da floresta a onde os arbustos ao longe vêm uma florada que ainda não sei distinguir.
Que flores e essa entre cores amarelas e laranjada com um pouco de lilas as folhas verdes dando um destaque a mais!
Olhando para o céu que me faz reflexo do mar no horizonte profundo me recordando da minha infância que tão perto, vem me trazendo uma breve lembrança.
Dos meus desejos que não realizei, me pergunto porque, mais como devo agir nestes universos de anseio e desejo que me faz refletir.
Vem o silêncio entre o barulho trazendo o conforto de que um dia, só mais um dia para agir!
Como uma bela canção entoada,
Minimalista,
Feita pelas mãos do Mestre,
Entre sons e silêncio,
Aguardo,
Faço-me e refaço-me,
Em letras disfarçadas,
Embaralhadas,
Acordes dissonantes,
Entre cordas e metais,
Tempos e contratempos,
Distraio-me,
Perdendo-me no compasso,
Partitura rasgada,
Vista embaçada,
Regida pelas mãos do Maestro,
Retorno,
Desprovida de semitons,
Permaneço,
Agradeço,
Olhos fixos no Maestro,
Até o fim do concerto,
Mantendo-me em acerto,
Plateia singela,
Quieta, feito vaca amarela,
Sem grandes aplausos ao findar,
Para que toda Glória ao Grande Maestro,
Eu possa dar.
As vezes é melhor abraçar o silêncio do que mergulhar em um rio de palavras sem sentido ou que não agregam valor, até te distraem, mas também te sufocam, o silêncio cicatriza as feridas acompanhado do tempo.
As vezes o silêncio é ensurdecedor pois ele nos permite ficar a sós com os nossos próprios pensamentos. O êxtase diário, o ópio que tomamos de hora em hora são as ferramentas de distração que usufruímos para tirarnos do nosso mundo; mas quando ouvimos o silêncio e temos que guerrear com os nossos demônios internos, passando a ver o maior monstro que já vimos em toda nossa fugaz vidinha: nós mesmos; então é aí que a batalha começa. Neste exato momento tudo que você acredita entra em contradição. É um colapso mental. Neste momento não mais é possível fazer silêncio em nossa mente, então, tentamos fazer mais barulho do que ela, mas cuidado, nem sempre poderás gritar tão alto quanto os teus demônios, portanto, um dia terás que lutar de forma tão sangrenta que podes seguir diretamente para morte.
Mãe
Teu silêncio agora machuca.
É uma terrível sensação.
Mãe não consigo lembrar do seu rosto, às vezes a memoria falha.
Eu queria te ouvir, eu trocaria o céu por isso( que Deus me perdoe).
Eu queria que estivesse viva, não só dentro de mim, mas que fosse real. Saudades de você.
Meu coração transborda e logo vem as lágrimas, é como se dentro de mim houvesse um rio.
É só lembrar de você que os meus olhos choram.
Foi então que ali, no silêncio pesaroso da noite, que finalmente compreendi. Eu estava doente. Eu havia nascido doente. E essa doença se chamava 'melancolia'.
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