Use o Silencio quando Ouvir
Detalhes de Ternura
Cada sacrifício que o silêncio guardou,
A tua jornada que o meu caminho trilhou.
Horas de insônia, mãos sempre a zelar,
Construindo o alicerce onde aprendi a voar.
Cada ensinamento, um traço, uma cor,
A vida explicada com doce valor.
Palavras de guia, paciência infinita,
É a tua sabedoria que a alma habita.
E o abraço apertado, meu porto e meu cais,
Onde a paz se faz brisa e a vida não dói mais.
Sou grato por tudo, por cada detalhe,
Pelo sol que persiste, mesmo quando a luz falhe.
Te amo, Mãe, hoje e para sempre, sem fim,
O amor mais puro que floresce em mim.
----------- Eliana Angel Wolf
Por que no silêncio da madrugada o eco da saudade que sinto de ti soa loucamente em mim?
Será porque somos dois estranhos que se conhecem tão bem?
Ou porque queríamos permanecer em silêncio em meio a tanto caos? Não sei, mas vejo-me aqui, revendo os pensamentos mais profundos que gostaria que estivessem enterrados.
Maldito anoitecer que me faz voltar a memória tudo que foi apagado, mas apenas uma pergunta fica ecoando em meus pensamentos:
Alguma vez amaste-me verdadeiramente?
Algumas coisas não chegam fazendo barulho,
chegam em silêncio… e ficam.
Não pedem pressa, nem explicação,
só um coração disposto a sentir.
E no meio de tudo que passa,
o que é leve de verdade permanece.
Agora eu apenas sento em silêncio. Com imagens passando pela minha mente cansada. Sem ponderar mais nada, pois seria inútil. Evitando pensar o que eu poderia ter feito ou falado, se talvez alguma coisa mudaria. Mas acredito que não, as coisas são como devem ser.
E agora eu apenas sento em silêncio. Sem gritos desesperados, sem pensamentos acelerados, sem lágrimas. Apenas me conformo com o que foi e com o que é. O que poderia ser feito, fiz. Se foi ou não o bastante, já nem importa mais, passou. Fiz além do que poderia ter feito e isso é o que realmente me importa.
Mas agora eu apenas sento em silêncio.
Já não há mais certeza do que as coisas são agora. Só resta esperar com paciência que elas encontrem seu caminho. Sem alarde, sem aviso prévio, sem manobras, sem criar expectativas. Sabendo onde quero chegar, sem perder meu próprio caminho e resguardando minhas esperanças. No momento oportuno algo acontece.
Mas só por agora eu apenas sento em silêncio.
Onde vocês caíram
Onde vocês caíram,
eu aprendi a sangrar em silêncio.
Onde me faltaram mãos,
eu virei abrigo.
Vocês me deixaram com o vazio,
com promessas quebradas no peito,
com noites longas demais
pra um coração tão pequeno suportar.
Mas foi nesse chão frio
que eu criei raiz.
Porque quando tudo em mim pedia pra desistir,
eu ouvi vozes pequenas me chamando de lar.
E foi ali — no olhar dos meus filhos —
que eu reaprendi a ficar de pé.
Eu fui até o fim.
Mesmo cansado, mesmo ferido, mesmo só.
Fui além do que fizeram por mim,
além do que disseram que eu seria.
Vocês falharam comigo.
Mas eu não falhei com eles.
E se hoje ainda carrego cicatrizes,
é porque escolhi lutar
quando ninguém mais escolheu por mim.
Ler não é apenas colecionar as vozes de outrem, mas fornecer ao próprio silêncio os tijolos necessários para construir um pensamento que ninguém mais poderá habitar.
Fazia tempo que eu não me sentia tão feliz, rindo sozinho, em total harmonia com o silêncio. Não é solidão, é luxo. E antes que alguém diga que sou antissocial… não, eu só aprendi que paz vale mais que companhia inútil.
Pessoas como eu, que escolhem a solidão e o silêncio carregam uma força que poucos conseguem perceber. Elas não são antissociais; pelo contrário, são profundamente leais e autênticas, mais do que aquelas que buscam companhia constante. Essas almas apreciam a própria presença, vivendo em paz e sem interferir na vida alheia, porque sabem que, assim, sua própria vida permanece intacta.
O silêncio delas não é sinal de fraqueza, mas de poder. São seletivas, observam com atenção quem cruza seu caminho e sabem distinguir quem transmite confiança e valor daqueles que só trazem desgaste. Buscam qualidade, não quantidade; profundidade, não superficialidade.
Quando você consegue conquistar seu espaço nesse círculo restrito, descobre pessoas intensamente fiéis e verdadeiras. Por trás de sua tranquilidade, existe um mundo interior vasto, repleto de reflexão, autenticidade e lealdade. Elas preferem a solidão não por desprezo pelos outros, mas por valorizarem demais a própria paz interior, aquele refúgio silencioso onde encontram equilíbrio e sentido.
Você se identifica com esse tipo de pessoa?
Na sombra fria do entardecer,
Ouço o silêncio da noite crescer,
As estrelas escondem seu brilho no ar,
E o vento parece querer me avisar.
Carrego em segredo um doce temor,
Mistura estranha de sonho e amor,
Enquanto meu peito insiste em bater
Por alguém que talvez nunca vá perceber.
Caminho entre dúvidas pelo luar ausente,
Tentando sorrir, fingir ser valente,
Mas o futuro dança como névoa no chão,
Confundindo esperança e solidão.
E se o destino mudar meu caminho?
E se a dor for meu único carinho?
Mesmo assim guardo essa chama acesa,
Frágil, inquieta, cheia de incerteza.
Porque amar também é se perder,
É cair no escuro sem saber
Se ao final da noite haverá amanhecer
Ou apenas saudade para sobreviver.
Ainda assim, em silêncio, eu espero,
Mesmo com medo, mesmo sem saber ao certo,
Que um dia duas almas possam se encontrar
E juntas, enfim, aprendam a sonhar.
Entre flores, nuvens, estrada e silêncio… eu.
Uma pequena parte do todo.
Ele sorriu pra mim.
Ele sempre sorri…
E o meu coração sempre aquece.
Como pode criar coisas tão perfeitas e magníficas,
capazes de tocar tão fundo?
Eu só tenho a agradecer
por poder contemplar o seu íntimo.
Agradecer por sempre ter a oportunidade
de caminhar na presença do sol.
Agradecer por perceber
e me encantar com cada cor
que surge nesse longo caminho.
Por cada nuvem,
em seu formato único,
que mais me lembra um pensamento.
Por um azul tão infinito
que me traz paz.
Eu vejo e sinto,
porque também faço parte disso.
Você também.
Você também tem olhos de vida…
Se permita.
Ana Caroline Marinato
Pra cuidar de vidas,
é preciso sentir a vida
ter um lugar para descansar
repousar-se, em silêncios e pausas
Peregrino, não é só correr,
é também parar.
§
No muito barulho, há silêncio de coração. Nos ruídos do mundo, há vazios de escuta. Não há relação nos ruídos, o que há são desencontros entre humanidades e algoritmos.
Sou estrada, que viu o por do sol
Chuva que molhou o chão
Silencio que formou as horas
Advérbio de intensidade, ação!
*
Lembranças de vidas do solo
Ondas de nuvens pequenas
Átomos em forma visível
Ventos em cor de poemas
*
Sentimentos na porta do ser.
Incertezas em evolução
Pensamento inspirando trisílaba,
O insight trazendo emoção.
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