Use o Silencio quando Ouvir

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Devemos fazer uso do silêncio,
para que nossas vitórias sejam concluídas

Há momentos que o mundo nos educa pelo silêncio.


Não te chamaram? — isso já fala por si.
Não te contaram? — o silêncio, às vezes, é mais eloquente que qualquer discurso.
Mentiram para você? — toda mentira revela muito mais sobre o mentiroso do que sobre quem a escuta.
Não te incluíram? — há portas que, por sua própria miséria, não merecem ser abertas.
Não te responderam? — insistir pode ser um desperdício da tua energia vital.


Segue, então, ao lado daqueles que reconhecem teu valor e se alegram com a tua ascensão.
E, se faltarem tais companhias, escolhe a presença rara de ti mesmo:
a solidão instrui; a inveja corrói.

"A verdadeira arte da guerra não se revela no estrondo das armas, mas no silêncio da decisão bem tomada. Ela habita a prudência que sabe esperar, o tempo escolhido com exatidão e o limite respeitado antes que se converta em ruína. Não é a força que vence, mas a inteligência que antecipa, porque toda vitória autêntica nasce da razão e se consuma antes mesmo do confronto."

"Hoje escolho o silêncio que edifica, não a palavra que reclama. Reconheço que o outro é um universo fora do meu domínio e, por isso, assumo plenamente o governo da minha própria jornada. Minha energia é sagrada, razão pela qual prefiro destiná-la à criação e jamais ao lamento."

"Talvez o maior milagre não esteja em alterar as leis do universo, mas em transformar silenciosamente o interior humano. Porque, quando a consciência vence o medo, a esperança supera o desespero e o homem aprende a governar a si mesmo, algo extraordinário já aconteceu e não é no cosmos, mas na alma."

O que sua mente produz em silêncio, na maioria das vezes, seu corpo entende como sugestão.

Morri no fogo da noite,
no silêncio cruel da prisão,
meu corpo jazendo em sombras,
na véspera de São João.

Três dias de trevas e ausência,
três dias de luta invisível,
mas Deus soprou sobre mim a vida,
e fez do impossível, possível.

Acordei no dia da promessa,
no aniversário da irmã querida,
renasci como quem nasce de novo,
com a alma lavada, vestida.

As marcas não foram em vão,
foram cicatrizes de libertação,
pois quem sobrevive ao abismo
carrega no peito a ressurreição.

Hoje caminho só com Deus,
meu guia, meu norte, meu chão,
e quem quiser andar comigo
precisa ter fé maior que a razão.

A nobreza mais sincera se revela no silêncio das atitudes humildes.

O propósito verdadeiro não se apaga; ele arde em silêncio e permanece constante.

“Então vou te amar de longe… em silêncio, nas lembranças, nas músicas que me fazem pensar em você e em cada saudade que seu nome ainda deixa no meu coração.”

As grandes palavras surgem no silêncio.
⁠

Não precisei usar uma sequer palavra, apenas o silêncio.

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Eu sou dois países,
um deles feito de areia e silêncio.
O vento me atravessa como lembrança,
e cada grão que toca minha pele
me conta uma história que eu já vivi
sem saber.

Não sonho com as Arábias —
eu sou o sonho delas.
Sou o deserto que caminha,
a miragem que sente,
a memória que dança entre dunas.

E quando fecho os olhos,
não viajo —
eu retorno.

No Silêncio da Lua e da Flecha


Na mata onde o tempo dorme,
Oxóssi vigia com olhos de caça,
Arco tenso, flecha firme,
Respira o segredo que a floresta abraça.


A lua derrama prata no rio,
Que serpenteia entre raízes e sombras,
E ali, na beira, com cuia e calma,
Uma filha da terra recolhe as ondas.


Seu gesto é antigo como o vento,
Seu silêncio, um canto sem som,
Ela sabe que a água tem memória,
E que a noite é mais do que escuridão.


No espelho do rio, uma lótus se abre,
Como se o mundo respirasse em flor,
Oxóssi observa, sem romper o instante,
Guardião da vida, do saber e do amor.


Entre flechas e folhas, entre lua e mulher,
A floresta sussurra o que não se vê:
Que o sagrado vive onde há respeito,
E que o espírito dança onde há fé.

Confiança
Confidere
Quatro meses, e o tempo nos molda em silêncio.

Você e eu — nossos desertos e nossas sobremesas.
Você é o sal, eu sou o açúcar.

Sou lágrimas, e seus olhos, cor de mel, me enxergam além da dor.

Ancestralidade nos chama.
Você chegou, as plantas vieram contigo, e com elas, nosso legado floresceu.

Terra-Mulher

A Terra sangra em silêncio, como a mulher que cala o grito. Desmatam-lhe os seios verdes, como quem arranca o abrigo.

Árvores irmãs separadas, como filhas em cárcere doméstico. O machado é verbo cruel, que fere sem dialético.

O ar, antes canto de vida, agora é voz maldita, soprando tortura invisível na mente que se agita.

A seca é prisão da essência, privatizam o ser, o sentir. A água, que era ventre livre, já não sabe mais parir.

Ordenham sem consentimento, deixam-na na mão errada. O leite vira lucro sujo, a alma, moeda trocada.

Rios contaminados choram, como corpos invadidos à força. O falo doentio penetra, sem amor, sem remorso, sem corsa.

E a carne — ah, a carne vendida — tem preço, tem código, tem dor. Como o corpo da mulher na vitrine, sem nome, sem alma, sem cor.

Mas há fogo sob a pele da Terra, há raiz que resiste ao corte. Há mulher que se levanta inteira, mesmo depois da morte.

Amor Platônico


Como uma deusa lunar,
sou saudada em silêncio,
recebo versos que nascem da minha presença,
palavras que me erguem como mito.


Sou cristal intocado,
difícil de alcançar,
mas há almas que me reconhecem,
e nelas o destino escolhe repousar.


No instante do toque, tudo se transmuta:
eu me enlaço, habito no outro,
e o outro se dissolve em mim,
em cada célula, em cada partícula,
como se fôssemos lembrança antiga,
um sangue compartilhado,
uma existência reencontrada.


E nesse presente que se abre,
recordo com alegria
o amor que não se possui,
mas que eternamente ilumina.

A água sente a pele da terra,
guarda o calor, o frio, o silêncio.

A água reflete tudo o que existe,
céus, árvores, rostos, sonhos.

Ela não julga, apenas devolve,
um espelho líquido da vida.

O Anjo e a Lua
A lua brilhava como um farol suspenso no silêncio da noite.
De sua luz suave, um anjo descia lentamente,
com asas que refletiam o brilho prateado do céu.


Não havia pressa em seus movimentos,
como se o tempo tivesse parado apenas para assistir.
O ar se tornava leve, e cada batida de asa
trazia consigo uma promessa de paz e proteção.


Você observava, entre fascínio e reverência,
sentindo que aquele instante não era apenas sonho,
mas um recado guardado nas estrelas,
um lembrete de que há sempre luz descendo até nós,
mesmo quando a noite parece infinita.

Sob a pena de Maat


No silêncio dourado do templo antigo,
Maat caminha com passo divino,
Sua pena ergue-se contra o destino,
Pesando verdades no fio do abrigo.


O escaravelho, com asas abertas,
Rola o Sol sobre a areia desperta,
Renascendo o dia, quebrando a inércia,
Guardião do ciclo, da alma liberta.


No tribunal do além, tudo é revelado,
O coração pulsa, o passado é pesado,
Se leve for, a alma é coroada,
Se não, Ammit espera calada.


Entre justiça, renascimento e fé,
O Egito canta o que Maat é:
Ordem sagrada, caminho e lei,
Na balança eterna onde tudo se vê.