Único
Gosto da autenticidade, tenho paixão por tudo que é autentico e único, é o que desperta o meu desejo. Não suporto pessoas control-C e control-V.
Se ficar sabendo de uma batida grave com um único ferido, pois é, meu coração as vezes segue na contra mão.
"A verdade pode ser dolorosa, mas é o único caminho para a libertação. Antes um pecador arrependido que confessa, do que alguém que vive uma perfeição de fachada. Que o julgamento dos homens não seja maior que a capacidade de Deus em restaurar vidas. 🙌⚖️"
Lúcia Reflexões &Vida
" Se me fosse dado ouvir o teu coração uma vez ainda! Num único pulsar, apenas um, todo o meu cosmos — órfão de sentido — se ergueria em vibração, como se a eternidade tivesse sido redimida. Mas o que é a eternidade senão a repetição do mesmo? Nietzsche sussurra: “o eterno retorno é o peso do destino”.
São suas formas de expressar o que sente por mim que te faz uníco.
O uníco que me tira do sério, o uníco que sabe me tirar um sorriso,
mesmo em pranto de lágrimas; o que me faz sonhar acordada, e acordada estar sonhando;
mesmo quando finge que não se importa... sei o quanto está se importando com este olhar discreto meio bobo tentando disfarçar
que sua essência poderia não misturar com a minha.... mais te falo garoto; você não faz idéia do quanto representa seu carinho, seu amor na minha existência.
—By Coelhinha
Talvez o nosso único Defeito Perdoável para o outro seja o Silêncio que fazemos para Poupá-lo.
Mas há algo de muito grave nessa empatia espinhosa: sacrificar a nossa Paz para poupar o próximo pode ser nosso Maior defeito.
Pois, há silêncios que parecem generosos…
Eles vestem a roupa da empatia, caminham com passos cuidadosos e nos convencem de que calar é uma forma de proteger — proteger o outro de uma verdade dura, de uma crítica necessária, de uma ferida que nossas palavras poderiam abrir.
Mas existe uma espinha escondida nessa delicadeza.
Quando o silêncio deixa de ser escolha e passa a ser renúncia, ele começa a cobrar um preço alto demais.
Porque, enquanto poupamos o outro de um incômodo passageiro, vamos acumulando em nós aquilo que nunca teve o direito de existir.
E o que não encontra voz quase sempre encontra peso.
A empatia, quando exagera na dose, pode se transformar numa espécie de sacrifício íntimo: abrimos mão da nossa paz para preservar a tranquilidade alheia.
E, nesse gesto que parece tão nobre, às vezes cometemos uma injustiça silenciosa — contra nós mesmos.
Poupar o outro jamais deveria custar a nossa serenidade.
Porque há verdades que não ferem por serem ditas, mas por serem enterradas.
E há relações que não se fortalecem com silêncios, mas com a coragem delicada de dizer aquilo que precisa existir entre duas consciências que se respeitam.
Talvez, no fim das contas, o silêncio só seja realmente um Defeito Perdoável quando não se transforma no lugar onde abandonamos a nossa própria paz.
O manipulador convencido de ser o único inquilino das cabeças dos seus asseclas, pode até lhes mandar buscar o chicote para chicoteá-los.
Cada um de nós leva em si a singularidade de ser único em cada momento, e eterno em cada sentimento. Pois viver ou ter vivido, é poder chegar no fim da vida sorrindo como quem acaba de nascer.
Pedro, o personagem único de sua única história, disse pra si mesmo que era hora de partir e essa viagem não haveria retorno, nem deixaria saudades às paredes e móveis que deixara, pois, a solidão os faria compania entre a poeira e o cheiro de mofo que a casa teria. As janelas se fechariam pra sempre, como sempre estiveram: fechadas. Ele deitou sobre o chão da cozinha agarrado com uma garrafa d'água - acreditava que passaria sede, e ali esperou a sua hora, mas não havia naquele momento dor, sintomas ou qualquer sinal de morte, porém, esperar era sua única escolha, era triste ver o que o existir causaria àquele homem fiel de suas crenças e valores. A agonia de fechar e abrir os olhos lhe tomou por conta uma vontade de gritar, e assim fez, gritou! Quem o ouviria Pedro? Quem se importaria com você velho Pedro? Então, desistiu de morrer por hoje e se apoiando nas gavetas do armário foi libertando do chão o seu peso e insatisfação. Sentou no sofá com seu livro de Machado e regogitou ódio nos dedos tentando quebrá-los com sua fraqueza. Sempre vejo Pedro fazendo essas mesmas coisas todos os dias, mas tenho medo de dizê-lo que a morte não era algo de que precisasse almejar, pois, já havia ocorrido, o que faltara era aceitar de que não mais existisse em lugar algum, o que ficara foi sua projeção, seus fantasmas e uma possibilidade de tentar enquanto vida, um despertar à alguém que pudesse lhe dizer: sinto saudades sua. Vá Pedro, o Senhor precisa descançar, sai Pedro de mim.
Nenhum homem chega ao paraíso celeste, senão vivo; e o único caminho e a verdade para se chegar até ele, é somente pela arte.
