Uma Menina Simplesmente Apaixonada

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Quem sou Eu ? #1

O final da história não é feliz, talvez nunca será. Calma, não é uma carta de despedida, e sim uma história contada mais de mil vezes, entendida por uma pessoa apenas: meu ego.
Não estou nem um pouco preocupado com como você irá interpretar essa crônica, mas, sete anos atrás, era novo demais para entender o quanto a vida passa e o quanto nada é novo e tudo se repete. E, ao longo do tempo, percebi o quanto nós crescemos, seja profissionalmente, ministerialmente, pessoalmente, e isso é excelente. Mas, afinal, quem sou eu?
Entendi que, consumindo água apenas no domingo, não ficarei vivo por muito tempo. Eu nem estou falando de saúde. No entanto, o que adiantou?
Pois, domingo a domingo, o choro é livre; ir à igreja, mas a mente não está na igreja. E vamos empurrando com a barriga, só lembrando que: “Aquilo que sufoca a mente, fere o coração e mata a alma”.
Nos melhores tons, eu mudei as classes: de amores e flores para sentimentos de angústia, mágoa e dores. Mas, afinal, quem sou?
Voltei para casa, respirei e encontrei razão para a vida. E, sim, tão novo, mas na correria, refleti para não me perder da linha. Mas, afinal, quem sou eu e para que eu existo?
Sou mais uma atração ou tenho valor em Cristo?
“Por trás de uma máscara, sempre existiu um Renan real. Me perdi dentro de mim mesmo.”
A Ceia, que era para lembrar da morte de Cristo pelos meus pecados, se tornou só mais um evento. Até achei que tinha cura; percebi que até tem cura. Porém, construir uma casa do zero é muito mais fácil.
No palco do amor, ego, dores e flores, só me restou uma pergunta: será que sou digno de dizer ‘em memória de mim’ novamente?
Tchau, te aguardo numa próxima. 🤟

Sou mais uma atração ou tenho valor em Cristo?
" Atrás de uma máscara sempre existiu um Renan real , me perdir dentro de mim mesmo."
A Ceia para lembrar da morte de Cristo pelos meus pecados ,se tornou só mais um evento, até achei que tinha cura , percebir que até tem cura , Porém construir uma casa do Zero é muito mais fácil ; No palco do amor , Ego , Dores, Flores só me restou uma pergunta: será que sou digno de dizer em memória de mim novamente?


Tchau, te aguardo numa Próxima 🤟

A maturidade de uma democracia
se revela na nossa capacidade
de exercer a crítica contundente
sem, contudo, flertar com a ruína
de nossas próprias instituições.
É preciso separar o governo da pátria.
✍ MiriamDaCosta

Talvez o vazio que carregamos na alma seja a saudade de uma existência que a memória esqueceu, mas alguma região secreta do ser ainda se recusa a abandonar.

Existe uma espécie de solidão que nenhuma presença dissolve, porque talvez não procure companhia, mas o reencontro impossível com algo que perdemos antes mesmo de aprender a chamar a perda pelo nome.

IAs nos sugerem, por exemplo, um plano de viagem minucioso, que envolva ‘tudo’, depois de uma pesquisa sobre um país e o que ele tem de interessante.


Podemos aceitar pois é bem facilitador, evita muita pesquisa e tempo, mas aceitamos pelo que nomeio de ‘Sociedade da Conveniência’, convencidos que é o “melhor” a ser feito.

O importante é escolher o Bem, pois o Bem é amado por 95% das pessoas. O Bem sempre terá uma grande tendência ao sucesso.

"Uma Constituição verdadeiramente democrática deve ser suficientemente aberta para permitir a alternância dos projetos políticos e suficientemente firme para impedir que qualquer deles suprima as condições que tornam possível essa alternância."

Forma de gratidão por uma amiga

O esquecimento institucional raramente precisa de um autor: basta uma sucessão de decisões pequenas demais para parecerem injustas e grandes demais para não produzirem exclusão.

Se a alma atravessa muitas vidas, talvez cada nascimento seja também uma forma de exílio: chegamos sem recordar de onde viemos, carregando a inexplicável nostalgia de um lugar que já não existe em parte alguma.

“O passageiro que levava uma tarde no bolso”

O homem sentado à minha frente viajava com uma tarde dobrada no bolso da camisa. De vez em quando, retirava uma ponta para conferir se o sol ainda estava lá.
É de quando minha mulher era viva explicou.
Deixei a tarde acabar uma vez. Não cometo esse erro de novo.
Achei melhor não perguntar como se dobra uma tarde. Naquele trem, as perguntas costumavam envelhecer antes das respostas.
O vagão tinha suas particularidades. A chuva caía do lado de dentro quando alguém recordava uma despedida. Uma senhora precisava podar semanalmente o braço do banco onde o marido se sentara: desde sua partida, a madeira vinha criando ramos. Ela pendurava os óculos entre as folhas e continuava seu bordado.
Eu carregava uma mala tão pesada que o assoalho se curvava sob ela. Dentro, havia discussões cuidadosamente preservadas, três humilhações de estimação e uma frase que eu ensaiava havia vinte anos para dizer a alguém que já não podia escutar.
O homem da tarde apontou para a bagagem.
Deve ser difícil trocar de lugar.
Respondi que eram coisas importantes.
Ele concordou com a cabeça, e isso me incomodou mais do que uma discussão.
Pedi café. A moça do carrinho serviu duas xícaras, embora eu estivesse sozinho.
A outra é para quem o senhor estava pensando em chamar.
Fiquei olhando o café até que esfriasse. Tive uma vontade absurda de chorar por todas as vezes em que dissera “qualquer dia”.
Na estação seguinte, entrou um menino com os joelhos sujos de terra. Reconheci a cicatriz antes do rosto.
Era eu, aos oito anos.
Sentou-se sobre minha mala e perguntou se tínhamos conseguido conhecer o mar.
Conseguimos responde eu
E por que você está com essa cara?
Falei de contas, de perdas, de certas dificuldades que ele ainda não compreenderia. O menino escutou com a paciência desconfiada das crianças diante das explicações dos adultos.
Mas o mar continua lá?
Disse que sim.
Ele pareceu aliviado. Tirou do bolso uma pedrinha e começou a desenhar ondas no vidro.
Durante algum tempo, viajei ouvindo aquele pequeno ruído. A paisagem acompanhava o desenho: onde ele riscava mais fundo, levantavam-se ondas; onde descansava a mão, o oceano ficava liso. Uma baleia passou pela janela com um prédio inteiro nas costas. Em uma das sacadas, alguém regava gerânios.
Foi então que o homem à minha frente se levantou.
Guardou sua tarde, abotoou o casaco e estendeu a mão. Eu quis fazer alguma pergunta que o mantivesse ali mais um pouco. Perguntei se precisava de ajuda.
Preciso que segure isto.
Entregou-me a xícara vazia.
Desceu antes que eu pudesse devolvê-la.
Fiquei com aquele objeto banal entre as mãos, ainda marcado na borda pelo café que ele bebera. Lá fora, a estação se afastava devagar. Pela primeira vez, percebi que uma despedida podia acontecer enquanto a gente estava ocupado segurando uma xícara.
O menino encostou a cabeça no meu braço. Adormeceu com a pedrinha na mão.
Abri a mala com cuidado para não acordá-lo.
A frase ensaiada escapou primeiro: atravessou o corredor, bateu duas vezes contra o vidro e encontrou uma fresta. Depois saíram as discussões, miúdas e barulhentas, disputando entre si a razão. As humilhações deram mais trabalho. Haviam se agarrado ao forro.
Quando terminei, restava uma camisa limpa.
Cobri o menino com ela.
Já anoitecia quando senti um calor no peito. Pensei que fosse febre, mas havia uma claridade atravessando o tecido do meu bolso.
Lá dentro, muito bem dobrada, estava a tarde daquele homem.
Abri apenas uma ponta.
Uma mulher ria numa cozinha. Havia farinha em seus braços e alguma coisa no forno. Ela ergueu os olhos, como quem acabara de ouvir a porta.
Fechei devagar.
Depois chamei a moça do carrinho e pedi mais dois cafés.
O banco à minha frente estava vazio. Mesmo assim, puxei a cortina para que a luz chegasse até ele.


Descrição do meu texto:

Essa crônica apresenta a vida como uma viagem em que carregamos lembranças, encontramos pessoas e aprendemos a conviver com as despedidas. O surrealismo torna visível aquilo que acontece dentro de nós: a saudade ganha forma, as mágoas adquirem peso e a infância pode sentar-se ao nosso lado.
O homem que guarda uma tarde no bolso deseja preservar um momento vivido com a esposa. Naquela pequena porção de tempo, ela continua rindo, preparando comida e ocupando a casa. Isso representa uma experiência profunda do luto: recordar alguém também é reencontrar os gestos simples que tornavam sua presença tão querida. O receio de deixar a tarde acabar expressa o medo de perder até mesmo a lembrança de quem partiu.
A senhora cujo banco cria ramos mostra outra maneira de viver a ausência. O lugar do marido continua participando de sua rotina e produzindo vida. Ela cuida desses ramos enquanto borda, como quem aprende, aos poucos, a cuidar da própria saudade.
A mala pesada representa os sofrimentos que o narrador continua carregando. As discussões preservadas, as humilhações e a frase ensaiada durante vinte anos revelam quanto espaço podemos entregar ao que nos feriu. Chamar as humilhações de “estimação” traz uma ironia dolorosa: às vezes, alimentamos certas lembranças até que se tornem companheiras habituais.
A observação do homem sobre a dificuldade de trocar de lugar sugere que esse peso também limita nossa capacidade de mudar.
As duas xícaras de café aproximam o narrador das oportunidades adiadas. A segunda xícara pertence à pessoa que ele pensou em chamar, mas não chamou. Quando surge a vontade de chorar por todas as vezes em que disse “qualquer dia”, aparece o arrependimento pelos encontros que poderiam ter acontecido. Uma intenção afetuosa precisa encontrar algum momento para se tornar gesto.
O menino de oito anos é o próprio narrador antes de acumular aquelas preocupações. Sua pergunta sobre o mar recupera um desejo antigo e simples. Ao perguntar se o mar continua lá, ele lembra ao adulto que ainda existem coisas capazes de despertar alegria e espanto. As ondas desenhadas no vidro passam a mover a paisagem porque, naquele instante, o olhar da infância volta a transformar o mundo.
A partida do homem acontece enquanto o narrador segura uma xícara. Esse detalhe concentra a fragilidade das despedidas: podemos estar diante de um último encontro sem reconhecê-lo. Depois, um objeto comum guarda a dimensão daquela presença. A xícara vazia passa a lembrar alguém que, pouco antes, estava ali.
Ao abrir a mala, o narrador começa a se desprender do sofrimento acumulado. As humilhações agarradas ao forro mostram como esse processo pode ser difícil. A camisa limpa que resta permite um cuidado imediato: cobrir a criança adormecida. Ele encontra uma utilidade amorosa para aquilo que carrega e acolhe a parte mais vulnerável de si.
A tarde que aparece em seu bolso sugere que o encontro deixou uma herança. Agora ele também conhece um fragmento da vida daquele homem e pode preservá-lo. A memória atravessa pessoas: alguém conta uma história, outro a recebe, e uma existência continua alcançando o mundo.
No final, pedir dois cafés e iluminar o banco vazio expressa uma mudança no narrador. Ele consegue oferecer um lugar à lembrança de quem partiu. Seu gesto contém saudade, gratidão e uma disposição renovada para o encontro.
A crônica nos convida a perceber quem está ao nosso lado enquanto ainda podemos conversar, repartir um café e escutar uma história. E deixa uma pergunta delicada: quanto da nossa vida está ocupado por feridas antigas, e quanto espaço ainda podemos abrir para cuidar de alguém?

⁠Poema Do professor
Dentre todas as matérias que se existe, uma coisa em comum todas elas têm, todas
elas precisam, de um professor, todas elas precisam de alguém que saiba, não só
o assunto, mas também ensinar, amar oque faz, é saber que vai formar, entre um homem, ou um rapaz.


Professor, tem uma grande responsabilidade, porque é com suor e dedicação, que eles moldam o futuro de uma nação, é acordar cedo, cansado, mas mesmo assim, vem a escola, fazer o'que sabem fazer de melhor, de noites em claro planejando o'que vai ensinar, a felicidade depois de ver um aluno brilhar.


Professor é mestre do saber, o conhecimento é seu poder. sem espada, faca ou facão, derrota os males da ignorância, com uma simples caneta na mão.


Professor, tu és luz no fim do túnel,
Arquiteto de sonhos
Vocês deixaram, o'que será passado de
Gerações em Gerações
Plantando uma simples sementinha do conhecimento,
Em nossos corações


Válbert de Oliveira Farias

A VIDA É UMA SÓ. NÃO TENHA MEDO DE VIVÊ-LA.


Sonhe sem medo, deseje sem culpa e caminhe na direção daquilo que faz seu coração vibrar. Vá para onde sua alma encontrar paz e seja quem você nasceu para ser, não quem esperam que você seja.


Você tem apenas uma vida, e o tempo não devolve as oportunidades que deixamos passar. Por isso, não adie a felicidade, não abandone seus sonhos para satisfazer expectativas alheias e não permita que o medo de errar impeça você de tentar.


Tenha felicidade suficiente para tornar a vida doce, dificuldades para torná-la forte, tristeza para torná-la humana, sabedoria para aprender com as quedas e esperança para encontrar luz mesmo nos dias mais escuros.


Abrace quem ama, perdoe quando seu coração estiver pronto, valorize os pequenos momentos e nunca se esqueça de que a vida acontece enquanto fazemos planos para o futuro.


No fim, você não vai desejar ter agradado a todos, ter acumulado mais coisas ou ter vivido sem cometer erros. Vai desejar ter amado mais, tentado mais, sentido mais e tido coragem de viver a vida que realmente queria.


Porque, no último capítulo da vida, não serão os dias que você viveu que farão a diferença, mas a vida que teve coragem de viver. E a maior tristeza não será partir deste mundo, mas descobrir que, por medo de perder, você nunca se permitiu viver de verdade.

⁠O meu sucesso é uma permissão de Deus e um mérito exclusivamente meu.

Construíram uma ponte para ligar dois países, mas esqueceram de libertar o povo que não pode atravessá-la. Afinal, de que serve uma ponte para quem vive preso dentro das próprias fronteiras?

Você é como uma manhã de inverno sem neve: triste e decepcionante.

Ser decepcionado por alguém é uma experiência que todos enfrentam em algum momento da vida. A primeira vez costuma ser inesperada, quase como um choque. A decepção chega de surpresa, porque ainda acreditamos na imagem que criamos da pessoa. Na segunda vez, já não há o mesmo espanto: é um aviso. Um sinal claro de que algo não está em equilíbrio. Porém, quando a mesma situação se repete mais de duas vezes, já não estamos mais diante de um simples erro do outro, mas diante de uma escolha nossa.

É duro admitir, mas a insistência em permanecer em um ciclo de decepções revela mais sobre o que aceitamos do que sobre o que nos fazem. Quando alguém mostra repetidamente quem é e ainda assim escolhemos ficar, a dor que sentimos deixa de ser apenas consequência do comportamento alheio. Passa a ser também o resultado de nossa permissão silenciosa. Nesse ponto, não se trata mais apenas do outro, mas do limite que colocamos , ou não colocamos em nossa vida.

Decepções que se repetem são lições não aprendidas. Elas carregam a mensagem de que precisamos olhar para dentro de nós mesmos, identificar o porquê de tolerarmos atitudes que ferem, e entender que não merecemos menos do que respeito e verdade. Continuar em um vínculo que machuca é como insistir em uma porta que já demonstrou estar fechada. A cada tentativa, a frustração aumenta, e o coração se desgasta.

É natural querer acreditar que as pessoas mudarão, mas a transformação não acontece pelo nosso desejo. Cada um só muda quando reconhece a própria necessidade. Enquanto isso não ocorre, a escolha de permanecer se torna um fardo que carregamos sozinhos. Por isso, compreender o valor do “basta” é um ato de coragem. Ele não representa desistência, mas sim a defesa da própria dignidade.

O coração pede, em silêncio: “me escolha desta vez”. Escolher-se significa priorizar a própria paz, mesmo que isso implique deixar para trás quem gostaríamos que tivesse ficado. É doloroso, mas também libertador. Quando aceitamos que não temos controle sobre os atos do outro, mas temos total controle sobre o que permitimos em nossa vida, damos um passo rumo ao amadurecimento.

A repetição da decepção serve como um espelho. Mostra-nos nossas próprias fragilidades, nossos medos de estar só, nossas esperanças insistentes. Mas também nos convida a romper o ciclo, a reescrever a história a partir de uma decisão consciente. Afinal, permanecer onde não há reciprocidade é se condenar a reviver a mesma dor inúmeras vezes.

Aprender a se escolher é, portanto, uma prática de amor-próprio. É entender que a verdadeira lealdade deve começar dentro de nós. Quando decidimos dar prioridade ao que nos faz bem, abrimos espaço para relações mais saudáveis, autênticas e respeitosas.

Ser decepcionado não é o fim. É um chamado para enxergar a verdade, para aprender sobre limites e para crescer. A vida não se resume àqueles que nos ferem. Pelo contrário, ela se expande quando entendemos que merecemos vínculos mais sinceros. E, quando escolhemos a nós mesmos, não perdemos , ganhamos de volta a liberdade de viver em paz.

Por André Luiz Santiago Eleuterio.

Conquistar o mundo inteiro é apenas uma fração de segundo que se eterniza na história; a verdadeira glória, no entanto, não está em dominar impérios, mas em governar a si mesmo e atravessar a pedra que há no meio do caminho.

Uma instituição pode reconhecer todos os direitos de um indivíduo e, ainda assim, negar-lhe o direito informal de existir dentro dela.

Eu não espero reciprocidade. Uma mente madura consegue compreender que cada pessoa tem sua própria maneira de pensar, agir e demonstrar o que carrega dentro de si. Mas também entende que existe uma diferença entre não esperar nada em troca e aceitar relações, ambientes ou situações em que apenas um lado se dedica.

Existe uma reflexão que diz que não são as cercas que mantêm as ovelhas no aprisco, mas a qualidade do pasto. E essa ideia vai muito além das relações afetivas. Ela se aplica às amizades, à família, ao trabalho, às relações profissionais e a todos os espaços dos quais fazemos parte.

As pessoas não permanecem verdadeiramente porque são obrigadas, porque têm medo de partir ou porque alguém exige sua presença. Elas encontram motivos para permanecer quando existe respeito, reconhecimento, confiança, cuidado e valor naquilo que compartilham.

Isso não significa fazer o bem esperando uma recompensa, tratar alguém bem esperando vantagens ou oferecer algo apenas para receber o mesmo de volta. Significa compreender que toda relação saudável precisa de condições para existir, crescer e fazer sentido para quem dela participa.

Não podemos exigir que todos tenham os mesmos valores, a mesma disposição ou a mesma forma de demonstrar consideração. Cada pessoa oferece o que pode e o que escolhe oferecer. Entretanto, também temos o direito de avaliar onde estamos investindo nosso tempo, nossa energia, nosso conhecimento e nossa dedicação.

A maturidade está em não precisar cobrar constantemente aquilo que deveria fazer parte de uma relação saudável, mas também em não confundir generosidade com obrigação de aceitar qualquer coisa.

Isso vale para quem permanece em uma amizade, para quem se dedica a uma família, para quem veste a camisa de uma empresa, para quem acredita em um projeto e para quem escolhe caminhar ao nosso lado. Lealdade não se sustenta apenas por compromissos assumidos, assim como dedicação não se mantém indefinidamente em ambientes que não reconhecem seu valor.

No fim, talvez a grande questão não seja como convencer alguém a ficar, como fazer alguém retribuir ou como exigir mais comprometimento. Talvez seja compreender o que estamos construindo, que tipo de ambiente estamos oferecendo e se aquilo que pedimos aos outros também existe naquilo que entregamos.

Porque cercas podem manter alguém dentro de um espaço, mas é a qualidade daquilo que se encontra nele que dá sentido à permanência. E isso não se aplica apenas às pessoas que passam pela nossa vida, mas também aos lugares que ocupamos, aos projetos que abraçamos e aos valores que escolhemos sustentar.