Uma Menina Simplesmente Apaixonada
Mesas fartas de pratos, mas os corações acumulam uma ausência que prato nenhum preenche.
Tem peru farto na mesa, mas o silêncio é quem corta a carne.
Só percebi depois que a expressão “você nunca vai ser nada” também pode ser uma sentença.
Você sabia que muita gente cresce ouvindo isso antes mesmo de aprender a se defender dessa frase?
Em casa. Na escola. Nos olhares que pesam mais que as palavras.
Por anos, parece profecia.
Até que você entende que, muitas vezes, era só o medo dos outros, disfarçado de verdade.
Porque ninguém que diz “você não vai chegar a lugar nenhum” está realmente falando sobre quem ouve.
Está falando sobre o próprio limite. Sobre a própria desistência. Projetada sobre alguém que ainda está tentando descobrir quem pode ser.
O problema é que, na infância, isso não parece projeção.
Parece verdade.
Cada “não vai dar certo” acaba sendo carregado como fato, quando era apenas opinião.
E talvez essa seja uma das coisas mais cruéis: por algum tempo, a você também acredita.
Até entender uma coisa simples:
quem nunca tentou ou quem tentou e desistiu não tem autoridade para prever o fim de quem ainda está tentando.
A vida não é sentença de tribunal alheio.
É construção silenciosa, dia após dia, longe daqueles que só sabiam apontar.
E, quando se olha para trás, já não existe o menino que “não seria nada”.
Existe alguém que sobreviveu a uma sentença que nunca teve autoridade para definir seu destino.
Porque destino imposto pela boca dos outros não é destino.
É só ruído.
E chega um momento em que é preciso parar de ouvir.
Controvérsias
Numa discussão há sempre controvérsias,
Uma divergência de opiniões que se debatem
Ou se contestam e se mantêm na inércia,
Não chegando a lugar nenhum, apenas combatem.
Para que uma discussão saia da inércia
E gere evolução, é necessário transformar
O embate em diálogo através da escuta,
Compreendendo o argumento, sem apenas falar,
Mas ouvir e preparar a resposta com educação.
A controvérsia e o debate acalorado
São armadilhas comuns na comunicação.
Quando duas partes se posicionam de lado
Apenas para combater em colisão,
Em vez de ouvir e compreender com cuidado,
O diálogo perde seu real significado.
As controvérsias são a pluralidade da experiência,
E o debate respeitoso ajuda a desafiar ideias,
Amplia perspectivas, o que difere da ausência
De conflitos vazios baseados em ataques alheios.
Por fim, é preciso buscar pontos em comum.
Identificar onde as opiniões convergem,
Antes de focar em qualquer divergência,
E acolher as perspectivas que se protegem.
Raimundo Nonato Ferreira
Outubro/2026
A norma jurídica é a forma pela qual uma sociedade procura transformar valores em critérios institucionalmente exigíveis.
Toda interpretação jurídica é também uma tomada de posição diante de valores que a norma procura preservar.
Não quero mais fazer parte desse mundo tecnológico que cria uma aproximação superficial e afasta as pessoas do contato real.
Toda ordem jurídica é uma tentativa provisória de estabilizar conflitos que a própria história continuará produzindo.
Uma vez um, é sempre um!
Salvo se for dois, pois o segundo não tem volta e nem permanência.
O resto são múltiplos da repetição.
AOS MEUS IRMÃOS NA FÉ
Não é que o nosso sofrimento seja uma ilusão. Esse sofrimento existe.
Por vezes, sentimos na pele o que Jesus sentiu: medo, pavor, frio, fome, dor, cansaço e desânimo.
Por vezes, o que queremos é dizer as palavras do Mestre: "Pai, se possível, passa de mim este cálice".
Por vezes somos maltratados, julgados mal, caluniados, xingados, desprezados e tratados como se nosso valor fosse muito menor do que é, na realidade.
Por vezes, nossas palavras e "gritos" não serão ouvidos, ainda que utilizemos um alto falante, ou um megafone.
E se formos ouvidos, por vezes não seremos compreendidos.
É assim na vida de quem quer servir a Deus. É assim na vida de quem quer ser fiel.
Por vezes, vamos agir tal qual o profeta Jonas: pagar uma passagem e nos mandarmos para bem longe do problema e da luta, só porque a gente não quer sofrer, nem se envolver com aquilo que a gente "acha" que não é problema nosso.
Em tudo isso, é preciso que a gente abra bem os ouvidos. Que a gente apure a audição espiritual, para "enxergarmos" que é preciso passar por todo esse Processo porque:
1) Sairemos melhores (aperfeiçoados) dessa provação. Sairemos mais parecidos com Cristo, pois Ele também sofreu aqui, por amor a nós.
2) O nome do Senhor será glorificado no mundo espiritual, e entre os homens.
3) Ao final, já aperfeiçoados, iremos desfrutar do banquete preparado pelo Senhor para nós, que tem o gostinho maravilhoso de vitória!
Deus nunca perdeu uma batalha. Não vai ser desta vez que Ele irá perder.
Coragem, servos de Deus! Vamos adiante, porque o Senhor é conosco!
(Fabi Braga, 20/09/2025)
Uma teoria que não pode falhar é opinião com bibliografia; a cascata se oferece ao teste: se k for zero, ela cai.
(Cap. I: O Reino do Imaginário)
Era uma vez, num reino cujas terras se perdiam no horizonte, vivia príncipe sonhador. Tinha ideias muito estranhas, buscava um tesouro. Há pessoa que vivem para seus tesouros, eram acumuladores de moedas. Porém o tesouro que o príncipe almejava era muito diferente do brilho dos metais preciosos e inertes.O Príncipe buscava um outro tipo de felicidade.
Que é a vida? Uma fantasia.
Que é a vida? Um encantamento,
Uma realidade mirabolante, uma ficção;
E o bem maior, o futuro, uma criança.
E todas as crianças, pequeninas ou não,
São sonhos, e feitas de sonhos são.
Estrofe de versos livres: (Tu) Surges, Oh, Mundo!
Autoria: Prof. Cidiclei Medeiros
Obra original: criação poética autoral, em forma de releitura contemporânea de A Vida é um Sonho, de Pedro Calderón de la Barca.
Publicação anterior: disponível no Internet Archive sob o título O Gato Sortilégio desde 14 de setembro de 2026, no link: https://archive.org/details/screenshot-2026-09-14-at-13-06-37-gato-sortilegio
A felicidade pode ser compreendida como uma forma de estabilidade interior diante da instabilidade exterior.
(Cap. I: O Reino do Imaginário)
Era uma vez, num reino cujas terras se perdiam no horizonte, vivia um príncipe sonhador. Tinha ideias muito estranhas, buscava um tesouro. Há pessoas que vivem para seus tesouros, eram acumuladores de moedas. Porém, o tesouro que o príncipe almejava era muito diferente do brilho dos metais preciosos e inertes. O Príncipe buscava um outro tipo de felicidade.
(Cap. II: O Príncipe)
Num incerto dia, o príncipe resolve cavalgar para ver se o seu povo realmente era feliz. Percebeu que todos tinham tudo que queriam ou quase tudo. As pessoas não brigavam pelo Não Tinham. Há muito tempo brigaram pelo Não Tinham. Passaram assim... Brigaram pelo Não Tinham e pouco a pouco foram perdendo o que tinham.
(Cap. III: Eis o que dizem de Floral)
O príncipe percebeu que reinava num reino sem almas. Lembrou-se de que, num bosque, residia uma bruxa, a qual diziam ser muito poderosa e, por isso, era temida. Chamavam-na de Floral. Apesar de ninguém nunca tê-la visto, boatos diziam que ela era tão medonha que até o Bicho-Papão era mais bonito. Porém, vocês sabem como são os boatos: eles carregam a fama de serem quase sempre mentirosos.
(Cap. IV: Aparece Rubi)
O príncipe, disposto a salvar o seu povo, partiu para o bosque para pedir uma poção a Floral. Todavia, a entrada do local era protegida por Rubi, o monstro rosáceo da bruxa. Os boatos diziam que ele tinha cara de uma fera brutal; outros, porém, afirmavam que não. O príncipe seguiu seu caminho… e eu, Crianças, o autor desta história, também caminharei ao seu lado para descobrir, com vocês, o encanto deste conto de fadas.
(Cap. V: O Grimório Roseiral)
E, por falar em encanto, há um livro de páginas amareladas, feito de pétalas de rosa, no qual a bruxa Floral lia poções e segredos tão vivos e sentidos que parecia que o mundo parava por um instante de girar para ouvi-los. No entanto, segredos são para ser segredos, e o mundo prometeu a si mesmo que não os contaria a ninguém, a não ser a mim, o narrador. O que posso assegurar a vocês, amigos leitores, é que não sei onde o Grimório Roseira foi escondido. Dizem que ele está em algum lugar esperando ser encontrado, mas, nas bibliotecas vivem tantos livros perdidos que desejam o mesmo destino.
Esta história é de autoria do Prof. Cidiclei Medeiros. Para fins de comprovação de anterioridade documental, esta obra além de publicadas em plataformas de circulação, está salvaguarda sob custódia permanente no Internet Archive através do link: https://archive.org/details/Imagismo
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