Uma Mao Lava Outa Ambas Lavam o Rosto
A biblioteca
Na sala de leitura,
onde o tempo descansa sua mão pesada,
as histórias se recolhem em silêncio,
como crianças que adormecem
no colo da noite.
Ali, entre as capas puídas,
os livros se tornam confissões veladas,
guardando, em seu respirar sereno,
a memória de quem os tocou.
As prateleiras
sustentam o peso das palavras que nunca gritaram,
mas que se entrelaçam,
tecendo uma trama de vida sem alarde.
É ali que os segredos se desnudam,
quando as sombras das capas desenham
linhas suaves,
mapas de histórias esquecidas
que apenas os olhos do coração podem decifrar.
Há uma paz que nasce
do silêncio das salas,
uma leveza que se acomoda no espaço
entre o livro e o leitor.
É preciso sentir o chão,
como quem se entrega à terra,
para compreender o abraço do tempo
que se revela nas páginas que esperam.
No simples, no pequeno gesto de olhar,
a vida sussurra seus mistérios,
e então a estante floresce.
Abri mão das receitas
para não abrir mão mim. Quando
percebi minha vida passando
sem me mostrar quem sou,
Disse:
- Basta!
Hoje só fico onde exista amor.
Podem até sujeitar meu corpo.
Mas na minh’alma
nunca ninguém mandou.
Fiz pacto poético,
chega dos ofícios de horror!
Quando vi minha vida passando
sem reconhecer quem realmente sou,
Disse:
- Basta!
Hoje eu só fico onde exista amor.”
Acostumado a um itinerário
acidentado e sem cor traçado
pela vida, leio e viajo por meio
de mãos alheias.
No limiar dos pensamentos que
voam raso, equilibro-me. Arranho
sonhos vivendo cochilos de eternidade.
Sonhar é reconhecer a
fronteira dos corpos.
Discernir este real abstrato
que na vida pede passagem.
Ao sonhar trapaceio a existência.
Já que viver é a real ilusão.
Mas os sonhos
não respeitam regras.
Os sonhos são
o que realmente são.
Feitos mostarda
"Somos sementes esperando eclosão,
sementes na palma da mão.
Ninguém quer ser o primeiro a ser plantado.
Queremos a vida sem nunca realmente tê-la usado.
Ainda reclamamos dum fruto não dado.
Não existe fruto sem raízes em terra e um pouco de sorte.
Não nascem flores sem algum tipo de morte.
Quem preservou sua vida nunca realmente nasceu.
Bem aventurado quem por alguma causa morreu.
Todo nosso legado pode caber na palma da mão,
ou talvez não."
A vida nos ensina a perder começar novamente,
ajuda-nos a nos erguer estende sua mão para nos treinar para sermos campeões !!
Venha!
Dê-me sua mão.
Assim nunca seremos sós.
E nas noites de luar,
Seremos dois a contar as estrelas.
Vai, continua no teu mundo de ilusão.
Maltrata quem sempre de teu a mão,
Carinho, afeto, proteção.
Mostra até que ponto vai a tua ingratidão.
Na minha queda, gravei na memória quem estendeu a mão e quem, com frieza, me empurrou ainda mais para o abismo.
Disse o SENHOR ao meu Senhor: Assenta-te à minha mão direita, até que ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés.
O Senhor enviará o cetro da tua fortaleza desde Sião, dizendo: Domina no meio dos teus inimigos.
O teu povo será mui voluntário no dia do teu poder; nos ornamentos de santidade, desde a madre da alva, tu tens o orvalho da tua mocidade.
Jurou o Senhor, e não se arrependerá: tu és um sacerdote eterno, segundo a ordem de Melquisedeque.
O Senhor, à tua direita, ferirá os reis no dia da sua ira.
Julgará entre os gentios; tudo encherá de corpos mortos; ferirá os cabeças de muitos países.
Beberá do ribeiro no caminho, por isso exaltará a cabeça.
Na verdade, não há homem, que não peque! O Senhor viu que não havia quem lhe desse a mão! Pelo que o seu próprio braço lhe trouxe a salvação!
Sentir teu beijo
Teu abraço
Tua mão por baixo
Do meu cabelo
É o que eu chamo
Da melhor sensação
Que alguém poderia
Sentir na vida
Sua mão deslizando
Sobre as curvas do meu corpo
E o mesmo se contorcendo de prazer
Isso me diz muita coisa
Sobre a intimidade do meu ser
Que tentou
Tentou
Não te sentir
E nem te perceber
Mas a paixão
Invadiu
As vontades profunda
Da alma
E essa ainda luta
Contra ti
E contra o desejo
Que a carne demonstra
Ao toque das tuas mãos
Na superfície da minha pele
Sentir o calor
Que vem do teu olhar
É inquietante
Para o meu ser
Sentir tua mão
Me deixa aguçada
Pelo toque na minha pele
Seus beijos
São os melhores
Que eu já senti
Enfim
Você chegou
Pra me deixar
Louca de paixão
Sentir seu cheiro
Seu toque macio
Sua mão deslizando
Sobre as minhas coxas
E você falando
Loucuras de amor
Baixinho no meu
Ouvido
É o que eu chamo
De delícia
Do prazer
Que minha alma
Adora
Na feira vejo tua mão dançar
Escolhendo sonhos pra nos alimentar
Teu sorriso é o sol da manhã
Ilumina meu peito
Me faz viver amanhã
No fogão a chama aquece o chão
Tuas histórias são minha oração
Cada tempero carrega um porquê
Em cada prato
Teu amor se vê
Cuscuz e prosa
Vida que brota
Teu abraço é o que me conforta
Flor do sertão
Raiz da paixão
Tua alma é minha canção
A chuva cai e tu me ensinas
Que o amor floresce nas entrelinhas
Teu olhar é a calma do rio
Nas tuas águas
Eu crio meu fio
Nordestina de alma tão bonita
Tuas palavras são poesia bendita
Com cada verso
Me mostras o chão
Onde plantamos juntos nosso coração
