Uma Mao Lava Outa Ambas Lavam o Rosto
O MALABARISMO
(A arte de não soltar o céu)
Com uma mão eu toco o céu e a outra eu toco o chão,
e assim vou seguindo fazendo esse malabarismo chamado vida.
Suspensa pelo fio da esperança
e ancorada pela corda da realidade.
Lu Lena / 2026
"A mão que você usa para empurrar alguém para baixo hoje, é a mesma que faltará para te segurar amanhã."
Amigo (a) não é aquele que passa a mão pela sua cabeça para te agradar, e sim aquele que fala a realidade que a gente não consegue enxergar!
"Fechar a mão pra não ajudar é o jeito mais rápido de travar o próprio progresso. Visão de cria é somar pra multiplicar."
Sussurras quase inaudível, enquanto arrastas minha mão para teu recôndito paraíso — um jardim de névoas úmidas.
— “Escreva-me com os dedos”, — exiges.
Meu corpo obedece — sou a pena que desliza nas entrelinhas do teu prazer.
Você entra nesse mundo sem manual impresso na mão, mas logo descobre que existe um livro que atravessou milênios tentando cumprir exatamente esse papel. A Bíblia não se apresenta como um guia simples, direto, técnico. Ela se apresenta como um enigma vivo. Um texto que respira conforme quem o lê. Um espelho que nunca reflete duas consciências da mesma forma. E talvez esse seja o ponto que você evita encarar com profundidade. A Bíblia não foi feita para ser decorada, foi feita para ser atravessada. E atravessar algo é sempre diferente de possuir.
Você pode ler os mesmos trechos dezenas de vezes. Pode sublinhar, anotar, marcar páginas. Ainda assim, nunca será a mesma leitura. Porque quem muda não é o texto. É você. O que se transforma é o ponto de consciência que você ocupa no instante da leitura. E isso revela algo desconfortável para quem busca controle absoluto. Não existe interpretação final. Não existe leitura definitiva. Existe encontro. E todo encontro depende de quem chega.
Nós mulheres pagamos um alto preço quando abrimos mão de acompanhar 100% o crescimento dos filhos para trabalhar fora. E também pagamos quando decidimos ficar em casa e abandonar a carreira profissional. Uma vida de desafios e renúncias, porém não cabe julgamentos de valores pois cada uma delas, e somente à elas cabe o peso da responsabilidade, o peso da condição e o peso do amor que carregam em seu peito. G.M.
Ele chegou bravo, arisco,
Facão na mão, doido pra brigar
Chutando mesa, riscando o chão,
No cabaré ninguém quis encarar.
Olhar de fogo, peito inflado,
Procurando quem fosse homem pra peitar
Mas de repente veio o silêncio,
E um grito doído cortou o ar.
Puxou o revólver, mão tremendo,
Gritou sem nem se controlar:
“Eu vou fazer justiça agora,
Quem mexeu com ela vai pagar!”
No canto escuro, um bêbado riu,
Sem medo nenhum de apanhar:
“Vai buscar mais bala, parceiro…
Que hoje tu vai precisar!”
“Porque aqui dentro, nesse cabaré,
Ninguém ficou de fora não…
Se tu ama essa mulher,
Prepare o teu coração…”
O bravo parou… ficou calado,
O mundo dele começou a cair
A mão soltou o revólver devagar,
E os olhos começaram a se abrir.
“Eu não acredito… isso é mentira…”
A voz falhou na hora de falar
“Até tu, capenga desgraçado…
Também foi lá se aproveitar?”
O cabaré virou um espelho,
Refletindo a dor de um homem só
E o bravo que entrou feito tempestade,
Saiu menor que um grão de pó.
Hoje dizem lá na esquina,
Que nunca mais ele foi o tal
O homem que chegou valente…
Ficou quieto no cabaré, no final
Poesia é buscar as palavras em meio aos sentimentos!
É curar a alma com a mão.
É sentir o que se escreve
E se curar com o que se lê.
Toco o céu com a mão
Com tanta inspiração...,
E tão puro contentamento
Vou ao sabor do vento
Em busca de alento...
Alma forte como [ventania,
Assim é a alma austríaca.
Alma leve que rodopia...,
Ao som da valsa é [alegria.
Artesã da palavra poética,
Filósofa do tempo poema,
Amante de vida em expansão,
Escrevendo a poesia própria,
Cheia de paixão e sentimento.
Alma forte tão [alpina,
Assim é a alma austríaca,
Alma doce que fascina...,
De um acorde que [harmoniza.
Sabe ser feliz ao seu jeito,
Como poesia que [valsa
Talvez não tão perfeito,
Mas amor não faz [falta].
Você se comportou como Júpiter
pegando a Lua pela mão
trazendo-me de volta para o Divino,
O amor quando é verdadeiro
não é feio e nem bonito;
ele está acima do Bem e do Mal,
e se entrega sempre ao infinito.
Você acha que o amor se
preocupa com o quê é físico,
O amor luta é para estar perto
e se nutre de tudo o quê é eterno,...
Quem tem amor só se ocupa do que
engrandece o espírito,
e prevê simplesmente o infinito;
Quando nos conhecemos o amor
por nós foi adotado como idioma,
Dizer nenhuma palavra nunca é
preciso para o amor ser compreendido;
Disseste que não te entendo
em fuga do teu indomável sentimento,
Você sabe que te mantenho
abrigado em meu místico silêncio,
embora não reconheça que sei
de ti melhor do que você mesmo.
onde as palavras
nem sempre precisam nascer,
porque o olhar fala,
a mão encaixa,
e o coração entende
antes da voz.
Quando você segura minha mão
mesmo quando o mundo pesa nos meus ombros, não é só apoio
— é abrigo.
Seu olhar me encontra no meio do caos e me lembra que não estou só
nem quando tudo em mim vacila.
Amar você é perceber
que a força não está em nunca cair,
mas em cair junto e levantar de mãos dadas.
É dividir o medo em partes menores,
é transformar silêncio em presença,
é ser casa um do outro em qualquer tempestade.
Porque quando você fica,
mesmo com seus próprios cansaços, você me ensina o verdadeiro significado de nós.
Não é favor, não é obrigação —
é escolha diária, é entrega sincera.
E é nesse gesto simples que o amor floresce.
Sendo provado pelo fogo
Abri mão de tudo.
E mesmo assim,
parece que nada faz sentido.
Por dentro, estou queimando —
minha mente é um caos,
meu coração, um campo de guerra.
Tento orar, mas as palavras não saem.
Tento crer, mas tudo parece distante.
Olho pra todos os lados
e não vejo saída.
Só silêncio.
Só o vazio.
Tenho medo de admitir
que não estou bem.
Tenho medo de pedir ajuda,
porque parece que só incomodo.
Então engulo tudo —
a dor, o cansaço,
e essa fé que, às vezes,
parece morrer um pouco por dia.
Mas, no fundo,
ainda acredito que Deus me ouve,
mesmo quando não sinto nada.
E talvez,
esse fogo que me prova agora
seja o mesmo que vai me moldar depois.
"Reflexão de vida:
"Não abra mão do seu valor, e não se diminua pra caber na régua de ninguém.
Se o seu valor não se encaixa no padrão do outro, isso é problema dele e não seu. Quem tenta te medir pela própria régua nunca enxergou o valor que você tem.
Portanto, não se encolha pra caber no espaço de ninguém."
