Uma Mao Lava Outa Ambas Lavam o Rosto

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Carta à minha alma gêmea


Ainda que eu não saiba teu nome, teu rosto vive em mim como um eco antigo. Há algo em mim que te reconhece, mesmo sem nunca ter te tocado.


Talvez sejamos feitos da mesma luz, do mesmo silêncio que dança entre as estrelas. Quando o mundo pesa, é tua lembrança que me alivia, como se tua existência me soprasse coragem.


Não te busco com pressa, porque sei que o tempo da alma é diferente. Mas quando nossos caminhos se cruzarem, não haverá dúvida — só um profundo “enfim”.


E se já nos encontramos, que essa carta te alcance como um sussurro, lembrando que o amor verdadeiro não precisa de provas — só de presença.


Com tudo que sou, com tudo que ainda serei, te espero com leveza, como quem espera a primavera.

Vestes da Alma


Na seda que cobre o rosto, não há disfarce — há revelação. A vestimenta não oculta, ela molda o espaço onde o olhar respira.


Os olhos, espelhos do invisível, falam com o ar, sem som, sem pressa. São letras desenhadas no vento, caligrafias da alma em movimento.


Em árabe, dançam como poeira dourada: العيون مرآة الروح — os olhos são espelho do espírito. Em hebraico, gravam luz no silêncio: העיניים מראה לנשמה — o olhar revela a essência. Em sânscrito, flutuam como mantras: नेत्राणां प्रधानं मानं — os olhos medem o coração.


E assim, entre véus e vozes, a alma se veste de mistério, mas nunca se esconde. Ela se mostra — nos olhos que sabem falar com o ar.

As minhas rugas e olheiras, são marcas de expressão do meu rosto, elas representam a beleza da passagem pela vida, apagar essas marcas seria rasgar o livro existencial de cada um, então o meu sorriso é como um livro que deve ser aberto sempre e lido com felicidades, e desfrutar de um bela arte da natureza.

Cada linha de expressão em meu rosto são caminhos que percorri e cada ruga são marcas da vida que venci.

As luzes do picadeiro se apagaram,
O eco das risadas já sumiu.
As tintas que no rosto desenharam
A falsa alegria... o tempo esbofeteou e destruiu.
​Diante do espelho borrado,
A máscara de outrora desabou.
O homem que vivia fantasiado
Olha o vazio que restou.

⁠Havia um tempo em que bastava encostar o rosto na janela
e acreditar que o amanhã traria algo bonito.
O coração era pequeno, mas cheio de fé.
A gente esperava o inesperado,
ouvia o sussurro dos ventos,
e sorria, mesmo sem saber o motivo.
Porque, no fundo, a alma já sabia:
tudo o que é verdadeiro chega no seu tempo.

— Edna de Andrade

⁠Na estrada da vida, apenas prossiga. Estampe um sorriso no rosto e vá em frente!

Ah 2026! A interatividade é melhor conversando olho no olho e sorriso no rosto com coração exposto, sem vergonha e desgosto.

O Rosto e o Rastro
O olho avista o traço, a curva, a cor,
E apressado o peito chama de amor.
Mas o que brilha na luz do meio-dia
É apenas o eco de uma fantasia.
Pois o rosto é o porto, a fachada, o cais,
O amor, porém, habita em águas mais profundas e reais.
Não se ama o brilho que a retina consome,
Mas o peso do silêncio e o jeito que ela diz seu nome.
É preciso o cansaço, o riso sem jeito,
Conhecer o defeito que mora no peito.
Só quando a máscara o tempo desfaz,
É que o "gostar" descobre do que o "amar" é capaz.
A beleza atrai, convida e seduz,
Mas só o que é alma sustenta a luz.
Se o rosto é o livro que a gente folheia,
O amor é a história que o sangue semeia.

A Porta e o Altar
O rosto é a porta que a vista franqueia,
Mas o amor só acende onde a alma ceia.
A moldura é de vidro, o espelho é de luz,
Mas o que me prende é o que em ti me conduz.
Não se ama o brilho que o tempo consome,
Mas o rastro de vida que mora em seu nome.

Mais que um rosto bonito, vejo em você uma alma rara. É o seu caráter e essa bondade divina que te fazem única. O mundo vê a aparência, mas eu admiro o reflexo de Deus que habita em você

A beleza do rosto atrai, mas a do coração encanta e fica. Durma bem com a certeza de que você é especial. Boa noite!

Boa noite! Beleza no rosto é comum, mas beleza no coração como a sua é rara

A beleza de um rosto é passageira, mas a beleza de uma alma é um horizonte que só se expande⁠

O Rosto da Fé


Um relâmpago atravessa minha mente, e meus pensamentos tornam-se mais claros. Minhas mãos tremem enquanto ergo os olhos para o céu.

O rosto da fé em um mundo sem fé.

Acredito que, no amanhã, muitos desejarão que as mentiras sejam aceitas como verdades e que as verdades sejam banidas.

Por um breve instante, fiquei pensativa. Apenas uma interrogação perdida entre o meu tempo e o meu espaço.

Mas a dúvida me alcançou:

E se o invisível se tornar visível aos nossos olhos?

Será que entraremos, então, em um novo ciclo: um mundo sem fé, mas com o rosto da fé?

Estaremos realmente preparados para mudanças tão radicais?

Uma interrogação perdida, pairando na noite, faz nascer em mim a certeza de que a fé pode ser o nosso último recurso diante de uma fatalidade emocional.

Questionaram a minha fé.

Minha fé?

Ela é somente minha.

Mas torço pela sua.

“O cuidado humanizado não diminui a ciência; ele devolve à ciência o rosto de quem sofre.”
Do livro Humanização, Ética e Responsabilidade Social na Saúde, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

“Na Síndrome de Fregoli, o rosto do outro deixa de ser encontro e se transforma em máscara da ameaça.”
Do livro Síndrome de Fregoli — Quando a Pessoa Acredita que Pessoas Diferentes, na Verdade, São a Mesma Pessoa com Diferentes Disfarces, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

“Reconhecer alguém parece simples, até que a consciência perde a confiança no rosto do mundo.”
Do livro Síndrome de Fregoli — Quando a Pessoa Acredita que Pessoas Diferentes, na Verdade, São a Mesma Pessoa com Diferentes Disfarces, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

“Quando o delírio ocupa o reconhecimento, cada rosto pode se tornar disfarce e cada encontro pode parecer perseguição.”
Do livro Síndrome de Fregoli — Quando a Pessoa Acredita que Pessoas Diferentes, na Verdade, São a Mesma Pessoa com Diferentes Disfarces, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

“A máscara do psicopata não esconde apenas o rosto; esconde a ausência de empatia por trás de gestos calculadamente encantadores.”
Do livro Psicopatas — O Rosto por Trás da Máscara: Da Ciência ao Terror Silencioso, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.