Uma Mao Lava Outa Ambas Lavam o Rosto

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Hoje é meu aniversário, mas o espelho se recusou a me devolver meu rosto. Ele reteve meu antigo eu em suas profundezas, como a água retém um sino submerso. Recebi isso como misericórdia. Finalmente, uma superfície que me lisonjeia com semelhança. Ainda assim, algo pairava ali, pálido e inacabado, com a expressão de alguém cuja alma fora entregue ao mamífero errado. Cuja boca é algo ancestral que não dizia nada de forma bela. Um manual de instruções silencioso, pré-mãe, pré-boca, pré-maçã-com-uma-mordida. coreografia que herdei de estrelas que nunca assinaram NDAs, Deus vazou através de mim em pequenos lugares ilegais. o pulso. a garganta. o hematoma sob o pensamento. o café sussurrou você não é real e eu mordi a língua por estar tão convencido. o sangue chegou com seu seu pequeno argumento vermelho. Eu pretendia ascender hoje, mas a roupa suja tinha outros planos. Lá jazia ela, em seu parlamento úmido de versões inacabadas de mim mesma, todas as minhas vestes escuras votando unanimemente contra a transcendência. Dentro de mim, uma delicada engrenagem começou a reportar de Deus a Deus, a apresentar queixas ao divino: encarnação imprópria. sensação excessiva. proximidade demais. portas demais se abrindo para dentro. O céu considerou o caso não urgente. No mercado, uma criança olhou para mim e disse: "Você não é daqui". Não perguntei onde era "aqui". As crianças ainda se lembram dos guardas da fronteira do invisível. Eu estava entre os abacates e os biscoitos sem glúten, sentindo minha antiga tristeza alienígena tentar competir com os preços dos produtos orgânicos. A caixa examinou minha aura duas vezes, recusada por densidade insuficiente. Tentei rezar, mas a oração voltou. Então, curvei-me diante da torneira mais próxima e a chamei de Deus. Ela batizou meu pulso. Santa dos pequenos vazamentos. Padroeira das mulheres encontradas ajoelhadas diante de uma torneira comum, no limite de suas forças. O tempo volta a embriagar-se, cambaleando pelo meu celular, carregando as alucinações de ontem, apagando as velas antes mesmo de as acender. A cada aniversário, ele chega com um bolo numa mão e a lâmina oculta da contagem na outra.
Eu não fui convidado para o meu próprio devir. Isso me pareceu justo. Quem pode estar presente no exato momento em que a semente se divide e a escuridão se torna raiz? Quem pode permanecer presente enquanto o invisível se revela dentro do ser vivo? O algoritmo me confundiu com um anúncio. Cliquei em mim mesma sem querer e agora devo US$ 14,99 por mês por autoconhecimento premium. Ninguém me explicou o custo da consciência. Os termos eram confusos. O período de teste gratuito durou meus trinta anos. O botão de cancelamento estava escondido atrás de uma ferida da infância. E três posts patrocinados. Para regulação do sistema nervoso. Em algum lugar Uma versão paralela de mim está rindo tanto que cai da simulação antes de seu desejo se realizar. Que bom para ela. Vou apagar as velas dela também. Apagarei as velas para cada eu que enterrei sem cerimônia. Para aquela que aprendeu a sorrir com lobos nos lábios. Que entregou sua inocência ao altar errado enquanto o quarto se reorganizava em torno do crime. Para aquela que deixou o mundo tocá-la de forma errada e ainda assim fez brotar um segundo sol sob a cicatriz. Hoje é meu aniversário. O espelho continua em branco. A torneira continua sendo um deus. A roupa suja continua formando um pequeno culto doméstico no canto. E eu estou aqui, seja lá o que "aqui" signifique. Hoje é meu aniversário. O espelho continua em branco. A torneira continua sendo um deus. A roupa suja continua formando um pequeno culto doméstico no canto. E eu estou aqui, seja lá o que "aqui" signifique. Envelhecendo lindamente no paraíso errado, viva o suficiente para perturbar o silêncio, terna o suficiente para não ser poupada de nada, rindo com a boca cheia de velas, fazendo um desejo impossível após o outro, até que toda a maldita simulação se esqueça quem programou quem.⁠

Pudera eu esculpir em seu rosto um sorriso inédito e lindo, o mais belo que a arte humana já criou, um sorriso irretocável que nem Da Vincci imaginou.

#RESUMO

Sinto a brisa que acaricia o meu rosto...
Me perco nas nuvens, onde os anjos brincam de esconder...
Olho ao redor tentando entender...

Uma resposta provoca uma centena de perguntas...
Como se pudesse caber o infinito todo num sentimento...
Resumindo minha vida em um momento...
As horas voam quando encontro a felicidade...
De estar junto a você...

Consigo alcançar qualquer distância...
Sonhando...
Vou te dizer por onde ir...

Você encontrará nos meus olhos todo o amor do mundo...
Porque a cada dia e a cada segundo...
É o seu amor que me faz caminhar...

#Espelho...
Espelho meu...
Diga-me a mais pura verdade...

Por vezes à noite...
Vejo um rosto...
Que me olha de forma suspeita...
Meio a contra gosto...

Será que minha alma...
Reflete minha imaginação ?
Esta ou aquela...
Pouco me importa...
Se tudo for ilusão...

Por fora as pessoas me vêem como querem...
Uns com olhos bons...
Outros não...
Conforme coração...

Sou alma imortal...
Espírito livre...
De longas eras advenho...
Do tempo um viajante...
Nesse espaço de agora...
Somente um errante...

Espelho...
Espelho meu...
Pergunto a ti agora...
Se tudo vai bem...
No correr das horas...

Não é por vaidade...
Pesa o tempo...
Pesa idade...

Vivendo nas coisas além de mim mesmo...
Descobrindo erros e qualidades...
A cada dia nascendo à vida...
Não minta espelho...
Conte-me sua verdade...

Por que persiste?
Por que repete?
Do jeito que é...
Esse silêncio torturante...

Nada me fala...
Pouco me mostra...
Não me revela...
O saber...

Mostra meus olhos cansados...
De um menino que sustenta esse homem...
Um dia...
Muito além...
Esquecido...abandonado....

Espelho...
Espelho meu...
O que terei agora?

Dissipando minha claridade...
Arrancando minhas possibilidades...
O que foi compreendido não existe mais...
Ah...
Como sou fulgaz...

Espelho...
Espelho meu...
Desdenhei a realidade
Mostrou em mil imagens...
O que minha alma grita...
Diante de sua cruel verdade...

Sandro Paschoal Nogueira

Comemorar a Vida
é sentir a magia das horas
feito brisa que sopra no rosto.
Comemorar a Vida
é ver que a beleza do dia
Pode estar no cair da tarde,
No ensejo de um abraço
ou no afago do aroma de alecrim.
É música que invade o Jardim!

Carmen de Eugenio

Bom dia, com todo alegria e sorriso no rosto para o seu próximo. Que Deus abençoe muito o seu dia. Amém.

Complexa demais para ser rotulada. Tenho a alma de jovem, o rosto de adolescente e a maturidade de uma senhora

Novo sentimento

Desatina a minha cabeça, lembraças do seu rosto, cuja fotográfias viraram tatuagens em meu coração.

Com tantas amiúde de imagens em meus sonhos, sinto perdidamente; há um novo sentimento surgindo em mim.

Bastou apenas uma só aparição real sua, mesmo assim, sem palavras, com olhares disfarçados para tornar auspicioso meus desejos reais por você.

Agora torrente em meu coração, esse sentimento me traz esperanças, da realização de um sonho sem fim.

O seu sorriso

De certo a culpa é minha por não resistir ao encanto do sorriso em seu rosto, não sei se sou o motivo dele existir, mas confesso que por ele estou apaixonado.

Acredito que você também é culpada por transmitir tanta beleza em um sorriso; você parece fazer isso propositalmente, só pra me atiçar.

Mas acima de todos, entre você e eu, Deus seja o maior culpado, pois Ele desenhou esse lindo sorriso na mais maravilhosa tela em que eu ja vi, o seu belo rosto.

Queria descobrir os segredos que há por trás desse sorriso, desvendar os mistérios que faz com que ele se pareça tanto com o sorriso de um anjo querubim.

Esquece-lo, eu já não posso mais; esculpido em mármore, o seu sorriso se fez em escultura no jardim do meu pensamento.

Muito além de um rosto, sou presença de aristocrata. Minha idade é um mistério; minha autoridade, um fato

Sombra e Espelho
​Olho no espelho e vejo o rosto do meu pai,
E neles, os olhos de quem veio antes.
É uma história que não morre, que não sai,
Narrada em traumas e gritos distantes.
​A pobreza não é só o prato vazio,
É o medo constante de nunca chegar.
O abuso é um nó, um emaranhado fio,
Que as mãos da criança tentam desatar.
​Somos prisioneiros de um ciclo invisível,
Moldados por sombras que não são as nossas.
Onde a alegria parece algo impossível,
E as raízes da dor são fundas e grossas.
​Porém, o "Eco das Gerações" pode mudar de tom.
Se a consciência desperta e a ferida se trata,
O que era castigo torna-se um dom:
A força de quem a própria sombra resgata.

⁠Tudo é lindo em você!
Tal qual os raios do Sol que toca meu rosto pela manhã, assim foi para mim cada momento em que você esteve online para me dizer 'bom dia', tocando meu coração com sua ternura de ser

“” Lamento por você
Que não tem um amor
Que não sabe o que é ter o rosto tocado com carinho
Que não sente o gosto de um beijo não carnal
Sinto tanto, por você não ter isso.
Preocupo-me até
Desejando que Deus te abençoe com um amor assim
Simples, carinhoso, cheio de ternura.
Mas não posso deixar de lamentar
E você sabe por que...””

No espelho, não vejo mais rosto, só vulto cansado, olhar de desgosto...

A dor é tinta incandescente, cores queimadas no rosto da alma, arte da transformação.

Pés despidos na pedra fria, olhos que sabem de dor. Mas há no rosto cansado a chama viva do amor. Quem carrega o que é amado não sente o peso que levou.

A noite testa a coragem, a aurora revela o rosto da esperança. Onde a alma clama, nasce um caminho, ande, que há um propósito esperando.

Há noites em que o passado é uma chuva lenta no rosto, cada gota desenha mapas de feridas que não cicatrizam. Ando pelas ruas da memória descalço, procurando um porto. Não encontro abrigo, encontro só sinais de onde fui naufragado. E aprendo a navegar com a fome como timão.

A noite mais longa revela o contorno verdadeiro do nosso rosto à luz das pequenas certezas que resistem.

Sorrio por economia de forças, para que o rosto não quebre. Por dentro, há um mercado de lembranças em liquidação: tudo pela metade. Compro apenas o necessário, memórias que me sustentem até o amanhã, e guardo o resto numa caixa que só abro quando a noite me desafia.