Uma carta em Forma de poema de Amizade
Eu tive uma visão com 5 leões descendo furiosos em forma de ataque na terra!!
Eu estava acordada, fechei meus olhos e de repente, até me assustei!!
abri os olhos abruptamente e deu medo. Foi muito real!!
Há uns 5 meses atrás!😭
E agora, é o terceiro dia de guerra entre ISRAEL e HAMÁS!!
Todos os países do oriente médio, estão ficando contra ISRAEL...
Preocupante!!
PS: não anotei a data
Uma letra sozinha é apenas uma letra, mas unida a outras, da forma a uma palavra. Uma palavra sozinha é apenas uma palavra, mais unida a outras forma-se uma frase. Uma frase sozinha é apenas frase. Mas uma frase unida a outras frases forma-se em uma HISTÓRIA.
MORAL: Na vida ninguém constrói uma história sozinho, precisamos de outras pessoas para dar sentido naquilo que somos.
Todos os dias são dias de agradecer.
Ninguém vive as mesmas 24 horas da mesma forma.
Cada um de nós é diferente e enfrenta lutas diárias distintas.
Busque driblar seus desafios e seguir em direção às suas metas.
Agradeça pelo hoje, agradeça pela vida.
Deus dará a sua recompensa na hora certa. ✨
Bebê eu queria de alguma forma homenagea-lo para assim poder retribuir o carinho, atenção, demonstrações que você tem para comigo mas...como você sabe não sou muito boa com poemas diferentemente de você, que é um verdadeiro artista, então venho através deste humilde texto declarar minha gratidão e o meu carinho , ou pelo menos tentar porque acho que palavras não são o bastante para demonstrar sentimentos.
Me encontrei no seu abraço como não havia me encontrado em nenhum outro, vulgo o mesmo quando o tenho não quero soltar, me sinto segura com você, você me passa segurança, acho lindo a forma que sorri para mim, acho magnífico o seu jeito único de ser, de ver e viver a vida, você me encanta todos os dias, não sei se é possível mas parece que a cada dia me apaixono mais pela pessoa maravilhosa que você é e me demonstra ser.
A sensação que eu tenho é que já estava tudo aqui dentro só te esperando sabe ?! Parece que sempre fui apaixonada por você, sempre gostei de você e agora te tenho ou acho que tenho e fez com que tudo viesse a tona.
Achei que era banal e ridículo apaixonar e sentir coisas tão profundas com outrem em tão pouco tempo, mas com você é diferente, é verdadeiro, te quero comigo, quero cuidar de você, quero te olhar todos os dias, te abraçar, te beijar, dizer o quanto você é importante e essencial para mim. De fato não sei como alguém pode se tornar tanta coisa para uma pessoa em tão pouco tempo mas você conseguiu, me ganhou nesse pouco tempo e se tornou muita coisa pra mim.
Eu queria bloquear todo esse sentimento, não queria deixar fluir pq tenho medo do que pode acontecer, mas é tão lindo te ver, estar com você, é tão bom ter a sua presença e não consegui controlar esse sentimento ( queria ser igual a mulher do filme, ela sim tem controle das coisas ).
Talvez eu esteja sendo precipitada!? Sim, óbvio mas não sou de esconder aquilo que sinto pois não é pecado gostar de alguém, então prefiro lhe contar.
Quero te agradecer por me deixar conhecer esse ser maravilhoso que és tu e lhe dizer que te quero comigo por muito tempo (toda a eternidade para ser mais precisa porém vai me achar louca e iludida então deixe como está, ignore esse parêntese), quero te fazer a pessoa mais feliz do mundo, se você deixar...
Você faz do meu dia, um dia melhor .
E de longe veio a sorrir, de uma forma meiga, difícil não retribuir;
Lá, com uma alegria contagiante, uma vontade invejável;
Ao provocar inusitadamente, um olhar, e que penetrante era esse olhar...
Após tempos de procura, o ás chegou ao destaque principal;
Não pude deixar de sorrir, ela me trouxe o sonhar;
Antes mesmo de eu pedir, já havia encontrado ali;
Logo após meu sofrimento, uma nova esperança foi-me surgir
Agora não sei mais como descrever, cada sensação a me corroer;
Uma amizade que veio me libertar, me fez voltar acreditar;
Real ou irreal, minha mente não para de pensar, só não deixarei passar;
Ao menos posso voltar a me permitir sonhar, imaginar, desejar e quem sabe depois de tanto tempo, eu volte finalmente à [...]
Ser estranho é uma forma sofisticada de lucidez. Uma consciência em carne viva que sente o mundo com excesso de precisão. Não é excentricidade, é viver em descompasso com o consenso, ouvir o ruído no meio da música, perceber o vazio por trás das certezas.
A dor vem da dissonância entre o que se vê e o que se finge não ver. Enquanto a maioria se protege com ignorância conveniente, o estranho sofre de clareza. Nietzsche chamaria de “doença do espírito elevado”.
E ainda assim, amar. Amar o humano mesmo quando o entende demais.
Ser estranho é viver tonto de liberdade, duvidar até da própria dúvida. Os outros chamam de “confusão”, mas é só alma demais.O estranho é o herege das convenções, o que “rompe tratados e trai os ritos”.
Há delícia também: ser inclassificável, ver poesia no que escapa ao óbvio, rir de si mesmo enquanto o mundo desaba. Perceber o padrão invisível que Jung chamaria de sincronicidade.
O estranho sente o tempo de outro modo: lento por dentro, rápido por fora. Sente o amor como místico, o tédio como luto. Nada é raso, tudo fere, tudo ilumina. E quando o chamam de “intenso”, ele sorri — intensidade é só estar vivo demais num tempo de gente anestesiada.
Ser estranho é viver num exílio fértil, criar, refletir, desobedecer. Estranheza é antecipação do que o mundo ainda não está pronto pra entender. Ser estranho é ser o rascunho do que ainda não tem nome e sorrir, discretamente, sabendo que a habilidade de lidar com o desconforto é um puro sinal de autenticidade e um atestado de maturidade.
(Douglas Duarte de Almeida)
Assumi comigo um compromisso que não foi bonito de fazer. Não veio em forma de promessa leve, nem de entusiasmo. Veio quase como um pacto silencioso depois de atravessar dias em que existir parecia excessivo demais.
Houve momentos em que desejei não estar. Não por falta de coragem, mas por cansaço. Um cansaço que não se explica, apenas se instala e vai apagando as bordas da vida. E, ainda assim, entre um intervalo e outro dessa vontade de desaparecer, havia algo mínimo que insistia.
Um resto de vida. Quase nada, mas suficiente. E foi nesse quase que eu me agarrei. Não por certeza, mas por decisão. Porque, se ainda havia algo em mim que pulsava, por menor que fosse, então talvez valesse a pena sustentar isso um pouco mais.
Foi ali que assumi esse compromisso. Não o de ser feliz o tempo todo, mas o de não abandonar a possibilidade de viver com verdade enquanto eu estiver aqui. De não desperdiçar completamente aquilo que, de alguma forma, ainda insiste em mim.
A felicidade, entendi, não viria como estado permanente. Mas poderia existir em fragmentos, em respiros, em pequenos instantes que, somados, sustentam a travessia.
Se estou aqui, então que valha. Que atravesse. Que sinta. Que, apesar de tudo, eu não me recuse a viver a vida que ainda me vive.
Se existe um dilema que acompanha o Direito desde suas origens, é a tensão entre seguir a forma e alcançar o que se entende como justo.
Essa tensão não é um problema recente. Ela aparece desde os sistemas jurídicos mais antigos e continua viva no cotidiano de qualquer operador do Direito. De um lado, o formalismo garante previsibilidade, segurança e estabilidade. De outro, a busca por justiça exige sensibilidade, interpretação e, muitas vezes, certa flexibilidade diante do caso concreto.
Na prática, o Direito vive exatamente nesse equilíbrio instável.
O formalismo jurídico cumpre uma função essencial. Ele organiza o sistema, estabelece regras claras e limita arbitrariedades. Sem forma, o Direito se tornaria imprevisível, dependente exclusivamente da vontade de quem decide. É a forma que impede que decisões sejam tomadas de maneira puramente subjetiva.
Mas o excesso de formalismo pode gerar um efeito colateral importante: decisões tecnicamente corretas que parecem, sob a ótica humana, desconectadas da realidade.
Essa tensão aparece de maneira muito clara em situações processuais em que um detalhe formal pode impedir o exame do mérito. Para alguns, isso representa rigor necessário. Para outros, uma barreira que impede o acesso efetivo à justiça.
Aqui, vale lembrar que o Direito não existe em um vácuo. Ele está inserido em uma realidade social concreta, onde pessoas lidam com conflitos reais, expectativas frustradas e consequências práticas. É nesse ponto que a ideia de justiça ganha relevância.
Uma referência clássica para pensar essa tensão é a obra de Antígona. No conflito entre Antígona e Creonte, temos de um lado a lei do Estado, representada pela ordem formal, e de outro um senso de justiça que transcende a norma escrita. A tragédia não resolve a tensão, mas a expõe de forma profunda: seguir a lei nem sempre elimina o conflito moral.
No mundo moderno, essa discussão ganha novas camadas.
Autores como Lon L. Fuller destacaram que o Direito não é apenas um conjunto de comandos, mas um sistema que depende de certas qualidades internas, como coerência, clareza e aplicabilidade. Para ele, existe uma moral interna do Direito que precisa ser preservada para que o sistema funcione adequadamente. Isso mostra que o formalismo, por si só, não é neutro, ele precisa servir a um propósito maior.
Por outro lado, a busca por justiça também não pode ignorar completamente a forma. Se cada decisão fosse tomada apenas com base em percepções subjetivas de justiça, o sistema perderia consistência e previsibilidade. O Direito deixaria de ser um instrumento de organização social para se tornar um conjunto de decisões casuísticas.
É nesse ponto que a tensão se torna produtiva.
Na prática jurídica, essa dualidade aparece o tempo todo. Um advogado precisa saber quando insistir em um argumento estritamente formal e quando construir uma narrativa que evidencie a justiça material do caso. Um juiz, por sua vez, precisa equilibrar a aplicação da norma com a análise das circunstâncias concretas.
Essa dinâmica pode ser comparada, em termos culturais, a um bom romance realista, como os de Machado de Assis. Em obras como Memórias Póstumas de Brás Cubas, não há respostas simples ou absolutas. As situações são construídas a partir de ambiguidades, contradições e nuances humanas. Da mesma forma, o Direito lida constantemente com casos que não se resolvem apenas pela aplicação mecânica de regras.
Outro ponto relevante é que o formalismo muitas vezes funciona como um filtro institucional. Ele impede que decisões sejam tomadas de forma arbitrária ou influenciadas por fatores externos indevidos. Nesse sentido, a forma protege a própria ideia de justiça, ao garantir que casos semelhantes sejam tratados de maneira semelhante.
Ao mesmo tempo, quando aplicada de forma rígida e descontextualizada, a forma pode se afastar do seu objetivo original. É nesse momento que surge a percepção de injustiça, mesmo quando a decisão está tecnicamente correta.
Essa tensão também pode ser observada em sistemas processuais contemporâneos, onde princípios como razoabilidade e proporcionalidade passaram a ter maior relevância. Eles funcionam como ferramentas que permitem ao intérprete dialogar com a norma, sem romper completamente com o formalismo.
Na prática, o profissional do Direito precisa desenvolver uma espécie de sensibilidade dupla.
De um lado, dominar a técnica, compreender regras, prazos, procedimentos e estruturas formais. De outro, ter capacidade de interpretar o caso concreto, entender os interesses envolvidos e construir soluções que façam sentido não apenas juridicamente, mas também do ponto de vista humano e social.
Talvez a melhor forma de enxergar essa tensão não seja como um conflito a ser resolvido, mas como um equilíbrio a ser administrado continuamente.
O formalismo garante que o Direito exista como sistema. A busca por justiça garante que ele permaneça relevante para a vida das pessoas.
E é exatamente nessa interseção que a atuação jurídica ganha profundidade.
Israel
Por que Deus formou o povo de Israel? Foi da mesma forma que chamou Noé e sua família, para fazer juízo contra os homens pecadores, antes do dilúvio. Deus tinha mandado um dilúvio para matar os homens pecadores! Também os gigantes que eram o fruto do pecado, dos anjos caídos, que no "Monte Hermom"fizeram um pacto entre 200 anjos, que todos eles possuiriam as "Filhas dos homens, para terem filhos delas. Assim apareceram antes do dilúvio os gigantes. Foi por isso que Deus mandou o dilúvio.
Assim morreram afogados os homens pecadores e os gigantes! Mas depois do dilúvio no meio da humanidade nova, algo aconteceu. Nem toda a humanidade era pura.
Aconteceu o mesmo que tinha acontecido antes do dilúvio. Especialmente no meio do povo cananeu. De igual, alguns anjos caídos voltaram a entrar a algumas mulheres cananeias. Assim estas geraram outra vez "gigantes"! Estes gigantes com os cananeus, faziam toda a injustiça. Foi por isso que Deus chamou o povo de Israel para matar totalmente os homens pecadores, adoradores de Demônios com os gigantes.
Deus não tolera o pecado, por isso nunca o tolerou! Nem tolera nos nossos dias! A não ser que os pecadores se arrependam, com um arrependimento tão grande como o seu pecado. E isto é concedido, somente pela graça de Deus. Pela fé em Jesus Cristo. Ainda hoje também é assim. Foi por isso que Deus formou o povo de Israel. Para executar um segundo dilúvio de sangue no mundo. De Israel veio o Messias, para morrer, pela humanidade. Isto porque Deus não tolera o pecado. Pois não poupou seu filho amado, que morreu e ressuscitou para justificação dos homens.
"O mundo se silenciou. Silenciou da mesma forma em que eu me silenciei quando há vi entrar pela primeira vez por aquela porta...
O mundo se silenciou. Nós nos silenciamos... Ficamos ali lado a lado, faltou voz e palavras, mas sobrou amor. Até parece que ele sabia que ela ao entrar por aquela porta deixaria de ser o mundo e passaria a ser só o meu mundo."
Viva sua vida de forma que o medo da morte nunca possa entrar em seu coração. (...)
Prepare uma canção fúnebre para o dia de quando você atravessar a grande passagem. (...)
Quando chegar sua hora de morrer, não seja como aqueles cujos corações estão preenchidos de medo da morte, e que quando a hora deles chega, eles choram e rezam por um pouco mais de tempo para viverem suas vidas novamente de uma forma diferente. Cante sua canção de morte e morra como um herói indo para casa.
Se tudo o que disseram for uma história criada com a forma de nos domesticar, e que cada uma dessas crenças for um cadeado para nos tirar da verdadeira realidade e da fonte, a verdadeira fonte sobre a real necessidade de ser e estar aqui…
Isso não te assusta?
A mim assusta muito.
Pensar que talvez grande parte do que aprendemos veio embrulhado em regras, medos e narrativas construídas para nos manter dentro de cercas invisíveis. Como se a verdade tivesse sido fragmentada em pedaços, espalhada entre livros, templos, ideologias e vozes que dizem saber o caminho, mas muitas vezes apenas repetem aquilo que também lhes foi entregue.
Eu quero entender.
Mas quanto mais busco, mais percebo quantas falhas existem no caminho. Textos que se contradizem, interpretações que mudam com o tempo, homens defendendo verdades absolutas enquanto a própria realidade parece mais complexa do que qualquer resposta pronta.
Às vezes tudo isso faz parecer que estou sozinho por aqui.
Como se estivesse caminhando num corredor enorme de perguntas, onde cada porta aberta revela apenas mais dúvidas.
E, no fundo, existe uma curiosidade quase inquietante: a vontade de ver o final. De entender qual é, de fato, o efeito de todo esse manifesto humano que chamamos de história, religião, filosofia e existência.
Qual é o real bem?
Qual é o real mal?
Será que são forças claras e separadas, ou apenas reflexos das escolhas humanas ao longo do tempo?
Talvez a maior inquietação não seja a dúvida em si, mas perceber que viver também é caminhar dentro dela. Entre luz e sombra, entre fé e questionamento, entre aquilo que nos ensinaram e aquilo que sentimos no silêncio da própria consciência.
E talvez, no meio de tudo isso, a verdadeira busca não seja destruir as crenças…
Mas descobrir se ainda existe uma verdade viva por trás de todas elas — uma fonte que não foi escrita por homens, mas que ainda fala, silenciosamente, dentro de quem realmente decide procurar.
By Evans Araújo
Sou grata pela bondade de Deus em minha vida,
pela forma silenciosa e constante com que Ele me sustenta,
pelos cuidados que muitas vezes só percebo depois,
quando olho para trás e vejo que, mesmo nas tempestades,
havia uma mão me guiando,
um amor me guardando,
e uma presença me impedindo de cair.
Sou grata porque, mesmo quando me sinto pequena diante do mundo,
Ele continua me lembrando do meu valor
e do quanto sou profundamente amada. ✨
Carta de um amor
Jaz um sentimento no que se punha toda verdade em forma de emoções e atos; e os transmitia em palavras de gratidão e zelo então. O sentir era transcrito das mais diversas maneiras de afagar o coração.
Ao fechar os olhos, seu sorriso involuntário traduzia um carinho na alma resgatado por uma lembrança inefável.
O sinônimo rodeava seu corpo nas mais diversas cores e sensações; e de dentro de uma ostra nascia a mais bela das ilusões.
Jaz um envolvimento no qual o egoísmo não conjugava verbo algum. Desmedido, solto, livre! Em suas asas continha um porção extra de um mágico antídoto, que destilado na ponta da língua através de um doce beijo, paralisava toda a terra em seu redor. A dor como um ato de amor tinha seu papel em sua melhor transcrição sentida; era a saudade desmedida, que em suas visitas com sua partida, a conhecia salteado e de cor.
Dizem que existiu, que quem o sentiu teve sorte, quem viveu teve em suas mãos o mais precioso bem já sentido e tocado. Que tinha o poder de transformar todo o planeta em um único ponto, onde o pensamento faz morada.
Jaz a necessidade de amar, o desejo de afagar e indistintamente transformar o sentir no mais nobre sentimento já permitido e jamais compreendido.
Amor de céu, amor de terra, amor de fogo, amor de mar, amor de amar.
Amor de se envolver sem medo, amor de cultivar desejos, amor de banhar a alma, amor de se entregar.
Jaz amor, aqui o amor, já sentido em sua mais forte e única verdadeira forma de estar. Jaz, o amar.
O coração
Estou vivendo
Meu amor abnegado
Que lhe vê viver teus sonhos.
De toda forma que te amei
Desejei me ver em ti.
Teu corpo tão distante
Não me afasta deste amor,
Apenas traz saudade
De quem nem sempre me negou.
Se não toquei teu coração
Já floreei teus pensamentos,
Só não me revelastes
Onde estava o coração.
Edney Valentim Araújo
1994 / 1996
Tem sonhos que não nascem prontos.
Eles vão ganhando forma aos poucos,
no tempo certo,
entre silêncios, tentativas e espera.
E quando finalmente florescem,
o que mais importa não é o que se vê…
é quem está por perto pra sentir junto.
Porque existem momentos
que não pedem plateia,
pedem presença.
Não pelo espetáculo,
mas pela história que existe ali.
No fim,
não é sobre o lugar,
nem sobre o momento em si.
É sobre dividir o instante
com quem, de alguma forma,
também faz parte dele.
Emoções primárias são aquelas que surgem de forma automática, instintiva e universal diante de estímulos básicos da vida. Elas não precisam de linguagem para existir, nem de cultura para se manifestar. Um bebê chora quando sente medo ou desconforto, sorri quando sente prazer e grita quando se frustra mesmo sem ter aprendido nada disso.
Do livro: A anatomia das emoções de Nina Lee Magalhães de Sá
GENTIL, NÃO SUBMISSA
Sou empática, mas também protejo os meus limites
Falo de forma calma, mas também digo as minhas verdades
Posso perdoar, mas isso não significa que tenha de esquecer
Sou compassiva, mas também me afasto de quem me magoa
Posso expressar
carinhos profundos,
mas não aceito faltas de respeito
Sou gentil, mas não estou disposta a sacrificar a minha paz
Ouço com atenção, mas não resolvo
a vida dos outros
Posso importar-me muito contigo,
mas escolho-me sempre em primeiro lugar
A desumanidade
A desumanidade raramente se apresenta de forma explícita. Ela não chega anunciando a si mesma como crueldade ou indiferença. Pelo contrário, muitas vezes se disfarça de normalidade — de rotina, de interesse legítimo, de prioridade inevitável. É nesse terreno silencioso que ela se instala: quando vidas humanas passam a ser tratadas como números, quando tragédias se tornam apenas mais um evento no fluxo contínuo de informações, quando o sofrimento do outro perde densidade por não nos afetar diretamente.
Grande parte dessa desumanização nasce de interesses próprios e egoístas que operam em diferentes escalas. No nível individual, manifesta-se como autopreservação excessiva, como a tendência de priorizar o próprio conforto emocional em detrimento da empatia. No nível coletivo, aparece em sistemas políticos, econômicos e midiáticos que, mesmo sem intenção explícita, acabam reduzindo a complexidade humana a abstrações gerenciáveis. Assim, o que deveria ser intolerável torna-se apenas mais um dado assimilado.
Há também um mecanismo psicológico profundo: a fragmentação da responsabilidade. Quando muitos estão envolvidos — direta ou indiretamente —, a sensação de culpa se dilui. O resultado é um cenário em que ações com consequências devastadoras podem ocorrer sem que ninguém, individualmente, se sinta plenamente responsável. Essa dissociação permite que pessoas que também possuem famílias, afetos e histórias ajam ou consintam com realidades que negam exatamente esses mesmos valores nos outros.
O problema não é apenas moral, mas estrutural. Ainda operamos como partes isoladas, competindo por recursos, reconhecimento e poder, como se a sobrevivência fosse um jogo de soma zero. Nesse modelo, o outro facilmente se transforma em obstáculo, estatística ou abstração. A empatia, que deveria ser um princípio organizador, torna-se circunstancial.
Superar isso exige mais do que boa intenção. Exige uma mudança de paradigma: reconhecer que a separação entre “nós” e “eles” é, em grande medida, uma construção. Biologicamente, socialmente e até ecologicamente, já somos interdependentes. A ideia de humanidade como um único organismo não é apenas uma metáfora idealista — é uma descrição mais fiel da realidade do que a lógica fragmentada que ainda predomina.
Viver como um único organismo implica internalizar que o sofrimento em qualquer parte desse sistema é, de alguma forma, um dano ao todo. Significa substituir a indiferença pela responsabilidade compartilhada, e o interesse egoísta por uma consciência ampliada de pertencimento.
Ainda estamos longe disso. Mas o simples fato de reconhecer a desumanização — de se incomodar com ela — já é um sinal de que esse caminho existe. A transformação começa exatamente nesse ponto: quando nos recusamos a aceitar como normal aquilo que diminui o valor da vida humana.
08/04/2026 - Reflexão sobre o evento ocorrido no dia 28 de fevereiro de 2026, em que um bombardeio atingiu a escola primária feminina Shajareh Tayyebeh em Minab, no sul do Irã.
Minha pesquisa atua na tensão entre silêncio e forma, onde o íntimo se afirma como presença.
A partir desse território, expande-se para questões coletivas e políticas, atravessando os impactos da colonização, as violências contra povos indígenas e mulheres, e os conflitos ambientais ligados à monocultura do eucalipto, ao uso do mercúrio e à exploração de energia fóssil.
Lilian Morais
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