Um Poema para as Maes Drummond
Dessa vida não se leva absolutamente nada, mas eu tenho um medo desgraçado daquilo que um dia ela levará de mim.
Não é amigo quem sempre busca a utilidade, nem quem jamais a relaciona com a amizade, porque um trafica para conseguir a recompensa pelo benefício e o outro destrói a confiada esperança para o futuro.
Liberdade é pouco. O que desejo ainda não tem nome. – Sou pois um brinquedo a quem dão corda e que terminada esta não encontrará vida própria, mais profunda. Procurar tranquilamente admitir que talvez só a encontre se for buscá-la nas fontes pequenas. Ou senão morrerei de sede. Talvez não tenha sido feita para as águas puras e largas, mas para as pequenas e de fácil acesso. E talvez meu desejo de outra fonte, essa ânsia que me dá ao rosto um ar de quem caça para se alimentar, talvez essa ânsia seja uma ideia – e nada mais.
Já me borrei de tanto rir ouvindo o infinito sempre explicado. Se sendo é um verbo, prefiro ficar sendo calado.
Assim, vou sobrevivendo a cada um dos tombos e tropeços em meio a ventania dos últimos tempos. Uma coisa é certa: tenho conseguido vencer o desafio de me manter em pé a cada folha que caiu...
Beleza não é nada se você tiver uma atitude podre. É como um livro com uma boa capa, mas com a história sem sentido.
Eu posso até estar triste, tão triste quanto um hipopótamo insone, mas te vejo e a alegria me ilumina!
O Universo pode ter um objetivo, mas nada que nós sabemos sugere que, se for assim, esse objetivo tenha qualquer semelhança com o nosso.
Para que vieste / Na minha janela / Meter o nariz? / Se foi por um verso / Não sou mais poeta / Ando tão feliz.
Amar o impossível é ter fé que um dia será conquistado. Se não obteve vitórias é porque verdadeiramente não amou, e se por muito tempo espera é porque ainda não chegou o fim.
A paz não é espera nem descanso. É um equilíbrio que se mantém no movimento e que desdobra constantes energias de espírito e de ação. É uma força inteligente e viva. Dizer sim à paz é dizer sim a Deus.
Eu tenho um sonho de que um dia meus quatro filhos vivam em uma nação onde não sejam julgados pela cor de sua pele, mas pelo seu caráter.
Quem já não se perguntou: sou um monstro ou isto é ser uma pessoa?
Quero antes afiançar que essa moça não se conhece senão através de ir vivendo à toa.
Precisamos de livros que nos afetem como um desastre, que nos entristeçam profundamente, como a morte a quem tenhamos amado mais que a nós mesmos, como ser banido pra florestas isolas de todos, como um suicídio. Um livro deve ser um machado para o mar enregelado que temos dentro de nós.
Eu amei esse quadro da primeira vez que o vi. Amei a ideia de um homem solitário em luta contra a morte.
Uns queriam um emprego melhor; outros, só um emprego. Uns queriam uma refeição mais farta; outros, só uma refeição.
Nota: Trecho de um texto atribuído a Chico Xavier.
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