Um Poema para as Maes Drummond
hoje por um descuido
encontrei um fio de cabelo teu
uma pequena parte de ti
que insiste em ficar
estava no teu travesseiro
que me recuso a tirar da cama
sabe, não entendo de anatomia
nem tampouco das células capilares
mas esse fio de cabelo
parece não viver mais
depois que se desprendeu de ti
creio que não haja nele
nem um pequeno resquício de vida
como pode entre eu e ele
haver tanta semelhança?
somos completamente iguais
eu também já não vivo mais
depois que me desprendi de ti
mas infelizmente
assim como ele
continuo existindo
e o pior
assim como ele
continuo sendo teu
e mesmo quando a minha imagem
não passar de um vulto embaçado
num porta-retratos empoeirado
mesmo quando o meu nome
estiver escrito apenas numa lápide
abandonada e encardida
mesmo quando nenhuma alma viva
lembrar da minha passagem por aqui
mesmo quando nada mais existir de mim
vultos, imagens, nomes ou lembranças
mesmo assim
meu coração continuará pertencendo a ti
A vida é um grande brinquedo
que foi dado a nós crianças.
O brincar desse brinquedo
são as nossas esperanças.
LA
Você tem um sorriso bobo que me ganha
Às vezes eu tô triste e só faço manha
Esquece tudo isso e diz que me ama
Só assim
Todos os meus manos de roupa de grife
Todos os meus manos vieram da rua
Sei que eu sou um menor muito exibido
Mas não sei por que eles se preocupam comigo
Eu não sou famoso, mas olha como eu me visto
Cabelo roxo, eu posso' mano, porque eu tenho estilo
Juro, eu só tô tentando mudar de vida
Dar um pouco de orgulho pra minha família
Não esqueça, meu mano, o mundo gira
Um viva
Um viva, pela vida,
Seja ela como for...
Fez de mim um homem livre
Pra vivermos nosso amor.
Não me tenho no teu corpo,
Não me sai o nosso amor,
Sou em tudo uma parte
Do que te falta como sou.
Um viva pela vida
Que nesse amor nos viu nascer,
Um viva pela vida desse amor
Que nasceu pra não morrer...
Edney Valentim Araújo
1994...
A água do mundo
É um olho triste por calar
A água do mundo é não lembrar
A dona do mundo faz
Do alcance o seu dizer
Ter água no corpo é merecer
QUIMIQUISANDO:
"Se eu fosse um oxigênio...
Queria você como meu par...
Numa ligação covalente...
Pra gente formar o ar!"
Mãe...
Teus braços sempre se abrem quando preciso de um abraço... Teu coração sabe compreender quando preciso de uma amiga... Teus olhos sensíveis se endurecem quando preciso uma lição... Tua força e teu amor me dirigiram pela vida e me deram as asas que precisava para voar!
Que a beleza das flores, a doçura do mel, o brilho das estrelas, envolvam você hoje e que você continue irradiando este amor e esta alegria que você sempre nos ofereceu!!!
Que eu tenha sempre comigo:
Colo de mãe..
Abraço apertado..
Riso de graça..
Brilho no olho..
Amor quentinho..
Tristeza que passa..
Força nos ombros..
Criança por perto..
Astral bonito..
Prece nos lábios..
Saudade mansinha..
Fé no futuro..
Delicadeza nos gestos..
Conversa que cura..
Cotidiano enfeitado..
Firmeza nos passos..
Sonhos que salvam!!!
Te amo mais que tudo, mãe!!! Você é a melhor pessoa que conheço e lhe desejo muita saúde, amor e toda felicidade do mundo!!! Parabéns, Mãe !!!❤
Os pensamentos vagam
Como um vagalume na escuridão
Cantando o soneto em linhas horizontais
Nas cordas soando uma bela melodia
Na bagagem uma dose de si em si mesmo
Os pensamentos vagam
Lentamente na mente
Como um sonho flutuante em outro continente
Como o vento em vôos rasantes
Como um olhar inerte de uma criança ao cata-vento.
-Farley Dos Santos-
Vivo em um círculo sem fim
sempre girando
não importa o que eu faça
sinto que não saiu do lugar
não conquistei nada
fico cada dia mais velho
mais perto de morrer
me pergunto todo dia
vale mesmo a pena viver
essa vida vazia
sem graça e sem propósito algum
mesmo assim aqui estou
seguindo em frente
como um navio no breu
sem saber para onde vou e se chego em algum lugar
vou levando a minha vida
girando e girando sem parar.
Quer ser ouvido (a)?
Procure um psicólogo (a).
Conversando com “amigos”, você começa a falar e logo é interrompido pelos pronomes: Eu, meu, minha.
Nem erramos no final
Por que nem ouve de fato começo
Um caminho que pensamos não ter volta
E nem chegamos a trilhar
Uma escolha que seguimos
Sem se quer imaginar
Há intensidade do sofrimento
Que espera nos amparar.
Você tem que pensar que seus obstáculos são como um monte de feno.
Você deve rastelar ele aos poucos fazendo pequenos montes, demora, mas uma hora o que era um monte grande de feno, se transforma em um monte pequeno.
Caso você queira rastelar tudo de uma vez, vai descobrir que é difícil e talvez desista.
E quer saber, seja lá o que for, um problema ou um objetivo, nada na vida é difícil, só é trabalhoso, você só tem que dividir em pequenas partes, como um monte de feno, e sim, as coisas demoram, e caso tente fazer tudo de uma vez, vai descobrir que as coisas se tornam difíceis quando tentamos encurtar o tempo de aprendizado.
Pode até ser em passos de formiga, não importa, por menor que seja o passo, já é o suficiente pra sair do lugar, e transformar o que era impossível em possível
A solidão é bicho estranho. Às vezes, inspira quem escreve, dá um bom livro ou filme. Outras, deprime, faz sentir uma tristeza que parece não ter fim.
Volta e meia, vem do abandono, assola quem fica só. Por outro lado, também faz sentir só quem está com um monte de gente ao redor.
A verdade é que solidão dói, seja qual for sua origem, quando a gente se sente sem a gente. Quando a nossa companhia não é apreciada por nós mesmas/os.
Então, não é somente questão de estar só, mas de como a gente lida com isso...
Seg, 25/02/2013 20:30
Como eu foi longe
Muitos sentidos no amanhecer de um dia diferente
Com uma nova canção que estava dentro de mim
Como um grande sonho de fazer as pessoas me ouvir de alguma forma
Mas é estranho isto não me importa mas
Com o tempo o silêncio e dor me fez calar
Calar por aquilo que eu acreditava
Eu mudei
Minha maneira de pensar
De agir
De ver as coisas
Como ir tão longe
Se não vejo o amanhecer
Se não sinto o dia diferente
Sem uma nova canção.
E aquilo que estava em mim morreu
Com o tempo e o silêncio e a dor
Me fez calar........
Ela é como um mar de poesias
Ondas fortes e cheia de mistérios
Um mar revolto longe do cais
E eu corajoso marinheiro que sou
Com meu barquinho remo ao encontro do seu porto
Que é o seu corpo.
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