Um Poema para as Maes Drummond
Amar é se recostar.
Se recontar em inúmeras equações matemáticas e entender que o destino nos quer ali. Juntos. Amar é essa força que aproxima a gente. Que enche nosso coração de paz ao estar perto um do outro. E ainda que a conta seja de subtrair, a gente subtrai. A tristeza. O tédio. O sossego. E bagunça de novo pra arrumar a conta. Ao se dar conta, inclusive, que no jogo do desapego, a gente perde. Porque o que a gente quer mesmo é se pegar.
Na sala, no quarto. Na cozinha, enquanto eu tento me concentrar na tua imagem ao mastigar qualquer alimento. Percebendo que até ali a tua boca me chama.
Amar é essa vida louca feliz que encontramos pra viver. Fazendo malabarismo pra matar nossa vontade de estar juntos. De perder horas ao telefone. Esticando a noite até o dia seguinte. Enquanto você estica as tuas pernas por cima das minhas. E eu coloco a minha cabeça no teu peito sem a interferência de nenhuma roupa.
As batidas do teu coração dizem “eu amo você”.
É, eu escuto.
Amar é isso.
É saber, ter certeza.
Sem que o outro diga nada.
A gente sente.
Free
Quando o labirinto da existência se fecha
Num emaranhado de emoções
Que entrelaçam a alma
Necessitando de refúgio
Necessitando de calma
Sedenta, abre um livro
Que a transporta para outra dimensão
Uma realidade difusa e surreal
Que ressuscita o triste coração
Como num sonho fantasioso
A alma flutua
Numa catarse perfeita de prazer
Impalpavél...
Indescritível...
Imensurável...
[...] Realidade?
A alma flutua dentro das entrelinhas
Em meio a voz do autor
Que sussurra suas ideias
Dentro do universo do leitor
E alça voo dentro da narrativa
Quebra os grilhões da ignorância
E segue numa insaciável busca
Com uma sede ínfima
Que somente quem voa sabe
O sabor do vento da liberdade
Conduzindo a alma para níveis infinitos de aprendizado e liberdade
Por isso ela não quer
Mas fechar o livro
Não quer parar de sonhar, flutuar...
Esperança
O meu verde
Confunde sua visão
Quando estou entre
As palmeiras
Em sua casa, no quebrar de um copo
Em vez de azar
Levarei esperança
Ao seu sentir
Sem sorte.
Olhar poeta
Vejo cheiro de terra
Molhada.
Neste estado apaixonado,
Sinto-me presa
Dos seus braços
Suados, quentes…
Miro tudo de formas
Diferentes; vezo botões
Se transformarem
Em flores.
Veto seus beijos
Em outro
…
Beijo vagabundo.
Olhar poeta.
A INFÂNCIA QUE LOBATO SONHOU
Subindo na goiabeira
Tomando banho no igarapé
Disputando corrida na trilha
Empinando pipa no céu
Brincando de pira-se- esconde
Tomando banho de chuva
Ouvindo as histórias de Visconde
Ao brilho da linda lua
Eita que sonhou bonito
A infância
Seu Lobato, sim senhor!
Menino rodava pião
Menina brincava no chão
Eram tão felizes não conheciam tristeza não!
Se hoje Lobato chegasse numa casa na capital
Não iria entender,
- Cadê as crianças do quintal?
Tão dentro de casa seu Lobato
No tablet e, no computador
Assistindo TV a cabo
Brincando no celular
- Como assim? Cabo ou taco?
- Não, TV a cabo!
Desnorteado começa a falar:
O meu sonho de infância acabou...
Num pesadelo moderno se tornou.
Te amo
pelo simples fato
de te amar
Se falhamos
em algum momento
Erros cometemos
Dúvidas percorreram
Mas nunca tivemos força
para o barco abandonar
Lá no fundo
Eu e você sabíamos
O que Deus uniu
Nossas almas permitiram
Sempre nos amar
Mesmo com as tempestades
Lá no fundo sabíamos
Que o amor é maior
do que qualquer tentação
E nossa maior lição
É provar pra todo mundo
Que o verdadeiro amor
Supera tudo
Te amo
com todos os defeitos
E o respeito que temos
É a prova
de que o amor é tudo
Te amo
pelo simples fato
de te amar
PRA VOCÊ EU QUERO...
Ser menina nas brincadeiras
Na cama ser mulher
Ser sua melhor amiga
E desconhecida para que sempre tenhas algo novo a descobrir
Eu quero ser o porto onde desejes ancorar
Mas também quero ser o vento que te leva a outras águas
Eu quero ser primavera para que regues minha flor
Também quero ser outono para que comas do meu fruto
Eu quero ser poesia em sete versos e assim me leias com um olhar
E seu romance de cabeceira para que me leias a vida inteira.
Meu profundo amor...
Se você contar todas as estrelas no céu ...
Quantos luares... e por de sol...
E outros tantos amanhecer...
Todas as chuvas que caem nos oceanos...
Os grãos de areia que viajam com os ventos nos desertos...
O perfume de todas as rosas do mundo...
todos os sorrisos de crianças que brincam nos jardins...
então saberás o quanto eu AMO-TE!
Carta de amor
A coruja traz o belo recado
Versado dos sentimentos cuja
Alma escreve com plena calma
Uma carta de sua união
Senão a mais farta
Emociona muito e menciona
Quanto é grande o amor
Fervor de riso e de pranto
A razão de sua salvação
Diz que por toda a vida
Querida, serás muito feliz
No ardor eterno do amor.
Amor sofrido, amor dolorido
Mágoas passadas, ou enterradas
Sofrimento ardente que move a gente
Que nunca vai e nunca chega
Amor tentado, amor despido
Amor amado, que nunca passa
Felicidade triste e tristeza alegre
Assim é o amor, um mar de rosas e de espinhos
Quanto mais se nada, mais se fere
O amor encanta, e arranca
Despedaça o coração
Quando se sente já é tarde e não tem mais solução
Assim é amor, às vezes triste, às vezes alegre
O importante é ser feliz.
Já pensaram como seria se a quantidade de amor que as pessoas dizer ter em redes sociais,
fossem colocadas em pratica no mundo real?
...Quando estamos perto nos distanciamos,
Quando estamos longe virtualmente nos amamos...
Sem sentido é o coração de quem julga não precisar de ninguém
e o amor, meu bem, se renova e renova os corações muito antes que você soletre as palavras:
Eu te amo.
Eternos
(...)"Os amantes
não se encontram
nas madrugadas
escondidos dentro de motéis
como muitos pensam.
Estão dentro um do outro.
Em todos os seus
melhores pensamentos.
Estão nos rastros deixados
pelo caminho...
Os pés de novas pessoas
não apagam as velhas pegadas.
Marcas solitárias de saudade
daqueles que um dia
caminharam juntos."
Eu vejo o mundo melhor no futuro
Eu creio num novo começo de era
Essa força que nos domina, o amor
vai nos permitir exterminar a fera
Almany Sol
Amizade
Sempre estive com você
Mesmo quando distante,
Quem sabe o Monte Evereste
Seja menor que a nossa amizade.
A vida é bela, Deus, homem
Sábio, criou “amigo”,
Para que tenhamos a quem contar
Nos momentos difíceis.
E a amizade é isso,
Um tesouro abandonado
Somente tem valor se lapidado,
O mesmo é uma amizade
Que masce, cresce e se torna
Inesquecível.
Quem sabe seja você
Um grande amigo,
Amizade sempre é amizade,
Não morre, briga, mas sempre
Continua viva,
Brinca, chora, sorrir…
Amizade sempre é amizade.
E o Monte Evereste é pequeno
Diante a nossa amizade!
E o bom é que não necessitamos cobrar
Um do outro, e muito menos
Provar…
Ama-me, Apenas
"Deixo que me ame
como quiseres.
Ser amada no
teu profundo silêncio,
quando inquieto rola na cama
sem sono.
Quero ser amada
no teu maior vazio.
Preencher os espaços
desta tua ausência de mim.
Ama-me nesta distância
que te aperta o coração.
Neste teu pensamento
retalhado por finas farpas
de saudade.
Sou amada no teu
sorriso escondido,
nas palavras caladas.
E ama-me
em nossas
lembranças guardadas.
Te pertenço em teu
melhor desejo...
No fechar de teus olhos
antes de adormecer.
Ama-me apenas.
Sem trair-me.
Ama-me nesta noite,
e em todas as outras
que não me tens
em teu leito.
Faz-me feliz
teu jeito guardado
de amar-me.
Amando-me em teus medos.
No pranto caído.
em teimosia de me querer.
Ama-me, apenas.
Apenas por não poder
esquecer-me..."
Seus cabelos soltos
Por entre a ventania
Inspirava o poeta
Que sorria distante
Da realidade
Do mundo.
A insônia chegou
com ela vem as lembranças
os pensamentos bobos
Tudo que tenho são algumas músicas pra ajudar
elas me acalmam
Lembro do dia em que beijei aqueles lábios
Estou apaixonado
Tento mentir para mim mesmo que não
Fecho meus olhos e imagino
Me abraço
Pego o travesseiro e o aperto forte
Me arrepia a espinha
Meus pés estão gelados
As notas marcantes da música me deixam acordado
As coisas simples que poderia eu fazer
Meu orgulho me segura
Queria que fosse a mão daquela garota me segurando
Ela não percebe
Nunca vai perceber
Gosta de se iludir longe de mim
E eu gosto de me iludir, perto dela
Lembro da minhas mão no seu pescoço
Lembro do abraço apertado todo dia no recreio
Penso em palavras sinceras pra escrever isso
tudo que vêm à cabeça são falsas esperanças
Eu cada dia mais me iludo,
e cada dia mais paro de acreditar
Em mim
Nela
Em todo mundo
Há apenas silêncio fora dos fones de ouvido
As luzes acesas, o café frio
Escrevo frases nas paredes
Sinto como se fosse explodir
Toco meus lábios com os dedos
Fecho os olhos
Não! Não tem o por que,
fechar os olhos traz aquele rosto doce e carinhoso em minha mente
Talvez o melhor a fazer seja apenas viver sem esperar nada
Nem dela
Nem de ninguém.
Canção da Saudade
Saudade, palavra doce,
Que traduz tanto amargor!
Saudade é como se fosse
Espinho cheirando a flor.
Saudade, ventura ausente,
Um bem que longe se vê,
Uma dor que o peito sente
Sem saber como e porquê.
Um desejo de estar perto,
De quem está longe de nós;
Um ai que não sei ao certo
Se é um suspiro ou uma voz.
Um sorriso de tristeza,
Um soluço de alegria,
O suplício da incerteza
Que uma esperança alivia.
Nessas três sílabas há de
Caber toda uma canção:
Bendita a dor da saudade
Que faz bem ao coração.
Um longe olhar que se lança
Numa carta ou numa flor,
Saudade – irmã da esperança,
Saudade – filha do amor.
Uma palavra tão breve,
Mas tão longa de sentir
E há tanta gente que a escreve
Sem, a saber, traduzir.
“Gosto amargo de infelizes”
Foi como a chamou Garrett;
Coração, calado, dizes
Num suspiro o que ela é.
A palavra é bem pequena,
Mas diz tanto de uma vez;
Por ela valeu a pena
Inventar-se o português.
Saudade – um suspiro, uma ânsia,
Uma vontade de ver
A quem nos vê à distância
Com os olhos do bem querer.
A saudade é calculada,
Por algarismos também:
“Distância” multiplicada
Pelo fator “Querer bem”.
A alma gela-se de tédio
Enchem-se os olhos de ardor...
Saudade – dor que é remédio,
Remédio que aumenta a dor.
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