Um Estranho Impar Poesia
O fato de existir a cura, não significa que você será curado.
Um grande beijo em seu coração.
R&F Perazza.'.
Passando pra desejar um novo ano e que ele não seja como o outono, onde as folhas caem deixando lembranças, de dias bons e ruins.
Mas sim que seja como a primavera, que produz sementes e frutos, que podem ser plantadas a cada dia, e colhidas a cada amanhecer.
É tempo de celebrar o amor, perdão e viver em paz.
Que 2022 seja de muita paz, união e conquista em sua vida.
Um grande beijo em seu coração.
R&F Perazza .'.
Um conto de outras primaveras passadas. Como era....
As moças de famílias com mais recursos financeiros, tinham que namorar os rapazes que fossem da mesma estirpe, ou que tivessem um bom emprego, de preferência em algum banco,. se fosse no banco do Brasil, melhor ainda. O pretendente que não se enquadrasse nos requisitos exigidos pela família da moça, só podia namorar "escondido." A moça que namorava "escondido", para ir ao cinema, tinha que sempre estar acompanhada com alguma amiga, ou com os pais, mas nunca sozinha.. O mancebo atrevido e sem os requisitos necessários, ficava por ali , na espera, na ante sala do cinema. Quando começava o filme, ele, na penumbra, saia procurando a moça. Vez ou outra,depois de estar sentado e curtindo a namorada, acontecia algum problema com o filme e as luzes se acendiam, era hora de se levantar e sair, deixando a moça sozinha. Assim que resolviam o problema com a fita, apagavam se as luzes, voltava o rapaz novamente a se sentar ao lado da namorada. Quando terminava o filme, aliás, antes do fim, o namorado já tinha que ir saindo, deixando a namorada sozinha. Normalmente alguns pais ficavam esperando a filha na saída do cinema, ou então, ela ia para casa acompanhada de alguma amiga, mas nunca com o mancebo. Os encontros extras, ou seja, fora da sala do cinema, eram sempre furtivos e rápidos. Quando os pais da moça descobriam aquele namoro, vinha o desfecho sempre com o argumento de que eles não haviam criado uma filha para aquele tipo de rapaz. Fim do idílio. Ivo
Quando eu fui criança IV
Um senhor, libanês, abriu uma banquinha em frente ao Grupo Escolar Carmela Dutra, para vender bananas..
No dia da inauguração, como não podia deixar de ser, eu andava por ali, olhando, vendo ele montar as bancadas. Não sei porque o libanês me convidou para trabalhar com ele; Convite aceito imediatamente.
Depois da entrevista, acertado os direitos e obrigações de cada um, fui para a minha casa com o compromisso de voltar à tarde.
Cheguei no horário combinado. Já "almoçado", Precisava, eu ia ficar a tarde toda no "serviço"
Como ele tinha outros compromissos pela cidade. antes de sair, me deu umas aulas sobre o produto (bananas) e umas orientações básicas necessárias: tipo de banana, preços, , como fazer troco, etc. e lá se foi o libanês, deixando aos meus cuidado, seu patrimônio.,
A princípio, ainda com a barriga cheia, pois tinha acabado de almoçar, não me interessei muito pelas bananas, mas com o passar do tempo, sem nenhum movimento mais a demora pela volta do dono, fui experimentando as bananas e suas variedades.,
Comi tanto que comecei a passar mal. Tive que me deitar debaixo de uma das banquinhas,onde fiquei torcendo de dor, não podia nem me mexer que doía tudo . Foi aí, então, que vi o dono. Primeiro ele olhou para as pencas, analisando as faltas, ficou um tempo pensando, depois olhou por debaixo da banquinha, onde eu estava deitado. Sem sentimento de pena, não me perguntou nada., só falou: amanhã você não precisa vir mais . E pior, nem me pagou.(I
regressar seria uma derrota.
tão dolorido foi um dia sair e
deixar a casa. deixar um história..ter que se dividir
se deixar em partes, mas
regressar jamais
mesmo ferido, perdido, segui !
havia a noite para aquelas saudades que viriam.
de tudo e de todos. havia o choro silenciosos e sufocado no travesseiro para amenizar a falta
deixar que os olhos enganassem o coração paras coisas difíceis, quase impossíveis, mas voltar derrotado,não, nunca.
quase sempre mentindo para sufocar as dores dos que ficaram , fui ficando..
mas voltar teria sido uma derrota, mesmo tendo perdido tanto. /i
em frente a pracinha, havia um cinema. Cine Rios.
Eu viajava naqueles painéis de fotos de "mocinhos e bandidos",Depois ficava esperando a matine de domingo, quando, então, aconteciam aquelas batalhas do "bom contra o mau". o "mocinho bom" sempre vencia. tinha ainda, a continuação dos seriados intermináveis, que sempre deixavam um suspense no final. perto do cinema, aquela sorveteria. a coisa mais linda do mundo, cada sorvete era homenageado num painel.que ficava exposto na parede. o dono, classificava os meninos que podiam ou não entrar. e foi ali, naquela sorveteria, que um dia, um homem bom,usando botas e chapéu de boiadeiro, mandou que o homem ruim, servisse o melhor sorvete que havia, para aquele menino que não podia entrar na sorveteria.
do outro lado da pracinha, tinha um bar que vendia umas balas com figurinhas de jogador de futebol, com direito a ganhar um bicicleta, desde que você preenchesse um álbum imenso. ganhar aquela bicicleta era quase impossível. mas, foi assim, que um dia, com 8 anos, eu comprei o salário inteiro do meu pai em figurinhas, mesmo ele não tendo álbum de figurinhas.- /i
O menino de cabelos de anjo
No segundo ano primário. veio estudar na minha classe um menino que era filho de uma família circense. Esse circo ficou muito tempo em SM. Minha irmã, Madalena, fez até alguns papéis de Nossa senhora em uma das peças que eles apresentavam, isso me permitia entrar de graça. Mas voltando ao menino. Então,o menino devia ter a mesma idade minha, uns 8 anos. A unica diferença era o tratamento que foi dispensado a ele pela nossa professora, que sei o nome, mas não vou dizer. Ela, depois que esse menino veio estudar na nossa classe, simplesmente esqueceu do resto da classe. Tudo era para menino. --"Ela dizia que ele era o mais bonito."Que Ele parecia um anjo", ah, era limpinho...,, ´´E verdade.ele era louro dos cabelos encaracolados e cheirosos, como dizia a professora. Um dia, nós vimos; ela botou ele sentado no colo e ficou alisando os cabelos dele.Todos os dias era a mesma situação., Quando algum outro aluno tinha alguma duvida e perguntava para ela, além de chamar o aluno de burro ela jogava o que tinha na mão, giz, régua, apagador, etc. Era um bagunça generalizada na classe.
Enquanto o circo ficou em SM, foi aquilo. Um dia, o circo se foi e o anjo sumiu da nossa classe. Eu, hoje, cheguei a seguinte conclusão: nós:, feios, fedidos, cabelo cortado bodinho (mais fácil para catar piolho), descalço (grande parte), o guarda pó mais azul do que branco, e mais, a gente vivia grudando tatu debaixo da tampa da carteira e comendo a borracha do lápis.., queria o quê?
A unica coisa que ficou do menino anjo, para a professora, acho, foi a saudade dele, Vez ou outra ela ficava olhando para a carteira que ele sentou, e ficava assim, meio que suspirando de saudades../i
Os dois meninos.
No segundo do primário, acho, alem do menino com cabelos de anjo, tinha um outro menino, Este filho de fazendeiro.. Todos os dias, um carro da fazenda trazia e buscava o menino fazendeiro. O motorista ficava em frente ao portão da escola esperando.
Teve um tempo em Santa Mariana, quando a cidade não tinha asfalto, era necessário jogar água nas ruas para diminuir um pouco a poeira. Isso era feito por dois caminhões, chamados de "regador ". Eles lançavam jatos de água sobre a poeira e por uns tempos amenizavam aquele “poeirão.” Esses caminhões eram abastecidos de água no lugar onde eu morava,,o local era chamado de bomba d água. Vez ou outra eu pegava uma carona com eles. Um era operado pelo Senhor Luiz, pai da Leonilda o outro pelo Senhor João pipoca. Um belo dia, bem no horário da saída das aulas, passando na minha frente: la estava o Senhor o João pipoca.Ele para o caminhão e me chama. Imaginem a cena: aquele menino, filho de fazendeiro , com sua prepotência, olhando para o caminhão "regador", e como, todos meninos da nossa idade, admirando a operação. Ele me viu subindo na cabine do caminhão e ficou me olhando com uma inveja danada, porque, de todos aqueles meninos, somente eu tive o privilégio de me sentar da cabine. Fechei a porta, botei o bracinho para fora e por uns segundos fiquei mais importante do que eles: o menino de motorista particular e também do menino com cabelos de "anjo"./i
Se eu pudesse voltar.
foi se um tempo
um tempo que, já quase esquecido,
surge de repente, agora se apoiando em velhas lembranças;
rebusca a memória, força momentos que vem e vão como se fossem estrofe de um velha canção de ninar;
fecho os olhos e me vejo em lugares, cheio de rostos
conhecidos com perguntas que ficarão sem respostas.
o tempo se foi hoje. /i
Foi um engano inocente achar que eu conseguiria te esquecer.
Em todos os lugares por onde eu passei, lá estava você. /i
era para ser somente um sonho.
era tudo uma brincadeira,
uma mentira qualquer...
onde mais e com quem mais a não ser com você?
mas a mente valente, dominou o coração inocente,
calou a saudade, soltou as correntes e nem olhou para trás; partiu!
quem ficou, ficou esperando sem acreditar que fosse de verdade, mas era quase tudo verdade, mesmo brincando de "brincadeira". /i
.....é um roubo levar as lembranças embora.
elas não nos pertencem. sozinhas não sobrevivem, não têm vida...morrem. /i Ivo Terra Mattos.
(Já postado algumas vezes)
...e eu nem tive tempo de agradecer. Quem sabe um dia..
Em frente a pracinha, havia um cinema; Cine Rios.
Nos intervalos das "engraxadas' (eu era engraxate. Iniciante) eu ficava na porta no cinema e viajava naqueles painéis de fotos de "mocinhos e bandidos". Depois ficava esperando a matine de domingo, quando, então, aconteciam aquelas batalhas do "bom contra o mau". O "mocinho bom" sempre vencia. No fim do filme sempre tinha a continuação dos seriados intermináveis, que deixavam um suspense no final. Acho que era para a gente voltar no próximo domingo. Perto do cinema havia uma sorveteria . A mais linda do mundo. (Eu só conhecia aquela) Os sabores dos sorvetes eram homenageados nos painéis(desenhos) que ficavam expostos nas paredes. Eu viajava naqueles sabores. O meu preferido era o banana splits, mesmo não conhecendo o sabor. Gostava da imagem.
O dono da sorveteria classificava os meninos que podiam ou não entrar no recinto, lógico, pela aparência. Como eu era um dos que não podiam entrar, o negocio era ficar olhando pelo lado de fora e imaginando. E foi ali, naquela sorveteria, que um dia, um homem bom, usando botas e chapéu de boiadeiro, mandou que o homem ruim, servisse o melhor sorvete (aquele da foto que eu estava admirando banana split) para aquele menino que não podia entrar na sorveteria. O que foi feito sem relutar.
Do outro lado da pracinha, tinha um bar que vendia umas balas com figurinhas de jogador de futebol, com direito a ganhar uma bicicleta, desde que você preenchesse um álbum imenso. Ganhar aquela bicicleta era quase impossível. Mas foi assim, que um dia, com 8 anos, eu comprei o salário inteiro do meu pai em figurinhas, mesmo ele não tendo álbum de figurinhas e nem ter ganhado a bicicleta. /i Ivo Terra Mattos
queria ter te amado
ter ganho um abraço
sentir orgulho de ser seu
mas você não me ensinou
seus olhos não me buscavam,
mas sua indiferença, sim
queria ter te beijado,
ter te abraçado, mas você nunca estava
queria ter te amado sem ser imitação
amar com o coração
mas você não me ensinou
nem sabia o que de fato eu era seu.
tudo teria sido diferente
não teria que ir me desfazendo de você
pelos caminhos.
não teria tido tantos pesadelos e tantos medos.
tantas perguntas e tantas angustias.
você poderia ter sido meu amigo de fato. /i Ivo Terra Mattos
Em Cores
Dichavo esses versos e peço..
Um pouco mais de respeito!
Pois estes dedos amarelados
Sabe sim!! muito mais, da missa,
Do que o terço
Dourado e brilhante, não foi o meu berço...
Talvez meio Embaçado, ofuscado
Em tons autoritários somados a libertação dos gritos vermelhos.
Mas teve apreço...
Não coloquem preço nas minhas palavras
Libero elas gratuitamente...
Em tons de cinza azulado fumaça.
No enrolar da canoa de papel
Levo de volta quem do futuro veio ao passado,
Pra se encontrar em um presente que nem lá foi embrulhado.
Nos traços que lhe trago a verdade.
Em verdes e tragos
Casos e acasos de um pacato finin bolado
Sem yellow finger ou pitera de nutelagens
Só aprecio os versos da neblinna
E vejo as nuvens formando imagens
Por que escarlate.
O pico mais alto pra se encontrar no poço mais fundo da ignorância incolor
A lama da hipocrisia já está no pescoço
As marcas de tom Roxo Brasilis q só deixam a dor
A mídia-marrom: tragédia, mentira e carnificina
A paz com certeza não é Branca
Tiram do preto toda sua alegria
Os olhos castanhos dos índios
Já viu muito Urucum jorrar dessa terra
Que o verde, amarelo e azul
Seja um arco íris em nossa janela
Pra que a arte da vida seja desenhada como em uma aquarela.
Cobrir com arte o ódio, e apagar todas suas sequelas.
Sejamos artistas do nosso propio universo
Criem mundos magenta , com mais amor e muito mais versos.
Acredite mais na força de novos parágrafos do que na contenção dos escuros pontos finais.
Pintem, criem, cantem, dancem e nunca esqueça seus ancestrais .
Por mais veracidade das cores em fatos
Nas palavras e atos
O justo e o correto tem que caminhar lado a lado
equilibrando a balança de bronze pra estabilizar
Entao, vai nivelando ai sua forma de agir e pensar.
Coloca a massa cinzenta pra funcionar.
Thibor
A amizade é linda até que um dos lados manifeste a necessidade, especialmente se for financeira.
As declarações pretéritas são desmentidas de imediato.
Um padre certa vez me disse:
"O que não é bom certamente é mau
O que não é doce com certeza é fel
E o que não é inferno talvez seja o céu"
Um minuto de reflexão...
Afaste tudo aquilo que te faz mal, pensamentos, pessoas, momentos...
Seja resiliente para encarar cada etapa da sua vida. Somos aquilo que queremos ser, portanto, seja você e não aquilo que as outras pessoas te impõem.
Rever os seus conceitos é auto-se-analisar, reconhecer onde estão os erros e repará-los. Cuidado com os que dizem ser seus amigos, pois nem tudo que reluz é ouro, saiba onde pisar, porque poucos são os que irão te livrar do abismo. A verdade te corrige e edifica, mas a mentira te ilude e te destrói.
Destarte, aja sempre com a razão e nunca com a emoção. Seja diligente em buscar a resiliência, pois só ela te fará por os pés no chão.
“H.A.A”
DEUS no comando sempre!!!🙏l
O Tráfico é como a Hidra de Lerna, das sete cabeças uma é imortal, porém existe apenas um herói que consegue destruí-la.
A Hidra de Lerna também possui um odor tóxico que só de inalar a pessoa morre, assemelha-se as drogas que vêm assolando continuadamente nossa sociedade, tudo por causa dessa cabeça que a justiça não consegue arrancar e enterrar. Por isso, acreditamos que somente DEUS poderá acabar de vez com o tráfico, pois o sistema é sujo e não permite que ele seja destruído. Enquanto isso, os policiais e os demais poderes que não são corruptos, seguem enxugando gelo, tentando arrancar e cauterizar as outras cabeças a fim de que o sofrimento e as perdas humanas sejam reduzidas.
“H.A.A”
Valorize-se, reconstrua-se, a vida é um sopro e aqui na vida dos proletários somos apenas números onde a empatia nunca será recíproca por aquela burguesia que você dedicou fidelidade e lealdade um dia.
O tempo passa rápido demais, por isso viva intensamente cada oportunidade oferecida, não deixe nada preso na garganta, liberte-se de suas palavras, não abra mão dos seus direitos e seja justo com aquele que sempre o respeitou.
“H.A.A”
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