Um Estranho Impar Poesia
Confissão de um artista incompreendido
Eu só sou artista quando escrevo.
Tocar, cantar — tudo isso, por mais que me habite, me degrada. Há um processo silencioso de deterioração da minha alma artística quando tento me expressar fora da palavra. Como se algo se perdesse no ar. Como se aquilo que eu sou, no fundo, não coubesse no gesto ou na voz.
Minhas melodias? Eu as crio em catarse. Elas nascem do abismo, do indizível, mas raramente alcançam quem ouve. Alguns me dizem, com um sorriso breve: “muito legal.” Outros me parabenizam — por educação, talvez. Mas eu percebo. Eu sei. A língua que falo, com minha arte, não chega audível aos seus ouvidos.
Eles não escutam o que eu ofereço. Escutam outra coisa. Um som qualquer. Um ruído bonito, talvez. Mas não escutam eu.
É por isso que, quando escrevo, me sinto inteiro. Porque sei que um — um só já basta — um leitor, em qualquer tempo, há de entender. Há de perceber. Há de aprender a língua secreta do meu ditirambo. Porque a palavra escrita não exige pressa, não pede aprovação imediata. Ela se deixa ler por quem for capaz de ouvir o silêncio entre as sílabas.
E é ali, nesse instante invisível, que eu sou artista por inteiro.
Escrever, hoje em dia, é um ato de resistência contra a insanidade coletiva que nos domestica, que nos embrutece, que nos impede de perceber a dor do outro. Vivemos num mundo de intolerância, de verdades absolutas, onde quem duvida morre. Na escrita, há uma brecha. Uma fresta de lucidez. Um instante de verdade.
Ali, diante da página, o poeta — como um semideus — nos apresenta a beleza honesta da dor. Ele nos representa como somos: seres humanos. Falhos, imperfeitos, mas humanos. E durante o tempo da leitura, sem nenhuma distração, sem nenhum pensamento alheio, nos conectamos com quem somos. Com nossa essência. E ao perceber isso, algo se transforma.
Porque há uma catarse que acontece. Às vezes sutil, às vezes brutal. Mas acontece. Saímos da leitura mexidos, acordados. Descobrimos a força incrível que é ser humano. O poder que temos em mãos. A capacidade de sonhar — mesmo com tudo em ruínas.
A pergunta é: o que vamos fazer com isso? Vamos tentar mudar o mundo, ou voltar à realidade mórbida, fingindo que nada foi dito? A poesia nos entrega uma verdade. E a verdade, uma vez vista, não pode mais ser ignorada.
Entre Salomão e Nietzsche, a Senda do Poeta
Ser poeta não é ser um sábio, embora o poeta caminhe com os olhos cheios de mundo.
Ser poeta é, talvez, saber desviar dos abismos do saber.
Salomão provou de tudo: da carne e do vinho, da justiça e da insônia. Escreveu provérbios como quem grava cicatrizes em pedra. No fim, chamou tudo de vaidade. Mas errou — não porque ousou saborear o mundo, mas porque se esqueceu de manter acesa a lâmpada interior. A sabedoria sem direção vira labirinto. E o poeta não pode se dar ao luxo de se perder.
Nietzsche, por sua vez, levou a lucidez até os ossos. Arrancou o véu de todos os ídolos, inclusive o de Deus. Mas pagou um preço alto: foi vencido por aquilo que desejava superar. Ficou só, dentro da própria mente — uma caverna onde ressoavam apenas os gritos do seu gênio cansado.
Eu não quero ser como Salomão, que confundiu sabedoria com impunidade divina.
E também não quero ser Nietzsche, que confundiu liberdade com exílio da alma.
Quero escrever versos que me mantenham de pé.
Quero uma poesia que não apodreça, que não me transforme num profeta vencido pela própria visão.
Quero a palavra como caminho — não como cova.
Porque a verdadeira maturidade não está em saber tudo, mas em saber o que deixar de lado.
E a verdadeira poesia não nasce do delírio nem da vaidade — mas do silêncio que vem depois de ver demais.
O Alter Ego e o Labirinto
Na literatura, o alter ego do autor raramente é um só.
Ele se desdobra, se infiltra em múltiplos personagens, e por vezes se oculta no que não é dito, no que se evita.
Em Labirinto Emocional, meu primeiro romance, publicado em 2005, meu alter ego se dividiu em dois homens: Valter e Paulo.
Valter é jornalista, alcoólatra, devastado por uma perda que o tempo não cura — um filho perdido na Europa, tragado pelos rastros da guerra.
Ele carrega o peso da memória e do fracasso, mas também da lucidez crua de quem já viu o mundo pelo avesso.
É um homem que já foi centro, mas hoje gira em torno de um vazio.
Paulo é músico da noite, filho da boemia carioca.
Conhece Valter em Copacabana, num tempo em que os bares tinham alma e a amizade era vício raro.
Paulo vê em Valter um espelho trincado — e, talvez por isso, não foge dele.
Eles criam uma amizade intensa, marcada por silêncios, desconfianças e lealdades tortas.
Enquanto Valter afunda nas suas crises, entre surtos e lapsos, Paulo se aproxima de Rute, a filha única de Valter — a mais bela, a mais viva — e casa-se com ela.
Não há escândalo. Há destino.
Paulo se torna o cuidador de Valter, quase um herdeiro não nomeado.
É ele quem permanece quando o mundo se vai.
Talvez o alter ego não esteja só em Valter. Nem só em Paulo.
Está no abismo entre os dois.
Na fronteira tênue entre decadência e continuidade.
Na pergunta silenciosa: quem somos quando os outros começam a cuidar do que um dia foi nosso?
Labirinto Emocional é isso.
Não é apenas um romance sobre amizade, amor, decadência e lucidez.
É um romance sobre o artista diante do espelho:
partido entre o que viveu e o que ainda insiste em escrever.
FARDO
Deixe eu lhe dar só um pouquinho do meu prazer.
Se eu lhe der tudo de mim, serei um fardo pra você...
Se eu lhe der tudo de mim, serei um fardo pra você.
Diz o poeta, com razão:
Que amor demais dá combustão.
Acende o fogo da paixão,
Mas toda chama, um dia, apaga.
E todo amor, meu bem, um dia acaba...
Deixe eu lhe dar só um pouquinho do meu prazer.
jovens, herdeiros de um novo mundo.
Buscando o mesmo objetivo em caminhos diferentes.
Quem dera se não pretendesse serem iguais? Em suas diferenças como flores no jardim, seus sabores, perfumes e essências por um mundo menos entediante?!
Vencer um oponente de capacidade inferior - Esperado!
Vencer um oponente de capacidade igual - Sorte!
Vencer um oponente de capacidade superior - Eternidade! Giovenardi
Um dia aprendemos... Ah se aprendemos que o mundo é um desafio, e que ao encontrar aquela que te faz aumentar e ao mesmo tempo despencar carinhosamente as batidas do seu coração, cuidado ela pode ser a oportunidade de sua vida, que um olhar pode dizer mais que palavras, que atitudes devem ser revistas, que se superar é realmente necessário, e que sentir saudade foi algo que valeu a pena, um dia a gente aprende que junto com a mágoa vem o choro mais a cura para ambos é o perdão, que ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade, e o que realmente importa é ser feliz, feliz com suas escolhas e reconhecer seus erros e correr até consertá-lo antes que seja tarde; tarde pra dizer até mesmo eu te amo!
Carta para Marcos
Carta para Marcos
Hoje pensei muito em ti , como pode um ser de luz igual a você , tomar conta deste coração que o acolhe com tanto carinho e zelo !
Um Mundo sem guerras é Utópico, considerando que a implementação de uma ética “UNIVERSAL”,tendo como Pilares a liberdade, fraternidade e igualdade, com fins de substituir a contemporânea e obsoleta cultura individualista da “Competição& Meritocracia” pela sapiência da “Cooperação em Sinergia” , ser também uma Utopia!
Conclui se então, que tais desvaneios só são possíveis de se concretizarem, em simbiótica díade.
UM VENDENDOR DE FLORES ENSINANDO A FILHA A ESCOLHER SEUS AMORES…
Pai, o que é amor?
É um sentimento.
O que é um sentimento?
É quando você gosta, mas não sabe o que gosta e porquê gosta!
Somente sente…
“Uma afeição é tão genuina, quanto inexplicável ela o é…”
Pai e quando sabe o que gosta na pessoa e porquê gosta…, o que é?
Uma conveniente admiração!
Eu sou, Eu , Eu Mesmo, com minhas convicções morais…
Sem “elas” sou um mero personagem…, e não uma Personalidade!
É trágico e irônico como em filmes de catástrofes, a Humanidade se junta para destruir um grande meteoro (ameaça natural).
Mas o que não nos sensibilizamos,é que cada “míssil lançado é um meteoro” na realidade particular de cada comunidade atingida.(Tragédia artificial).
Na ficção nos unimos para destruir um meteoro. Na realidade nos segregamos, em uma corrida armamentista, na ambição de ter se o maior arsenal de pequenos meteoros particulares!
A Humanidade é retratada como uma espécie solidaria e civilizada em um filme de ficção, e classificada como tribal e bárbara em um filme de documentário!
Somente um Deus teria o privilégio do Dogmatismo , sendo isto a excludente objetiva total de culpabilidade, no exercício de suas condutas ,em especial as omissivas,não podendo ser julgado ou questionado.
Por isto muitos falam e atuam em seus nomes…,mesmo sem possuir nenhum indícios, vestígios ou quiçá provas para legitimar divina permissão.
COMPLEMENTAÇÃO
"Um barco no porto está seguro, mas não é para isso que os barcos foram feitos." (John A. Shedd)
Todavia qual o sentido de remar para um mar que não esta calmo ?!
Jamais entre em
um debate para ter razão!
Participe para encontrar a razão em si, perante o crivo da dialética!
Quando julga-se uma pessoa, observa-se apenas uma de suas sobreposições quânticas, em um dos infinitos possíveis cenários.
Até nós mesmos poderiamos queimar nossas angelicais asas no inferno ou por desuso atrofiar nossos diabólicos chifres no céu.
A vida possui dois cronômetros: um de agora até a sua morte, e outro da sua morte até agora.
O irônico disto tudo é que só é permitido saber o fim e o início de ambos no mesmo momento.
O triunfo pessoal só advém quando sua consciência encontra harmônico sentido cronológico perante ambos.
GOSTARIA DE APRESENTAR UM PONTO DE VISTA DIFERENTE SOBRE O QUE SERIA ESSA " "LÓGICA CRISTÃ"
segundo não minhas palavras pq elas não tem nem uma relevância, mas se a gente em vez de reproduzir só o que escuta formos pesquisar e estudar o tema, vamos perceber quê não é a atitude de se converter à religião que absorve o indivíduo de suas ações, pq Deus não julga so as atitudes, porque as atitudes não reflete as intenções, e Deus julga nossas intenções por trás das ações, e ainda que verdadeiramente se arrependa e sejamos perdoados os homens não estão livres das consequências de suas ações, não é simplesmente se converter ou falar que se arrependeu, os homens julgam as atitudes que tomamos, mas não podemos nos esquecer que deus vai além disso, ele sonda nossos corações por isso ele julga as intenções por trás das ações .
NÃO CABE A NEM UM PESSOA CRISTÃO OU NÃO JULGAR QUEM VAI PARA O CÉU OU PARA O INFERNO SOMENTE DEUS !!!
Em um mundo tão indiferente e sem amor, Quando surge algo que realmente vale a pena lutar, se entregar. Custamos a acreditar que isto possa ser real ser verdadeiro, E deixamos passar uma coisa que possa fazer valer a pena viver em um mundo tão hipócrita e Cruel que construímos com nosso egoísmo e preconceitos ...
Ass: Mano Souza ∆°
- Relacionados
- Poesia de amigas para sempre
- Poemas de aniversário: versos para iluminar um novo ciclo
- Poesia Felicidade de Fernando Pessoa
- Poemas de amizade verdadeira que falam dessa união de almas
- Frases de Raul Seixas para quem ama rock e poesia
- Frases de efeito que vão te fazer olhar para a vida de um novo jeito
- Frases para falsos amigos: palavras para se expressar e mandar um recado
