Um Estranho Impar Poesia
A Felicidade era um lugar estranho,
lá, os meninos, após a chuva
comiam o arco-íris e saiam coloridos
pela rua Jogando futebol.
O futuro era decidido no par-ou-ímpar
e o passado simplesmente não existia.
Já faz um mês, né?
Engraçado… talvez um pouco estranho.
Você chegou como raio em um dia ensolarado.
Sem aviso,
sem promessa,
em um dia que eu julgava comum.
Só chegou.
E quando percebi,
já havia algo de você em mim.
Nos meus olhos,
nos meus pensamentos,
na calma que eu não sabia que procurava.
Ainda recordo as primeiras vezes
em que meus olhos repousaram sobre você.
E talvez, desde então,
eles nunca tenham verdadeiramente partido.
Porque em você há uma beleza
que não se esgota no rosto,
nos lindos cachos cor de caramelo,
muito menos na pele dourada banhada pelo sol.
É uma beleza que cresce quando você sorri,
quando fala,
quando simplesmente existe perto de mim.
Pois tu és única,
a estrela que perdura a brilhar
em um céu turvo,
quando qualquer outra matéria radiante
falha em traspassar as nuvens
para chegar aos meus olhos.
(— Um Caba Sabido)
Um mês parece pouco
para aqueles que contam o amor em dias.
Mas eu não sei amar de forma pequena.
Ainda mais você,
que parece ter sido procurada por mim
mesmo antes que eu soubesse
que procurava alguém.
E hoje,
com tudo aquilo que sou,
com tudo aquilo que sinto,
só consigo dizer:
É você.
Sempre foi você,
mesmo antes que meu coração
soubesse nomear tua presença.
Te amo. Minha linda!
Palavras me elevam a um pedestal.
Ações me mostram a escada: um estranho sobe, eu desço.
O tempo que você nega a um laço antigo é a tradução definitiva do meu verdadeiro lugar na sua vida.
Tirei da minha mente
uma bela poesia,
que falava do Amor!
Amor ingênuo..
mas sincero.
Amor louco...
mas sensato.
Que escurece a mente..
mas ilumina o coração.
Absurdamente grande...
mas cabe no peito.
Simplesmete amor...
Inexplicável....
mas compreenssivel
Há coisas lindas na vida:
Poesia...
Amor...
Você...
Poesia é linda porque é triste.
Amor é lindo porque existe.
Mas lindo mesmo é você!
Há coisas grandes na vida:
Amor...
Perdão...
Você...
Amor é grande porque isola.
Perdão consola.
Mas grande mesmo é você.
Há coisas inexplicáveis na vida:
Deus...
Saudade...
Você...
Deus se ama e não se explica.
Saudade se justifica.
Mas como explicar você?
Há coisas boas na vida:
Livros...
Carinhos...
Você...
Livros nos ensinam.
Carinhos, quem não os sente?
Mas bom para mim é você.
Há coisas incompreensíveis na vida:
Crianças...
Sonhos...
Você...
Crianças não sei se entendo.
Sonhos não os compreendo.
Mas sei que amo você...
Amor e Poesia
Dedilhando as páginas de meu livro,
Cá estou lendo poesias bonitas.
Nenhuma delas é mais graciosa que teu sorriso,
Não há uma sequer.
Nenhuma delas me deixam tão bem como o teu beijo,
Tão completa como a tua presença,
Tão feliz como o teu cheiro.
Nenhuma delas amo mais que você.
A Fotografia eterniza momentos.
A Poesia eterniza sentimentos.
A Fotografia é a Poesia da imagem.
A Poesia é a fotografia das sensações.
Nos julgamos ímpar e somos pares. Preferimos o controle, a manipulação do jogo, do jogo que joga sozinho com cada um de nós! Vida.
A sabedoria não está propriamente na fala ou no seu oposto. Está na capacidade ímpar de discernir entre um e outro para, na hora exata, empunhá-los com a mesma precisão de uma espada de samurai.
Eu não tenho muita sorte nesse negócio de par ou ímpar, mas uma coisa eu sei, eu sou é muito bom de briga!
Submergida em minhas próprias estranhezas. Cada vez mais fechada, irredutível. Ímpar, peculiar, despadronizada, incompreendida... Degustada, mas muitas vezes vomitada. Fugida dos outros, refugiada em mim. Amada, às vezes, nunca odiada.
pensando bem você sempre teve
essa fé desmedida
e foi um erro brilhar tantas vezes
pra iluminar escuridões que nem eram suas
mas isso te fez virar galáxia
desde pequena você transforma
caos em estrelas
Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver.
Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.
O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer.
A cada bela impressão que causamos, conquistamos um inimigo. Para ser popular é indispensável ser medíocre.
Não existe nada de completamente errado no mundo. Mesmo um relógio parado consegue estar certo duas vezes por dia.
Esquecer é uma necessidade. A vida é uma lousa, em que o destino, para escrever um novo caso, precisa de apagar o caso escrito.
Quem tem um amigo, mesmo que um só, não importa onde se encontre, jamais sofrerá de solidão. Poderá morrer de saudades, mas não estará só.
O amor romântico é como um traje, que, como não é eterno, dura tanto quanto dura; e, em breve, sob a veste do ideal que formamos, que se esfacela, surge o corpo real da pessoa humana, em que o vestimos. O amor romântico, portanto, é um caminho de desilusão. Só o não é quando a desilusão, aceite desde o princípio, decide variar de ideal constantemente, tecer constantemente, nas oficinas da alma, novos trajes, com que constantemente se renove o aspecto da criatura, por eles vestida.
Nota: Trecho adaptado de poema do "Livro do Desassossego", de Bernardo Soares (heterônimo de Fernando Pessoa).
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